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Notícias Edição 2022

Nucleovet divulga programação científica do 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura

Evento presencial está programado para o período de 16 a 18 de agosto, em Chapecó (SC). Inscrições estão abertas. SBSS terá difusão de conhecimento, interação, debates atuais e importantes para o setor suinícola.

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Presidente da Comissão Científica do SBSS, Paulo Bennemann - Foto: Divulgação/Nucleovet

Reconhecido como um dos principais fóruns de discussão do setor na América Latina, o 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS) trará cinco temas para o evento presencial deste ano: gestão de pessoas, sanidade, biosseguridade, gestão da informação, nutrição e reprodução. Esses assuntos nortearão a programação científica nos três dias do SBSS, no período de 16 a 18 de agosto próximo. Paralelamente acontecerá a 13ª Brasil Sul Pig Fair.

Os eventos são promovidos pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e serão realizados presencialmente no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC), com transmissão on-line ao vivo. Nesta semana, o Nucleovet divulgou as temáticas das palestras e os profissionais que estarão na 14ª edição.

O presidente da Comissão Científica do SBSS, Paulo Bennemann, enfatiza que a programação científica foi elaborada a partir de assuntos atuais e que tenham aplicabilidade prática. “Esse é o grande diferencial do SBSS: trazer conhecimentos científicos que possam contribuir no dia a dia dos profissionais e das empresas. Levamos em consideração os anseios dos profissionais, a partir de feedbacks das edições anteriores, e buscamos trazer informações com a melhor qualidade possível, com palestrantes renomados, para que esses profissionais multipliquem o que aprendem e transformem isso em ações”.

Durante o evento, 16 palestras contribuirão para atualizar os profissionais que atuam na cadeia suinícola. “Serão três dias de muito conhecimento e troca de experiências, trazendo conexão com o cenário mundial do setor”, realça o presidente do Nucleovet, Lucas Piroca. Ele salienta também a retomada do evento presencial. “Em 2020 o Simpósio foi cancelado devido a pandemia e no ano passado ocorreu no formado on-line. Em 2022, inovamos com o formato híbrido, em um novo local”, acrescenta.

Brasil Sul Pig Fair

A 13ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas de tecnologia, sanidade, nutrição, genética, aditivos, equipamentos para suinocultura, entre outros. A feira consistirá em um espaço presencial e virtual onde as empresas geradoras de tecnologias apresentarão suas novidades e seus produtos, permitirão a construção de networking e o aprimoramento técnico dos congressistas.

Inscrições

O investimento para o primeiro lote, até o dia 06 de julho, é de R$ 440,00 para o evento presencial e R$ 400,00 para o virtual para profissionais, R$ 330,00 (presencial) e R$ 300,00 (virtual) para estudantes. A partir do dia 07 de julho inicia a venda do segundo lote com reajuste no valor das inscrições. Até o dia 10 de agosto os valores serão de R$ 530,00 (presencial) e R$ 440,00 (virtual) para profissionais e R$ 400,00 (presencial) e R$ 340,00 (virtual) para estudantes

. Após essa data e durante o evento o investimento será de R$ 600,00 (presencial) e R$ 500,00 (virtual) para profissionais e R$ 460,00 (presencial) e R$ 400,00 (virtual) para estudantes.

Na compra de pacotes a partir de dez inscrições serão concedidos códigos-convites. Nessa modalidade há possibilidade de parcelamento em até três vezes. O acesso para a 13ª Brasil Sul Pig Fair é gratuito, tanto presencial quanto virtual, assim como para o pré-evento.

As inscrições podem ser feitas no site www.nucleovet.com.br.

Apoio

O 14º SBSS tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV/SC), da Embrapa Suínos e Aves, da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

Programação Científica do 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura

16 agosto (terça-feira)

  • Abertura da Programação Científica
  • Painel Gestão de Pessoas
  • Capacitar as equipes de granjas, esse é o caminho para o sucesso?
  • Palestrante: Everton Gubert
  • Estratégias de treinamento de adultos. Como os adultos aprendem?
  • Palestrante: Naldo Dalmaso
  • Questionamentos
  • Intervalo
  • Comunicação eficaz: minha equipe entende o que é necessário?
  • Palestrante: Leandro Trindade
  • Questionamentos
  • Solenidade de Abertura Oficial do 14º SBSS
  • Palestra de Abertura
  • Coquetel de Abertura – na Pig Fair

17 agosto (quarta-feira)

  • Painel Biosseguridade
  • Biosseguridade: está na hora de parar com o “faz de conta”. Será que compreendemos o significado dos desafios sanitários? Uma visão de dentro da granja.
  • Palestrante: Nelson Morés
  • Estratégias de redução da pressão de infecção em um sistema de produção: entendendo e aplicando programas de limpeza e desinfecção.
  • Palestrante: Anne Lara
  • Questionamentos
  • Intervalo
  • Painel Gestão da Informação
  • Gestão em tempos de crise: cortar custos sempre é a melhor solução?
  • Palestrante: Iuri Pinheiro Machado
  • Tomada de decisão baseada em dados: experiência norte-americana na análise de informações em banco de dados de diagnósticos na suinocultura.
  • Palestrante: Daniel Linhares
  • Questionamentos
  • Intervalo para almoço
  • Painel Sanidade
  • Peste Suína Africana: como está o cenário mundial atual?
  • Palestrante: A definir
  • Mesa Redonda: Agentes respiratórios? Estamos dando a real importância aos diagnósticos?
  • Palestrantes: Danielle Gava, David Barcellos e Karine Takeuti
  • Moderador: Geraldo Alberton
  • Intervalo
  • Estratégias de diagnóstico e controle de meningite estreptocócica: como enfrentar este agente e sua diversidade antigênica?
  • Palestrante: Rafael Frandoloso
  • Resistência bacteriana: uma pandemia silenciosa!
  • Palestrante: Jalusa Deon Kich
  • Questionamentos
  • Encerramento da Programação Científica
  • Evento Paralelo Zoetis
  • Happy Hour – na Pig Fair

18 agosto (quinta-feira)

Painel Nutrição e Reprodução

  • Qualidade de matéria-prima e seus efeitos na qualidade intestinal.
  • Palestrante: Gabriel Cipriano Rocha
  • Imunonutrição: como manejar a imunidade através da nutrição.
  • Palestrante: Breno Castelo Beirão
  • Questionamentos
  • Intervalo
  • Perdas reprodutivas na produção de suínos: diagnóstico situacional e alternativas de correção.
  • Palestrante: Rafael Ulguim
  • Prolapsos uterinos: fatores predisponentes e abordagem para o controle.
  • Palestrante: Augusto Heck
  • Questionamentos
  • Sorteios e encerramento

* Podem ocorrer ajustes nas temáticas de acordo com a definição dos palestrantes.

Fonte: Ascom Nucleovet

Notícias

Rio Grande do Sul reforça monitoramento da gripe aviária após foco em aves silvestres

Equipes capacitam agentes de saúde, inspecionam propriedades rurais e intensificam vigilância sanitária na região da Reserva Ecológica do Taim.

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Foto: Divulgação/Seapi

O Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi) realizou, até esta quata-feira (12), a capacitação de 186 agentes de saúde e da área social, além de reuniões com gestores municipais em Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Chuí.

As ações vêm sendo desenvolvidas desde a notificação do primeiro caso de gripe aviária em aves silvestres, registrada no fim de fevereiro deste ano na Reserva Ecológica do Taim. Até o momento, 23 aves das espécies cisne-coscoroba e garça-moura foram recolhidas com a doença.

Fiscal agropecuária do DDA, Rosane Collares: “Finalizamos as atividades previstas, mas seguiremos na região para monitorar e ampliar as ações conforme a necessidade” – Foto: Divulgação

Segundo o diretor do DDA, Fernando Groff, o Estado mantém estrutura preparada para enfrentar a enfermidade. “O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul está muito preparado para o enfrentamento da doença e segue atuando de forma permanente na região, com equipes em campo e ações coordenadas para enfrentar a gripe aviária e encerrar o foco o mais breve possível”, afirma.

A fiscal agropecuária do DDA, Rosane Collares, explica que as ações educativas e de articulação com os municípios continuam mesmo após a conclusão das atividades inicialmente previstas. “Finalizamos as atividades previstas, mas seguiremos na região para monitorar e ampliar as ações conforme a necessidade. Realizamos encontros nas três prefeituras, com reuniões individuais com gestores e também com agentes de saúde que, pela capilaridade, constituem um público muito importante na disseminação de informações nas comunidades”, ressalta.

Os encontros tiveram como objetivo atualizar gestores e profissionais sobre a situação sanitária e alinhar estratégias de prevenção e controle da doença. A articulação com autoridades locais e a capacitação de profissionais da saúde e da assistência social são consideradas medidas estratégicas para fortalecer a resposta ao foco.

As atividades também incluíram contato direto com a comunidade e reuniões com representantes das áreas de educação, saúde, meio ambiente, agricultura e defesa civil, realizadas de forma presencial e on-line. A educação sanitária é apontada como um componente essencial da defesa agropecuária, tanto na prevenção quanto no enfrentamento de enfermidades.

Inspeção sanitária em propriedades rurais

Entre as medidas adotadas está a realização de uma varredura sanitária em propriedades com criação de aves. Desde o início de março, equipes técnicas realizam vistorias em um raio de até 10 quilômetros do local onde foi identificado o foco.

Ao todo, serão inspecionadas 93 propriedades com criação de aves de subsistência no entorno da reserva, com verificação das condições sanitárias e da presença de possíveis sintomas nos animais.

Também foram realizadas inspeções em granjas comerciais da regional de Pelotas e vistorias em criatórios de aves ornamentais em Santa Vitória do Palmar, com o objetivo de avaliar as medidas de biosseguridade e reduzir o risco de disseminação do vírus para a produção avícola.

Foto: Cassiane Osorio Ascom/Seapi

Atuação integrada

O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) atua de forma integrada com equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na Lagoa da Mangueira, onde foi identificado o foco em aves silvestres da espécie cisne-coscoroba.

Entre as ações estão vistorias em campo, monitoramento das aves com embarcações e o uso de drones para acompanhar a lagoa e a área afetada.

As amostras coletadas são encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), responsável por confirmar ou descartar a presença do vírus.

Casos suspeitos

A Secretaria da Agricultura orienta que qualquer suspeita da doença, caracterizada por sinais respiratórios ou neurológicos, além de mortalidade súbita e elevada em aves, seja comunicada imediatamente às autoridades sanitárias.

As notificações podem ser feitas nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, pelo sistema e-Sisbravet ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

Fonte: O Presente Rural com Seapi
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Notícias

Entidades do agro defendem aumento da mistura de biodiesel no diesel

Manifesto propõe elevar percentual de 15% para 17% como estratégia para reforçar a segurança energética e reduzir dependência de importações.

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Foto: Sistema Faep

‌O Sistema Faep assinou, ao lado de outras entidades do setor agropecuário nacional, o manifesto “Pela Elevação da Mistura de Biodiesel como Estratégia de Segurança Energética e Desenvolvimento Nacional”. O documento, elaborado pelo Instituto Pensar Agropecuária (IPA), propõe ao governo federal o imediato aumento do percentual de mistura obrigatória de biodiesel no diesel de 15% para 17% (B17). A medida é estratégica para fortalecer a segurança energética do país e reduzir riscos de desabastecimento.

A iniciativa ocorre em meio ao cenário de preocupação com o mercado internacional de combustíveis, agravado pelas tensões no Oriente Médio, que podem afetar o fornecimento global de petróleo e derivados. No interior do Paraná, sindicatos rurais já relatam falta de combustíveis, insumo essencial para a produção mecanizada no campo.

“Ampliar a mistura significa reduzir a dependência do diesel importado, além de fortalecer a produção nacional e gerar mais renda e desenvolvimento no campo”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, que também integra o Conselho Executivo do IPA. “A medida contribui para dar mais previsibilidade ao setor produtivo e para os nossos produtores rurais, que precisam de segurança energética para continuar produzindo alimentos”, complementa.

O manifesto reforça que a elevação da mistura de biodiesel para 17% é uma medida estratégica, podendo ampliar a oferta interna de combustível, reduzir a dependência de importações e fortalecer a indústria nacional. Segundo as entidades, a iniciativa também garante maior previsibilidade para produtores, protege a economia de choques externos e acelera a transição energética por meio de biocombustíveis renováveis, em um período crítico para o escoamento da safra e para a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Colunistas

Jornada 6×1: mais debate técnico, menos politicagem

Mudança na jornada de trabalho terá reflexos negativos significativos, com aumento do custo de produção e redução dos investimentos, colocando em risco o crescimento do país e comprometendo empregos.

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Foto: Shutterstock

O ano de 2026 promete intensas discussões em Brasília, com impactos diretos na população, ainda mais com as eleições programadas para outubro. Um tema que, certamente, vai atrair os holofotes é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de jornada de trabalho 6×1. Antes de qualquer decisão, é preciso um debate considerando pontos importantes.

O primeiro é simples e direto. A discussão precisa ser equilibrada, sem qualquer viés ideológico e/ou político. Nossos parlamentares precisam conhecer o real cenário, e não apenas buscar votos para eleição e/ou reeleição. Outro ponto é envolver o setor produtivo no debate, tanto as entidades representativas quanto os próprios empresários.

Do lado do setor agropecuário, já adianto: hoje não é possível reduzir a jornada de trabalho no Brasil! Num primeiro momento, o que pode parecer uma conquista para a sociedade será um grande desastre para o país.

Artigo escrito por Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep.

O Brasil não está preparado para essa mudança em face de seu atraso tecnológico, resultado da política protecionista de nossos governos nas últimas décadas. Isso fica provado quando o país aparece na 67ª posição no ranking de produtividade e no 68° lugar em capacitação de mão de obra, segundo levantamento do Global Talent Competitiveness Index (GTCI), elaborado pelo Instituto Europeu de Administração de Empresas (Insead), em parceria com o Portulans Institute.

Esses rankings significam que não temos condições de competir com outras economias globais, porque os sucessivos governos não atentaram para a necessidade de desenvolver tecnologia, aumentar a eficiência da mão de obra e implantar uma infraestrutura que pudesse ser facilitadora. É preciso reconhecer que estamos atrasados em relação aos demais players mundiais.

A mudança na jornada de trabalho terá reflexos negativos significativos, com aumento do custo de produção e redução dos investimentos, colocando em risco o crescimento do país e comprometendo empregos. Ou seja, não vai beneficiar o trabalhador!

Esse cenário desastroso será verificado em todos os setores – indústria, serviços e comércio. A agropecuária será severamente impactada. No meio rural, onde a jornada de trabalho é diferenciada, a mudança vai exigir dos produtores um aumento expressivo no número de novos trabalhadores – cada vez mais raros – para compensar a redução das horas trabalhadas. Basta ver as tarefas contínuas dos produtores de leite, aves, suínos, peixes e outras atividades que exigem atenção permanente, ao longo das 24 horas do dia, durante o ano inteiro. A obrigação de novas contratações certamente vai impactar os preços dos alimentos para a população.

A proposta do fim da escala de jornada de trabalho 6×1 não pode ser usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição. O bom senso recomenda que não mexamos nesse tema agora, para não ampliar a carga de problemas que pesam sobre o setor produtivo. Cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Principalmente se a medida for elevar o preço do frango.

Fonte: Artigo escrito por Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep.
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