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Novo programa da Copel promete mais agilidade no atendimento a produtores rurais
Copel Agro terá linha direta exclusiva, equipes especializadas e projetos voltados a propriedades com alta dependência de energia.

A Copel anunciou na quarta-feira (11), em Medianeira, no Oeste, a criação do Copel Agro, programa dedicado a produtores rurais da cadeia de proteína animal e setores com alto grau de eletrodependência, além de uma nova linha direta e exclusiva de atendimento por teleatendentes: 0800 6434 222.
O Copel Agro contará com equipes de teleatendentes operando 24 horas por dia, sete dias por semana, e também com o reforço de equipes técnicas e de campo dedicadas ao atendimento a demandas emergenciais, à realização de obras e o desenvolvimento de projetos e ações de atenção aos produtores rurais de todas as regiões do Estado. Cerca de 60 mil produtores que se dedicam a estas culturas eletrointensivas no Paraná estão cadastrados junto à Copel. Destes, aproximadamente 50% têm propriedades nas regiões Oeste e Sudoeste.
Daniel Slaviero, presidente da Copel, destacou que são prioridades do programa reforçar o primeiro atendimento, maior agilidade no restabelecimento de energia, redução de interrupções temporárias e ocorrências de desligamentos pelo efeito de carga ou geração distribuída à revelia e criação de opções de redundância em instalações críticas com financiamento de um plano de instalação de baterias.
“Temos plena consciência da nossa responsabilidade diante dos desafios do setor elétrico e das demandas crescentes do campo e da produção paranaense. Por isso, a Copel vem lançando uma série de medidas estruturantes para enfrentar esse cenário e garantir energia de qualidade para o desenvolvimento do nosso Estado”, destacou. O anúncio foi feito a lideranças do setor cooperativista da região durante reunião regional do Sistema Ocepar na sede da Cooperativa Lar.
“Quando investimos em energia, estamos investindo em crescimento, competitividade e, principalmente, na melhoria da qualidade de vida das pessoas”, afirmou o presidente.
O presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues, destacou que o forte crescimento econômico da região tem aumentado a demanda por energia elétrica. Segundo ele, esse cenário já foi levado à direção da Copel, especialmente à área de distribuição, que tem se mostrado aberta ao diálogo com cooperativas e lideranças do setor produtivo. “A Copel veio ouvir os produtores, está mais próxima e abriu um canal chamado Copel Agro, que vai estabelecer uma conexão para ouvir, para agir mais rápido”, afirmou.
“A energia elétrica é um fator essencial para o desenvolvimento do agronegócio e para a competitividade das cooperativas paranaenses. O diálogo permanente entre a Copel e o cooperativismo é fundamental para alinhar demandas e buscar soluções conjuntas. Essa parceria contribui diretamente para o crescimento do agronegócio, para o fortalecimento das cooperativas e para o desenvolvimento sustentável do Paraná”, completou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.
Copel Agro
Pelo número 0800 6434 222, com início de operação previsto para o mês de abril, uma equipe de teleatendentes irá receber as demandas dos produtores rurais e direcionar o atendimento com agilidade. Por esta estrutura, em casos de interrupções de energia, o cliente rural receberá informações da previsão do tempo de religamento.
Para o fortalecimento do primeiro atendimento haverá o reforço do efetivo de eletricistas, com 50 equipes próprias atuando em sete bases estratégicas. O programa ainda contará com uma célula de monitoramento junto ao Centro de Controle da Copel com vistas a garantir agilidade no restabelecimento da energia em casos de interrupções.
Como parte do Copel Agro, será colocado em operação um Plano de Manutenção de estruturas com priorização de obras de melhorias de curto prazo integrado a mutirões de poda e prevenção do contato da vegetação com a rede elétrica, que hoje responde por 40% dos casos de desligamentos.
Para reduzir os efeitos de desligamentos temporários decorrentes de instalações de carga e geração distribuída irregulares, equipes da Copel farão um censo e levantamento de campo em áreas de consumo. As ações preveem visitas orientativas para a adequação de carga e geração distribuída (GD); e parcerias com cooperativas e sindicatos para o repasse de informações técnicas e treinamentos.
O Copel Agro prevê ainda o reforço no incentivo à conexão à nova rede trifásica, por intermédio do projeto Se Liga Aí, Paraná! e a definição de iniciativas de suporte ao produtor com subsídios à substituição de motores e à aquisição de baterias com recursos do Programa de Eficiência Energética da Copel.

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Propriedades rurais podem ganhar endereço digital no Brasil
Projeto aprovado em comissão da Câmara propõe código de georreferenciamento para melhorar logística, localização e acesso a serviços no campo.

Um projeto que cria uma espécie de endereço digital para propriedades rurais avançou no Congresso e pode facilitar a localização de imóveis no campo em todo o país. A proposta prevê a adoção de um código de georreferenciamento para identificar propriedades rurais e agroindustriais, o que pode melhorar a logística, o transporte e o acesso a serviços em áreas mais afastadas.

Deputado Evair Vieira de Melo: “O Brasil tem milhões de pessoas vivendo em áreas rurais que ainda enfrentam dificuldades de localização e acesso a serviços” – Foto: Divulgação/FPA
A redação final do texto foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. O projeto altera a Lei nº 6.538 de 1978 para reconhecer oficialmente o direito de designação de um código de localização para imóveis rurais.
Autor da proposta, o deputado Evair Vieira de Melo afirma que a iniciativa busca aproximar o campo da infraestrutura digital e logística disponível nas cidades. “O Brasil tem milhões de pessoas vivendo em áreas rurais que ainda enfrentam dificuldades de localização e acesso a serviços. O código de georreferenciamento permitirá que propriedades tenham um endereço digital, facilitando o transporte, a conectividade e até compras online”, afirmou.
Localização mais precisa no campo
A proposta prevê que cada propriedade rural possa receber um código baseado em coordenadas geográficas, permitindo que serviços de logística, aplicativos de navegação, entregas e atendimentos utilizem uma referência precisa de localização.
De acordo com o relator da matéria na comissão, o deputado Delegado Paulo Bilynskyj, o texto atende aos critérios constitucionais e está alinhado à legislação vigente. “Na espécie, inexiste qualquer possibilidade de ofensa a direito ou garantia constitucional, tampouco o mérito afronta a legislação vigente. O projeto apresenta redação clara, precisa e compatível com a legislação atual”, destacou no parecer.
Inspirado em iniciativas regionais
Segundo o autor do projeto, a proposta se inspira em experiências já adotadas em alguns estados brasileiros, onde sistemas de georreferenciamento têm sido utilizados para identificar propriedades rurais e facilitar a mobilidade e a logística no campo.
Além de melhorar a localização das propriedades, a iniciativa também pode ampliar o acesso a serviços digitais e comerciais, incluindo entregas, atendimento emergencial e integração com plataformas de comércio eletrônico.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo nas comissões da Câmara e já havia sido aprovado anteriormente nas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Com a aprovação da redação final na CCJ, a proposta segue agora para análise do Senado Federal. Se aprovada pelos senadores, a medida poderá estabelecer um novo padrão de identificação e localização para propriedades rurais em todo o país.
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Fórum de Comunicação ABMRA na Expodireto Cotrijal debate estratégias para marcas se conectarem ao produtor rural
Encontro em Não-Me-Toque (RS) apresenta dados inéditos sobre o perfil do agricultor gaúcho para orientar decisões direcionadas de comunicação no agro.

Entender com profundidade quem é o produtor rural e como ele consome informação é o ponto de partida para as marcas que querem se manter relevantes no agro. Com esse foco, a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) realiza, na quinta-feira (12), às 15h30, o Fórum de Comunicação ABMRA durante a Expodireto Cotrijal, na Casa da Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS).
O encontro discutirá como dados qualificados podem transformar estratégias de comunicação em resultados concretos no campo. Para se inscrever clique aqui.
Ao longo do evento, será apresentado um panorama detalhado sobre o perfil do produtor rural gaúcho baseado nas informações da mais recente Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, realizada no segundo semestre de 2025 com 3,1 mil entrevistas presenciais.

Presidente da ABMRA Ricardo Nicodemos, que também será o apresentador do Fórum de Comunicação: “É fundamental conhecer o produtor rural brasileiro em sua realidade concreta, desafios, expectativas, hábitos de consumo de mídia e visão de futuro” – Foto: Julio Vilela
Entre os pontos analisados estão a idade média, grau de escolaridade e as razões que motivam o produtor a permanecer na atividade, além dos principais desafios enfrentados no dia a dia e dos objetivos e expectativas para o futuro próximo. “As marcas precisam ir além do discurso genérico sobre o agro. É fundamental conhecer o produtor rural brasileiro em sua realidade concreta, desafios, expectativas, hábitos de consumo de mídia e visão de futuro. Só com dados de qualidade conseguimos estruturar estratégias de comunicação mais precisas, orientadas por inteligência e efetivamente conectadas a quem está no campo. No Fórum, vamos ampliar essa reflexão com um olhar estratégico sobre construção de marcas fortes no agronegócio, entendendo quais pilares sustentam posicionamento, reputação e valor de longo prazo e qual é a jornada consistente que as empresas precisam percorrer para alcançar esse patamar”, afirma o presidente da ABMRA Ricardo Nicodemos, que também será o apresentador do Fórum de Comunicação.
O material também traz informações estratégicas sobre hábitos de mídia e os principais meios de comunicação indicados pelos produtores, as redes sociais mais acessadas para fins profissionais e o nível de familiaridade com influenciadores digitais do agronegócio. O levantamento ainda aborda o consumo de conteúdos técnicos em blogs, webinars e webconferências, além de apontar qual é o meio considerado mais eficaz para comunicar lançamentos de produtos.
A conectividade no campo é outro tema em destaque, com dados sobre acesso à internet na sede da fazenda e nas áreas de produção, bem como o uso de softwares para gestão administrativa e técnica. O Fórum de Comunicação também inclui análises sobre fontes de recursos utilizadas para custeio de insumos e aquisições, além dos canais adotados para comercialização da produção na última safra.
Questões ligadas ao futuro da atividade rural ganham espaço no debate, como a percepção do produtor sobre os impactos das mudanças climáticas, os fatores que podem dificultar a adoção de novas tecnologias ou práticas de proteção climática, o nível de conhecimento sobre sequestro de carbono e o acesso à assistência técnica.
Outro recorte relevante trata da participação da mulher no agro, considerando sua presença na gestão da propriedade, grau de escolaridade, importância estratégica para o negócio e a percepção sobre sua contribuição para o desenvolvimento da atividade. “Hoje não é possível falar em estratégia de comunicação no agro sem entender como o produtor se informa, quais canais realmente influenciam sua decisão e qual é o papel do digital dentro da propriedade. Ao mesmo tempo, precisamos considerar que esse produtor está atento a temas como gestão, crédito, clima, tecnologia, sucessão e a mulher assumindo cada vez mais protagonismo dentro das propriedades agrícolas. Esses dados nos ajudam a enxergar o produtor de forma mais completa e a construir mensagens mais precisas, eficientes e alinhadas ao momento que o campo vive”, complementa Nicodemos.
A edição do Fórum ABMRA de Comunicação na Expodireto Cotrijal conta com o apoio Associação Brasileira das Agências de Propaganda (ABAP), Associação Nacional do Mercado e Indústria Digital (AnaMid), Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), Associação dos Profissionais de Propaganda (APP), Conselho de Normas Padrão (CENP), Sociedade Rural Brasileira (SRB) e SHOP! Brasil.
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Coopavel recebe delegação de cooperativa canadense em Cascavel
Representantes da Hensall Co-op visitaram a cooperativa paranaense para conhecer o agronegócio brasileiro e trocar experiências sobre produção e tecnologia no campo.

O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, recepcionou dias atrás diretores e associados da cooperativa canadense Hensall Co-op, no Espaço Impulso, em Cascavel. A visita integrou uma agenda de intercâmbio que teve como objetivo conhecer a experiência da cooperativa paranaense, bem como compreender oportunidades e desafios do agronegócio brasileiro.
Durante a recepção, Dilvo apresentou um panorama da dimensão e da importância do agro no Brasil, destacando o desempenho consistente do setor nas últimas décadas. Segundo ele, a agropecuária brasileira cresce há mais de 30 anos a uma média de 5% ao ano, resultado de investimentos constantes em tecnologia, pesquisa e inovação aplicadas ao campo.
Dilvo ressaltou que grande parte desse avanço se deve à incorporação de soluções tecnológicas que elevam a produtividade e tornam o sistema produtivo mais eficiente. Nesse contexto, o presidente citou o papel de eventos técnicos como o Show Rural Coopavel, que realizou sua 38ª edição de 9 a 13 de fevereiro e se consolida como um dos maiores encontros de difusão tecnológica do agronegócio da América Latina e mundial.
Preservação
No campo experimental do evento, explicou Dilvo, produtores e técnicos conseguem observar na prática o desempenho de híbridos de milho, variedades de soja e diversas outras soluções voltadas à produção agrícola e pecuária. Esse ambiente de testes permite avaliar o potencial de novas tecnologias e, ao mesmo tempo, perceber o quanto ainda é possível avançar em produtividade e eficiência no campo.
Outro ponto abordado pelo presidente da Coopavel durante recepção aos canadenses foi a posição do Brasil como um dos países que mais preservam recursos naturais no mundo. Conforme ele destacou, mais de 60% do território brasileiro permanece preservado, o que demonstra a preocupação histórica do setor produtivo com o equilíbrio entre produção e conservação ambiental.
Segundo Dilvo Grolli, o agronegócio nacional tem evoluído com a adoção de práticas cada vez mais alinhadas à sustentabilidade, conectando produção rural, preservação de florestas e uso responsável dos recursos naturais. “E o Show Rural mostra, na prática, como essa relação é possível e traz excelentes resultados aos agropecuaristas”.
40 países
A delegação da Hensall foi liderada por seu presidente, Theodorus Dominicus van Miltenburg. A cooperativa canadense está entre as oito maiores do setor em seu país e mantém clientes em mais de 40 países, com operações que incluem nutrição animal, serviços agrícolas, comercialização de feijão seco e soja I.P., além de atividades nas áreas de energia, transporte, logística e fornecimento de insumos e ingredientes agrícolas.
“Gostei bastante da visita e da apresentação feita pelo senhor Rogério (Rizzardi, coordenador do Show Rural), e pelo senhor Dilvo Grolli sobre a Coopavel e sobre o Show Rural. Agradeço muito a disponibilidade de ambos por nos receber e dedicar tempo para apresentar a Coopavel e trocar informações conosco”, comentou o dirigente canadense.
Dilvo Grolli também reforçou o papel do Show Rural como um ambiente internacional de troca de conhecimentos e geração de oportunidades. Na edição mais recente do evento, comitivas de mais de 20 países estiveram em Cascavel para conhecer as inovações apresentadas pelos cerca de 600 expositores.



