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Núcleo dos Criadores do Cavalo Campolina divulga a raça

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O Cavalo Campolina experimenta uma fase de crescimento poucas vezes vista em sua história. Atualmente, é representado por pouco mais de 1.200 criadores e usuários pelo Brasil, que juntos não medem esforços para aperfeiçoá-lo cada vez mais, especialmente quanto ao andamento marchado. Essa movimentação começa a fazer a raça despontar fora do eixo de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, como será visto durante a Expo Londrina’2014, entre os dias 3 e 5 de abril. A expectativa é repetir o sucesso do ano passado, desta vez com a promoção de concursos de marcha e morfologia.
A organização é do Núcleo dos Criadores do Cavalo Campolina de São Paulo, que passou a ser responsável por fomentar a raça também no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Haras de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro devem mobilizar uma tropa de 100 animais. O técnico André Fleury Azevedo Costa ajudará os visitantes a entender o padrão racial do Cavalo Campolina no decorrer do julgamento.
“Existem demandas interessantes nesta região. Nosso Campolina é diferente das raças predominantes, ideal para quem busca um andamento mais confortável para o lazer ou na lida do sítio ou da fazenda. Quem busca animais de maior porte e boa marcha encontrará essas qualidades no Campolina, que chegará para somar”, salienta Paulo Maia, presidente do núcleo.
Mesmo sendo um evento de dimensão internacional, a meta é trabalhar primeiro o mercado interno, onde o Campolina ainda tem muito a crescer. Dos 60 mil animais pelo Brasil, cerca de 50% estão em Minas Gerais. Outra estratégia de divulgação no Sul será a Expointer, em Esteio/RS, mas a participação da raça não deve acontecer neste ano, por coincidir com a 34ª Semana Nacional do Cavalo Campolina, a maior e mais importante mostra da raça no país.
Nenhuma outra raça tem uma história fascinante – O Cavalo Campolina nasceu na cidade de Entre Rios de Minas (MG), em meados de 1870, época em que as “rédeas” do País eram comandadas pelo imperador Dom Pedro II. Surgiu da frustração de Cassiano Antonio da Silva Campolina, ao perder uma cavalhada – disputa folclórica medieval entre mouros e cristãos, em homenagem ao monarca. O cenário foi Queluz de Minas, atual Conselheiro Lafaiete (MG), ocasião na qual se fazia a inauguração de um trecho da Estrada de Ferro Central do Brasil.
Reza a lenda que Cassiano Campolina era um homem excêntrico, solteiro, com apenas dois amigos fiéis e um dos melhores criadores de cavalos da época. Raramente, ultrapassava os limites de sua propriedade, a Fazenda do Tanque, que ainda hoje existe. Ferido no orgulho, assumiu a derrota e prometeu uma desforra. Desde então, selecionou animais de bom porte e ágeis, pensando também em demandas da época.
Um dia, em visita ao amigo Antônio Cruz, Campolina foi presenteado com uma égua de nome Medeia, prenha de um garanhão da raça Andaluz, que teve origem na coudelaria do próprio imperador. O potro nascido em 1870 foi batizado de Monarca, datando o início da trajetória da raça Campolina no Brasil.
Monarca serviu o plantel por 25 anos e morreu em 1898. Cassiano Campolina viveu até 1904 e, segundo historiadores, não teve a tão esperada revanche. Mas, antes de partir, deixou dois legados memoráveis, que transcendem seu nome. Um deles é o Cavalo Campolina, que recebe novos guardiões a cada dia. O outro é um hospital que leva seu nome e foi construído com parte das riquezas deixadas em testamento.
Fundado em 1910, em Entre Rios de Minas, o Hospital Cassiano Campolina atende a uma população regional de 40 mil habitantes. Tornou-se realidade graças a um gesto de caridade dos amigos Coronel Joaquim Pacheco de Resende e João Ribeiro de Oliveira. Eles seriam os únicos herdeiros de Campolina e incentivaram que ele refizesse seu testamento e deixasse títulos e riqueza para a construção de uma obra que atendesse a todos os moradores da região.  E assim foi feito. Joaquim Pacheco de Resende, em especial, ficou com a Fazenda do Tanque e continuou a criação do Cavalo Campolina.

Fonte: Assessoria

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ABPA abre inscrições para prêmio de pesquisa aplicada durante o SIAVS 2026

Reconhecimento valoriza estudos com impacto prático na avicultura e suinocultura e prevê experiência internacional aos vencedores.

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Foto: Alf Ribeiro

Estão abertas as inscrições para o Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável, reconhecimento científico que a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) promoverá durante o SIAVS 2026 – Salão Internacional de Proteína Animal, maior evento da avicultura e da suinocultura do Brasil, que será realizado entre os dias 04 e 06 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).

A iniciativa contempla duas distinções, voltadas à valorização de pesquisas com efetiva aplicabilidade prática para a cadeia produtiva da proteína animal:

  • Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável – Grandes Áreas, destinado a trabalhos científicos com impacto nas áreas de produção, manejo e ambiência; nutrição; tecnologia e processos; sanidade; sustentabilidade; e saúde pública.
  • Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável – RAM (Resistência aos Antimicrobianos), voltado exclusivamente a estudos que abordem estratégias, ferramentas, indicadores e práticas relacionadas ao uso responsável de antimicrobianos e ao enfrentamento da resistência microbiana na produção animal, tema estratégico para o setor e alinhado aos princípios internacionais de One Health – no âmbito da  campanha “Uso Consciente, Futuro Responsável”, mantida pela ABPA.

O objetivo do Mérito é estimular pesquisas que extrapolem o ambiente acadêmico e apresentem aplicabilidade concreta, contribuindo para ganhos de eficiência, segurança sanitária, sustentabilidade e competitividade internacional da avicultura e da suinocultura brasileiras.

Os trabalhos inscritos serão avaliados por comissão julgadora composta por especialistas com reconhecida atuação técnica e acadêmica. Entre os critérios considerados estão:

  • Relevância estratégica para o setor
  • Grau de inovação
  • Consistência metodológica
  • Aplicabilidade prática
  • Potencial de impacto na cadeia produtiva

Após a etapa de avaliação, os trabalhos selecionados serão apresentados durante a programação oficial do SIAVS, ampliando sua visibilidade junto a empresários, pesquisadores, autoridades sanitárias e representantes nacionais e internacionais.

Como forma de reconhecimento, o primeiro autor do trabalho vencedor em cada uma das duas distinções participará, com apoio da organização, de uma experiência internacional em uma das principais feiras globais de alimentos, podendo escolher entre a SIAL Paris 2026, em Paris, ou a Gulfood 2027, em Dubai. A iniciativa proporciona imersão no ambiente internacional de negócios e inovação, fortalecendo a formação estratégica dos pesquisadores.

As inscrições devem ser realizadas conforme as orientações disponíveis no site oficial do evento, onde também constam regulamento completo, prazos, formato de submissão e demais informações, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria ABPA
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Abertura de 525 mercados para o agro gera oportunidade histórica ou risco de expansão sem margem?

Diversificação de destinos pode gerar até US$ 375 bilhões em exportações, mas exige gestão de custos e precificação para garantir rentabilidade.

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Fotos: Claudio Neves

A abertura de 525 novos mercados internacionais para o agronegócio brasileiro, com potencial estimado de até US$ 375 bilhões por ano em exportações, consolida o país como um dos principais fornecedores globais de alimentos e reforça sua relevância estratégica no comércio internacional. Do ponto de vista institucional e geopolítico, trata-se de um avanço inegável. Do ponto de vista empresarial, no entanto, o aumento do acesso não pode ser confundido com geração automática de valor econômico.

A experiência mostra que expansão de mercado, quando não acompanhada por gestão rigorosa de custos e precificação adequada, tende a pressionar margens e aumentar a exposição financeira das empresas.

Exportar implica estruturas logísticas mais complexas, exigências sanitárias específicas, custos regulatórios adicionais, riscos cambiais, prazos de recebimento mais longos e maior dependência de capital de giro. Esses fatores alteram substancialmente o custo total da operação e não podem ser tratados como extensões do mercado doméstico.

Um dos erros mais recorrentes nas estratégias de internacionalização do agro é a ausência de segregação clara entre custos locais e custos de exportação. Quando a empresa utiliza uma estrutura de custos média para formar preços em diferentes mercados, acaba diluindo despesas específicas de cada canal e comprometendo a leitura real da rentabilidade por contrato, por produto e por país. O resultado é a celebração de volumes crescentes de vendas acompanhada por deterioração gradual das margens operacionais, muitas vezes percebida apenas quando o caixa

Foto: Divulgação

começa a ficar mais pressionado.

Outro ponto crítico é a formação de preços em ambientes de maior volatilidade. Oscilações cambiais, variações nos custos de frete internacional, alterações em tarifas e mudanças nos prazos de pagamento impactam diretamente a margem final, especialmente em contratos de médio e longo prazo. Sem mecanismos de proteção financeira e sem modelos de precificação que incorporem cenários de risco, a empresa transfere parte significativa da incerteza para dentro do próprio resultado.

Também é preciso considerar o efeito financeiro do crescimento acelerado. A ampliação das exportações exige maior investimento em estoques, transporte, certificações e estrutura comercial, elevando a necessidade de capital de giro. Em um ambiente de juros estruturalmente mais altos, esse custo financeiro passa a ser componente relevante da margem e precisa ser tratado como parte integrante da estratégia de preço, não como despesa posterior absorvida pelo resultado.

Nesse contexto, cresce a importância da análise de margem real, e não apenas do faturamento ou da participação em novos mercados. Empresas que operam com foco exclusivo em volume tendem a mascarar ineficiências operacionais e decisões comerciais mal calibradas, sustentadas temporariamente por crescimento de receita, mas estruturalmente frágeis do ponto de vista financeiro. Crescer sem margem é, na prática, uma forma de destruição de valor em escala ampliada.

Para que a abertura de mercados se traduza em resultado sustentável, é indispensável avançar em três frentes: modelos de custeio mais precisos, que permitam identificar com clareza a rentabilidade por mercado e por canal; políticas de precificação que considerem riscos financeiros, fiscais e logísticos específicos de cada operação; e integração efetiva entre áreas comercial, financeira e operacional na tomada de decisão. Sem essa visão sistêmica, a empresa passa a competir apenas por preço, abrindo mão de margem para ganhar contratos que não se sustentam no médio prazo.

Foto: Divulgação/Porto de Santos

O ano de 2026 tende a ser decisivo nesse processo. A ampliação do acesso a mercados cria oportunidades relevantes, mas também eleva o grau de exigência na gestão. Empresas que dominarem seus custos, entenderem sua estrutura de margem e tomarem decisões baseadas em dados terão condições de transformar expansão em rentabilidade. As demais correm o risco de crescer em complexidade, exposição financeira e dependência de crédito, sem a correspondente geração de valor econômico.

A abertura de 525 mercados é, sem dúvida, uma conquista estratégica para o país. Para as empresas do agro, porém, o verdadeiro diferencial competitivo não estará apenas na capacidade de vender mais, mas na competência de vender com margem, previsibilidade e sustentabilidade financeira. Em um cenário global cada vez mais competitivo, não será o tamanho da operação que definirá a perenidade dos negócios, mas a qualidade das decisões econômicas que sustentam essa expansão.

Fonte: Artigo escrito por Fabiano Coelho, PhD em Ciências Contábeis.
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Exportações agropecuárias ganham alternativa para evitar gargalos no Golfo Pérsico

Exigência sanitária turca levou à criação de certificado específico para cargas em trânsito, permitindo passagem e armazenagem temporária de produtos de origem animal sem interrupção do fluxo ao Oriente Médio e à Ásia Central, mesmo com as restrições no Estreito de Ormuz.

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Foto: Claudio Neves

O Brasil garantiu a continuidade de uma rota alternativa via Turquia para o envio de exportações agropecuárias, diante das restrições no Estreito de Ormuz. A solução foi negociada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Com isso, a estrutura portuária turca segue como opção importante para cargas brasileiras com destino ao Oriente Médio e à Ásia Central, permitindo que as mercadorias sigam viagem sem a necessidade de passar pelo Golfo Pérsico.

Foto: Vosmar Rosa/MPOR

Essa rota já era utilizada por exportadores brasileiros. No entanto, a Turquia passou a exigir novas regras sanitárias para produtos sujeitos ao controle veterinário oficial, como os de origem animal. Para evitar prejuízos ao fluxo das exportações, foi negociado o Certificado Veterinário Sanitário para Produtos Sujeitos a Controles Veterinários em Trânsito Direto pela República da Turquia ou para Armazenamento Temporário com Destino à Expedição para outro País/Navio.

Na prática, o documento permite que mercadorias brasileiras, especialmente produtos de origem animal, atravessem o território turco ou fiquem armazenadas temporariamente no país antes de seguirem para o destino final.

A medida confere mais segurança e previsibilidade aos exportadores brasileiros em um momento de instabilidade nas rotas internacionais e reforça a atuação do Mapa para manter o comércio agropecuário brasileiro em funcionamento.

Fonte: Assessoria Mapa
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