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Novas variedades de soja aliam tolerância a herbicidas e resistência às principais pragas da cultura

Frutos de parceria público-privada, as novas cultivares foram desenvolvidas a partir da tecnologia Intacta2/Xtend® e serão lançadas durante o Show Rural Coopavel, que acontece em Cascavel (PR), entre 10 e 14 de fevereiro.

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Fotos: Divulgação/Embrapa

Já estão disponíveis para os produtores duas novas cultivares de soja com a tecnologia inovadora denominada Intacta2/Xtend® (I2X), que agrega tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba e resistência às principais lagartas e doenças da soja.  Desenvolvidas em parceria entre a Embrapa e a Fundação Meridional, a BRS 2361 I2X e a BRS 2058 I2X têm grande potencial de impacto na safra 2024/2025, uma vez que ainda apresentam alto teto produtivo, superior ao das variedades encontradas no mercado.

Segundo o pesquisador da Embrapa Soja (PR) Carlos Lásaro Melo, a BRS 2361 I2X é uma cultivar com perfil inovador que, em testes de avaliação, chegou a produzir acima de 5 mil quilos por hectare (kg/ha), superando várias cultivares disponíveis no mercado atualmente. “Além disso, possui resistência às principais doenças que acometem a soja: o cancro da haste, a podridão radicular de Phytophthora, a pústula bacteriana e moderada resistência à mancha-olho-de rã”, destaca.

Melo reforça que a BRS 2361 I2X pertence ao grupo de maturidade 6.1, com ciclo médio de 120 dias, nos ambientes testados, e apresenta maior potencial produtivo em altitudes acima de 600 metros do Paraná e São Paulo (REC 201). “Outro destaque é que permite a semeadura antecipada, viabilizando a semeadura do milho safrinha na melhor ‘janela’ de plantio, na região em que a cultivar está indicada”, acrescenta.

Lançamento

As duas cultivares serão lançadas em solenidade a ser realizada na Vitrine de Tecnologias da Embrapa, no Show Rural Coopavel, que acontece de 10 a 14 de fevereiro, em Cascavel (PR).

O outro lançamento é a BRS 2058 I2X, que apresenta ampla adaptabilidade à Região Sul, também com elevados tetos de produtividade, superando os principais concorrentes do mercado. “Essa cultivar registra excelente rendimento, especialmente em altitudes acima de 650 metros”, destaca o pesquisador Antonio Pipolo. É uma cultivar do grupo de maturidade 5.8, com ciclo médio de 125 dias, sendo indicada para o Rio Grande do Sul (REC 102 e 103), Santa Catarina (REC 102 e 103), Paraná (REC 102 e 103) e São Paulo (REC 103).

Com relação à parte sanitária, tem resistência às principais doenças da soja – cancro da haste, pústula bacteriana e podridão radicular de Phytophthora – e moderada resistência à mancha-olho-de rã e ao nematoide de galhas M. javanica. “A resistência à Phytophthora é um grande diferencial da BRS 2058 I2X, pois é uma doença que vem causando muitas mortes de plantas em cultivares suscetíveis de soja nas últimas safras, especialmente nas regiões mais frias, para onde é indicada e apresenta alto potencial produtivo”, relata Pipolo.

O gerente executivo da Fundação Meridional, Ralf Udo Dengler, ressalta que o lançamento dessas duas cultivares com a plataforma I2X é um marco importante na parceria com a Embrapa, que completou 25 anos recentemente. “Planejamos uma expressiva produção de sementes na safra 2024/2025 e, assim, poderemos oferecer uma quantidade adequada às demandas do mercado. Estamos com grandes expectativas, pois a BRS 2058 I2X e a BRS 2361 I2X já demonstraram seu grande potencial produtivo, nos ensaios e nas áreas demonstrativas. Certamente, os produtores vão gerar uma grande procura por sementes e estaremos prontos para atendê-los”, destaca Dengler.

Manejo de  lagartas

Foto: Fabiano Bastos

A tecnologia Intacta2/Xtend® (I2X) presente nos lançamentos reúne três proteínas (Cry1A.105, Cry2Ab2 e Cry1Ac), que ampliam a proteção contra seis espécies de lagartas que incidem na cultura da soja: Helicoverpa armigera, Spodoptera cosmioides, lagarta falsa medideira (Chrysodeixis includens), lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis), lagarta-das-maçãs (Chloridea virescens) e broca das axilas (Crocidosema aporema). O pesquisador Daniel Sosa Gómez explica que a piramidação de três proteínas reduz a probabilidade de quebra da resistência. “Porém, um aspecto fundamental para evitar a seleção de populações de lagartas resistentes nas lavouras com essa tecnologia é o plantio de áreas de refúgio estruturado”, observa.

A recomendação atual de refúgio para a cultura da soja é de, no mínimo, 20% da área com tecnologia diferente da I2X. Segundo o pesquisador, essa é uma medida preventiva que consiste no plantio de parte da lavoura com outras opções de soja não-Bt (sem as toxinas de Bacillus thuringiensis (Bt)), a uma distância máxima de 800 metros de lavouras com a tecnologia I2X. “A adoção da área de refúgio possibilita o acasalamento aleatório de mariposas oriundas das áreas com a tecnologia I2X e das áreas de refúgio, favorecendo a manutenção de populações suscetíveis e retardando a seleção de populações resistentes”, diz.

Sosa Gómez reforça ainda que o manejo de pragas nas lavouras com a tecnologia I2X segue as premissas do Manejo Integrado de Pragas (MIP), como o monitoramento e o controle quando as pragas atingem o nível de ação, além de priorizar o uso de inseticidas mais seletivos.

I2X no manejo de plantas daninhas

As cultivares de soja com a tecnologia I2X são tolerantes aos herbicidas glifosato e dicamba, que apresentam eficiência no manejo de plantas daninhas de folhas largas, como a buva, o caruru, a corda-de-viola, o picão-preto, entre outras. “O dicamba é um herbicida registrado apenas para aplicação durante a pré-semeadura da soja. É fundamental que sejam seguidas as informações contidas na bula, pois o uso em desacordo com as orientações técnicas pode ocasionar problemas em culturas não-alvo da aplicação do herbicida”, alerta o pesquisador Fernando Adegas.

Adegas afirma que a integração entre as práticas de manejo envolve o controle químico, principalmente a rotação dos mecanismos de ação dos herbicidas, mas também as práticas alternativas como a rotação de culturas, o uso de culturas de cobertura na entressafra da soja para gerar boa palhada, a limpeza de máquinas e implementos agrícolas, e o uso de sementes de qualidade e livres de infestantes resistentes para evitar a reprodução dessas espécies.

Fonte: Assessoria Embrapa Soja

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Alunos de curso técnico aprendem mais sobre força do cooperativismo

Grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi.

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Foto: Coopavel

Estudantes do Sudoeste do Paraná vivenciaram, recentemente, uma imersão prática no cooperativismo e na agroindústria durante visita técnica ao Espaço Impulso, estrutura instalada no parque onde anualmente é realizado o Show Rural Coopavel, um dos maiores eventos técnicos de difusão de inovações para o agronegócio no mundo.

O grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi. Os visitantes são estudantes do curso Técnico em Cooperativismo e tiveram a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre o modelo que sustenta grande parte do desenvolvimento econômico regional.

Durante a recepção, Dilvo Grolli apresentou um panorama do cooperativismo, destacando sua relevância no Oeste do Paraná e no Brasil, além de compartilhar orientações e conselhos aos jovens, com idades entre 15 e 17 anos. Segundo Dilvo, a região Oeste concentra cinco das 20 maiores cooperativas agropecuárias do País. Juntas, essas organizações são responsáveis por cerca de cem mil empregos diretos e reúnem mais de 85 mil produtores rurais associados.

Visita técnica

A programação incluiu ainda visita à unidade industrial do moinho de trigo da cooperativa. No local, os alunos foram recebidos pelo gerente Cláudio Medes e puderam acompanhar de perto o funcionamento de uma agroindústria, observando desde processos produtivos até os rigorosos protocolos de segurança alimentar, como o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual e o controle de acesso às áreas industriais.

A experiência também reforçou a conexão entre teoria e prática, permitindo aos estudantes compreenderem a complexidade e a responsabilidade envolvidas na produção de alimentos. “Todos apreciamos muito a visita e os conhecimentos compartilhados”, disse um dos professores que acompanhou a comitiva de Dois Vizinhos durante a visita técnica a Cascavel.

Referência

O Colégio Coopermundi, instituição onde os alunos estudam, tem trajetória marcada pela inovação no ensino e pelo cooperativismo. A instituição teve origem em 1982, quando as irmãs da Congregação de Nossa Senhora Imaculada Conceição iniciaram um trabalho educacional em Dois Vizinhos, com a fundação do Colégio Regina Mundi, sob coordenação da irmã Mectilde Maria Bonatti.

Ao longo dos anos, a escola passou por transformações importantes. Em 1992, a gestão foi assumida pelo Centro Pastoral, Educacional e Assistencial Dom Carlos (C.P.E.A.), de Palmas. Já em 1997, pais, professores e funcionários assumiram a condução da instituição, dando origem à Coopermundi (Cooperativa de Educação e Cultura Regina Mundi).

Atualmente, o Coopermundi é referência em educação na região Sudoeste do Paraná, atendendo alunos desde o pré-maternal até o pré-vestibular, com utilização do Sistema Positivo de Ensino. Em 2025, a instituição celebra 43 anos de história, 28 deles dedicados ao cooperativismo educacional, consolidando-se como uma das três cooperativas de ensino do Estado.

Fonte: Assessoria Coopavel
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Paraná define calendário do vazio sanitário da soja para a safra 2026/2027

Medida estabelece três períodos regionais e busca conter a ferrugem asiática nas lavouras do estado.

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Foto: Pablo Aqsenen/Adapar

Os períodos do vazio sanitário da Soja no Paraná foram definidos, de acordo com a Portaria nº 1.579/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que estabelece o calendário nacional para a safra 2026/2027. Durante o vazio sanitário, é obrigatória a ausência total de plantas vivas de soja nas lavouras, incluindo plantas voluntárias (tigueras). A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura, capaz de provocar perdas significativas na produção.

O Paraná possui três janelas distintas de vazio sanitário, conforme a regionalização agrícola, divididas em três macrorregiões. A Região 1 engloba os municípios do Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral paranaense, com vazio programado entre 21 de junho a 19 de setembro de 2026, ficando autorizada a semeadura entre 20 de setembro de 2026 e 20 de janeiro de 2027.

Foto: Gilson Abreu

A Região 2 engloba os municípios localizados no Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste, com período de vazio de 2 de junho a 31 de agosto, enquanto o plantio pode ser realizado de 1º de setembro a 31 de dezembro. A medida na Região 3, representada pelo Sudoeste paranaense, acontece entre 12 de junho e 10 de setembro deste ano e o período de semeadura permitida entre 11 de setembro de 2026 até 10 de janeiro de 2027.

O chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) reforça que o cumprimento dos prazos é essencial para garantir a sanidade das lavouras e evitar a disseminação da doença entre as regiões produtoras. “A prática do vazio sanitário da soja beneficia o agricultor, que terá maior controle da doença, utilizando menos aplicações de fungicidas”, afirma. “Além disso, a prática contribui na manutenção da eficácia desses produtos para o controle da ferrugem”, afirma o engenheiro agrônomo.

Foto: Camila Roberta Javorski Ueno/Adapar

A fiscalização é realizada em todo o Estado, e o descumprimento das normas pode acarretar em diversos sanções aos produtores. Além disso, o respeito ao calendário de semeadura contribui para o melhor planejamento da safra, favorecendo o manejo fitossanitário e a eficiência produtiva. A colaboração dos produtores é indispensável para o sucesso das estratégias de defesa agropecuária.

Para maiores informações, os produtores podem entrar em contato com escritórios locais da agência ou pelos canais oficiais da instituição.

Fonte: Assessoria Adapar
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Produção de grãos atinge maior nível da série histórica do IBGE em 2026

Soja lidera crescimento e reforça tendência de recorde na safra nacional.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

A estimativa de março de 2026 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas atingiu 348,4 milhões de toneladas, 0,7% maior que a obtida em 2025 quando atingiu 346,1 milhões de toneladas, um crescimento de 2,3 milhões de toneladas. Em relação ao mês anterior, houve aumento de 4,3 milhões de toneladas (1,2%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado na última teça-feira (14) pelo IBGE.

O arroz, o milho e a soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve crescimentos de 1,0% na área a ser colhida da soja; de 3,3% na do milho; e de 7,0% na do sorgo, ocorrendo declínios de 6,9% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,1% na do arroz em casca; e de 3,3% na do feijão.

Foto: Shutterstock

Já na área a ser colhida, ocorreu o aumento de 1,6 milhão de hectares frente a área colhida em 2025, crescimento anual de 2,0%, correspondendo a 83,2 milhões de hectares. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou aumento de 265 837 hectares (0,3%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de março de 2026 é recorde da série histórica do IBGE.

“A estimativa de março é recorde da série histórica do IBGE. Com o aumento mensal de produção em todos os estados da região Centro-Oeste. Porém, chama atenção a queda na safra do Rio Grande do Sul, que sofreu com falta de chuvas e altas temperaturas nos meses de janeiro e fevereiro. Apesar da queda, comparado com 2025, a safra gaúcha é 34,6% superior”, Carlos Barradas, apontou o gerente do LSPA.

Mato Grosso mantém liderança na produção de grãos

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (7,1%) e a Nordeste (5,6%); e negativas para a Centro-Oeste (-2,3%), a Sudeste (-1,9%) e a Norte (-3,2%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: a Norte (0,3%), a Centro-Oeste (3,9%) e a Nordeste (1,3%). Na Sudeste houve estabilidade (0,0%), enquanto a Sul apresentou declínio (-2,9%).

Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,0%, seguido pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,8% do total.

Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026

Foto: Divulgação/Aprosoja MT

A estimativa da produção de soja alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 173,7 milhões de toneladas, aumento de 0,3% em relação ao mês anterior e de 4,6% maior em comparação à quantidade obtida no ano anterior. A área cultivada deve crescer 1,0% e alcançar 48,3 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio, de 3 603 kg/ha, deve crescer 3,6% em relação ao ano anterior.

“As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das Unidades da Federação produtoras e pela recuperação parcial da safra gaúcha”, destaca o gerente do LSPA, Carlos Barradas.

O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 50,5 milhões de toneladas, aumentos de 4,1% em relação ao estimado em fevereiro e de 0,7% em relação ao volume colhido no ano anterior. O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,6 milhões de toneladas, crescimentos de 4,5% em relação a fevereiro. O Paraná, com uma produção de 22,1 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do País, com declínio de 0,9% em relação ao mês anterior. O Rio Grande do Sul estimou uma produção de 18,4 milhões de toneladas, declínio de 11,5% em relação ao mês anterior. Em Santa Catarina, a produção deve alcançar 3,1 milhões de toneladas, aumento de 1,0% em relação ao mês anterior.

Fonte: Agência IBGE
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