Conectado com

Notícias Reconhecimento internacional

Novo status sanitário do Paraná completa um ano e impulsiona investimentos bilionários

Reconhecimentos internacionais de área livre da febre aftosa sem vacinação e de zona livre de peste suína clássica independente completam um ano e atraem aportes privados. Cerca de 30 frigoríficos anunciaram a instalação ou ampliação de unidades, somando R$ 6,6 bilhões e 14 mil empregos diretos.

Publicado em

em

Fotos: Gilson Abreu/AEN

O reconhecimento internacional do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação completa um ano nesta sexta-feira, 27 de maio. Em 2021, a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) concedeu ao Paraná, por meio da chancela ao bom trabalho de sanidade agropecuária, uma credencial para abrir mercados para as proteínas animais produzidas no Estado, com a possibilidade de comercialização a países que pagam melhor pelo produto.

A conquista é fruto de mais de 50 anos de trabalho e parceria entre iniciativa privada, entidades representativas do agronegócio e governo estadual, tendo em vista os benefícios econômicos que o status pode proporcionar a todo o Estado.

Da mesma forma, a união foi fundamental para a classificação como zona livre de peste suína clássica independente, confirmando o Paraná fora de um grupo atualmente formado por 11 estados, o que garante maior proteção internamente e vantagens sanitárias aos produtores locais no mercado internacional.

Os reflexos dessas duas conquistas já podem ser notados pelo volume de investimentos que indústrias do setor de proteínas animais realizam nas cadeias de suínos, peixes, frangos, leite e pecuária bovina de corte.

Tendo como premissa que a mudança dos olhos do mundo em relação à sanidade bovina também reflete na busca por outras proteínas animais, nos últimos anos, cerca de 30 frigoríficos anunciaram a instalação ou ampliação de unidades no Paraná. Os investimentos já anunciados ou previstos somam aproximadamente R$ 6,6 bilhões em pelo menos 23 municípios, gerando cerca de 14 mil empregos diretos.

Segurança

Para o setor privado, o status garantiu mais segurança para investimentos, analisa o diretor-presidente da Cooperativa Agroindustrial Consolata – Copacol, Valter Pitol. A empresa estabeleceu um projeto de crescimento e já

Status sanitário impulsiona investimentos em frigoríficos no Paraná – Foto: Divulgação/Copacol

começou a investir. Em Assis Chateaubriand, o Frigorífico da Frimesa – resultado da união das cooperativas Copacol, C. Vale, Lar, Primato e Copagril – deve iniciar as operações em 2023. O valor investido é de R$ 2,5 bilhões.

“O fato de o Paraná ter se antecipado nos trouxe benefícios, permitiu acessar novos mercados na suinocultura. Então, pudemos investir com mais intensidade no aumento da produção de suínos por meio da Frimesa”, disse Pitol.

Os novos projetos incluem outras proteínas. A Copacol adquiriu o frigorífico da Tilápia Pisces, de Toledo, com investimento de R$ 60 milhões. O projeto inclui uma estrutura de meio ambiente para informar e orientar cooperados que estão entrando na atividade de piscicultura e também para os que estão ampliando a produção. A unidade de Toledo produz 170 mil tilápias por dia. Em 2025, a meta é 230 mil diariamente.

Outro exemplo é a BRF, que vai investir R$ 292 milhões em modernização e ampliação de suas unidades no Paraná. Também foi confirmada a retomada da produção de perus em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado, poucas semanas depois de a planta ter recebido a habilitação para exportar ao México.

Desempenho

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, reafirma a diversidade de setores que estão sendo beneficiados pelo novo status sanitário. Ele cita exemplos no setor de piscicultura, como da Copacol e C. Vale, em Palotina, que ampliou sua capacidade; Cocari e Aurora, que atuam em frango em Mandaguari e assumiram frigorífico em Alvorada do Sul; a Coopermota, que assumiu indústria em Cornélio Procópio; o grupo Friella, em Santa Helena; a Plusval, em Iporã, e um investimento de R$ 500 milhões em uma fábrica de queijo nos Campos Gerais.

Secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara – Foto: Divulgação/Seab

“Várias regiões estão fazendo grandes, médios e pequenos investimentos. Todos os grandes atores do Paraná estão fazendo investimento, e cabe mais. Queremos agregar valor ao produto estadual. São passos importantes que permitem ao Paraná se tornar ainda mais competitivo no mercado internacional, gerando novos empregos e mais renda”, afirmou Ortigara.

Os números comprovam a força da agropecuária paranaense. No ano passado, o Estado ampliou o bom desempenho que tem na produção de proteínas animais. Em 2021, somando-se as carnes bovina, suína e de frango, o Paraná produziu 6,213 milhões de toneladas.

Foi o Estado que mais abateu frangos, reforçando a liderança no setor, com 33,6% de participação nacional, o que representa 20,2 pontos percentuais acima de Santa Catarina, segundo colocado. Também houve crescimento expressivo na suinocultura, com abate de 786,36 mil cabeças a mais que em 2020. Nesse segmento, o Estado é o segundo colocado, com 20,3% de participação, atrás de Santa Catarina, com 28,4% do abate nacional.

Em carne bovina, devido ao fechamento de mercado, particularmente da China, houve redução no abate em todo o País e o Paraná seguiu a tendência, com 238,96 mil cabeças a menos em comparação a 2020, queda de 16,1%. No entanto, os números de produção de proteínas animais continuam em alta.

Estradas

A conquista da certificação de Estado livre da febre aftosa sem vacinação e o aparte como bloco único livre de peste suína clássica foram estimuladores do crescimento no rebanho e em número de abates, reforçando a liderança do Paraná na produção brasileira de proteína animal. Mas não são atos isolados. Paralelo a isso, o Estado reforçou investimentos, entre outras atividades, em estradas rurais, com vistas a oferecer condições de transporte mais adequado; e em agroindústrias para ajudar, sobretudo, a agricultura familiar a processar os alimentos.

Um dos mais recentes empreendimentos inaugurados no Estado, a Unidade de Produção de Desmamados (UPD), na Estrada Alvorada, em Jesuítas, no Oeste do Estado, recebeu investimentos de R$ 120 milhões. Foram criados 85 empregos diretos e mais 90 cooperados devem se integrar aos 146 que hoje já participam do processo de criação de suínos. Ao final, serão acrescidos mais 300 mil leitões por ano na terminação, que serão entregues à planta industrial da Frimesa em Assis Chateaubriand.

Para que não haja atrasos tanto na chegada de insumos quanto na retirada dos animais, boas estradas são fundamentais. Em Jesuítas, a Estrada Roma, importante ligação entre comunidades do meio rural, está recebendo pavimentação com pedras irregulares como parte do Programa Estradas Rurais Integradas aos Princípios e Sistemas Conservacionistas – Estradas da Integração. O investimento de mais de R$ 1,1 milhão do Estado, em parceria com a prefeitura, possibilitará a ligação com um matrizeiro de ovos galados da Copacol, estendendo-se por 4.356 metros lineares.

“É muito importante a participação do Estado, principalmente na melhoria das estradas rurais para ter acesso regular tanto na unidade quanto nas propriedades dos cooperados”, disse o presidente da Copacol, Valter Pitol. “Nós não podemos falhar na questão de acesso, pois sairão 300 mil leitões por ano e precisamos estar tranquilos em relação a isso”.

Segundo ele, as obras representam economia no transporte e na manutenção dos veículos. “Há quem precisava buscar frango, peixe, leitão e acabava atolando o caminhão”, acentuou.

Esse trabalho também será realizado na Estrada Alvorada, em Iracema do Oeste, que também beneficiará produtores de Formosa do Oeste e de Jesuítas, fazendo a ligação com a Unidade de Produção de Desmamados. Ali estão previstos 5.600 metros de pavimentação com pedras irregulares, com investimento de pouco mais de R$ 1,8 milhão por parte do Estado.

E não é apenas naquela região que as estradas rurais têm facilitado a chegada aos complexos em que as proteínas animais são processadas. Em Palotina, por exemplo, o complexo industrial da C. Vale é acessado por meio da Linha Concórdia. Para o trecho de 2,2 quilômetros de extensão o Estado participou com R$ 527 mil. O que é apenas uma parte dos R$ 304 milhões investidos na pavimentação de mais de 1 mil quilômetros de estradas rurais desde 2019 em todo o Estado, ajudando os agropecuaristas paranaenses a produzir e retirar a produção de sua propriedade de uma forma mais confortável.

Em pouco mais de três anos, o Governo do Estado pavimentou 1.000 quilômetros de estradas rurais com pedras poliédricas ou com blocos sextavados em todo o Paraná. O investimento chegou a R$ 304 milhões, beneficiando 18 mil famílias de 2 mil comunidades em 202 municípios

Energia

Segundo Valter Pitol, a participação do Estado também é importante para facilitar o acesso dos produtores a energias renováveis, visto que esse é um insumo que interfere em 30% do custo no caso do peixe, e de 15% a 20% na cadeia do frango. “A energia fotovoltaica, principalmente para peixe e frango, reduz significativamente o custo de produção e viabiliza a propriedade”, afirmou.

Para atender a esse pedido, o Governo lançou o Banco do Agricultor Paranaense, pelo qual o Estado assume parte ou a integralidade dos juros de financiamentos. No caso específico da energia rural renovável, seja por sistema solar fotovoltaico ou pelo uso de biomassa para bioenergia ou biometano, os projetos apresentados até 31 de dezembro de 2022 têm 100% dos juros assumidos pelo Estado.

A C. Vale está investindo R$ 75 milhões em uma Unidade Produtora de Leitões Desmamados (UPD). Serão levantados cinco galpões capazes de alojar até cinco mil fêmeas. A previsão é produzir 160 mil leitões por ano, abastecendo até 40 novas unidades de terminação de suínos, possibilitando, inclusive, a inclusão de novos produtores. A produção vai alimentar o frigorífico da Frimesa em Assis Chateaubriand. Os dejetos devem ser utilizados para produção de aproximadamente 5.700 Kwh/dia de energia elétrica.

Ainda área da energia, o setor agropecuária é beneficiado pelo programa Paraná Trifásico, um investimento de R$ 2,7 bilhões, feito pela Copel, para substituir antigas estruturas monofásicas por trifásicas e garantir energia de maior qualidade à população rural, contribuindo para o desenvolvimento do setor agroindustrial paranaense.

Desde que foi lançado, em 2019, o programa construiu 7.913 quilômetros de redes trifaseadas em todo o Estado. A extensão equivale a mais de 10 vezes a distância entre Foz do Iguaçu e Paranaguá. As estruturas concluídas representam 31,6% do total previsto para a iniciativa até 2025, período em que serão construídos 25 mil quilômetros de redes em áreas rurais. Somente em 2022, o programa vai investir R$ 450 milhões em 4 mil quilômetros de novas redes.

Confira alguns investimentos que o Paraná recebe nesse mercado:

Suínos

 

Assis Chateaubriand – Frigorífico da Frimesa, que é resultado da união das cooperativas Copacol, C. Vale, Lar, Primato e Copagril, deve iniciar produção em 2023. O investimento é de R$ 2,5 bilhões.

Cascavel – A Coopavel fez investimento de R$ 220 milhões para ampliar estruturas e aumentar a produção e abate de suínos.

Castro – A Alegra Foods, empresa das cooperativas Frísia, Capal e Castrolanda, investiu cerca de R$ 60 milhões nos últimos anos para ampliar de 3,2 mil para 3,9 mil abates de suínos/dia. Já a Castrolanda inaugurou em 2021 a quinta maternidade da Unidade de Produção de Leitões.

Foto: Ari Dias/AEN

Ibiporã – O RPF Group, que abate 3,1 mil cabeças diariamente, investiu R$ 20 milhões em unidade para processamento dos subprodutos suínos para fabricação de farinha e óleo para alimentação dos animais (capacidade para 50 toneladas dia de matéria-prima) e em uma fábrica de banha com capacidade para 20 toneladas/dia

Jesuítas – Unidade de Produção de Desmamados (UPD) da Copacol, com investimento de R$ 120 milhões.

Laranjeiras do Sul – A Agro Laranjeiras investiu R$ 377 milhões em unidade de desmamados, com produção de 980 mil leitões desmamados por ano.

Paranavaí/Santo Antônio do Caiuá – A Agroceres Pic, núcleo genético e unidade de disseminação de genes de suínos, recebeu investimento superior a R$ 100 milhões com capacidade para alojar 3,6 mil fêmeas de elite com produção de até 110 mil animais por ano. Criação de 300 postos de trabalhos diretos e indiretos.

Rio Negro – O frigorífico Primaz recebeu, em 2019, o selo do Sisbi – Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal, à época foi o 32º do Estado, e está aumentando a produção.

Santa Helena – A Alimentos Friella constrói moderno frigorífico, com previsão de abate de 6 mil suínos por dia, estima que cerca de mil empregos sejam gerados em cada turno.

C. Vale – Constrói UPD em Palotina, visando ao fornecimento a integrados para atender o novo frigorífico da Frimesa que está sendo construído em Assis Chateaubriand. O investimento é de R$ 75 milhões.

Frango

Cascavel – Lar Cooperativa Agroindustrial investe R$ 82 milhões.

Iporã – Administrada pela PlusVal (joint venture da Pluma Alimentos, de Dois Vizinhos, e C. Vale, de Palotina), faz investimento de R$ 12 milhões na cidade.

Marechal Cândido Rondon – Lar Cooperativa assumiu o comando de um frigorífico local, passando a ter quatro unidades e abate de 925 mil aves/dia. Investimento de R$ 410 milhões.

Medianeira – Cooperativa Lar anunciou investimento de R$ 135 milhões para aumentar capacidade de produção.

Rolândia – Lar Cooperativa Agroindustrial. Complexo com capacidade para processamento diário de 175 mil frangos, fábrica de ração com capacidade de produzir 19 mil toneladas/mês e unidade de recepção e beneficiamento de grãos com capacidade de 16,8 mil toneladas. Geração de 1.900 empregos diretos.

Rondon – Foi reativado, em 2019, o frigorífico da antiga Averama, que funciona em parceria operacional com a Jaguafrangos, de Jaguapitã.

Umuarama – PlusVal realiza investimentos com vista a ampliar a capacidade de abate para até 200 mil frangos/dia, com possibilidade de ter pelo menos mais 1 mil novos empregos.

Peixes

Alvorada do Sul – Unidade de Beneficiamento de Pescados Luís Carlos Bufalo foi reativada, com investimentos dos governos federal, estadual e municipal em valor de R$ 4,2 milhões.

São João do Ivaí – O frigorífico Mais Fish recebeu chancela do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), concedido pelo Consórcio Cid Centro. Com isso, os produtos da marca Mais Fish podem ser vendidos em todo o Brasil. De 30 funcionários deve duplicar e o proprietário já projeta expansão do frigorífico.

Toledo – Copacol adquiriu o frigorífico da Tilápia Pisces, em investimento de R$ 60 milhões. Abate de 40 mil tilápias ao dia.

Bovinos

Piraí do Sul – Grupo Boi Barão constrói frigorífico com investimento de mais de R$ 10 milhões e previsão de gerar 70 empregos diretos.

Peru

Francisco Beltrão – A BRF vai investir R$ 292 milhões em modernização e ampliação de suas unidades no Paraná. Também foi confirmada a retomada da produção de perus em Francisco Beltrão, poucas semanas depois de a planta ter recebido a habilitação para exportar ao México. A nova linha criará mais de 400 empregos diretos.

Geral

Guarapuava – CooperAliança Carnes Nobres com R$ 83 milhões em investimento e geração de 219 empregos diretos. Previsão de abater 345 cabeças/dia de bovinos e ovinos para carnes nobres.

Rolândia – JBS investe R$ 1,8 bilhão para construção da maior fábrica de empanados e salsichas do mundo.

Toledo – A Primato tem investimento de R$ 250 milhões na cidade.

Fonte: AEN Paraná

Notícias

Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões

Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.

Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.

Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.

Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”

O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.

A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.

Fonte: Assessoria Copercampos
Continue Lendo

Notícias

Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea

Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.

O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).

Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.

No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.

Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.

 

Fonte: Assessoria Cepea
Continue Lendo

Notícias

Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina

Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Publicado em

em

Fotos: Bruna Leticia/MB Comunicação

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan

Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.

Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.

Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.

Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.

Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.

O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.

Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.

A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.

Fonte: Assessoria Sebrae
Continue Lendo