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Notícias Segundo SLC Agrícola

Nunca a demanda por milho do Brasil cresceu tanto

Grão é principal ingrediente da ração para aves e suínos, mas ao mesmo tempo há agora uma crescente produção de etanol a partir do cereal

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Arquivo/OP Rural

A demanda por milho brasileiro nunca cresceu tanto no país, com as indústrias de carne aumentando o consumo do principal ingrediente da ração para aves e suínos, ao mesmo tempo em que o Brasil tem agora uma crescente produção de etanol a partir do cereal, disse o diretor-presidente da SLC Agrícola, uma das maiores companhias do setor no país, na quinta-feira (14).

“A demanda por milho no mundo é crescente e no Brasil está se fortalecendo, pelo etanol e pelas carnes também. Com a China importando mais todas as carnes, nunca a demanda cresceu tanto como cresceu agora… temos mercado interno e de exportação, por isso está em patamar de preço interessante (do milho)”, disse Aurélio Pavinato.

Embaladas pela safra recorde, por câmbio e preços favoráveis, as exportações do Brasil deverão atingir um recorde de 39 milhões de toneladas em 2018/19, previu a Companhia Nacional de Abastecimento na véspera, enquanto projeta um aumento de 3,85 milhões de toneladas no consumo interno na temporada, para 63,9 milhões de toneladas.

Na nova safra (2019/20), embora veja uma redução na exportação do Brasil para 34 milhões de toneladas, a Conab projeta novo salto no consumo doméstico, para 68,1 milhões de toneladas.

A exportação está tão forte este ano que o Brasil está ameaçando o domínio dos Estados Unidos, conforme pontuou uma colunista da Reuters.

Além disso, com a China impulsionando as compras de carnes do Brasil enquanto o país asiático lida com menor oferta em função da peste suína africana, os preços do milho subiram mais de 5% neste mês, para mais de 44 reais por saca, segundo o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

“Alguns meses atrás o cenário de preços era negativo, isso se reverteu, isso nos coloca em patamares melhores de soja e milho… isso nos garante patamar adequado de margens”, disse Pavinato, durante teleconferência dos resultados da empresa.

A produção de etanol de milho do centro-sul na nova safra aumentará quase 50%, para 1,8 bilhão de litros, com a ampliação da capacidade produtiva por meio da inauguração de novas destilarias, segundo estimativa da consultoria INTL FCStone.

Mesmo para a soja, cujos preços sofreram o impacto da menor demanda da China em função da peste suína africana, o valor está de volta a patamares adequados, disse o executivo.

Para ele, o “estrago” causado pela peste suína africana é grande para plantel suíno chinês, mas não tão grande para consumo de soja, na medida em que outros países estão processando mais a oleaginosa para produzir ração para atender ao mercado de carnes chinês.

O cenário de baixa da soja passou “muito rápido”, disse ele, após o mercado ter sofrido pressão por alguns meses diante da epidemia da peste na China.

Ele lembrou que a safra de soja 2019/20 no mundo será menor, após os EUA terem sido afetados por problemas climáticos, o que reduzirá os estoques globais.

Após vários anos de superávit, o mercado de soja verá um déficit de pelo menos 13 milhões de toneladas, disse a SLC, citando dados do Departamento de Agricultura dos EUA.

Fonte: Reuters
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1 Comentário

1 Comentário

  1. Mateus

    15 de novembro de 2019 em 14:10

    Oi tudo bom

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Notícias

JBS inicia construção de fábrica de fertilizantes em Guaiçara-SP

Empresa se tornará a primeira produtora brasileira de alimentos a utilizar resíduos orgânicos gerados nas fábricas para produção de fertilizantes

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Foto: Divulgação

A JBS Novos Negócios deu início à construção de sua fábrica de fertilizantes em Guaiçara, no interior de São Paulo. Com investimento de R$ 91 milhões, a obra vai gerar 450 postos de trabalho. A planta terá 51 mil m² e 150 colaboradores diretos quando estiver em operação, o que deve ocorrer dentro de 1 ano.

Por meio do investimento, a JBS se tornará a primeira empresa de alimentos no Brasil a utilizar resíduos orgânicos gerados em nossas fábricas para produção de fertilizantes. “Com isso, passaremos a atuar no mercado agrícola”, explica Nelson Dalcanale, presidente da JBS Novos Negócios.

Susana Martins Carvalho, diretora da unidade de fertilizantes, avalia que o segmento trará ainda mais inovação à Companhia. “Nosso processo industrial é altamente tecnológico, e vai agregar alto valor aos fertilizantes e colaborar com a agricultura do país”, explica a executiva. “Atualmente, cerca de 75% dos fertilizantes são importados. Seremos fornecedores de produto para grandes culturas, como soja, milho, café e algodão, assim como em hortícolas e frutíferas”, completa.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

Agronegócio responde por 72% das exportações catarinenses no primeiro semestre de 2020

Os destaques são os embarques de carnes e de soja

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Ivan Bueno/APPA

O agronegócio segue como uma das grandes forças que movem a economia de Santa Catarina. No primeiro semestre de 2020, o setor respondeu por 72% das exportações catarinenses, com um faturamento que passa de US$ 2,87 bilhões. Os destaques são os embarques de carnes e de soja. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

“O agronegócio é um grande fator de crescimento e desenvolvimento para Santa Catarina. Ele responde por 34% do Produto Interno Bruto do estado e, nesse primeiro semestre, foi responsável por 72% das exportações catarinenses. Isso mostra a pujança e a importância do setor para a economia de Santa Catarina e para a vida dos catarinenses. Temos um agro forte e que faz do nosso estado uma referência em produção”, destaca o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Produtos de origem animal

A carne produzida em Santa Catarina é referência internacional em qualidade, tanto que o estado tem acesso aos mercados mais exigentes do mundo. As exportações de carnes e outros produtos de origem animal geraram receitas de US$ 1,53 bilhão, com aumento de 38,6% no valor dos embarques de carne suína.

Do total exportado por Santa Catarina no primeiro semestre, 38,2% são oriundos das vendas internacionais de produtos de origem animal, principalmente, carnes de aves, suína, de peixes e couros bovinos.

Produtos de origem vegetal

As exportações de produtos de origem vegetal, em especial grãos e frutas, faturaram US$677,39 milhões de janeiro a junho de 2020, uma alta de 9,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Boa parte desse valor vem dos embarques de soja, que batem recordes e que cresceram 41,4% no primeiro semestre, gerando mais de US$ 502 milhões. São observadas altas também nas vendas de arroz, mate e erva-mate.

Produtos florestais

As exportações de madeiras, papel e celulose trouxeram um faturamento de US$ 672,48 milhões. O setor responde por 16,8% do total embarcado por Santa Catarina nos primeiros seis meses de 2020.

Valores das exportações

Ao todo, as exportações de Santa Catarina geraram um faturamento de US$ 3,99 bilhões nos primeiros seis meses do ano, uma queda de 12,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o analista da Epagri/Cepa, Luiz Toresan, esse é um dos reflexos da Covid-19 na economia mundial e deve seguir ao longo de 2020. “Esse movimento de redução nos valores exportados já vinha acontecendo desde o ano passado, porém a pandemia acentuou esse resultado principalmente em outros setores. De modo geral, os países estão comprando menos e isso afeta todos os setores. O agro, por ser um setor essencial na produção de alimentos, acaba sendo menos afetado pela queda nas exportações”, explica.

Embora tenha aumentado sua participação nas exportações catarinenses em 2020, o agronegócio também sentiu os efeitos da pandemia do novo coronavírus e teve uma retração de 9,6% no valor exportado em relação ao primeiro semestre de 2019.

Fonte: Assessoria
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Notícias Segundo Datagro

Venda de soja do Brasil perde ritmo em junho, mas segue em nível recorde

Vendas da safra nova (2020/21) alcançaram 36,2%, também um nível recorde

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Divulgação/MAPA

A comercialização de soja no Brasil perdeu ritmo em junho, mas o nível de vendas tanto para a safra atual quanto para a nova temporada segue recorde para esse período do ano, disse a consultoria Datagro em boletim nesta quinta-feira (09).

Na safra 2019/20, as vendas pelos produtores atingiram 91,2% da produção até 3 de julho, ou 111,29 milhões de toneladas, avanço de pouco mais de 3 pontos percentuais ante o último relatório, que cobria período até 5 de junho, e abaixo do padrão para o período, que seria aumento de quase 7 pontos.

Ainda assim, a comercialização segue recorde e está bem acima da última safra (74,4%) e da média histórica (76,3%), ressaltou a consultoria.

As vendas da safra nova (2020/21) alcançaram 36,2%, também um nível recorde, superior aos 18,2% de 2019 e muito acima da média de cinco anos de 13,9%. “Em exercício estatístico com projeção de produção pela Datagro em 128,90 milhões de toneladas, o volume comercializado até o momento é de 46,63 milhões de toneladas”, apontou o boletim.

Milho

A comercialização do milho de verão da safra 2019/20 no Centro-Sul do Brasil avançou em cinco pontos percentuais ante o último levantamento e atingiu 82% da produção até 3 de julho, acima dos 70% em 2019 e da média de 71,6%, segundo a Datagro.

Já o comprometimento da safra de inverno 2020 no Centro-Sul do país avançou para 65%, ante 61% no último mês.

Ainda assim, a comercialização está ligeiramente mais avançada do que a média dos últimos cinco anos (59%) e que no ano anterior (60%), embora abaixo do fluxo recorde de 2016, quando as vendas somavam 68% nesse período, segundo a consultoria.

Fonte: Reuters
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