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Novo guia brasileiro livre de gaiolas e celas apoia setor de alimentos no cumprimento de metas de bem-estar animal
Humane World for Animals Brasil lança roteiro estratégico para ajudar empresas a cumprir compromissos de bem-estar animal e eliminar a criação de animais em gaiolas.

A organização de proteção animal Humane World for Animals Brasil, anteriormente chamada Humane Society International Brasil, lançou um guia abrangente para apoiar empresas do setor de alimentos e hotelaria na transição dos sistemas de produção que utilizam confinamento intensivo em gaiolas.
Este roteiro, desenvolvido com respaldo técnico, oferece estratégias práticas para transformar cadeias de suprimento que ainda utilizam sistemas de confinamento extremo, como as gaiolas que aprisionam galinhas na produção de ovos e as celas de gestação usadas para porcas reprodutoras na indústria suinícola.

Fotos: Shutterstock
No Brasil, mais de 180 empresas já assumiram o compromisso de adquirir ovos e carne suína exclusivamente de fornecedores que estão abandonando ou já baniram o uso de gaiolas e celas de gestação. O “Guia de Implementação Livre de Gaiolas e Celas de Gestação” da organização oferece apoio para empresas médias e grandes, nacionais e multinacionais, de forma a ajudá-las a cumprir prazos de bem-estar animal, reduzir riscos na cadeia de suprimentos e responder à crescente demanda dos consumidores por produtos de origem mais ética. “Nosso guia é mais do que um documento, é um sistema estratégico de apoio”, afirma Paula Duarte, especialista em engajamento corporativo da Humane World for Animals Brasil, ressaltando: “Ele oferece assistência prática desde o desenvolvimento de políticas até o engajamento de produtores, ajudando as empresas a fortalecer suas marcas e cumprir seus compromissos. É o resultado de um amplo trabalho junto a líderes da indústria e companhias.”
O guia está alinhado à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que passou a exigir em 2023 que as empresas cumpram padrões de bem-estar animal. Também reflete avanços regulatórios internacionais, já que a União Europeia, Reino Unido, Austrália, Butão, Noruega, Suíça e 11 estados norte-americanos já proibiram ou estão eliminando gradualmente o uso de gaiolas.
Apoio a mudança
A opinião pública brasileira apoia fortemente essa mudança. Um estudo de 2022 revelou que 96,3% dos entrevistados acreditam ser importante que as galinhas não sofram e 92,1% dos consumidores afirmaram preferir comprar ovos de galinhas que não tenham sido criadas em gaiolas.

Baseado em anos de experiência de trabalho com empresas e produtores no Brasil, o guia reúne as melhores práticas globais em um roteiro claro e aplicável. Ele auxilia as companhias a superar desafios, engajar fornecedores e avançar de forma mensurável no cumprimento de compromissos e políticas. Também fortalece iniciativas de meio ambiente, sociais e de governança (ESG), ajuda a manter participação de mercado e atende às expectativas de investidores.
O consenso científico e a percepção dos consumidores continuam impulsionando a mudança para sistemas livres de confinamento extremo. “Gaiolas e celas de gestação impedem os animais de realizar os comportamentos naturais mais básicos, como caminhar e se esticar, causando sérios danos físicos e psicológicos”, destaca Anna Souza, médica-veterinária e gerente sênior de Bem-Estar Animal de Produção e Políticas e Programas de Proteção da Humane World for Animals Brasil.
Passo a passo para transição
A transição para longe desses sistemas de confinamento extremo é essencial para melhorar o bem-estar dos animais de produção, garantindo-lhes mais oportunidades de expressar parte de seus comportamentos naturais, o que é um princípio fundamental do bem-estar animal.
O guia da Humane World for Animals inclui:
- Um roteiro claro para a implementação completa
- Orientações para engajamento de fornecedores e certificação por terceiros
- Ferramentas para apoiar a colaboração entre diferentes áreas e o alinhamento interno
- Estudos de caso de transições bem-sucedidas, incluindo a fabricante brasileira de ração para cães e gatos Special Dog
- Estratégias de marketing para fortalecer a confiança de clientes e consumidores
A Humane World for Animals Brasil oferece apoio dedicado durante toda a jornada de transição, auxiliando as empresas na adoção de padrões em toda a cadeia produtiva sem nenhum custo. “Mais do que nunca, empresas brasileiras estão abandonando o uso de gaiolas e celas”, enfatiza Anna, destacando: “Eliminar o confinamento extremo é crucial para atender às expectativas dos consumidores e melhorar a vida de milhões de animais no Brasil.”
Para apoiar empresas em todo o mundo, versões do guia já estão disponíveis em português, inglês e chinês e, nos próximos meses, também estarão disponíveis em vietnamita, tailandês e espanhol. Todos estarão disponíveis clicando aqui.

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Evento da Coopavel reforça união e protagonismo das mulheres no agro
2º Day Cooperelas promoveu debates sobre gestão, inovação e o papel feminino no desenvolvimento das propriedades rurais.

Mais de 350 mulheres cooperadas e colaboradoras da Coopavel participaram na quarta-feira (11), do 2º Day Cooperelas, organizado pela Unicoop (Universidade Coopavel), Espaço Impulso, Itaipu Parquetec e outros parceiros. Com o tema Unidas compartilhamos mais, o evento abordou temas ligados ao agronegócio, ao cotidiano do campo e também abriu de espaço a histórias de superação e motivação.
O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, destacou o protagonismo que as mulheres assumem em diversos setores da vida em comunidade e em posições de destaque no mundo profissional. E no agronegócio a situação não é diferente, comentou ele. Dilvo citou a participação crescente do público feminino em eventos técnicos, a exemplo do Show Rural Coopavel que realizou a sua 38ª edição de 9 a 13 de fevereiro, e também no dia a dia das propriedades rurais.
“Com sensibilidade, carisma e competência, a mulher conquista espaços importantes, inclusive nas propriedades rurais. Lá, ela divide tarefas com o marido e ajuda a encaminhar os filhos no processo de sucessão familiar, um tema cada vez mais debatido no meio agropecuário”, comentou Dilvo Grolli, para parabenizar as mulheres pela recente passagem do seu dia. O dia 08 de março é a data mundial em comemoração às mulheres. O Day Cooperelas foi uma das ações desenvolvidas pela cooperativa para marcar a data.
União
A diretora administrativa e financeira do Itaipu Parquetec, Clerione Raquel Herther, falou da alegria de poder participar de um momento tão importante do Espaço Impulso, que teve sua ampliação e revitalização inauguradas durante a recente edição do Show Rural Coopavel. “A mulher é um exemplo de trabalho, dedicação e superação. Estou muito feliz de ver tantas mulheres que, ao lado de seus maridos e filhos, trabalham para tornar suas propriedades rurais ainda mais prósperas”. O gerente de RH da Coopavel, Aguinel Waclawovsky, disse que o evento é um canal para estreitar conexões entre cooperadas e colaboradoras.
As primeiras participações foram com Kamila Foliatti, Marta Schumacher e Clerione, que compartilharam experiências no painel O diferencial competitivo da mulher nos negócios: desafios e oportunidades. A gerente de Avicultura, Marília Andrade, falou sobre Da ideia à ação: histórias que nos movem. A gerente de Meio Ambiente da Coopavel, Lucimar Novaes, abordou o assunto Gerando valor com propósito: a gestão ambiental sob uma perspectiva feminina. Por sua vez, Gisely Van der Lan falou sobre A coragem de ter voz. Florescer, a arte de reinventar e prosperar como mulher foi o tema apresentado por Néia de Bertoli. “Tivemos um dia inteiro de aprendizado e estamos muito felizes com o resultado”, comenta a gerente da Unicoop, Tábita Paraízo.
Vale muito a pena
A cooperada Luciana Strapassol, de Céu Azul, há 12 anos participa das mais diferentes ações promovidas pela Coopavel. “Estou muito feliz por ser cooperada e participar de eventos como esse, que mostram a força, a garra e a competência da mulher. Estamos e vamos fazer ainda muito mais diferença também no campo”, afirma ela. Por sua vez, a colaboradora Débora de Ávila, da unidade da Coopavel em Campo Bonito, afirmou que esse foi o segundo evento do Cooperelas que participa e que leva, no retorno à sua cidade, lições importantes de superação e determinação. “Saio daqui melhor e mais feliz”.
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Cultivo de pangasius, truta e carpa registra retração e representa 4,64% da piscicultura nacional
Segundo o Anuário Brasileiro da Psicultura Peixe BR 2026, volume cai para 46.975 toneladas; Rio Grande do Sul mantém liderança, Maranhão cresce 9,9% e Santa Catarina avança 3,5%.

Após dois anos consecutivos de crescimento, a produção de peixes de cultivo classificados como “outras espécies”, grupo que inclui pangasius, truta e carpa, registrou retração em 2025. O segmento somou 46.975 toneladas, volume 1,75% inferior ao obtido em 2024.

Pangasius – Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural
De acordo com o Anuário Brasileiro da Psicultura Peixe BR 2026, essas espécies representaram 4,64% de toda a produção da piscicultura nacional no período. Esta é a segunda vez que o levantamento da Associação Brasileira da Piscicultura aponta queda nesse grupo. A primeira ocorreu na comparação entre 2022 e 2021, quando a retração foi de 3,03%. Nos dois casos, o recuo foi registrado após anos de forte expansão: em 2021, o crescimento havia sido de 17,01% e, em 2024, de 7,5%.
O Rio Grande do Sul segue como principal produtor nacional dessas espécies, concentrando 31,5% do total. Ainda assim, houve leve redução no volume. O Estado passou de 15 mil toneladas em 2024 para 14,8 mil toneladas em 2025, queda de 1,3%.
Na segunda posição aparece o Maranhão, que lidera na Região Nordeste e apresentou crescimento de 9,9% na comparação anual, alcançando 11.100 toneladas.
De volta à Região Sul, Santa Catarina ocupa a terceira colocação, com 8.900 toneladas produzidas em 2025, avanço de 3,5% em relação ao ano anterior.
Notícias
Exportações brasileiras aos países árabes crescem 10%
Levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com dados organizados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, aponta avanço nas vendas externas e aumento do superávit comercial.

As exportações do Brasil para os países árabes começaram o ano em alta. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) organizados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, o Brasil teve receita de US$ 1,985 bilhão em janeiro com exportações aos países árabes, em crescimento de 10% em comparação com o mesmo período do ano passado. As importações, por sua vez, registraram queda de 25,1%, para US$ 668,9 milhões.
Entre os países, o principal destino das exportações foram os Emirados Árabes Unidos, com importações de US$ 600,1 milhões, em alta de 110%, seguidos por Arábia Saudita (US$ 245,13 milhões, em crescimento de 9%) e Egito, que importou US$ 233,5 milhões, com retração de 42,3%.
No sentido contrário, a Arábia Saudita foi o principal fornecedor do Brasil entre os árabes, com embarques que somaram US$ 205,8 milhões (em queda de 47,6%), seguida por Emirados Árabes Unidos, com um total de US$ 141,6 milhões (em expansão de 497%) e Egito, com vendas ao Brasil de US$ 128,5 milhões (alta de 19,8%).
No conjunto de produtos, açúcar foi o principal item exportado, seguido por milho, carne de frango, minério de ferro, gado, petróleo bruto e carne bovina congelada. Os principais produtos importados em janeiro foram petróleo refinado, fertilizantes nitrogenados, petróleo bruto e fertilizantes fosfatados. A corrente de comércio no período somou US$ 2,6 bilhões, em queda de 1,6% na comparação com janeiro de 2025, e o superávit para o Brasil cresceu 44,4%, para US$ 1,3 bilhão.



