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Novo status sanitário do Brasil facilita trânsito animal entre Estados

Apesar de o país ter sido reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação, Paraná segue exigindo o cumprimento de normas sanitárias.

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Fotos: Divulgação/Faep

Assim como aconteceu com o Paraná há quatro anos, agora o Brasil é reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Com isso, os animais podem transitar em todo o território nacional, porém devem seguir as exigências para cumprimento das normas sanitárias.

Até a oficialização do novo status nacional, o ingresso de bovinos e bubalinos no Paraná estava restrito aos Estados do Acre, Rondônia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, além de partes do Amazonas e Mato Grosso (locais que já tinham conquistado o selo da OMSA). Em relação ao restante do país, havia restrições ao ingresso de suínos, ovinos e caprinos no Paraná. Até então, era permitida a entrada desses animais, desde que acompanhados de exames negativos para febre aftosa e com carga lacrada pelo serviço oficial.

Essas exigências agora não são mais necessárias. “O Paraná tem a ganhar com o reconhecimento do Brasil como área

Foto: Geraldo Bubniak

livre de aftosa sem vacinação. A nível estadual, estamos há quatro anos trabalhando para abrir novos mercados. Agora, com o esforço do setor produtivo nacional em melhorar a robustez do sistema sanitário como um todo, os olhos dos mercados internacionais se voltam ainda mais para cá”, pontua Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema Faep.

O que muda

Na prática, no dia a dia dos produtores rurais paranaenses, não há alterações em relação ao cumprimento das normas sanitárias. “O que está permitido é o trânsito, principalmente de bovinos e bubalinos, que antes só podiam vir de área livre.

Agora, há a possibilidade de circulação desses animais entre qualquer um dos Estados”, explica a chefe da Divisão de Controle da Rastreabilidade Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Maira Polatti Tomaz Sypniewski.

Em maio de 2021, foi oficializada a conquista do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação

Para quem trafega pelas estradas com cargas de animais suscetíveis à febre aftosa continua obrigatória a comprovação dos cuidados sanitários, incluindo paradas nos postos de fiscalização agropecuária e a posse da documentação necessária impressa. “Toda a movimentação de animais deve estar acompanhada da Guia de Trânsito Animal [GTA] e demais documentos sanitários exigidos, conforme as legislações federal e estadual vigentes”, afirma Maira. “Nossos produtores devem continuar seguindo os requisitos sanitários, pois são garantia de que o Paraná segue com um sistema sanitário robusto e eficaz”, complementa Nicolle Wilsek, técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Sistema Faep contribuiu para conquista do Paraná

Em maio de 2021, o Paraná alcançou reconhecimento internacional em seu sistema sanitário após mais de três décadas de esforço conjunto entre o poder público e a iniciativa privada. O Sistema Faep liderou essa iniciativa de forma pioneira, investindo em diversas frentes e influenciando as agendas dos diferentes governos estaduais.

A entidade teve contribuição decisiva para a criação do Fundo de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Paraná (Fundepec), que financia políticas e indenizações em casos de abates sanitários emergenciais. O Sistema Faep também foi crucial na elaboração da Lei 11.504/96, conhecida como Lei da Sanidade, modernizando normas e facilitando a conformidade dos produtores com as exigências sanitárias.

Foto: Divulgação/Faep

Na área de treinamentos, o Sistema Faep ministrou diversas turmas de cursos com temas relacionados à sanidade. Com isso, a defesa sanitária paranaense tornou-se uma referência até que, na última década, esse processo ganhou fôlego, mirando a conquista do reconhecimento como área livre de febre aftosa sem vacinação, com destaque para a reativação dos Conselhos de Sanidade Agropecuária e a instalação de Postos de Fiscalização de Transporte Animal nas fronteiras estaduais.

Até que, no dia 27 de maio de 2021, o Paraná atingiu um novo patamar sanitário, quando a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconheceu o Estado como área livre de febre aftosa sem vacinação. O status sanitário do Paraná é determinante para a produção de proteínas animais, com impactos significativos nos futuros negócios das cadeias produtivas de avicultura, suinocultura, piscicultura e pecuária de leite, entre outras.

Fonte: Assessoria Sistema Faep

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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