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Núcleos municipais e regionais da ACCS realizam eleições
Objetivo é dar continuidade no trabalho para resolver os pleitos dos suinocultores
Os núcleos municipais e regionais de criadores de suínos ligados à Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizam eleições para definir suas novas diretorias. Em várias partes do Estado o objetivo é dar continuidade no trabalho para resolver os pleitos que vêm dos quase 10 mil suinocultores catarinenses, sendo eles integrados ou independentes.
De acordo com o presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, a organização dos núcleos é fundamental na construção de uma entidade mais forte e representativa. “A ACCS trabalha junto às empresas e governo, seja ele federal, estadual ou municipal, na defesa de melhor qualidade de vida e remuneração ao produtor. A diretoria dos núcleos tem um papel importante, que é trazer para nós as pautas dos suinocultores e também difundir as informações da nossa entidade no campo”.
Após todas as diretorias de núcleos constituídas, a ACCS também passará por eleição, que deve ocorrer em outubro.
Seara
Após oito anos de muitas lutas e conquistas em defesa dos suinocultores, o produtor Francisco Canossa deixa a presidência do Núcleo Municipal de Criadores de Suínos de Seara. Ele transmitiu o cargo para Jacob Biondo – um dos suinocultores de maior destaque do Brasil. O novo presidente foi eleito por aclamação pelos mais de 50 suinocultores presentes no evento realizado no CTG Seara e Pampa.
O setor agropecuário de Seara corresponde a 50% do movimento econômico do município, de modo que a suinocultura é um dos destaques da economia. “Nós enquanto lideranças precisaram apoiar as ações da ACCS, do Núcleo Municipal e Regional. Hoje o nosso suinocultor produz alimento de qualidade para o mundo inteiro”, avalia o prefeito de Seara, Edemilson Kiko Canale.
Francisco Canossa passa a presidência para Jacob Biondo
Água Doce
A chapa que tem o produtor Dilmar Roque Piaia como presidente foi eleita por unanimidade. Uma das principais metas é manter o elo com a entidade estadual, além de dialogar com representantes das esferas públicas e privadas em benefício dos suinocultores água-docenses. “É um orgulho muito grande poder representar a suinocultura do nosso município. A gente sabe também o tamanho que essa nova diretoria tem. O nosso setor passa por dificuldades e precisamos vencer os desafios”, afirma Piaia.
Ibicaré
O suinocultor Marcos Rhoden é o novo presidente do Núcleo de Ibicaré. Assim que conduzido ao cargo, ele fez questão de reforçar o compromisso em trabalhar para a melhoria da atividade, sempre prezando o bem estar das famílias e de todos os envolvidos com as tarefas do setor.
Rodhen já acompanha os trabalhos do Núcleo há anos e traz na bagagem conhecimento suficiente para avaliar o atual cenário do agronegócio. “Com relação ao município, a gente espera dar continuidade ao que era feito há alguns anos. Vamos fazer um trabalho de revigorar o Núcleo”, diz, completando: “Temos um sentimento de apreensão frente ao mercado pelo momento que a gente vive no cenário político. Isso afeta o mercado em todas as atividades agrícolas”.

Marcos Rhoden em companhia da nova diretoria e suinocultores do município
Iomerê
Os suinocultores elegeram Marcelo Censi como o novo presidente do Núcleo Municipal de Criadores de Suínos. O trabalho agora deve ter sequencia de ações. Principalmente pelo fato de que, o antecessor de Censi, Rubens Comelli, ficou como vice-presidente. Agora o Núcleo deve fortalecer o trabalho para melhorar ainda mais as condições dos suinocultores no campo, sempre prezando a qualidade de vida das famílias e também os resultados na atividade.

Continuidade ao trabalho da diretoria anterior é o lema em Iomerê
Herval d’Oeste
Nos últimos dias, em Herval d'Oeste, no Meio-Oeste de SC, os suinocultores escolheram Jorge Lunardelli como presidente do Núcleo Municipal de Criadores de Suínos. O presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, também participou da reunião e apresentou os números e as perspectivas para o futuro da atividade. Durante a eleição, foram debatidos os números e as projeções para o cenário municipal. Conforme os dados explanados pelo núcleo, o agronegócio representa cerca de 40% do movimento econômico de Herval d'Oeste. Neste contexto, a suinocultura também é uma importante fonte de renda para o município.

Suinocultura tem grande importância no movimento econômico hervalense
Joaçaba
Mais de 30 suinocultores de Joaçaba participaram da eleição do Núcleo Municipal de Criadores de Suínos realizada na comunidade de Nossa Senhora das Graças. Nercisio Sartori foi reconduzido ao cargo de presidente. “Foi uma reunião muito positiva e teve uma boa participação dos produtores. Precisamos trabalhar para melhorar a remuneração paga na integração, que a característica do nosso município na suinocultura”.

Melhorar a remuneração do suinocultor integrado é a prioridade do grupo de Joaçaba
Ouro
O produtor Ivandro Masson foi escolhido presidente do Núcleo Municipal de Suinocultores de Ouro, durante eleição ocorrida no final de junho. O objetivo é resgatar a participação dos produtores nas ações desenvolvidas pela diretoria. “Em nossa gestão queremos que os suinocultores participem cada vez mais para que possamos desenvolver a atividade em nosso município”, destaca Ivandro.

Nova diretoria quer resgatar a participação dos produtores no Núcleo
Concórdia
Com mais de 40 anos de tradição na suinocultura, Oraldi Martelli transmitiu o cargo de presidente do Núcleo Municipal para Lonir Grigollo. “Nós sempre tivemos um apoio muito grande da ACCS em todos os momentos. Muitas outras entidades pelo país pegam a ACCS como exemplo”, analisa Martelli.

Oraldi Martelli lembra do apoio recebido da ACCS durante sua gestão
Treze Tílias
O suinocultor Ricardo Perlochner foi reconduzido ao cargo de presidente do Núcleo de Treze Tílias. Ele afirma que um dos grandes desafios para a gestão é garantir melhores remunerações aos suinocultores na integração. “A nossa maior produção é no sistema verticalizado. Fazer o levantamento de custos e apresentar os números para as indústrias é o nosso objetivo. Precisamos apresentar argumentos sólidos para melhorar a remuneração dos produtores”, afirma o presidente.
Melhores ganhos só é possível com argumentos sólidos, destaca presidente do Núcleo de Treze Tílias
Fonte: Ass. de Imprensa

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Setor produtivo do Paraná apresenta proposta para concessão da Malha Sul ferroviária
Documento defende nova licitação da ferrovia, divisão em três trechos e maior retorno de investimentos ao estado.

O presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, entregou, no dia 24 de junho, em Umuarama, ao ministro dos Transportes, George Santoro, o posicionamento do setor produtivo paranaense em relação a nova concessão da Malha Sul ferroviária. O documento, elaborado em conjunto pelo G7 Paraná, reúne propostas relacionadas ao modelo atualmente em discussão para a futura operação da ferrovia, cujo contrato vigente encerra em 2027.
O Sistema Faep defende a realização de uma nova licitação para a Malha Sul, com foco na ampliação da capacidade de transporte, na modernização da infraestrutura ferroviária e na eliminação dos principais gargalos logísticos que afetam a competitividade do Paraná. Os estudos apresentados pelo Governo Federal preveem a divisão da Malha Sul em três segmentos: Paraná-Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mercosul.

O documento entregue ao ministro reúne propostas relacionadas ao modelo atualmente em discussão para a futura operação da ferrovia, cujo contrato atual se encerra em 2027
Embora a entidade apoie a separação das operações, considera inadequado o modelo proposto para distribuição dos recursos gerados pela concessão, que prevê outorga de R$ 8,7 bilhões. A malha ferroviária do Paraná concentra aproximadamente 78% da carga movimentada por trens. No entanto, a proposta prevê que parte significativa desses recursos seja utilizada para financiar investimentos e déficits em outras concessões ferroviários.
“Somos favoráveis à modernização da ferrovia e à nova licitação, mas entendemos que os recursos gerados pelos usuários paranaenses precisam retornar em investimentos para o próprio Paraná. Não é razoável que a região responsável pela maior parte da movimentação de cargas financie gargalos de outras malhas enquanto seus próprios problemas permanecem sem solução”, afirma Meneguette.
Outro ponto de preocupação é a ausência de investimentos considerados estratégicos para ampliar a capacidade do transporte ferroviário no Estado. Entre as obras prioritárias defendidas pelo Sistema Faep estão a construção de um novo traçado ferroviário na Serra da Esperança, entre Guarapuava, Irati e Lapa; a implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba; e a ampliação dos pátios de cruzamento, estruturas que permitem aumentar a fluidez do tráfego ferroviário.
De acordo com a entidade, os estudos atualmente apresentados não contemplam essas intervenções de forma adequada nem estabelecem cronogramas compatíveis com a demanda crescente por transporte de cargas.

Foto: Jonathan Campos
“Precisamos de uma concessão que aumente a capacidade operacional da ferrovia. O Paraná produz cada vez mais e necessita de uma infraestrutura logística capaz de acompanhar esse crescimento. Algumas obras consideradas fundamentais aparecem apenas para o 27º ano da concessão, quando deveriam ser tratadas como prioridade”, destaca o presidente do Sistema Faep.
Durante a reunião, Santoro afirmou que o governo federal já reconhece a necessidade de investimentos em dois dos principais gargalos apontados pelo setor produtivo paranaense: o Contorno Ferroviário de Curitiba e as intervenções na Serra da Esperança.
“As duas demandas a gente já tinha mapeado e temos clareza de que vamos incluir como um investimento obrigatório no projeto. Então, já estão resolvidas”, afirma o ministro.
Além das obras estruturantes, o documento entregue ao Ministério dos Transportes propõe a integração da Malha Paraná-Santa Catarina com a Ferroeste, ampliando a eficiência operacional do sistema e fortalecendo a ligação entre as regiões produtoras do Oeste do Paraná e o Porto de Paranaguá.
Os investimentos previstos (Capex) somam cerca de R$ 6,8 bilhões e incluem a substituição de dormentes e trilhos, além da construção de sete novos pátios ferroviários.
O que o Sistema Faep defende para a nova Malha Sul
- Nova licitação da Malha Sul, em vez da prorrogação do contrato atual;
- Divisão da malha em três segmentos independentes;
- Integração da Malha Paraná-Santa Catarina com a Ferroeste;
- Reinvestimento dos recursos gerados no Paraná em obras dentro do próprio Estado;
- Construção do novo trecho Guarapuava-Irati-Lapa (Serra da Esperança);
- Implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba;
- Ampliação dos pátios de cruzamento na Serra do Mar;
- Cronograma de investimentos antecipado para eliminar gargalos;
- Garantias que evitem aumento tarifário aos usuários;
- Possibilidade de aportes dos governos estadual e federal para acelerar as obras prioritárias.
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Linha de crédito de R$ 10 bilhões amplia acesso à tecnologia no campo
Recursos serão operados pela Finep e voltados à compra de máquinas e implementos agrícolas por produtores rurais pessoas físicas e jurídicas.

O Governo Federal publicou, na quarta-feira (01º), a Medida Provisória nº 1.374, que autoriza a destinação de até R$ 10 bilhões para uma linha de financiamento voltada à adoção de tecnologias baseadas em máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil. A iniciativa integra o programa Move Agricultura e tem como objetivo ampliar o acesso ao crédito para modernização da produção rural.

Foto: Shutterstock
A MP altera o artigo 15-A da Lei nº 11.540/2007 e permite, de forma extraordinária no exercício de 2026, a criação da nova linha de financiamento. A gestão dos recursos ficará sob responsabilidade da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com operação por meio de crédito descentralizado, executado por agências de fomento, bancos de desenvolvimento e instituições financeiras oficiais credenciadas.
O financiamento será destinado a projetos de disseminação tecnológica baseados em equipamentos agrícolas inovadores nacionais. Poderão acessar a linha produtores rurais pessoas físicas e jurídicas, com enquadramento como crédito rural conforme a legislação vigente.
Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a ampliação do acesso ao crédito é central na política pública. “A verdadeira grandeza de uma política pública está na sua capacidade de fazer esse crédito chegar a mais brasileiros. Ampliamos o acesso à linha de financiamento para que não apenas pessoas jurídicas, mas também produtores rurais pessoas físicas possam adquirir máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil”, afirmou.

Foto: Divulgação/Freepik
Com a inclusão de pessoas físicas entre os beneficiários, a medida amplia o alcance da política e permite que produtores de diferentes portes tenham acesso a equipamentos modernos, voltados à mecanização e à inovação no campo.
O Move Agricultura, que integra a nova linha de financiamento, foi lançado durante a 20ª edição da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. O programa prevê crédito para aquisição de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros implementos agrícolas, com juros de até 9,2% ao ano, prazo de até 60 meses e carência de 12 meses. A proposta é acelerar a modernização da frota agrícola e estimular o desenvolvimento de tecnologias nacionais.
A Medida Provisória também autoriza a concessão de apoio financeiro, por meio de subvenção econômica, a produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste. O benefício é destinado a reduzir impactos de prejuízos associados à tributação adicional dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras ou a eventos climáticos extremos.
A MP foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, realizada na terça-feira (30).
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Acordo entre EUA e Irã reduz risco logístico no mercado global de fertilizantes
Estreito de Ormuz tem reabertura parcial após avanço diplomático, enquanto a ureia recua US$ 360 toneladas desde abril, com maior oferta no Golfo e retomada parcial das exportações da China.

O conflito no Oriente Médio teve um novo desdobramento em 14 de junho, com o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, seguido pela assinatura eletrônica do documento no dia 15. Apesar disso, o texto final do acordo ainda deve ser divulgado na sexta-feira, mantendo incertezas no cenário.

Foto: Claudio Neves/Portos Paraná
O Estreito de Ormuz foi parcialmente reaberto e há expectativa de liberação total até o fim da semana, embora o fluxo ainda não esteja normalizado. A região é considerada estratégica para o transporte de matérias-primas usadas na produção de fertilizantes.
No mercado de nitrogenados, a ureia registrou queda expressiva de cerca de US$ 360 por tonelada desde o fim de abril, retornando a patamares anteriores ao conflito. O movimento foi influenciado por um excesso pontual de oferta, com estoques acumulados no Golfo e o retorno parcial da China como exportadora. As cotações CFR Brasil recuaram para cerca de US$ 445/t, com negócios sendo fechados em níveis ainda mais baixos.
Nos fosfatados, o cenário segue mais pressionado. O enxofre, insumo essencial para a produção de MAP e SSP, avançou para cerca de US$ 1.250/t. Já o MAP permanece próximo de US$ 900/t CFR Brasil. Do lado da oferta, a China segue praticamente fora do mercado de fósforo, enquanto a Rússia opera com restrições ligadas a danos de infraestrutura decorrentes da guerra. No Oriente Médio, há impactos logísticos, e o Marrocos enfrenta limitação de capacidade associada à escassez de enxofre.
Nos potássicos, o mercado apresenta maior estabilidade. O KCl oscila em torno de US$ 405/t CFR Brasil, sustentado por um equilíbrio maior entre oferta e demanda globais, sem mudanças estruturais relevantes no período.
