Conectado com

Notícias

Números e gráficos da economia, do mercado e da produção de ovos dominam a manhã do primeiro dia de Conbrasul

Logo após a abertura oficial dos trabalhos, conduzida pelo coordenador executivo do Projeto Ovos RS, José Eduardo Santos, foi realizado o painel “Desafios para Regular Excedentes no Mercado de Ovos”.

Publicado em

em

O primeiro dia de programação da Conbrasul Ovos 2017 é direcionado a assuntos sobre a produção, o mercado e a economia. Logo após a abertura oficial dos trabalhos, conduzida pelo coordenador executivo do Projeto Ovos RS, José Eduardo Santos, foi realizado o painel “Desafios para Regular Excedentes no Mercado de Ovos”.

O diretor de Mercado Interno/Externo da Naturovos, Anderson Herbert, foi o primeiro a falar e apresentou “As tendências e expectativas da indústria de processamento de ovos no Brasil”. Por meio de dados e gráficos da Egg Industry Center, ele analisou a relação custos de produção x preços de mercado, trouxe questionamentos sobre o futuro do setor a respeito das exigências de telamento de galpões, das questões sanitárias, dos sistemas de criação e da nova legislação de inspeção (Novo RIISPOA). Herbert tratou ainda sobre a abertura de novos mercados de exportação e enfatizou que grandes compradores estão se tornando grandes produtores, que apenas 3% da produção mundial de ovos é exportada/importada e que os custos brasileiros emperram as negociações.

Em seguida, a médica veterinária Claudia Simões Fontana, auditora fiscal federal agropecuário no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, aprofundou as questões relacionadas aos Procedimentos legais e legislação para industrialização e processamento de Ovos”. “A Legislação para fiscalização de indústrias sob Serviço de Inspeção Federal (SIF) foi atualizada e a Análise de Perigo e Pontos Críticos de Controle (APPCC) na industrialização para obtenção de ovoprodutos é a ferramenta que vem garantir o atendimento à Legislação, em busca da conformidade, para atendimento à Norma de Fiscalização nº 02/2015 e Decreto 90.013, de 29 de março de 2017 – novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA)”, explicou Claudia.

Para finalizar o painel, o diretor-presidente da Granja Avícola Sedenir Bampi, da cidade de Farroupilha (RS), Daniel Bampi, falou sobre “Destinação de Ovos para Indústria na visão do Produtor”. O futuro, segundo ele, é a maior destinação de ovos para a indústria e destacou os principais fatores para isso:

  •          Ovo é um alimento saudável;
  •          Legislação para produção de massas com ovos;
  •          Substituição de produtos químicos por ovos.

“Não tem porque não usar ovos. Temos o melhor alimento disponível na natureza”, concluiu Bampi.

Após um breve intervalo, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e ex-ministro da Agricultura, Francisco Turra, apresentou a palestra “Mercado de Ovos no Brasil e as tendências e desafios para aumento das exportações”. Na ocasião, Turra criticou fortemente a abordagem e divulgação da Operação Carne Fraca, que, segundo ele, ocasionou sérios prejuízos para o setor. “Setenta e quatro países suspenderam temporariamente as exportações e agora apenas seis estão retomando”, relatou, ao defender veementemente o sistema de produção e a qualidade da carne brasileira e lamentar que pequenas exceções causem grandes estragos como o atualmente vivenciado.

O presidente da ABPA trouxe em sua palestra dados e índices da produção e exportação de aves, suínos e ovos.

Ovos – resumo do setor

Produção (2016): 39,1 bilhões de unidades

Consumo (2016): 190 unidades por habitante por ano

Valor da produção (2015): R$ 10,8 bilhões

Exportação (2016): 10,4 mil toneladas – R$ 51,4 milhões

Sobre os desafios e as perspectivas para o setor, Turra destacou que a população mundial não para de crescer e que, em função disso, a tendência é o consumo e o setor também crescerem. O ex-ministro falou ainda sobre a urbanização ter mudado os hábitos de consumo e alimentação da população, a percepção de médicos e nutricionistas quanto à relação entre os benefícios e riscos de cada tipo de proteína e a rastreabilidade. “Além da exigência do consumidor, empresas do setor utilizam a rastreabilidade dos pedidos para programar e nivelar a produção, através de sistemas e ferramentas, muitas de desenvolvimento conjunto das próprias empresas”, disse.

A última palestra da manhã ficou a cargo do professor Felippe Cauê Serigatti, economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP), que deu uma aula ao analisar o “Cenário atual da economia brasileira e mundial e as perspectivas para os próximos anos”. A principal mensagem que Serigatti deixou aos conferencistas presentes é a de que a incerteza é muito grande e que não está claro para onde vai a economia brasileira. “Mas é possível afirmar para onde a economia brasileira não vai”, afirmou. “Voltaremos à situação pré-impeachment da Dilma? Manteremos a trajetória que tínhamos até a manhã do dia 17 de maio? Pouquíssimo provável. O cenário base nos mostra que ficaremos os próximos 18 meses praticamente parados”, observou. Já no final de sua apresentação, durante o esclarecimento de perguntas, Serigatti ressaltou: “O universo agro não vai tirar a economia brasileira da crise. Não vamos colocar nas nossas costas uma responsabilidade que não é nossa”.

Fonte: Ass. de Imprensa Conbrasul

Continue Lendo

Notícias

Finep destina R$ 220 milhões para inovação na agricultura familiar

Editais vão apoiar o desenvolvimento de tecnologias em parceria com cooperativas rurais e da aquicultura.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

Dois editais públicos, lançados na terça-feira (30) pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), preveem o pagamento de R$ 220 milhões para o desenvolvimento de soluções tecnológicas para a agricultura familiar e a aquicultura no país. A iniciativa faz parte do programa CooperaMais Brasil Tecnologia no contexto do  Plano Safra voltado a agricultores familiares. 

Para acessar os recursos, os candidatos deverão atuar obrigatoriamente em parceria com cooperativas da agricultura familiar ou da aquicultura.

Política pública

Foto: AEN

Os editais integram uma política pública liderada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em articulação com os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Fazenda.

O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, destacou que o Plano Safra incorpora, com os editais, a inovação como instrumento permanente e fundamental de desenvolvimento para os trabalhadores.

Segundo ele, o programa tem como objetivo promover a difusão de inovações que ampliem a produtividade, agreguem valor à produção e garantam a inclusão socioprodutiva e a segurança alimentar no país.

Ciência e desenvolvimento

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O primeiro edital (ICTs, no valor de R$ 100 milhões) é voltado a instituições científicas, tecnológicas e de inovação para o desenvolvimento de soluções integradas, transferência tecnológica, capacitação e extensão no campo.

O outro (Empresas, de R$ 120 milhões) é relacionado ao desenvolvimento industrial de maquinários e insumos específicos de pequeno porte, como tratores, implementos agrícolas, máquinas para plantio e colheita de culturas essenciais à agricultura familiar.

A íntegra das chamadas públicas e os critérios de participação vão ser disponibilizados no portal da Finep.

Crédito

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 somará investimentos de R$ 97,3 bilhões para programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural.

Desse total, R$ 85,2 bilhões serão para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um aumento de quase 9% do crédito, comparado à última safra.

Fonte: Agência Brasil
Continue Lendo

Notícias

Produção recorde de soja deve manter mercado pressionado em 2026/27

De acordo com a Consultoria Agro Itaú BBA, oferta elevada no Brasil e nos Estados Unidos pode limitar a recuperação dos preços.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A perspectiva de produção elevada no Brasil e nos Estados Unidos deve ampliar a oferta global de soja na safra 2026/27 e manter pressão sobre os preços internacionais. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, uma eventual recuperação das cotações dependerá principalmente das condições climáticas e do ritmo das compras chinesas.

Foto: Jaelson Lucas/AEN

No relatório divulgado em junho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estimou a produção brasileira em 186 milhões de toneladas na safra 2026/27. Para os Estados Unidos, a projeção é de 121 milhões de toneladas, volume 4% superior ao da temporada anterior.

O USDA também prevê esmagamento recorde de soja nos Estados Unidos, estimado em 74,8 milhões de toneladas, impulsionado pela demanda por óleo destinado à produção de biocombustíveis. Em nível global, a expectativa é de um aumento de aproximadamente 14 milhões de toneladas no processamento em comparação com a safra 2025/26.

Apesar da demanda aquecida, o mercado acompanha a capacidade da China de absorver simultaneamente o aumento da oferta de soja produzida por Brasil e Estados Unidos. Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, o acordo comercial anunciado em maio amplia o potencial de compras da soja norte-americana, mas seus efeitos ainda são limitados e dependem de confirmação oficial por parte do governo chinês.

Foto: Aprosoja MT

Nos Estados Unidos, as condições climáticas permanecem favoráveis no Meio-Oeste, e as previsões para o trimestre entre junho e agosto indicam bom desenvolvimento das lavouras. Ao mesmo tempo, a ausência de novas compras chinesas da soja norte-americana e a redução das apostas dos fundos em altas na Bolsa de Chicago (CBOT) continuam influenciando as cotações no curto prazo.

Segundo a consultoria, o cenário para 2026/27 ainda é de pressão sobre os preços diante da possibilidade de produção recorde no Brasil e de uma safra cheia nos Estados Unidos, caso o clima de verão confirme o potencial produtivo das lavouras.

Uma mudança nesse quadro poderá ocorrer caso haja problemas climáticos na produção norte-americana ou na próxima safra brasileira. Além disso, um El Niño de forte intensidade poderá provocar impactos negativos sobre a produção na América do Sul. A Consultoria Agro Itaú BBA também destaca que um aumento das compras chinesas de soja dos Estados Unidos tende a favorecer a valorização dos contratos negociados na Bolsa de Chicago.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
Continue Lendo

Notícias

Adapar investe R$ 1 milhão em 27 drones para ampliar fiscalização agropecuária no Paraná

Equipamentos passam a reforçar ações de defesa agropecuária com sensoriamento remoto, redução do tempo de inspeção e formação de 25 novos pilotos entre os servidores.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Adapar

A fiscalização agropecuária no Paraná passa a contar com um novo reforço tecnológico. A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) recebeu 27 aeronaves remotamente pilotadas (drones), adquiridas por aproximadamente R$ 1 milhão. Os equipamentos foram cadastrados na última quinta-feira (25), no Escritório Regional de Londrina, e já estão aptos para iniciar as operações após o cumprimento das exigências regulatórias.

Foto: Divulgação/Adapar

O processo de habilitação incluiu o registro das aeronaves no Sistema de Aeronaves Não Tripuladas (Sisant), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e a autorização do primeiro voo no Sistema de Solicitação de Acesso de Aeronaves Remotamente Pilotadas (Sarpas), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), ligado ao Ministério da Defesa.

Segundo o engenheiro-agrônomo Luiz Renato Barbosa, essa etapa permite iniciar a capacitação de uma nova turma de operadores. “Esta etapa regulatória é pré-requisito para a formação da segunda turma de pilotos do quadro da agência que será composta por 25 servidores da autarquia, agora com os novos modelos de Veículos Aéreos Não Tripulados adquiridos”, explica.

A expectativa é que o uso dos drones amplie a capacidade de fiscalização em campo. A tecnologia permitirá aumentar a área monitorada, reduzir deslocamentos das equipes e padronizar o registro de imagens e evidências durante as inspeções. As aeronaves também poderão ser utilizadas em operações integradas com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Ministério da Justiça e instituições que compõem o Sistema Estadual de Agricultura.

A aquisição faz parte do plano de modernização da Adapar. De acordo com o presidente da autarquia, Otamir Cesar Martins, os investimentos abrangem diferentes áreas da infraestrutura tecnológica da agência. “Os investimentos incluem novas viaturas, computadores, notebooks, tablets, um novo sistema institucional, drones e a nova suíte de produtividade com IA para todos os servidores, em consonância com o nosso Plano Diretor de Tecnologia da Informação de 2025”, afirma.

Martins acrescenta que a formação de pilotos será ampliada gradativamente. “Serão formadas turmas de pilotos escalonadas em um cronograma que está sendo elaborado pela Área de Suporte Institucional, oportunizando que todos os fiscais e assistentes de fiscalização agropecuária, agrônomos ou veterinários interessados se tornarem pilotos habilitados pelo Decea”, complementa.

Para o diretor de Defesa Agropecuária da Adapar, Renato Rezende Young Blood, a incorporação da tecnologia fortalece a atuação preventiva da fiscalização no Estado. “Com essa inovação, daremos um passo importante para a proteção ao nosso agronegócio paranaense, com o conceito de uma Defesa Agropecuária com foco preventivo e não mais reativo, principalmente nas culturas de alto Valor Bruto da Produção”, destaca.

Especificações

A nova frota é composta pelos modelos DJI Mavic 4 Pro que é considerado no mercado atual como topo de linha, destacando-se pelo sistema de câmera tripla Hasselblad (até 100 MP), vídeos com capacidade de 6K HDR a 60 fps e tempo de voo de 51 minutos. Eles possuem detecção de obstáculos omnidirecional com tecnologia LiDAR para voos noturnos, e alcance de voo de 41km.

Foto: Divulgação/Adapar

Dos 27 drones todos do modelo DJI Mavic 4 Pro, três possuem sensores multiespectrais com capacidade de cobrir 200 hectares em um único voo de 43 minutos. O asssessor de Inovação da Adapar Alessandro Casagrande destaca as características das aeronaves explica que a composição da aquisição revela a intenção técnica da compra.

“Todos os drones são dotados com câmeras da renomada e centenária marca Hasselblad, mundialmente famosa em 1969, quando foram selecionadas pela NASA para registrar o histórico pouso do homem na Lua no Projeto Apollo, elas possuem a resolução a 50 metros de altura com GSD (Distância de Amostragem do Solo) aproximada de 0,41 cm/pixel (alta definição milimétrica) cuja precisão é necessária para os trabalhos de Defesa Agropecuária de alta precisão e para o conjunto de evidências”, detalha.

Outra característica é a faixa multispectral, é uma faixa de luz específica – como o infravermelho, que as câmeras dos drones capturam. Ao contrário das câmeras comuns que enxergam apenas o que o olho humano vê, esses sensores registram comprimentos de onda invisíveis, revelando o nível de saúde, estresse hídrico e pragas em plantações.

O olho humano percebe apenas a faixa visível do espectro eletromagnético. Uma planta infectada por HLB (Candidatus Liberibacter spp.), cancro cítrico (Xanthomonas citri subsp. Citri), ferrugem asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi) e o Moko da Bananeira  causada pela bactéria Ralstonia solanacearum raça 2 geralmente apresenta sintomas visíveis somente semanas após a infecção e após quando o patógeno já se disseminou

Área animal

Foto: Divulgação/Adapar

Os drones possuem sensor termal, que segue outra lógica: capta variações de temperatura em animais, função que aproxima o equipamento das especificidades da área veterinária. É nesse terreno que a Adapar concentra suas primeiras apostas.

O chefe do Departamento de Saúde Animal, médico-veterinário Rafael Gonçalves Dias, explica como os equipamentos serão úteis para a proteção dos rebanhos paranaenses. “O drone termal será empregado em projetos-piloto, nos quais a assinatura térmica pode auxiliar na identificação de focos de calor ligados a aglomerações de animais, a alterações fisiológicas e a situações de risco sanitário, sem contato direto com os rebanhos”, elucida.

O formato experimental tem a responsabilidade de que, antes de qualquer adoção em escala, a autarquia precisa validar protocolos de coleta, parâmetros de medição e a forma de integrar os dados gerados em campo. “A literatura sustenta com solidez o uso de drones termais para triagem de febre em rebanhos confinados ou semiconfinados, conforto térmico, detecção precoce de zoonoses em granjas, localização de animais e censo de morcegos em locais expostos” complementa.

Histórico

A Adapar iniciou o uso de drones há sete anos por meio do “projeto ASA”, idealizado pela então coordenação de conservação de uso de solos juntamente com coordenação de inovação, expandindo

Foto: Divulgação/Adapar

para outras áreas de Adapar. Segundo o chefe de divisão de Conservação do Solo Agrícola Luiz Renato Barbosa, este momento é um marco para história da autarquia.

“Começamos com um drone doado pela Receita Federal e outro que era recreativo, hoje, temos a frota mais sofisticada do país e acredito que somos a agência de defesa agropecuária com a maior frota de drones no Brasil, com 35 aeronaves cadastradas na Anac. No fim, isto reflete os princípios constitucionais da economicidade e eficiência do serviço público. Nossas ações de campo custarão bem menos ao cidadão graças a estes investimentos da diretoria que acreditaram no projeto”, explica.

O contrato dos drones previu uma inovação nestes bens por meio de manutenções corretivas e preventivas, para que a curva de obsolescência diminua, aumentando-se a eficiência dos equipamentos e dando segurança e tranquilidade aos pilotos durante os voos. A agência está realizando um estudo para fazer o seguro de todas as aeronaves, uma vez que dispositivos são muito suscetíveis a sofrerem quedas e danos.

Fonte: Assessoria Adapar
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.