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Novo pavilhão da agroindústria familiar dobra de tamanho e terá destaque no Show Rural 2026

Inauguração da nova estrutura está agendada para a próxima segunda-feira (09), primeiro dia do Show Rural, mas o público não precisará esperar para conferir as novidades. As portas do pavilhão já estarão abertas e em pleno funcionamento a partir de domingo (08).

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Foto: Divulgação/Seab

O novo pavilhão dedicado à Agroindústria Familiar do Show Rural já está pronto e vai receber 80 expositores na edição de 2026. O espaço, que recebeu um investimento de R$ 1,8 milhão, por meio de parceria da cooperativa com a Itaipu Binacional, Itaipu Parquetec e apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), teve sua área ampliada de 525 m² para 1.050 m², permitindo que o número de participantes quase dobrasse em relação ao ano anterior, quando recebeu 45 expositores.

Secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes: “A agricultura familiar é a base da segurança alimentar do Paraná e precisa, cada vez mais, ocupar espaço nos grandes ambientes do agronegócio” – Foto: Divulgação

A inauguração oficial da nova estrutura está agendada para a próxima segunda-feira (09), primeiro dia do Show Rural, mas o público não precisará esperar para conferir as novidades. As portas do pavilhão já estarão abertas e em pleno funcionamento a partir de domingo (08). A estratégia visa aproveitar o fluxo antecipado de visitantes que tradicionalmente percorre o parque antes da abertura formal, garantindo aos produtores familiares um dia extra de visibilidade e comercialização.

O secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, destaca a importância do novo local para o agronegócio no Estado. “c, como o Show Rural. O espaço maior simboliza o fortalecimento do pequeno produtor, amplia o desenvolvimento regional e melhora diretamente a vida das famílias rurais”, diz.

A ampliação do pavilhão também reflete o compromisso do Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) em oferecer mais conforto e visibilidade para a agroindústria. No local, o público encontrará uma diversidade de produtos que passam por rigorosos processos de qualidade, desde queijos e embutidos até conservas e artesanatos.

Com mais área de exposição, aumentam as possibilidades de negócios e contratos, consolidando a presença desses produtores no que é considerado o maior evento de tecnologia agropecuária da América Latina. “Além da nova infraestrutura, outra novidade importante é a adoção do nome Feira Sabores do Paraná neste espaço. O Show Rural inaugura as edições da feira pelo Interior do Estado. Essa iniciativa é estratégica porque consolida a identidade dos produtos paranaenses e fortalece o vínculo entre produtores e consumidores na região”, explica a coordenadora de agroindústria do IDR-Paraná, Karolline Marques.

Toda mobilização dos expositores, o processo de inscrição, seleção, organização e administração do espaço da agricultura familiar, no

Foto: Divulgação/Seab

Show Rural, foi organizada pelas equipes do Seagri, com o apoio da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep). Com mais área de exposição e mais expositores, aumentam as possibilidades de negócios, vendas e contratos. O ambiente também favorece a inovação ao aproximar os produtores de tecnologias, instituições de pesquisa e empresas do setor, ampliando a visibilidade do segmento.

Esta edição do Show Rural Coopavel ocorrerá de 09 a 13 de fevereiro, em Cascavel. O evento é anual e costuma reunir centenas de expositores, nacionais e estrangeiros, em uma área que ultrapassa 720 mil m². Segundo a Coopavel, na edição anterior, mais de 400 mil pessoas foram recebidas em apenas cinco dias, com movimentação financeira superior a R$ 7 bilhões.

Fonte: AEN-PR

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Boletim do Deral aponta oportunidades externas e desafios internos para o agro paranaense

Setores de suínos, cereais e bovinos vivem cenário de ajustes produtivos, concorrência global e novas estratégias de mercado.

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Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), traça um panorama dos desafios e oportunidades do agronegócio paranaense no mercado externo nesta semana. O documento evidencia que o desempenho do Estado, neste início de 2026, está intrinsecamente ligado à diplomacia comercial internacional e ao status sanitário, fatores que hoje definem o acesso a mercados de alta remuneração e a sustentabilidade de cadeias produtivas importantes.

Foto: Ari Dias/AEN

Um exemplo disso é o setor de suínos, que vive um momento de transição estratégica, focando em mercados “premium” internacionais que pagam valores acima da média global. O Paraná começa a colher os frutos do reconhecimento como área livre de febre aftosa sem vacinação. O status permitiu um o avanço recente sobre o mercado peruano e o Estado agora trabalha para conquistar espaços nos Estados Unidos e Canadá.

A estratégia é importante porque esses mercados remuneraram acima da média de venda do produto no período – estabelecida em US$ 2,55/kg. Quem lidera o ranking de melhor remuneração para a carne suína brasileira é o Japão, pagando cerca de US$ 3,42/kg.

Contudo, o sucesso nas vendas externas não é uniforme e depende diretamente da diplomacia comercial. Dos dez países que melhor remuneraram o produto, observa-se que o Paraná ainda não exporta volumes expressivos para o Japão, Estados Unidos e Canadá, que ocuparam, respectivamente, a 4ª, 18ª e 17ª posições entre os principais destinos da carne suína “in natura” brasileira.

Em 2025 a carne suína foi o oitavo item mais vendido pelos produtores do Paraná para o Exterior. Foram US$ 573 milhões, crescimento de 41% em relação a 2024.

Cereais

Conforme o boletim do Deral, o mercado de trigo inicia o ano sob forte pressão, enfrentando margens estreitas e a concorrência direta com a segunda safra de milho. O principal fator é o recuo de 14% nos preços do trigo em relação aos praticados no início de 2025. Em janeiro, a média da saca foi de R$ 62,19, valor que atualmente equivaleria a um custo de aproximadamente 56 sacas por hectare.

Além disso, o cereal de inverno perde espaço em regiões onde o milho safrinha oferece maior rentabilidade. O plantio do milho já cobre 12% dos 2,84 milhões de hectares estimados para a cultura este ano, se confirmada, esta área estabelecerá um novo recorde para a cultura. O trigo também sofre com o excesso de oferta global e as importações históricas realizadas pelos moinhos locais em 2025, o que limita as chances de recuperação de preços no curto prazo.

Bovinos

Foto: Gisele Rosso

No setor de bovinos, a análise destaca um encurtamento histórico na margem de preços entre machos e fêmeas. A diferença média entre bois e novilhas destinadas ao abate no início de 2026 está menor do que em anos anteriores, impulsionada por reajustes mais expressivos nos preços das fêmeas.

Considerando os dados parciais de janeiro, a valorização dos machos em relação às novilhas foi de R$ 12,6 por arroba. Já na comparação entre machos e vacas, o diferencial atingiu R$ 20,62 por arroba, mantendo vantagem para os animais machos em ambas as categorias.

Fonte: AEN-PR
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Portos brasileiros fecham 2025 com recorde histórico de movimentação de cargas

Volume ultrapassa 1,28 bilhão de toneladas até novembro e consolida a logística marítima como eixo central da economia e do comércio exterior do país.

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Foto: Claudio Neves

Os portos brasileiros encerraram 2025 com um recorde histórico de movimentação de cargas, confirmando a trajetória de crescimento sustentado observada nos últimos anos. Dados do Ministério de Portos e Aeroportos e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) mostram que, entre janeiro e novembro, o volume movimentado superou 1,28 bilhão de toneladas, resultado cerca de 5% superior ao registrado em 2024.

O desempenho reforça a logística marítima como um dos pilares estruturantes da economia nacional e o principal canal de escoamento da produção brasileira e de integração do país ao comércio internacional.

Antonio Luiz Leite, presidente da Fundação Memória do Transporte: “Os portos passaram a operar de forma mais especializada, com maior capacidade instalada, incorporação de tecnologia, automação de processos e melhor coordenação logística”

O avanço foi observado de forma consistente nos principais complexos portuários. O Porto de Santos alcançou mais de 186 milhões de toneladas movimentadas em 2025, o maior volume de sua história operacional. Já o Porto de Paranaguá registrou crescimento superior a 10%, impulsionado principalmente pelas exportações do agronegócio. Terminais estratégicos como Itaqui e Suape também ampliaram sua participação no escoamento de grãos, combustíveis e cargas gerais, fortalecendo sua relevância regional e nacional no sistema logístico brasileiro.

Para Antonio Luiz Leite, presidente da Fundação Memória do Transporte (FuMTran), os números refletem um processo histórico contínuo de consolidação da infraestrutura portuária do país, diretamente associado aos ciclos econômicos brasileiros. “Desde o período colonial, com o açúcar e o café, passando pela industrialização e pela expansão do agronegócio e da mineração, os portos sempre tiveram papel estratégico na organização do território e na conexão do Brasil com os mercados internacionais”, afirma, enfatizando que os investimentos estruturais, ajustes regulatórios e avanços na integração logística ao longo das últimas décadas explicam os ganhos de capacidade e eficiência observados atualmente.

A FuMTran atua na preservação, organização e difusão da memória do transporte brasileiro em todos os modais, incluindo a infraestrutura logística e os sistemas aquaviários. A instituição mantém um acervo digital com documentos, imagens, vídeos e publicações técnicas que registram a trajetória dos principais portos do país desde sua origem. Em 2025, no âmbito do transporte marítimo, a fundação realizou registros históricos e entrevistas com a comandante de cabotagem Vanessa Cunha dos Santos Silva, uma das lideranças brasileiras do setor.

Foto: Divulgação/Acervo FuMTran

Na avaliação do presidente, o recorde de 2025 também é resultado do amadurecimento da articulação entre os diferentes modais e da evolução dos modelos operacionais portuários. “Os portos passaram a operar de forma mais especializada, com maior capacidade instalada, incorporação de tecnologia, automação de processos e melhor coordenação logística. Esses avanços elevaram a produtividade, reduziram gargalos e permitiram respostas mais eficientes às exigências do comércio exterior”, observa.

Ao analisar o fechamento do ano, o presidente da FuMTran destaca que os resultados históricos devem servir como base para o planejamento futuro do setor. “Os números evidenciam o enorme potencial logístico do Brasil, mas também reforçam a necessidade de visão de longo prazo. Conhecer a história do transporte é fundamental para orientar investimentos e assegurar que o crescimento da logística marítima ocorra de forma integrada, eficiente e sustentável”, ressaltou.

Fonte: Assessoria FuMTran
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Paraguai revisa safra de soja para mais de 11,5 milhões de toneladas e projeta recorde histórico

Produtividades acima da média e clima favorável elevam estimativas e reforçam cenário de ampla oferta regional.

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Foto: Shutterstock

A estimativa de produção da safra principal de soja no Paraguai foi revisada de 9,65 milhões para 10,14 milhões de toneladas, colocando o ciclo atual entre os melhores já registrados no país. Caso a safrinha alcance um volume próximo de 1,39 milhão de toneladas, a produção total pode chegar a 11,53 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde histórico.

As perspectivas favoráveis começaram a se confirmar com o avanço da colheita em janeiro. Impulsionados pelos bons níveis de chuvas registrados em dezembro, os primeiros resultados de campo indicam produtividades acima da média histórica, reforçando o cenário de produção elevada.

“O principal destaque deste início de colheita tem sido o desempenho produtivo acima do esperado, o que nos levou a revisar para cima os rendimentos médios na maior parte dos departamentos produtores”, ressalta a analista de Inteligência de Mercado, Larissa Barboza Alvarez.

As revisões mais expressivas ocorreram nos principais polos agrícolas do país. No noroeste da Região Oriental, Alto Paraná teve seu rendimento médio ajustado para 3,6 toneladas por hectare, enquanto Canindeyú alcançou 3,5 t/ha. Já na faixa centro-sul, Caaguazú e Itapúa elevaram suas produtividades para 3,4 t/ha. Também foram observados ajustes positivos em Guairá, Caazapá, San Pedro e Paraguarí.

Larissa Barboza Alvarez, analista de Inteligência de Mercado: “Em anos normais, o Sul lidera a colheita, mas, nesta safra, as condições climáticas prolongaram o ciclo vegetativo nessa região”

Outro ponto de atenção é o ritmo da colheita. No final de janeiro, entre 20% e 30% da área havia sido colhida em nível nacional. Chama a atenção o maior avanço na região norte da Região Oriental em relação ao sul, um comportamento considerado atípico. “Em anos normais, o Sul lidera a colheita, mas, nesta safra, as condições climáticas prolongaram o ciclo vegetativo nessa região”, explica Larissa. A expectativa é que o pico dos trabalhos ocorra nas duas primeiras semanas de fevereiro, com conclusão até o final do mês.

No mercado, o cenário de oferta elevada começa a pressionar os preços. Apesar de o ritmo de comercialização antecipada seguir em linha com a média dos últimos três anos — com 33,6% da produção já negociada —, os basis registram queda. Desde meados de janeiro, os valores em Assunção recuaram de cerca de USD -23 por tonelada, no início de dezembro, para patamares próximos de USD -40 por tonelada.

Esse movimento tende a se intensificar com o avanço da colheita regional. Na segunda-feira, 2 de fevereiro, a StoneX revisou para cima sua estimativa de produção de soja no Brasil para a safra 2025/26, elevando o volume para 181,6 milhões de toneladas. “Com os ajustes observados no Paraguai e em outros países da América do Sul, o mercado caminha para um cenário de ampla oferta nos próximos meses, o que deve seguir influenciando as dinâmicas de preços”, conclui a analista.

Fonte: Assessoria StoneX
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