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Novos programas para garantir renda ao produtor rural marcam 2024 

Ano foi marcado pelo lançamento do Programa Leite Bom SC, com medidas de incentivo à cadeia leiteira e do Safra Garantida SC, proposta inédita para socorrer os agricultores que sofrem com os prejuízos das safras atingidas por intercorrências climáticas.

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Fotos: Roberto Zacarias

As políticas públicas para o desenvolvimento no campo atenderam mais de 80 mil agricultores catarinenses em 2024. O governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) executou mais de R$ 356,2 milhões (dados atualizados até 17/12), em programas e ações de apoio aos agricultores, com incentivos à inovação nas propriedades e permanência no campo. O ano foi marcado pelo lançamento do Programa Leite Bom SC, com medidas de incentivo à cadeia leiteira e do Safra Garantida SC, proposta inédita para socorrer os agricultores que sofrem com os prejuízos das safras atingidas por intercorrências climáticas.

O estado de Santa Catarina é campeão nacional na produção de carne suína, maçã, cebola, ostras, vieiras, mexilhões e pinhão. Neste ano bateu recorde na exportação de carne suína, com melhor resultado mensal de toda a série histórica, desde 1997. No acumulado de janeiro a novembro, exportou 1,8 milhão de toneladas de carnes, alta de 8,1% em relação ao mesmo período do ano passado. As receitas foram de US$ 3,78 bilhões, alta de 3,2% na comparação com os valores do mesmo período de 2023.

O governo do Estado e a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária realizaram em dezembro o lançamento do Safra Garantida SC – Garantindo a renda do agricultor Catarinense. O programa busca potencializar a produção catarinense e garantir renda ao pequeno produtor nas safras prejudicadas pelas adversidades climáticas. O governo irá investir mais de R$ 84 milhões nos próximos dois anos em subvenção da taxa do adicional do Proagro Mais, para agricultores familiares.

As ações e programas são integrados entre a Secretaria de Estado da Agricultura e suas empresas vinculadas: Cidasc, Epagri e Ceasa. “Santa Catarina é referência na produção, pesquisa e sanidade, isso é resultado do trabalho conjunto do setor público e de toda cadeia produtiva. Dialogamos e buscamos juntos novas soluções para avançarmos com sustentabilidade e para atendermos as reais necessidades dos produtores. Temos o compromisso com que produz e com a qualidade dos produtos catarinenses, que chegam a mais de 140 países”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto. Para melhorar a estrutura e acessibilidade, o prédio da SAR está em reformas, terá investimento de R$ 9,8 milhões.

Financiamento agropecuário e subvenção de juros

Para apoiar a cadeia produtiva de leite, o governo do Estado lançou em abril deste ano o Programa Leite Bom SC, que consiste em medidas de apoio a cadeia produtiva leiteira, com financiamentos e incentivos fiscais. Por meio do Financia Leite SC, foram aplicados R$ 54,2 milhões para investimentos na melhoria dos processos produtivos no setor leiteiro.

Foram destinados mais de R$ 27,5 milhões em financiamento e subvenção de juros para atender as demandas emergenciais, em decorrência das enxurradas e enchentes ocorridas em 2023, por meio do Recupera SC – 2ª Etapa. Nesse sentido, os agricultores foram atendidos pelos programas Reconstrói SC e Pronampe Agro SC Custeio Emergencial. A estimativa é que foram alavancados R$ 333 milhões na economia do ano.

No trabalho permanente de incentivo à produção, foram investidos R$ 106,9 milhões no Programa Terra Boa, nos projetos em que os agricultores têm acesso a calcário, sementes de milho, kits forrageira, apicultura e solo saudável, abelha rainha e incentivo ao cultivo de cereais de inverno. Foram aplicados R$ 118,8 milhões para atender os agricultores por meio dos programas: Água no Campo SC, Pronampe Agro SC, Financia Agro-SC, Jovens e Mulheres em Ação. Esses programas são destinados a melhoria dos processos produtivos por meio de financiamento e subvenção de juros. Os recursos para fomento do setor agropecuário chegam aos agricultores através do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), operacionalizado pela SAR e Epagri.

Regularização e Legalização Fundiária

Foto: Jonatã Rocha

Para promover a cidadania e a inclusão dos agricultores, o Programa Terra Legal entregou a documentação para regularização fundiária de 5.359 estabelecimentos do meio rural neste ano, foram investidos mais de R$ 690 mil.

 

O Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) proporcionou o financiamento para a compra de imóveis rurais às famílias em busca de oportunidades no setor agrícola, 43 beneficiários foram atendidos por meio de financiamento de imóveis rurais, com investimento na ordem R$ 7,4 milhões. Na área de Desenvolvimento Sustentável e Florestal foi finalizado o Inventário Florestal de Florestas Plantadas (IFFP) do Estado de Santa Catarina, com um investimento no valor de R$ 498 mil.

Defesa Agropecuária

A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária desempenha, em conjunto com a Cidasc, programas e ações de defesa e inspeção sanitária agropecuária, visando à proteção da saúde pública, a qualidade dos alimentos, bem como a manutenção e expansão do status sanitário do Estado de Santa Catarina.

O Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa) investiu R$ 13,2 milhões na indenização de produtores rurais pelo abate sanitário de 4.665 animais doentes, possibilitando a readequação do rebanho com animais saudáveis e preservando a saúde pública. Também teve sequência a indenização de animais de produção mortos por afogamento ou soterramento, em decorrência de catástrofes ambientais ocorridas nos municípios pelo excesso de chuvas de outubro e novembro de 2023.

O Programa de Apoio à Criação de Gado para Abate Precoce beneficiou até outubro deste ano 2.109 pecuaristas catarinenses cadastrados, com incentivos para o abate de novilhos precoces e superprecoces no valor de R$ 15,3 milhões.

Em 2024 teve destaque a regulamentação do controle populacional de javalis, e de normativas com medidas para prevenção à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade. Também ocorreu a publicação da Lei que atualiza as normas sobre a inspeção sanitária dos produtos de origem animal produzidos no Estado, mantendo a segurança e qualidade dos alimentos oferecidos ao consumidor.

Na defesa sanitária vegetal as ações fortaleceram o Programa Estadual de Mitigação de Riscos do Cancro Europeu das Pomáceas, com a continuidade da campanha “Todos Contra o Cancro”. Na área de grãos as ações foram na continuidade do combate à cigarrinha do milho e complexo de enfezamento, com recursos para o monitoramento e pesquisas no controle da praga. Para a cultura da soja os esforços foram para adequação do calendário de semeadura da soja em Santa Catarina, atendendo as necessidades das diferentes regiões.

Em 2024 também foi destaque a realização do Simpósio Sul Brasileiro ABC+ Agricultura de Baixa emissão de Carbono.

Convênios

Neste ano os convênios estaduais totalizaram mais de R$ 13,4 milhões, atendendo 72 municípios. Os convênios federais somam R$11,3 milhões destinados a 120 municípios, com o repasse de 287 equipamentos agrícolas. Os recursos são destinados por meio de emendas parlamentares, aplicadas para compra de equipamentos e implementos agrícolas, sistema antigranizo e eventos agropecuários.

Parcerias

 O ano também foi marcado pela aprovação da criação de sete novas Câmaras setoriais: de Agroinovação; Ovinocultura e Caprinocultura; Bambu, Bebidas Artesanais; Turismo Rural; Pecuária de Corte e das Palmeiras Cultivadas.  Com essa aprovação, totalizam 32 Câmaras setoriais na estrutura da SAR, com objetivo de discutir a cadeia produtiva, aprofundar os debates e sugerir políticas públicas.

O Projeto “Hortas do Saber Cultivando Conhecimento e Sustentabilidade”, está sendo implantado por meio da parceria da SAR com a Secretaria de Estado da Educação (SED). A SAR já destinou cerca de 50 mil pacotes de sementes de hortaliças às escolas estaduais.

Esse ano também foi comemorada a criação de três novas Indicações Geográficas: Banana e Cachaça de Luiz Alves e Lingüiça Blumenau, também foi lançado o Fórum de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas, instituído pela Portaria 40/2024 SAR, em 1º de novembro de 2024.

Fonte: Assessoria SAR

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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