Notícias Segundo liderança cooperativista
Novo status sanitário abre era das mais promissoras ao agronegócio do Paraná
Impacto será intenso na pecuária e também será sentido pela cadeia de grãos

“O Paraná trabalhou por vários anos para alcançar essa conquista que abre um novo momento para o Estado e para a pecuária. Vamos dar um salto em nossas exportações e ter novas oportunidades para toda a cadeia do agronegócio”, é o que afirma o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, sobre o anúncio feito pelo Ministério da Agricultura de suspender a vacinação da febre aftosa no Paraná. A campanha que seria realizada em novembro foi suspensa em função de o Estado ter cumprido fases indispensáveis para sua mudança de status sanitário, de área livre de febre aftosa com vacinação para área livre de febre aftosa sem vacinação.
Conforme Grolli, a novidade vai representar a injeção anual de R$ 1,5 bilhão na economia do Paraná. O impacto será intenso na pecuária e também será sentido pela cadeia de grãos. “Vamos melhorar toda a performance do agronegócio estadual. O dia 15 de outubro de 2019 entra para a história do setor produtivo de carnes, grãos e derivados”, afirma o presidente da Coopavel. O governo estima que haverá aumento das exportações das atuais 107 mil para 200 mil toneladas de carnes por ano.
Com a autorização do Mapa, o Paraná se alia a Santa Catarina como os únicos Estados brasileiros onde não há vacinação do rebanho bovino contra a aftosa. Diversos fatores pesaram para que o Ministério atendesse à solicitação de entidades e do próprio governo estadual para que a vacinação fosse suspensa. Entre elas estão medidas e cuidados adotados pela Adapar (Agência de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná) e Seab (Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento) e a resposta sempre positiva por parte dos pecuaristas.
Paraná lidera
Um dos primeiros impactos da medida será redução de custos aos pecuaristas de R$ 20 milhões na produção de carne bovina. O rebanho é de 9,5 milhões de cabeças e o Paraná vai liderar a exportação de proteínas no Sul do Brasil. Com a nova qualificação, mercados mais nobres e exigentes, que pagam mais por produto de melhor qualidade, vão se abrir aos criadores e frigoríficos paranaenses, informa o secretário de Estado da Agricultura, Norberto Ortigara. “Sem a vacinação, o Paraná alcança uma condição diferenciada no mundo, podendo mostrar um selo sanitário de grande importância”, diz o governador Ratinho Júnior.
O reconhecimento de área livre da aftosa sem vacinação vai sair dois anos antes do esperado. A região Oeste, por meio da Caciopar (Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná) e do POD (Programa Oeste em Desenvolvimento) criaram estratégias para defender a suspensão. “Com base em indicadores dos mais confiáveis e do relato de pessoas que conhecem muito esse mercado, a Caciopar colocou o assunto como prioridade em sua pauta de trabalho. E, com as contribuições do POD, o resultado começa a aparecer e os frutos serão generosos”, afirma o presidente da Coordenadoria, Alci Rotta Júnior.
A contratação de mais veterinários e a instalação de postos de fiscalização na divisa com outros estados, para ampliar o controle do tráfego de animais, estão entre as principais atitudes tomadas pelo Estado e que levaram à decisão adotada pelo Ministério da Agricultura. A expectativa agora, com o envio de toda a documentação e informação necessária nesse tipo de processo, é que o novo status seja pleiteado em setembro de 2020 e o reconhecimento internacional pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) deverá ocorrer em maio de 2021.
Já a partir de janeiro não será permitido o ingresso de animais, no Paraná, que tenham sido vacinados em outras regiões do País. Há 13 anos o País não registra caso de febre aftosa. A meta do governo federal, segundo um plano de metas divulgado em 2017, é que todo o País seja mundialmente reconhecido como área livre da febre aftosa sem vacinação até 2026. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, informa que todos os esforços têm sido adotados para que esse compromisso seja cumprido e a mudança do status sanitário se torne realidade. “A economia do nosso País tem muito a ganhar com isso”, afirma ela.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





