Notícias Manejo Integrado de Pragas
Novo bioinseticida usa microrganismo com alta eficiência no controle da lagarta-do-cartucho
Fruto de uma parceria público-privada formada entre a Embrapa e a empresa Promip, o BaculoMip SF é indicado para todas as culturas atacadas por esse inseto. O produto será oficialmente lançado nesta terça-feira (19), às 19h30, em live a ser transmitida pelo canal da Embrapa no YouTube.

Os agricultores contam agora com um novo bioinseticida à base de um vírus capaz de apresentar alta eficiência no controle da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda). Chamado de BaculoMip SF, o novo bioinsumo é fruto de uma parceria público-privada formada entre a Embrapa e a empresa Promip e é indicado para todas as culturas atacadas por esse inseto. O produto será oficialmente lançado nesta terça-feira (19), às 19h30, em live a ser transmitida pelo canal da Embrapa no YouTube.
A lagarta-do-cartucho é uma das principais pragas do milho e atinge outras culturas importantes, como a soja, atacando ainda mais de 100 espécies, entre cereais, hortaliças e frutas. O pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo (MG), Fernando Hercos Valicente, conta que o BaculoMip SF é um inseticida microbiológico composto pelo vírus entomopatogênico Baculovirus spodoptera multiple nucleopolyhedrovirus (SfMNPV).
“A alta eficiência que esse baculovírus apresenta no controle da lagarta-do-cartucho é alcançada quando o produto é posicionado corretamente em relação ao aparecimento dessa praga”, ressalta o cientista, que liderou o desenvolvimento do BaculoMip na Embrapa. “Por isso, o produto deve ser aplicado preferencialmente nas horas mais frescas do dia, como no início da manhã ou após as 16h. E o agricultor precisa sempre fazer uso de um espelhante adesivo, para ter uma aplicação uniforme e atingir o alvo”, orienta Valicente.
O profissional frisa que o produtor nunca deve tratar um produto biológico como maneja um defensivo químico. “O baculovírus age após a lagarta ingeri-lo, quando é pulverizado sobre as folhas. O inseto tem de raspar a planta para se tornar infectado, e, quando isso ocorre, a lagarta reduz sua alimentação em até 93%”, detalha o pesquisador.
De acordo com o pesquisador, após ingerir o baculovírus a lagarta demora em torno de cinco dias para morrer, porém, a partir de 48 horas, ela diminui a alimentação. Uma inovação importante do novo produto é o fato de o baculovírus empregado romper o tegumento da lagarta, o que faz com que o inseto morto propague o vírus para outras Spodoptera frugiperda presentes na lavoura.
Segundo a Promip, o BaculoMip SF é um produto altamente eficaz no controle da lagarta-do-cartucho, não afetando outros insetos predadores naturais da praga presentes na lavoura, o que também contribui para o seu controle. Por ser natural, não deixa resíduos na cultura, não causa danos ao meio ambiente e ao aplicador e ainda contribui para a redução da aplicação de defensivos químicos. O BaculoMip SF também tem o uso aprovado para a agricultura orgânica ou ainda pode ser empregado em alternância com inseticidas químicos, como estratégia de manejo de resistência da lagarta-do-cartucho. “Trata-se de uma evolução no controle da lagarta-do-cartucho”, declara o CEO da Promip, Marcelo Poletti.
Características do BaculoMip SP

- Comercializado na formulação pó molhável (WP) em frascos de 500 g e 1 kg.
- As embalagens contam com lacre inviolável, para garantir ao agricultor a entrega de um produto com todo o seu potencial biológico.
- A lagarta morta pelo BaculoMip (foto à direita) libera novas partículas virais na lavoura, que irão reinfectar outras lagartas (o vírus se reproduz nas lagartas mortas que se liquefazem).
- Em experimentos, apresentou eficácia em populações de lagartas resistentes a tecnologias OGM presentes no mercado (plantas transgênicas).
- Não mata outros inimigos naturais da praga, tendo então sinergia com os parasitoides naturais existentes nas lavouras.
- Em associação com outras tecnologias de controle biológico (como a vespa Thrichogramma) tem mostrado alta taxa de mortalidade da praga.
- Produto pode ser mantido em temperatura ambiente, não necessitando de congelamento, alcançando um ano de vida útil na prateleira.
- Uma embalagem de 1 kg de BaculoMip é suficiente para cobrir 20 hectares (dose de 50 g/ha).
Associado à vespinha
A Promip avaliou também o desempenho de BaculoMip SF associado ao biodefensivo TrichoMip, de seu portfólio de bioinsumos. O TrichoMip utiliza a vespinha Trichogramma pretiosum, que impede a eclosão de ovos da Spodoptera frugiperda (ação ovicida).
“Em sinergia, BaculoMip SF e TrichoMip potencializam o controle da lagarta-do-cartucho, pois agem com elevado grau de eficácia sobre as populações dos insetos que adquiriram resistência a ingredientes ativos de defensivos agrícolas químicos”, complementa Marcelo Poletti.
Valicente ressalta ainda que o BaculoMip é de fácil aplicação e contribui para reduzir o uso de agroquímicos no campo. “O novo bioinsumo é seguro, não deixa resíduos na cultura e não causa desequilíbrio ambiental. Outro benefício é a aplicação flexível, em cultivos tradicionais ou orgânicos e até mesmo nas áreas de refúgio de transgênicos”, frisa o pesquisador.

Notícias
Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
Notícias
Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
Notícias
Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





