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Suínos

Novo decreto flexibiliza contratação de veterinários e deve impulsionar suinocultura em Mato Grosso

Mudança nas regras de inspeção em frigoríficos facilita a habilitação de plantas ao Sisbi, permitindo ampliar a comercialização da carne suína mato-grossense em todo o país.

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Foto: Divulgação/Acrismat

O Governo Federal publicou nesta quinta-feira (07), o Decreto nº 12.711/2025, que altera as regras de contratação de profissionais para atuarem na inspeção ante e post mortem em frigoríficos. A medida atende uma demanda da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) que há quase dois anos pedia o aumento da contratação de médicos veterinários possibilitar que os frigoríficos que abatem suínos fossem habilitados com o selo Sisbi, que permite a comercialização destes produtos em todo o território nacional.

A nova medida flexibiliza a forma de contratação de médicos veterinários, permitindo que os estabelecimentos possam contar com profissionais de entidades privadas credenciadas, além dos servidores públicos. A mudança deve agilizar a habilitação de plantas frigoríficas junto ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), abrindo caminho para que mais unidades em Mato Grosso conquistem o selo e possam comercializar carne suína em todo o território nacional.

De acordo com o decreto, a inspeção poderá ser realizada: por servidores públicos cedidos; por meio de acordos de cooperação técnica entre entes federativos; por serviços sociais autônomos; ou por pessoas jurídicas credenciadas, contratadas pelos próprios frigoríficos, sem ônus para a União.

A mudança atende a uma demanda apresentada pela Acrismat ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), após alertas sobre a escassez de médicos veterinários disponíveis para atuar na inspeção das plantas do estado — fator que vinha impedindo a habilitação de novos frigoríficos no Sisbi e limitando o crescimento da produção suinícola. “Essa é uma vitória importante para a suinocultura mato-grossense. A falta de médicos veterinários estava travando o avanço das plantas frigoríficas e, consequentemente, limitando o crescimento do setor. Com o novo decreto, será possível agilizar as inspeções e ampliar a comercialização da nossa carne suína em nível nacional”, destacou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.

Entenda o que muda

O Sisbi-POA é um sistema vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária que padroniza e reconhece os serviços de inspeção de produtos de origem animal nos estados e municípios, permitindo que frigoríficos certificados comercializem em todo o território nacional.

Com a mudança no decreto, as empresas terão mais autonomia e flexibilidade para garantir a presença de médicos veterinários nas linhas de abate, condição essencial para obter o selo.

O que é o Selo Sisbi e por que ele é importante para a suinocultura de Mato Grosso

O Sisbi-POA (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal) faz parte do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA), coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O selo tem como objetivo padronizar e reconhecer a equivalência dos serviços de inspeção estaduais e municipais aos padrões federais, garantindo segurança e qualidade sanitária dos produtos de origem animal.

Para o setor produtivo, o reconhecimento no Sisbi representa ampliação de mercado e competitividade. Com ele, frigoríficos e agroindústrias habilitados podem comercializar seus produtos em todo o território nacional, e não apenas dentro do estado.

Em Mato Grosso, a obtenção do selo é vista como estratégica para o crescimento da suinocultura, pois permite a abertura de novos mercados para carne suína mato-grossense, aumento da capacidade produtiva e de processamento das plantas frigoríficas, geração de empregos e renda nas regiões produtoras e Fortalecimento da cadeia agroindustrial e estímulo à formalização do setor.  “O Sisbi é um selo que abre portas. Quanto mais frigoríficos habilitados, mais oportunidades para o produtor e mais força para a suinocultura de Mato Grosso”, reforça Frederico Tannure Filho.

Fonte: Assessoria Acrismat

Suínos

Mato Grosso mira experiência catarinense para destravar suinocultura no estado

Comitiva liderada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso visita a Associação Catarinense de Criadores de Suínos e a Embrapa Suínos e Aves para conhecer a organização produtiva do maior polo nacional do setor.

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Foto: Tiago Rafael/ACCS

Uma comitiva com 18 representantes do agro de Mato Grosso esteve nesta terça-feira (31) em Santa Catarina para uma imersão técnica na suinocultura do estado, referência nacional em volume de produção e exportações. A agenda começou na sede da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) e inclui visitas a indústrias, cooperativas e centros de pesquisa.

Foto: Tiago Rafael/ACCS

A delegação é liderada pelo presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Wagner França Tannure Filho, e reúne produtores, representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), da Investe MT e do Fórum Agro. O objetivo é compreender, na prática, como se estrutura a cadeia produtiva catarinense e quais mecanismos institucionais e técnicos sustentam o desempenho do estado.

O presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, recebeu o grupo e destacou o papel da articulação entre entidades estaduais para o fortalecimento da suinocultura no país. Segundo ele, a troca de informações técnicas e de gestão entre as associações é parte do processo de evolução do setor.

Para a Acrismat, a visita tem caráter estratégico. O Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho, algodão e

Foto: Divulgação

bovinos de corte, mas a suinocultura não acompanhou a mesma trajetória de expansão nas últimas décadas. A avaliação da entidade é que há espaço produtivo, oferta de grãos e ambiente favorável para ampliar a atividade, desde que haja organização setorial, integração com a indústria e base técnica consolidada.

A missão, planejada desde o ano passado, busca identificar modelos de coordenação entre produtores, agroindústrias, cooperativas e pesquisa aplicada, além de abrir canais para futuras parcerias comerciais e institucionais. A programação inclui visita à Embrapa Suínos e Aves, em Concórdia, onde o grupo terá contato com pesquisas voltadas à sanidade, nutrição e ambiência na produção de suínos.

A expectativa da Acrismat é utilizar as referências observadas em Santa Catarina para estruturar um plano de fortalecimento da suinocultura mato-grossense, integrando produção, assistência técnica e mercado.

Fonte: O Presente Rural com ACCS
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Suínos Da eficiência à sustentabilidade

Especialista aponta como a nutrição de precisão pode mudar a produção de suínos

Abordagem alia ciência, tecnologia e manejo individualizado para reduzir desperdícios, melhorar o desempenho dos animais e tornar a produção mais sustentável.

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Fotos: Shutterstock

Diante da pressão por sustentabilidade e do desafio de alimentar uma população global crescente, a nutrição de precisão desponta como uma das principais ferramentas para garantir eficiência produtiva sem esgotar os recursos naturais. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estima que a demanda global por alimentos aumente em cerca de 50% nas próximas décadas, impulsionada pelo crescimento populacional e pela elevação da renda per capita em países emergentes.

Doutora em Zootecnia, PhD em Alimentação de Precisão para Suínos e professora da Université Laval–AgroParisTech, no Canadá, Marie-Pierre Létourneau Montminy: “A produção de proteína animal precisa ser vista dentro de um sistema circular. Nada deve ser descartado, tudo deve ser transformado. Essa é a base de uma agricultura sustentável” – Foto: Arquivo pessoal

Nesse cenário, a pecuária, responsável por aproximadamente 30% das emissões globais de gases de efeito estufa, é chamada a se reinventar. E a resposta pode estar na nutrição de precisão, uma abordagem científica e tecnológica que busca oferecer a cada animal exatamente o que ele precisa, no momento certo e na quantidade certa, reduzindo desperdícios e emissões. “A alimentação de precisão é, antes de tudo, uma questão de conhecimento e eficiência. Não se trata apenas de reduzir custos ou impacto ambiental, mas de compreender como o animal usa cada nutriente e ajustar o sistema para que nada seja desperdiçado”, explicou a doutora em Zootecnia e PhD em Alimentação de Precisão para Suínos Marie-Pierre Létourneau Montminy, professora da Université Laval–AgroParisTech, no Canadá, durante sua participação no 21º Congresso Nacional da Abraves, realizado em meados de outubro, em Belo Horizonte (MG).

Desafio global: produzir mais, com menos

Nos últimos 50 anos, a intensificação da produção animal aumentou a produtividade e reduziu custos, mas trouxe um efeito colateral: a ruptura dos ciclos naturais de nutrientes, especialmente do fósforo e do nitrogênio.

A suinocultura, embora eficiente na conversão alimentar, ainda enfrenta perdas expressivas de fósforo e nitrogênio, que, quando excretados em excesso, contribuem para a eutrofização de corpos d’água e a emissão de gases de efeito estufa. “Estamos diante de uma escassez de fósforo nos recursos naturais e de uma superabundância dele no meio ambiente. Isso é um paradoxo que a ciência precisa resolver com inteligência. A nutrição de precisão é justamente a ferramenta para isso”, frisou.

A abordagem propõe uma mudança de paradigma: substituir a lógica de alimentar para garantir pela de alimentar para atender, ou seja, ajustar a dieta de acordo com a necessidade real do animal, considerando variáveis como genética, sexo, idade e desempenho.

Do ingrediente ao indivíduo

A base da nutrição de precisão está na caracterização detalhada dos ingredientes. Avaliar os teores digestíveis de fósforo e aminoácidos, e não apenas a composição bruta, permite prever com mais acurácia o que o animal realmente absorve.

Mas essa conta não é simples. O cálcio, por exemplo, pode reduzir a absorção intestinal do fósforo ao formar compostos insolúveis, embora seja indispensável para a retenção óssea do mineral. “Equilibrar cálcio e fósforo é um desafio fisiológico e nutricional. O cálcio é necessário, mas o excesso impede o aproveitamento eficiente do fósforo”, ressaltou a especialista.

Para contornar essas interações, uma prática comum é o uso de fitases exógenas, enzimas que quebram a fitina presente nos grãos e liberam fósforo antes inacessível ao animal. “A fitase é uma aliada poderosa, mas sua eficácia depende da formulação da dieta e da matriz nutricional usada. Não é uma solução única, e sim parte de um sistema ajustado”, expõe a doutora em Zootecnia.

Adoção de tecnologias na produção

A nutrição de precisão só se torna viável quando apoiada em dados e automação. Em granjas de ponta, comedouros inteligentes já permitem medir a ingestão individual e ajustar, em tempo real, a quantidade e a composição da ração oferecida. “Cada suíno tem uma curva de crescimento diferente. O desafio é acompanhar essas diferenças e adaptar o fornecimento diário. Isso é o que torna a produção mais eficiente e sustentável”, reforça Marie-Pierre.

Esse modelo dinâmico de manejo, conhecido como alimentação multifásica ou individualizada, reduz o desperdício de nutrientes, melhora a conversão alimentar e diminui a excreção de fósforo e do nitrogênio.

Rumo à agricultura circular

A PhD em Alimentação de Precisão para Suínos reforça que o debate sobre nutrição não pode ficar restrito à granja. A pecuária faz parte de um sistema agroalimentar integrado, em que os dejetos animais podem retornar à lavoura como fertilizantes, fechando o ciclo de nutrientes. “A produção de proteína animal precisa ser vista dentro de um sistema circular. Nada deve ser descartado, tudo deve ser transformado. Essa é a base de uma agricultura sustentável”, salienta Marie-Pierre.

Entre as estratégias em desenvolvimento, a especialista cita a redução da proteína bruta das dietas, substituindo parte por aminoácidos sintéticos, e a depleção-reposição de cálcio e fósforo, técnica que explora a homeostase natural do organismo para melhorar a eficiência de absorção.

Futuro é preciso, sustentável e inteligente

Com o avanço da ciência e da tecnologia, a nutrição de precisão está se consolidando como um eixo central da suinocultura, um modelo que alia produtividade, sustentabilidade e bem-estar animal. “O futuro da produção animal será cada vez mais baseado em dados e decisões inteligentes. A suinocultura que vai prosperar será aquela que souber usar a ciência para equilibrar eficiência e responsabilidade ambiental”, sustenta.

Para a professora, esse futuro já começou. E a precisão, mais do que um conceito técnico, representa uma mudança cultural, que envolve a transição de uma pecuária intensiva para uma pecuária inteligente, guiada pela ciência e pelo respeito aos limites do planeta.

Pilares da nutrição de precisão

  • Conhecimento e dados: análise precisa dos ingredientes e monitoramento contínuo do desempenho animal.

  • Automação: uso de comedouros inteligentes e sensores para ajustar dietas em tempo real.

  • Modelagem nutricional: ferramentas que integram genética, idade, sexo e fase de crescimento para personalizar o fornecimento de nutrientes.

Principais estratégias aplicadas

  • Redução da proteína bruta com uso de aminoácidos sintéticos;

  • Uso de fitases exógenas para liberar fósforo presente nos grãos;

  • Depleção-reposição de cálcio e fósforo, baseada na homeostase mineral;

  • Alimentação multifásica, adaptada às fases de crescimento.

Impactos positivos

  • Diminuição da excreção de nitrogênio e fósforo;

  • Redução da pegada ambiental da suinocultura;

  • Maior eficiência alimentar e menor desperdício;

  • Integração com a agricultura circular e melhor aproveitamento de nutrientes no solo.

A edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Frimesa renova marca para acelerar expansão e fortalecer conexão com o consumidor

Com a essência “cooperação que alimenta, do campo à mesa”, nova identidade visual traz o roxo na cor principal da marca.

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Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

A Frimesa, uma das maiores cooperativas brasileiras do setor de proteína animal, anuncia o lançamento de seu novo posicionamento de marca e identidade visual. O projeto de rebranding e abertura estratégica de um escritório corporativo em São Paulo, consolida a transição de uma força produtiva regional para uma marca presente no maior mercado consumidor do país, com foco em valor agregado e sustentabilidade.

O Roxo como Identidade Estratégica

A mudança mais emblemática da nova identidade é a adoção do roxo como cor proprietária. A escolha é fundamentada na psicologia do consumo e no comportamento de gôndola: no imaginário coletivo, os tons de roxo e vinho já se consolidaram como a principal referência de qualidade para carnes suínas e lácteos premium.

Ao assumir este color code, a Frimesa alinha sua estética à percepção de “comida de verdade”, unindo a sofisticação de uma marca contemporânea à praticidade exigida pelo dia a dia. O novo visual funciona como um farol nos pontos de venda, facilitando a identificação de um portfólio que atende a mais de 48 mil clientes.

Tradição e Modernidade: “Do Campo à Mesa”

Sob a essência da “cooperação que alimenta”, o reposicionamento da marca busca humanizar toda a cadeia produtiva. A nova logomarca apresenta traços modernos e sutis que respeitam os quase 50 anos de tradição da cooperativa, mas que agora conversam com um consumidor mais exigente quanto à origem e aos valores de ESG (Governança, Ambiental, Social e Corporativa).

“O rebranding expõe de forma clara a consistência de uma marca que não se transforma apenas para se modernizar, mas se adequa à sua própria evolução. Deixamos de ser vistos apenas como uma indústria de processamento para nos posicionarmos como um ecossistema que gera valor do campo à mesa”, afirma o Presidente Executivo, Elias José Zydek.

O trabalho de marca reflete a maturidade da Frimesa diante do seu Plano 2032, que estabelece a meta de faturamento de R$ 15 bilhões. Segundo Zydek, a nova comunicação traduz a “Força do Coletivo”, dando clareza ao consumidor de que, ao escolher um produto Frimesa, ele apoia um ciclo sustentável que envolve milhares de famílias produtoras.

O movimento em direção ao maior mercado consumidor do país (São Paulo) reforça o compromisso da marca em oferecer qualidade e transparência em cada etapa, unindo a alta tecnologia industrial ao propósito humano do cooperativismo.

Fonte: Assessoria Frimesa
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