Conectado com

Bovinos / Grãos / Máquinas

Novilha Gir bate 5 mil litros de leite e lidera prova nacional de produção a pasto

Avaliação reúne animais de diferentes estados para medir eficiência leiteira, adaptação ao Cerrado e desempenho econômico em sistemas de pastagem.

Publicado em

em

Fotos: Juliana Caldas

A décima edição da Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto do Zebu Leiteiro foi encerrada na última quarta-feira (13), no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL), ambiente de inovação ligado à Embrapa Cerrados, localizado no Recanto das Emas (DF). O evento contou com a presença de criadores, pesquisadores, parceiros e de autoridades. O momento foi de apresentação dos resultados finais da prova, premiação dos animais que se se destacaram e, também de homenagens. Ao final, numa visita ao campo, os participantes do evento puderam conhecer de perto os animais que estão sendo avaliados atualmente na décima primeira prova de produção de leite a pasto.

A Prova consiste em uma avaliação zootécnica promovida anualmente pelo CTZL, em parceria com a Associação dos Criadores de Zebu do Planalto (ACZP) e outras instituições. A iniciativa busca identificar matrizes mais eficientes e econômicas para a produção de leite a pasto, a partir da análise de lactações completas. Além disso, permite que os produtores comprovem o potencial genético de seus animais com validação técnica da Embrapa e da ACZP. A relação completa dos animais premiados pode ser acessada aqui.

Animais de criadores de todo o Brasil são mantidos no CTZL em sistema de pastagem manejada sob lotação rotacionada, em uma área de 12 hectares dividida em 16 piquetes. “Os animais passam a maior parte do tempo nesse local. Na seca, também recebem silagem e suplementação durante as ordenhas”, explicou o pesquisador Carlos Frederico Martins, o coordenador da Prova. Os animais inscritos na décima edição ingressaram no CTZL em outubro de 2024, e os partos ocorreram entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025.

De acordo com o coordenador, os animais das raças Gir Leiteiro, Sindi e Guzerá são avaliados com base em características relacionadas à produção de leite, intervalo entre parto e concepção, idade ao primeiro parto, teores de gordura e proteína no leite, contagem de células somáticas, conformação racial e persistência de lactação. “Para cada característica é atribuído um valor dentro de uma fórmula ponderada”, explicou Martins.

Segundo ele, embora a produção de leite seja uma das principais características avaliadas, outros atributos também têm grande importância na seleção dos animais. “O animal que se destaca não é necessariamente o que produz mais leite, mas aquele mais equilibrado e que apresenta o melhor conjunto de características de interesse econômico para o criador”, afirmou.

O pesquisador explicou ainda que a classificação final das novilhas é baseada no índice fenotípico geral, calculado a partir da média do grupo, estabelecida como referência de 100%. “Animais com desempenho acima de 1,5 desvio-padrão em relação à média são classificados como elite. Aqueles com desempenho entre a média e 1,5 desvio-padrão acima dela são considerados superiores. Já os demais são classificados como regulares”, ressaltou.

Jorge Werneck, chefe-geral da Embrapa Cerrados, destacou a importância das parcerias e, principalmente, da participação dos produtores para o fortalecimento da Prova. Segundo ele, o envolvimento dos criadores é essencial para o avanço do melhoramento genético e para a geração de conhecimento e inovação voltados à pecuária leiteira no Cerrado. “Nossa expectativa para os próximos anos é ampliar e fortalecer cada vez mais as ações desenvolvidas em parceria com o setor produtivo. Queremos evoluir com provas mais robustas e com participação intensa dos produtores, intensificando os trabalhos para avançarmos mais rapidamente em um setor importante tanto para grandes quanto para pequenos produtores”, destacou.

Marcelo Toledo, superintendente técnico da Associação dos Criadores de Zebu do Planalto (ACZP), destacou a importância da parceria de 12 anos com a Embrapa Cerrados no desenvolvimento da Prova no CTZL. Segundo ele, o trabalho tem contribuído para fortalecer a produção de leite a pasto no Cerrado, com foco em sustentabilidade, eficiência e melhoramento genético.

Toledo ressaltou que, após desafios iniciais, ajustes no índice fenotípico permitiram maior equilíbrio na avaliação das fêmeas, especialmente em relação à idade ao primeiro parto. “Com novos investimentos e perspectivas de expansão, a expectativa é avançar na padronização dos animais e ampliar as pesquisas, avaliações e a coleta de informações, trazendo ainda mais consistência ao trabalho desenvolvido”, salientou.

Animais premiados

Flávio Xavier, representante da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), comemorou o resultado alcançado pela novilha Cacta da Epamig, da raça Gir. O animal foi classificado em primeiro lugar na categoria elite pelo índice fenotípico final. “Conseguimos um recorde de cinco mil litros de leite em uma lactação. Esse resultado nos deixa muito animados e mostra a viabilidade da produção a pasto”, pontuou, ressaltando que o desempenho é resultado do trabalho desenvolvido pela Epamig ao longo dos últimos anos.

O segundo lugar na categoria elite pelo índice fenotípico final ficou com a vaca Haia, da Fazenda HNC (GO). A propriedade participa da Prova desde a primeira edição. A criadora Mariana Carvalho ressaltou a importância dessa avaliação para sistemas de produção a pasto. “O diferencial da Prova está em selecionar animais mais resistentes e adaptados ao Cerrado, especialmente da raça Gir Leiteiro, contribuindo para o desenvolvimento de uma genética mais eficiente e adequada à realidade dos produtores, principalmente os pequenos”, frisou.

Já o criador Wilton de Melo, da Agropecuária Cerrado (TO), disse não ter se surpreendido com os resultados alcançados pelos seus animais da raça Sindi no teste. “Sabemos que essa é uma raça que vem se desenvolvendo muito em relação à produção de leite. É um animal de fácil manejo. Os criadores trabalham com essa raça com muita tranquilidade e temos obtido bons resultados”, contou. Um dos seus animais, Delicada, alcançou a primeira colocação pelo índice de produção de leite. “Esse trabalho é muito importante, pois comprova a capacidade dos animais nas diversas raças e dentro de uma sistemática bem estabelecida”, enfatizou.

Homenageados

A cerimônia de premiação também foi marcada por homenagens a pessoas e instituições que contribuíram para a construção e consolidação do CTZL, como os ex-chefes da Unidade Roberto Teixeira Alves e José Roberto Peres. Alves foi responsável pela concepção do projeto e inauguração do centro, em 2007. Já Peres atuou na estruturação do CTZL, consolidando-o com visão estratégica e atenção às demandas do setor produtivo.

Alves relembrou que, quando assumiu a chefia geral, em 2003, a estrutura do CTZL ainda era bastante limitada. “Com apoio de parceiros e captação de recursos, foi possível construir laboratórios, currais e as demais instalações” O ex-gestor e pesquisador agradeceu as instituições e pessoas que contribuíram para o desenvolvimento do projeto e ressaltou a satisfação de ver o trabalho consolidado e em funcionamento. “Peres sempre foi um parceiro nas dificuldades do CTZL. Isso mostra a importância que ele teve nesse processo”, afirmou Marcelo Toledo ao homenagear o ex-chefe da Embrapa Cerrados. “Eu me considero um facilitador”, pontuou Peres.

Ele relatou que foi o criador Paulo Horta quem apresentou o projeto da Prova durante visita à Embrapa Cerrados. “Tive a sorte de aceitar”, comentou.

Paulo Horta também foi homenageado tanto pela concepção do projeto quanto pelo fornecimento de genética de excelência para a formação do rebanho Gir do CTZL.

Aos 91 anos, Horta destacou a importância de avaliações como essa na seleção do Gir Leiteiro. Segundo ele, diferentemente de concursos voltados apenas à promoção dos animais, a Prova realizada pela Embrapa Cerrados se baseia em critérios consistentes e avaliações prolongadas da produção leiteira, fundamentais para identificar corretamente os melhores animais. “Iniciativas como essa precisam ter continuidade por contribuírem efetivamente para o melhoramento genético e o avanço da pecuária leiteira”, destacou.

Outro homenageado foi o deputado federal Rodrigo Rollemberg. À época da criação do CTZL, ele presidia o Fundo Setorial do Agronegócio e destinou os recursos necessários para a construção do centro, posteriormente apoiado por outras instituições governamentais. Rollemberg destacou a importância do concurso leiteiro realizado em condições de pasto para incentivar a produção de leite com gado zebuíno rústico e adaptado ao Cerrado, especialmente voltado aos pequenos produtores. “O CTZL possui um forte componente social ao contribuir para a difusão de genética zebuína leiteira adaptada às condições da região e acessível aos pequenos produtores. É uma grande honra receber essa homenagem e contribuir com tudo isso”, mencionou.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados

Bovinos / Grãos / Máquinas

Novo status sanitário do Brasil fortalece exportações paranaenses para a China

Setor pecuário do Estado espera ganhos em competitividade, demanda por proteínas e valorização da cadeia bovina.

Publicado em

em

Foto: Maurílio Fernandes de Oliveira

O reconhecimento do território brasileiro como área livre de febre aftosa sem vacinação pela China terá impacto positivo para a pecuária do Paraná, conforme análise do Sistema Faep. A medida tem potencial de ampliar oportunidades comerciais para o Estado, já reconhecido como área livre da doença desde 2021. A decisão do governo chinês ocorre após mais de duas décadas de negociações e elimina restrições sanitárias que ainda limitavam parte das exportações brasileiras de produtos da pecuária.

Foto: Shutterstock

O anúncio ocorre um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, resultado de um processo de décadas envolvendo produtores rurais, serviços veterinários oficiais e governos estaduais.

“O elevado status sanitário paranaense e a organização da cadeia pecuária colocam o Estado em posição favorável para aproveitar o novo cenário comercial. O principal reflexo esperado é o fortalecimento da competitividade das nossas proteínas, ainda mais para um mercado consumidor com alta demanda, como a China”, avalia o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Na prática, a decisão pode resultar em aumento da demanda chinesa por proteínas animais produzidas no Brasil, mais oportunidades para frigoríficos exportadores instalados no Paraná, sustentação ou valorização dos preços do boi gordo em caso de crescimento das exportações e efeitos positivos no mercado de reposição, especialmente para bezerros e garrotes.

Foto: Thais Rodrigues de Sousa

Segundo o técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep Fábio Peixoto Mezzadri, os números já demonstram a relevância do mercado chinês para a pecuária de corte bovino paranaense. “Em 2025, o Paraná exportou 23,5 mil toneladas de produtos bovinos para China, movimentando US$ 126,9 milhões. O principal volume corresponde às carnes bovinas congeladas desossadas, responsáveis pela maior parte do valor exportado pelo Estado”, explica.

Principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, a China respondeu por mais de US$ 50 bilhões em compras do setor em 2025. “O reconhecimento sanitário reforça a confiança nas cadeias produtivas nacionais e fortalece a parceria estratégica entre os dois países, ao mesmo tempo em que cria novas possibilidades de expansão para produtores e exportadores brasileiros e, especialmente, os paranaenses”, conclui Mezzadri.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Pecuária impulsiona alta de 4% nas vendas de suplementos minerais

Exportações aquecidas, valorização da cria e período seco sustentam crescimento do mercado.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

As vendas de suplementos minerais para pecuária começaram 2026 em ritmo de crescimento. Entre janeiro e abril, as indústrias associadas à Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (Asbram) comercializaram 764,8 mil toneladas de produtos, volume 4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apenas em abril, as vendas alcançaram 210,4 mil toneladas, alta de 4,9%.

Os números foram apresentados durante o Painel de Mercado da entidade, realizado em São Paulo, e refletem um cenário favorável para a pecuária brasileira, impulsionado pela valorização dos animais, pelo avanço das exportações e pela necessidade de suplementação durante o período seco.

O aumento no volume comercializado foi acompanhado por uma expansão ainda mais expressiva do número de animais atendidos. Segundo o economista Felippe Cauê Serigati, pesquisador da FGV Agro, a quantidade de bovinos suplementados cresceu 8% no primeiro quadrimestre, alcançando 68 milhões de cabeças.

O crescimento foi puxado principalmente pelos produtos das categorias Núcleos e Pronto para Uso. “A tendência é que os bons resultados continuem durante o período seco de outono-inverno, impulsionados pela necessidade de suplementação nutricional, pela valorização da cria e pelo bom momento da pecuária brasileira. Apesar dos desafios internos e externos, a economia brasileira deve seguir crescendo e a carne bovina continuará forte em produção, exportações, abates e consumo interno”, afirmou Serigati.

Exportações sustentam otimismo na pecuária

Foto: Gisele Rosso

Durante o encontro, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Marcos Fava Neves destacou o fortalecimento das cadeias de proteína animal como um dos principais motores da economia brasileira. “Estamos assistindo a uma verdadeira ‘carnificação’ da economia brasileira, fortalecendo o interior do país e integrando cadeias produtivas como DDG, farelo de soja, biogás, biometano e biodiesel. O agro brasileiro está construindo um modelo cada vez mais eficiente e sustentável”, enfatizou.

Segundo o profissional, o mercado internacional segue favorecendo a pecuária brasileira. Ele destacou o aumento das compras pelos Estados Unidos e a manutenção da demanda chinesa pela carne bovina nacional. “Os Estados Unidos estão comprando muito e a China segue demandando carne brasileira, inclusive por caminhos alternativos. Hoje, exportamos cerca de 4 milhões de toneladas por ano e podemos chegar a 5 milhões até 2035”, frisou.

Economia cresce, mas desafios permanecem

A avaliação dos participantes do painel é que o Brasil continua apresentando crescimento econômico em 2026, apesar do ambiente marcado por inflação elevada, juros altos e aumento do custo dos alimentos.

A projeção apresentada por Serigati aponta expansão de aproximadamente 1,9% do PIB neste ano, sustentada pelo consumo das famílias, aumento da renda e desempenho das exportações, especialmente do agronegócio. “O Brasil possui petróleo para exportar e está menos vulnerável do que outras economias globais. Porém, o crescimento atual ocorre sem sustentação fiscal, os juros devem cair lentamente e o endividamento das famílias continua elevado”, ponderou.

Cenário internacional exige atenção

As tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã também entraram na pauta do evento. A possibilidade de interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz tem provocado volatilidade nos mercados de energia e insumos.

Mesmo assim, a avaliação dos especialistas é que o Brasil permanece em posição relativamente favorável por sua condição de exportador de alimentos e energia.

Para Fava Neves, as oportunidades para o agronegócio continuam robustas, mas exigem gestão profissional dentro das propriedades. “O mundo está turbulento, mas continuará precisando de alimentos. O Brasil é a cozinha do planeta e terá papel fundamental no abastecimento global diante da urbanização, do aumento da renda e do crescimento do consumo de proteína animal”, ressaltou.

Ele acrescentou que fatores como clima, custos de produção, sanidade, mão de obra e endividamento devem permanecer no radar dos produtores.

Logística reversa preocupa empresas

Além das questões de mercado, o encontro abordou temas regulatórios que preocupam o setor. Um deles é a logística reversa das embalagens, assunto que ainda não possui regulamentação definitiva para a cadeia de suplementos minerais.

Segundo a Asbram, empresas vêm sendo autuadas em estados como Goiás, Mato Grosso e São Paulo, apesar da ausência de obrigatoriedade formal para implantação do sistema. A recomendação da entidade é que as companhias apresentem recursos administrativos enquanto o tema continua em discussão.

Asbram prepara livro sobre 30 anos de atuação

A associação também anunciou o lançamento de um livro comemorativo aos seus 30 anos, previsto para ser apresentado durante o simpósio da entidade em 2027. A publicação reunirá a trajetória da Asbram e das cerca de 100 empresas associadas, registrando três décadas de atuação na nutrição do rebanho bovino brasileiro. “Vamos registrar nossa história, nossas ações, eventos, campanhas, debates e o trabalho técnico desenvolvido ao longo dessas três décadas. 2026 é um ano desafiador, mas acreditamos que, nos próximos dez anos, a pecuária será o maior setor do agronegócio brasileiro”, salientou Elizabeth Chagas.

Fonte: Assessoria Asbram
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Carne bovina está entre os cinco produtos brasileiros mais exportados para os Estados Unidos

Levantamento da Comex Stat mostra que siderurgia, petróleo, proteína animal e setor aeronáutico lideram as vendas brasileiras ao mercado norte-americano.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

A carne bovina ocupa a terceira posição entre os produtos brasileiros mais exportados para os Estados Unidos, segundo dados da Comex Stat. O produto respondeu por US$ 814,6 milhões em embarques e representou 7,5% do valor total exportado pelo Brasil para o mercado norte-americano no período analisado.

Foto: Shutterstock

O ranking evidencia a importância do agronegócio na pauta comercial entre os dois países, mas também mostra o peso de setores como siderurgia, petróleo e indústria aeronáutica nas exportações brasileiras.

Na liderança aparecem os produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço, com vendas de US$ 1 bilhão, equivalentes a 9,2% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos. Em segundo lugar estão os óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus, que somaram US$ 857,5 milhões e participação de 7,9%.

Além da carne bovina, a lista dos cinco principais produtos exportados inclui aeronaves e outros equipamentos,

Foto: Shutterstock

incluindo peças e componentes, com US$ 768,3 milhões e participação de 7% nas vendas externas. Fechando o ranking aparece o ferro-gusa, ferro-esponja, grânulos, pó de ferro ou aço e ferro-ligas, que movimentaram US$ 594,1 milhões, o equivalente a 5,4% do total exportado.

Agro ganha relevância em meio ao debate tarifário

Os números ganham relevância em um momento de atenção do setor exportador às medidas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos. A carne bovina é um dos produtos mais relevantes do agronegócio brasileiro no mercado americano e figura entre os itens estratégicos da pauta bilateral.

Foto: Shutterstock

O levantamento também mostra que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é marcada por uma diversificação de produtos, envolvendo commodities agrícolas, minerais, petróleo e bens industrializados de maior valor agregado.

Cinco produtos representam mais de um terço das exportações

Somados, os cinco principais produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos representam cerca de 37% do valor total embarcado ao país, demonstrando forte concentração em alguns segmentos específicos da economia.

A presença simultânea de produtos do agronegócio, mineração, energia e indústria reforça a importância do mercado norte-americano para diferentes cadeias produtivas brasileiras e ajuda a explicar a preocupação de exportadores diante de possíveis mudanças nas regras comerciais entre os dois países.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.