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Nutrição de precisão na avicultura avança com apoio de novas tecnologias

Temática integra a programação do Simpósio sobre Nutrição Inteligente para Saúde Intestinal e Máximo Desempenho Animal, que acontece nos dias 12 e 13 de novembro, em Foz do Iguaçu (PR).

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A busca por eficiência na produção animal tem impulsionado a adoção de estratégias nutricionais avançadas, apoiadas por tecnologias que permitem otimizar o aproveitamento de nutrientes, reduzir impactos ambientais e elevar o desempenho zootécnico em aves. Temática esta que vai integrar as discussões do Simpósio sobre Nutrição Inteligente para Saúde Intestinal e Máximo Desempenho Animal, promovido pela Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal (Facta), nos dias 12 e 13 de novembro, em Foz do Iguaçu (PR).

Foto: Shutterstock

Durante a palestra “Tecnologia e ferramentas utilizadas na nutrição de precisão”, a médica-veterinária Patrícia Tomazini Medeiros, gerente de Serviços Técnicos da Evonik, vai abordar o uso racional de insumos, critérios para aquisição de matérias-primas e procedimentos aplicados em fábricas de ração. Segundo ela, a utilização de ferramentas analíticas, como o NIRS (Near-Infrared Spectroscopy), ou Espectroscopia no Infravermelho Próximo, será enfatizada pela importância que tem no controle de qualidade de ingredientes e no suporte a decisões baseadas em dados.

O NIRS consiste em um método de análise não destrutivo que emprega radiação na faixa do infravermelho próximo para identificar a composição química e física de amostras. “O uso do NIRS possibilita medições rápidas e simultâneas de parâmetros proximais, além de estimar o conteúdo energético das matérias-primas e rações, bem como os níveis de aminoácidos totais e digestíveis dos ingredientes. Mais recentemente, além dessas análises, tornou-se possível avaliar também a condição de processamento do milho, do DDGS e dos produtos da soja, o que permite maior agilidade, precisão na formulação das dietas e no controle de qualidade dessas matérias-primas”, explica Patrícia.

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De acordo com a médica-veterinária, a participação no Simpósio representa uma oportunidade de apresentar soluções voltadas à eficiência produtiva e à sustentabilidade na nutrição avícola. “Encontros técnicos como o da Facta favorecem o intercâmbio de conhecimento entre pesquisadores, empresas e profissionais do setor, contribuindo para a atualização científica e a aplicação prática de novas tecnologias”, pontua.

Confira abaixo a programação completa do evento:

Quarta-feira (12 de novembro)
Painel de abertura: relações entre custo, desempenho e sanidade

10h: Abertura e painel de abertura
10h10: Importância da redução de custo na produção de aves e suínos – Mariane Possamai, Vibra
10h50: Como otimizar economia x lucro e desempenho x mortalidade – a definir
11h30: Gestão de pessoas e sucesso profissional – Ricardo Campos, Consultor
12h10: Debate
12h30: Intervalo para almoço

Painel de ingredientes alternativos

14h: Diversificação de ingredientes na formulação de dietas para aves e suínos
14h35: Como otimizar o uso do DDGS na nutrição de aves e suínos – Ideraldo Luiz Lima, Consultor
15h05: A importância dos fatores antinutricionais na escolha de ingredientes para aves – Vitor Fascina, Novonesis
15h35: Debate
16h00: Coffee-break
16h20: Estratégias para o controle de qualidade na fábrica de ração – Sebastião Borges, Vaccinar
16h55: Cota Diamante – Espaço United
17h30: Tecnologia e ferramentas utilizadas na nutrição de precisão – Patricia Tomazini, Evonik
18h05: Debate
18h30: Encerramento do primeiro dia

Quinta-feira (13 de novembro)
Painel sobre a relação da nutrição com microbiota e imunidade

08h30: O papel da microbiota na integridade intestinal – Jovanir Fernandes, UFPR
09h05: O impacto da qualidade dos ingredientes sobre a microbiota – Cinthia Eyng, Unioeste
09h40: Metodologias para análise da microbiota – Natanael Leitão, Ylive
10h15: Coffee-break
10h35: A nutrição a favor da imunidade e controle de patógenos – Breno Beirão, UFPR
11h10: Construindo a resiliência animal através da nutrição – Matheus Resende, Adisseo
11h45: Debate
12h20: Intervalo para almoço
14h: Micotoxinas e seu impacto na imunidade e saúde intestinal – Eduardo Micotti da Gloria, USP
14h35: Nutrição e saúde: como relacionar esses temas na prática – Rodolfo Vieira, BRF
15h10: Resistência antimicrobiana: o que o nutricionista deve saber – Paulo Pelissaro, Seara
15h45: Custo da inflamação na saúde intestinal – Wanderley Quinteiro, Adisseo
16h20: Debate
16h30: Encerramento

Fonte: O Presente Rural com Facta

Avicultura

Vigilância e biosseguridade definem a linha de defesa contra a Influenza aviária, aponta FAO

Documento técnico detalha como monitoramento contínuo, resposta rápida e integração entre saúde animal e humana reduzem o risco de disseminação do vírus nas granjas.

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Fotos: Shutterstock

A Influenza aviária segue como uma das principais ameaças sanitárias à avicultura mundial, com potencial de provocar mortalidade elevada nos plantéis, embargos comerciais e impactos diretos na renda dos produtores. Em documento técnico recente, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura sistematiza recomendações práticas para vigilância, prevenção e controle da doença, com foco na detecção precoce e na contenção rápida de focos.

A base da estratégia, segundo a entidade, está na vigilância contínua. Isso inclui monitoramento ativo em granjas comerciais, criações de subsistência e mercados de aves vivas, além da observação de aves silvestres, especialmente migratórias, que podem atuar como reservatórios do vírus. A eficácia desse sistema depende de notificação imediata de sinais clínicos suspeitos e de capacidade laboratorial para diagnóstico rápido e confiável.

A biosseguridade aparece como o principal filtro para impedir a entrada do vírus nas propriedades. O controle rigoroso de acesso de pessoas, veículos e equipamentos, a separação física entre aves domésticas e silvestres, a desinfecção sistemática de instalações e o manejo correto de resíduos e carcaças são medidas consideradas críticas. A origem da água e da ração também é citada como ponto sensível.

Quando há suspeita ou confirmação da doença, a orientação é agir sem atraso: isolamento imediato da propriedade, abate sanitário das aves infectadas e expostas, desinfecção completa das instalações e restrição de movimentação na área afetada. A comunicação rápida entre produtores e autoridades sanitárias é tratada como componente operacional do controle.

A vacinação é descrita como ferramenta complementar, aplicável conforme o cenário epidemiológico local. A decisão de utilizá-la deve considerar a circulação do vírus, a capacidade de monitorar a eficácia da imunização e os possíveis efeitos sobre o comércio internacional.

O documento também reforça a dimensão transfronteiriça da Influenza aviária. O compartilhamento de dados epidemiológicos e laboratoriais entre países é apontado como condição para respostas regionais mais eficazes. Algumas cepas do vírus podem infectar humanos, o que exige integração entre saúde animal e saúde pública dentro do conceito de Uma Só Saúde.

Para a FAO, sistemas de vigilância bem estruturados, protocolos rígidos de biosseguridade e coordenação entre os diferentes níveis do serviço veterinário oficial são os elementos que determinam a capacidade de um país em reduzir riscos sanitários, econômicos e de saúde pública associados à Influenza aviária.

Fonte: O Presente Rural
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Monoglicerídeos na avicultura: ação antimicrobiana e integridade intestinal como pilares da eficiência produtiva

Moléculas com mecanismos complementares ganham espaço como estratégia nutricional frente aos desafios entéricos e respiratórios em frangos de corte.

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Foto: Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Mariane Marques, mestre em Nutrição, Coordenadora Técnica da Feedis

A interação entre microbiota e resposta imune é determinante para a manutenção da integridade funcional das aves ao longo do ciclo produtivo. Desafios entéricos associados a Clostridium perfringens e Escherichia coli, assim como agentes respiratórios como o vírus da bronquite infecciosa (IBV), impõem pressão inflamatória constante, redirecionando energia metabólica e comprometendo eficiência produtiva e uniformidade de lote.

Nesse contexto, tecnologias nutricionais baseadas em monoglicerídeos são ferramentas estratégicas no controle do desafio microbiano e na manutenção da eficiência produtiva.

Ação direcionada: o papel da α-MONOLAURINA

A α-monolaurina é um monoglicerídeo derivado do ácido láurico com elevada afinidade por membranas lipídicas, especialmente de bactérias Gram-positivas e vírus envelopados. Sua estrutura anfipática permite a inserção na bicamada celular, promovendo desorganização da membrana e consequente inativação do patógeno.

Em frangos de corte, sua atuação é especialmente relevante frente a Clostridium perfringens, agente frequentemente associado às enterites bacterianas, contribuindo para menor pressão microbiana e maior estabilidade intestinal sob desafio.

Além da atividade antimicrobiana direta, evidências recentes indicam efeito modulador sobre a resposta imune. Pesquisadores demonstraram que aves vacinadas contra bronquite infecciosa e suplementadas com α-monolaurina apresentaram aumento na titulação de anticorpos, melhora de parâmetros de imunidade celular e modulação de mediadores pró-inflamatórios. Esses achados sugerem que a molécula atua não apenas no controle do patógeno, mas também no suporte funcional à imunocompetência em condições de desafio sanitário.

Atuação sobre bactérias gram-negativas: o papel da α-MONOBUTIRINA

A α-monobutirina é um monoglicerídeo com atuação mais eficiente contra bactérias Gram-negativas, cuja estrutura celular apresenta maior complexidade devido à presença de membrana externa rica em lipopolissacarídeos. Sua configuração molecular favorece a interação com a membrana bacteriana e facilita a penetração da molécula, permitindo interferência direta na fisiologia celular.

Uma vez no meio intracelular, sua ação está associada à alteração do equilíbrio do gradiente de prótons e à interferência em processos metabólicos essenciais, comprometendo a produção de energia e a manutenção da viabilidade bacteriana. Esse mecanismo assume papel estratégico frente a microrganismos Gram-negativos associados a desafios entéricos na avicultura.

Em estudo conduzido em 2022 com poedeiras comerciais, a suplementação de α-monobutirina resultou em redução significativa do filo Proteobacteria, grupo que reúne diversas bactérias Gram-negativas potencialmente associadas à disbiose intestinal, incluindo gêneros como Escherichia, Salmonella e Enterobacter.

Em sistemas produtivos sob pressão sanitária contínua, alterações na dinâmica da microbiota intestinal repercutem diretamente sobre conversão alimentar e viabilidade de lote. A redução da carga de bactérias Gram-negativas favorece maior previsibilidade de resultados e menor variabilidade produtiva ao longo do ciclo.

Conclusão

A atuação complementar da α-monolaurina e da α-monobutirina amplia o espectro de controle microbiano, abrangendo bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e vírus envelopados, além de modular a resposta imune do hospedeiro. Enquanto a α-monolaurina exerce ação direcionada sobre membranas lipídicas e contribui para o suporte imunológico, a α-monobutirina interfere na fisiologia de bactérias Gram-negativas e na dinâmica da microbiota intestinal.

Essa abordagem integrada permite reduzir a pressão microbiana e inflamatória sob diferentes cenários de desafio sanitário, favorecendo maior previsibilidade produtiva em sistemas avícolas modernos.

As referências bibliográficas estão com a autora. Contato: mariane.marques@feedis.com.br

Á edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Portos do Paraná concentra quase metade das exportações de frango do Brasil

Terminal de Paranaguá embarcou 819 mil toneladas no 1º trimestre de 2026 e respondeu por quase metade das exportações brasileiras do produto.

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Foto: Shutterstock

De cada dois quilos de carne de frango exportados pelo Brasil no primeiro trimestre de 2026, um saiu pelo Porto de Paranaguá, conforme dados do Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, e do centro de estatísticas da Portos do Paraná. Ao todo, o terminal paranaense, que é o maior corredor de exportação de carne de frango congelada do mundo, embarcou 819 mil toneladas, o que corresponde a 47,8% das exportações brasileiras do produto no período.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Na comparação com os três primeiros meses de 2025, a movimentação foi 15,4% maior. Somente no mês de março, o volume embarcado superou 215 mil toneladas. Os principais destinos do frango brasileiro são China, África do Sul, Japão e Emirados Árabes Unidos.

A carne bovina também apresentou crescimento nos embarques no primeiro trimestre de 2026. Foram enviadas de janeiro a março deste ano 176.812 toneladas, volume 18% maior que do mesmo período de 2025 (149.462 toneladas). Os embarques pelo porto paranaense representaram mais de 25% das exportações brasileiras realizadas no período.

O terminal atende cargas provenientes de diversas partes do País, incluindo estados da região Norte. “A eficiência nas operações e a estrutura de acondicionamento de contêineres refrigerados tornam o porto altamente competitivo”, destacou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Para atender à crescente demanda, o Terminal de Contêineres de Paranaguá conta com a maior área de recarga para contêineres refrigerados (reefers) da América do Sul, com 5.268 tomadas. É também o único terminal portuário do Sul do Brasil com ramal ferroviário.

No primeiro trimestre, o volume de cargas conteinerizadas no terminal de Paranaguá somou 2,5 milhões de toneladas em 411 mil TEUs, medida comumente usada para contêineres (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, ou seis metros de comprimento). Do total movimentado no terminal de contêineres, 42% são mercadorias refrigeradas.

Fonte: AEN-PR
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