Conectado com

Notícias

Novus lança enzima única para nutrição animal

Publicado em

em

 No início deste ano, a Novus International e a Verenium Corporation, que estão juntas em uma parceria para o desenvolvimento de enzimas para a nutrição animal desde 2011, anunciaram um progresso significativo para a comercialização da mais nova enzima de próxima geração para nutrição animal.
No final de março as duas empresas anunciaram a seleção do pacote de enzimas a ser desenvolvido com o objetivo de melhorar a digestibilidade dos alimentos em dietas de monogástricos. A Novus informou que espera que estes produtos sejam lançados dentro do biênio 2014 – 2016.
Além disso, eles afirmaram que a sua próxima geração de fitase (a primeira enzima criada em colaboração entre a Novus e a Verenium para comercialização, que foi selecionada em janeiro de 2012) terá o seu lançamento comercial em localidades já selecionadas e está prevista para acontecer ainda este ano.
A Feedinfofalou recentemente com Gary Hayen, que é Diretor Global de Negócios da Novus para produtos fermentados, para checar o progresso que está sendo feito em relação ao lançamento comercial da fitase de próxima geração da empresa e saber mais sobre o conjunto de produtos de enzimas.
 
Hayen disse a Feedinfo que, desde que a Novus e a Verenium anunciaram pela primeira vez a sua parceria estratégica em 2011, ambas as empresas estão focadas para o lançamento comercial da fitase de próxima geração neste ano.
A Novus está atualmente preparando as equipes de vendas para o lançamento e está realizando pesquisas de mercado focadasprimeiramente no Sul da Ásia. Além disso, a Novus está selecionando cuidadosamente as regiões alvo para o lançamento, de acordo com os regulamentos locais.
Hayen disse que a nova fitase fará parte do portfolio da enzima daNovus –A linha CIBENZA.
"Com base na linha já existentede produtos da Novus, esta próxima geração de fitase é uma grande promessa. A capacidade de desenvolvimento de enzimas exclusivas da Verenium é o que nos permite criar soluções novas e versáteis para nossos clientes dentro da linha de enzimas CIBENZA, que oferecem uma melhor sustentabilidade ambiental e econômica. Esta pareceria está focadaem trazer soluções de qualidade para otimização de custos de alimentação e melhora da saúde intestinal, na indústria de aves e suínos", comentou.
O Diretor Global de Negócios da Novus para produtos fermentados, explica que a nova fitase tem uma intrínseca característica de termoestabilidade muito elevada que a permite suportar os processos de peletização em altas temperaturas e garante a entrega mais rápida e mais eficiente da enzima para o animal do que as alternativas existentes atualmente no mercado. Estas alegações são apoiadas por estudos de pesquisa, demonstrando que o produto oferece benefícios exclusivos para nutricionistas e consultores que buscam uma vantagem competitiva na alimentação de aves e suínos.
De acordo com Hayen, este trabalho tem alavancado a sinergia existente entre a experiência da Novus em nutrição animal e o vasto portfólio de enzimas da Verenium, bem como sua triagem avançada, automação e recursos de aplicações.
"As enzimas são uma plataforma chave para Novus", argumentou Hayen. "Nós temos uma amplitude de ofertas em nossa linha de produtos que oferece a máxima flexibilidade em formulações. A expansão contínua da oferta da linha de enzimas da Novus, em colaboração com a tecnologia da Verenium,é somada a toda a história de sucesso que nossas enzimas tiveram no mercado de nutrição animal. A parceria é um alinhamento natural e é esperado que entregue resultados excepcionais para a indústria animal ".
A  Novus vê a aliança estratégica com a Verenium como uma nova maneira de ajudar a adicionar mais valor aos negócios de seus clientes, bem como seguir adiante com novas soluções de qualidade para saúde e nutrição animal.
"Nossos clientes vão obter o benefício da tecnologia de última geração, permitindo que façamos o que fazemos melhor – atender às necessidades dos nossos clientes – e terão da Verenium o que sabem fazer melhor, desenvolver a melhor tecnologia enzimática inovadora no mercado", disse ele.
Graças a esta parceria, a Novus pretende ser um dos primeiros fornecedores quando o assunto é enzimas.
Hayen afirma que:" O nosso compromisso com o mercado mundial de enzimas e para a indústria animal é genuíno e nosso legado em tecnologias inovadoras para melhorar o desempenho dos animais e da eficiência, prova isso ".
"Enzimas  não só melhoram o desempenho animal, mas também são uma ferramenta valiosa para reduzir os custos com alimentação. Com os atuais custos de ingredientes, não temos dúvida de que nós apenas arranhamos a superfície da demanda da indústria de enzimas. A Novus está posicionada para atender às novas necessidades da indústria e proporcionar novas oportunidades para melhorar os requisitos de desempenho do cliente ", acrescentou.

Fonte: Feedinfo News Service

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

treze − doze =

Colunistas Opinião

15 anos de uma conquista histórica

Com esforço, investimento, comprometimento e rigor na aplicação de normas de defesa e vigilância sanitária, a pecuária catarinense ganha reconhecimento internacional.

Publicado em

em

Divulgação

Foi uma conquista histórica para a agropecuária brasileira quando, em maio de 2007, a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), reunida na assembleia geral anual em Paris, reconheceu Santa Catarina como área livre de aftosa sem vacinação. Muitos atores participaram dessa conquista, resultado de um sério, tenaz e perseverante trabalho que uniu – irmanados em um objetivo comum – os produtores rurais, as agroindústrias e o Governo catarinense. Essa conjugação permitiu criar, manter e aperfeiçoar um notável sistema de defesa e vigilância sanitária animal que se tornou um paradigma nacional com reconhecimento internacional.

Foi importante o papel da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) na estruturação e fundamentação de todo o processo que culminou com aprovação da OIE. Com isso, estamos comemorando, neste ano de 2022, uma década e meia dessa conquista e 21 anos sem vacinação contra a aftosa: o vírus não circula mais em território barriga-verde porque Santa Catarina tornou-se uma ilha de sanidade em todo o país. Aqui, paralelamente à produção de alimentos cárneos, opera um avançado e competente sistema de vigilância, fiscalização e controle sanitário que monitora todas as fases da produção pecuária. Esse sistema foi estruturado arduamente e exigiu sacrifícios, investimentos, estudos e pesquisas da sociedade, tornando-se, portanto, um patrimônio dos catarinenses, dos produtores rurais, do Governo e das agroindústrias.

Hoje, a manutenção do status sanitário exige a eterna vigilância da Cidasc, das agroindústrias, dos Sindicatos Rurais e dos criadores, além da parceria do sistema Faesc/Senar/Sindicatos com o Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa) que realiza anualmente cerca de 50 mil visitas orientativas às propriedades dedicadas à criação de animais.

Essa união permitiu que Santa Catarina sempre estivesse em um estágio adiantado,  ostentando o status de área livre sem vacinação. No Brasil, a implantação progressiva de zonas livres de aftosa predominantemente com vacinação avançou significativamente, o que permitiu catapultar novos avanços para o status superior (sem vacinação).

O país necessitou de 60 anos de trabalho para ficar livre de aftosa. A certificação oficial de que todo o território nacional é livre da doença com vacinação contribuiu para ampliar e abrir novos mercados internacionais às carnes brasileiras.

A sanidade precisa fazer um paralelo com a qualidade. Por isso, nos últimos anos o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) vem investindo fortemente na profissionalização dos criadores catarinenses para a consolidação de uma bovinocultura (corte e leite) evoluída, sustentável, competitiva e lucrativa por meio do programa de assistência técnica e gerencial. Em mais de 200 municípios, a adoção de técnicas avançadas de planejamento, organização, coordenação e controle transformou as propriedades rurais em empresas de alto desempenho, emergindo uma pecuária qualificada mercê das melhorias em genética, nutrição, instalações e manejo.

Com esforço, investimento, comprometimento e rigor na aplicação de normas de defesa e vigilância sanitária, a pecuária catarinense ganha reconhecimento internacional.

Fonte: Por José Zeferino Pedrozo, presidente da Faesc/Senar/SC
Continue Lendo

Notícias

Insetos sugadores e bicudo são os maiores desafios da produtividade agrícola em 2022

Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal, os insetos sugadores na soja, milho e cana e o bicudo do algodão são os principais inimigos da produtividade agrícola na atual safra.

Publicado em

em

Fotos: Divulgação Sindiveg

Os agricultores brasileiros estão produzindo 272 milhões de toneladas de grãos em 2022, contribuindo mais uma vez para colocar alimentos na mesa de 800 milhões de pessoas em todo o mundo. Esse trabalho, porém, é complexo e o seu sucesso depende de alguns fatores incontroláveis. Em 2021 e nos primeiros meses deste ano, a estiagem na região Sul e parte do Centro-Oeste provocou perdas de cerca de 15 milhões de toneladas, além disso elevou consideravelmente o desafio dos insetos – especialmente sugadores – nas lavouras.

Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), os insetos sugadores na soja, milho e cana (mosca-branca, cigarrinhas e percevejos) e o bicudo do algodão são os principais inimigos da produtividade agrícola na atual safra.

“De um lado, o clima seco diminuiu o uso de fungicidas, porém foi responsável pelo aumento considerável do uso de inseticidas nas lavouras. Há relatos da necessidade de vinte aplicações contra o bicudo do algodão na Bahia”, explica Julio Borges, presidente do Sindiveg.

De acordo com o levantamento realizado pela Spark com exclusividade para o Sindiveg, as pulverizações contra cigarrinhas (milho, cana e pastagens), por exemplo, tiveram elevação de 98%. Já as aplicações contra mosca-branca e percevejos subiram 29% e 25%, respectivamente.

“Os agricultores utilizam defensivos agrícolas para proteger a produção. Os insumos entram na lista de despesas, porém precisam ser usados sob pena de alta incidência dos problemas fitossanitários e consequente quebra brusca da produtividade. Não se pode esquecer que insetos, pragas e ervas daninhas têm potencial para reduzir em até 40% a produção total de grãos, energia e fibras no país, o que seria um desastre de grandes proporções”, ressalta o presidente do Sindiveg.

A indústria de produtos para defesa vegetal cumpre o seu papel e investe em pesquisas e desenvolve soluções modernas e eficazes para o controle dos mais desafiadores problemas fitossanitários. Os produtos passam por rigoroso processo de testes e aprovações por órgãos técnicos e governamentais antes de ser comercializados, o que garante o controle dos inimigos da produção, bem como a segurança desses insumos para a saúde humana e para o meio ambiente. “É preciso destacar que a atenção é constante, como verificamos agora com os insetos sugadores e o bicudo, que devido a condições climáticas tornaram-se ainda mais resistentes na atual safra”, destaca Julio Borges.

 

Principais inimigos da agricultura, em 2022:

Bicudo do algodoeiro: inseto de maior incidência e com maior potencial de dano ao algodão. Se não controlado corretamente, pode causar perdas de até 70% da produção.

Mosca-branca da soja: ataca a soja e diversas outras culturas. Pode levar as plantas à morte ao reduzir a taxa fotossintética das folhas e provocar a queima da folha pela radiação solar.

Percevejos (milho e soja): geram perdas no início do desenvolvimento, refletindo-se em plantas deformadas, com perfilhos e/ou folhas manchas.

Cigarrinha do milho: se alimenta da seiva da planta e realiza postura na folha. Essa infecção ocorre em estádios iniciais de desenvolvimento.

Cigarrinha da cana: pode provocar redução de até 60% de produtividade na cana soca e de 11% na cana planta. A praga também provoca redução dos rendimentos industriais e perda na qualidade do produto final, o açúcar.

Cigarrinhas-das-pastagens: pode diminuir drasticamente a disponibilidade e a qualidade de gramíneas forrageiras, reduzindo a capacidade de suporte das pastagens, com consequente perda de valor nutricional para os bovinos.

Continue Lendo

Luiz Vicente Suzin Artigo

As cooperativas de Santa Catarina e a paz

Em um mundo em guerra e ameaçado pelo flagelo da fome, o Estado catarinense oferece o exemplo da produção de alimentos e a solidariedade associativista, confirmando o que já proclamaram a ONU e a ACI, as cooperativas provaram ser mais resilientes a crises, fomentam a participação econômica, combatem a degradação ambiental e as mudanças climáticas.

Publicado em

em

Divulgação

As crises que eclodem e se sucedem em todos os continentes – em especial a guerra Rússia x Ucrânia – criam uma situação crítica na qual, entretanto, é possível vislumbrar a importância dos países produtores de alimentos, por um lado, e a essencialidade do cooperativismo, de outro.

No caso do conflito em curso, além das atrocidades que horrorizam a humanidade a cada dia, sobressai a grave questão do rompimento das cadeias de suprimento. Os dois países em beligerância respondem por cerca de 30% dos cereais do comércio mundial. O conflito militar na Europa pode gerar interrupção na cadeia logística que afetará o mercado global e, consequentemente, o Brasil.  Importamos mais de 85% dos fertilizantes agrícolas, com grande dependência de remessas de fósforo e potássio.

A globalização transformou o mundo em uma aldeia global, tudo está interconectado. Santa Catarina sente esses influxos, pois tem forte atuação no mercado mundial de grãos e proteína animal. A Organização Mundial do Comércio alertou sobre a ameaça real, iminente e concreta de uma crise de fome no Planeta: até agora, 23 nações limitaram  a exportação de alimentos.

Esse cenário amplia o espaço para o Brasil e Santa Catarina aumentarem seu protagonismo no comércio internacional, confirmando nossa vocação para consolidar uma liderança na condição de potência em produção de alimentos. Além de reduzir os riscos de uma crise mundial de fome, será possível ampliar a presença brasileira e catarinense no comércio mundial.

Essas mesmas circunstâncias da geopolítica mundial realçam duas faces fundamentais do cooperativismo. Uma delas resulta no fato de que parte significativa da produção de grãos, carne, lácteos, frutas, hortaliças e pescado está ancorada no sistema cooperativista. A outra é a doutrina do cooperativismo, que inclui democracia, igualdade, equidade e solidariedade, honestidade, transparência, responsabilidade. Em outras palavras: elementos substanciais para a paz. Esses e outros valores éticos inspiraram a definição da temática do Dia Internacional do Cooperativismo – “Cooperativas constroem um mundo melhor” – que, neste ano, será comemorado no dia 2 de julho.

Será a 100ª vez que essa data emblemática será comemorada, sob orientação da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). Num mundo em conflagração, as cooperativas se constituem em porto seguro porque têm uma benfazeja ação na sociedade, onde combinam adesão livre e voluntária, gestão democrática, participação econômica nos resultados com a prática da cooperação e o desenvolvimento sustentável das comunidades. Nesse aspecto, Santa Catarina construiu, pelo cooperativismo, uma sólida alternativa de empreendedorismo, com vocação coletiva, sustentável, eficiente e humanista que reúne mais da metade da sua população.

Em um mundo em guerra e ameaçado pelo flagelo da fome, Santa Catarina oferece o exemplo da produção de alimentos e a solidariedade associativista, confirmando o que já proclamaram a ONU e a ACI, as cooperativas provaram ser mais resilientes a crises, fomentam a participação econômica, combatem a degradação ambiental e as mudanças climáticas, geram  empregos, contribuem para a segurança alimentar, mantêm o capital financeiro nas comunidades locais, constroem cadeias de valor éticas e contribuem para a paz mundial.

Fonte: Por Luiz Vicente Suzin, presidente da OCESC
Continue Lendo
Biochem site – lateral

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.