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Novo laboratório da Embrapa fortalece agricultura digital na Amazônia
Espaço será voltado ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para aumentar a eficiência e a sustentabilidade da produção agropecuária na região.

A Embrapa deu um passo importante para a inovação da agropecuária na região amazônica com a inauguração do Laboratório de Agricultura Digital da Amazônia (LADA). O evento foi realizado na última terça-feira (01), na sede da Embrapa Roraima, em Boa Vista, e contou com a presença da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, do diretor-executivo de Pesquisa e Inovação, Clenio Pillon, além de autoridades políticas e representantes de instituições parceiras.

Presidente da Embrapa, Silvia Massruhá: “Criamos distritos agrotecnológicos no país, que funcionam como ecossistemas sustentáveis para inclusão digital de produtores, reunindo cooperativas, associações, provedores de internet, startups e empresas privadas para desenvolver soluções adaptadas às necessidades locais”
O Lada é o primeiro laboratório da Embrapa dedicado à pesquisa em agricultura digital na Amazônia. O espaço será voltado ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para aumentar a eficiência e a sustentabilidade da produção agropecuária na região. A iniciativa resulta de uma parceria entre a Embrapa e a multinacional Foxconn, com apoio do Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (CAPDA) e da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA).
Durante a cerimônia, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou que a transformação digital é um caminho sem volta para a agropecuária e reforçou o compromisso da Instituição com a inovação. “O Lada representa um marco para a pesquisa e a inovação na Amazônia, consolidando o uso de tecnologias digitais para tornar a produção mais eficiente e sustentável. Esse laboratório não é apenas um espaço de computadores, drones e sensores, mas uma plataforma para semear conhecimento e transformar realidades”, afirmou.
Silvia ressaltou ainda que a inovação no campo é fundamental para garantir a inclusão dos pequenos e médios produtores, evitando o aumento da desigualdade entre diferentes perfis de agricultores. “Precisamos fortalecer a inclusão socioeconômica e digital para que todos possam aprimorar seus modelos produtivos, gerar renda e fortalecer a agricultura brasileira, que hoje é referência mundial”, enfatizou.
Durante sua fala, a presidente da Embrapa também destacou como a tecnologia pode impulsionar impactos sociais e ambientais positivos. “A Embrapa já atua nessa frente com o projeto Semear Digital, que conta com apoio da Fapesp. Criamos distritos agrotecnológicos no país, que funcionam como ecossistemas sustentáveis para inclusão digital de produtores, reunindo cooperativas, associações, provedores de internet, startups e empresas privadas para desenvolver soluções adaptadas às necessidades locais”, salientou.

Fotos: Divulgação/Embrapa
Segundo ela, a criação do laboratório em Roraima tem um significado especial, pois pode impulsionar a transformação digital em toda a Amazônia. “Mais do que tecnologia, estamos falando de impacto na vida das pessoas. Nosso objetivo final é melhorar a qualidade de vida, e para isso precisamos ter uma visão sistêmica da agricultura e do desenvolvimento sustentável”, destacou.
Silvia também lembrou que o Brasil tem a oportunidade de mostrar ao mundo como inovação e sustentabilidade caminham juntas. “Com a COP 30 se aproximando, os olhos do mundo estão voltados para o Brasil, para entender como conseguimos produzir e preservar ao mesmo tempo. Somos referência global no Código Florestal, e iniciativas como o Lada mostram que o futuro da agricultura tropical está na inovação digital aliada à sustentabilidade”, ressaltou.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



