Conectado com
Dia do Leite 2022

Notícias Desenvolvidas pela Embrapa

Novas cultivares de soja para a região Centro-Norte do Brasil estão disponíveis para a próxima safra

As variedades apresentam elevado potencial produtivo, estabilidade de produção, ampla adaptabilidade e indicação para regiões produtoras do Brasil Central, incluindo Mato Grosso e o Matopiba, proporcionando rentabilidade para o produtor e sustentabilidade aos sistemas de produção.

Publicado em

em

Fabiano Bastos

Uma nova cultivar de soja convencional (BRS 7582) e três novas transgênicas (BRS 7080IPRO, BRS 7482RR e BRS 8383IPRO) já podem ser utilizadas pelos produtores na próxima safra. As variedades apresentam elevado potencial produtivo, estabilidade de produção, ampla adaptabilidade e indicação para regiões produtoras do Brasil Central, incluindo Mato Grosso e o MATOPIBA, proporcionando rentabilidade para o produtor e sustentabilidade aos sistemas de produção.

Os materiais genéticos são, ainda, os primeiros selecionados em sistemas que utilizam bioinsumos e remineralizadores de solo. As cultivares foram lançadas pela Embrapa Cerrados (DF) e pela Embrapa Soja (Londrina, PR) em novembro do ano passado, em evento on-line transmitido pelo Canal da Embrapa no YouTube.

Sebastião Pedro, chefe geral da Embrapa Cerrados, destacou que o melhoramento genético é um trabalho de longo prazo, em que as variedades são desenvolvidas considerando as demandas de solo, de clima, de estresses bióticos e abióticos e, principalmente, de mercado, para o alcance da sustentabilidade no ponto futuro.

“E este é o ponto futuro para quatro materiais cuja genética começou a ser desenvolvida oito anos atrás, na Embrapa Soja, através de cruzamentos, continuou em Santo Antônio de Goiás (GO) e, depois, em 45 pontos em todo o Bioma Cerrado pela equipe da Embrapa Cerrados e as fundações parceiras – Fundação Cerrados e Fundação Bahia”, afirmou.

Alexandre Nepomuceno, chefe geral da Embrapa Soja, agradeceu à histórica parceria com a Embrapa Cerrados, a Fundação Cerrados e a Fundação Bahia para o desenvolvimento das cultivares para o Brasil. Ele lembrou que o País é líder mundial na produção de soja, principal fonte de proteína barata.

“É estratégico, não só para o Brasil, mas para o planeta, mantermos os níveis de produção e conseguirmos produzir cada vez mais nos mesmos locais. E aí vem a importância das parcerias da pesquisa pública com o setor privado”, disse, salientando a necessidade de desenvolvimento de materiais mais eficientes no uso da água e no aproveitamento dos insumos.

E Luiz Fiorese, presidente da Fundação Cerrados, lembrou que a Embrapa é a única empresa que ainda desenvolve variedades de soja convencional. “O país está evoluindo econômica e socialmente com as tecnologias e soluções que a Embrapa tem trazido para a toda a sociedade”, disse, agradecendo pela parceria e aos associados da fundação, que vão multiplicar e disponibilizar as sementes aos produtores.

Zirlene Pinheiro, presidente da Fundação Bahia, ressaltou que as pesquisas da Embrapa, da qual a entidade é parceira há mais de 20 anos, atendem aos anseios dos produtores de soja, com ganhos em produtividade, e que a Empresa busca resultados para enfrentar desafios como questões climáticas, nematoides, pragas e doenças.

“Temos grande orgulho de ter a Embrapa como principal parceira intelectual e de poder contribuir para o desenvolvimento da BRS 8383IPRO. Juntos, desenvolvemos outras variedades que têm nos atendido comercialmente aqui no Oeste da Bahia e em todo o Matopiba e que são destaque nos nossos ensaios em rede”.

Variedades resistentes ao estresse hídrico e adaptadas insumos regionais

“Nosso maior desafio é garantir a sustentabilidade do agricultor da porteira para dentro e contribuir com a sociedade brasileira, gerando divisas. Isso tudo por meio da ciência e do melhoramento genético”, afirmou Sebastião Pedro. Também pesquisador em melhoramento genético de soja, o chefe geral da Embrapa Cerrados apresentou as características das novas cultivares, que têm em comum eficiência fisiológica, estabilidade de produção, sanidade, resistência aos nematoides de galhas (Meloidogyne javanica e M. incognita) e de cisto (Heterodera glycines) e resistência à seca e a altas temperaturas.

Testada nas macrorregiões sojícolas 3 e 4 (Centro-Oeste, Rondônia, Minas Gerais, Sul de Tocantins e Oeste da Bahia), a cultivar convencional BRS 7582 apresenta ciclo de 103 a 113 dias, sendo considerada precoce, o que permite a safrinha de algodão no Mato Grosso e de milho no Planalto Central.

Nos ensaios de competição, foi vitoriosa em 62% das vezes, apresentando média de produtividade 5,7% acima dos padrões. De boa sanidade foliar, tem resistência ao acamamento, altura média de planta de 80 cm e é responsiva à fertilidade do solo.

Com ciclo superprecoce – de 95 dias no Oeste da Bahia a 105 dias –, a BRS 7080IPRO é tolerante ao nematoide de galhas M. javanica. Pode ser plantada com densidade de plantas mais elevada para aproveitamento da fertilidade disponível. Obteve vitória em 59% dos ensaios de competição, com produtividade 4,8% superior à média dos padrões.

Já a cultivar BRS 7482RR foi selecionada em condição de estresse hídrico no Oeste baiano e apresenta elevado teto produtivo. O ciclo varia de 102 a 114 dias. Alia os benefícios da tecnologia Roundup Ready® (RR) à resistência ao nematoide de cisto (H. glycines) raças 1 e 3. Pode ser usada no plantio de áreas de refúgio para a tecnologia Bt (composta pela inserção de genes da bactéria Bacillus thuringiensis, que produz uma proteína tóxica para alguns insetos).

Por ser do grupo de maturidade 7.4, desenvolve-se bem em todas as áreas de produção das macrorregiões sojícolas 3 e 4, sendo relativamente precoce no Oeste da Bahia e no Mato Grosso. E como pode ser plantada de modo antecipado em setembro, permite a segunda safra.

Além disso, tem alta resistência ao estresse hídrico (quando a planta demanda mais água que a quantidade disponível). Nos ensaios de competição, obteve 70% de vitórias, com produtividade 7,3% acima da média dos padrões. Na safra 2020/21, em áreas de Goiás, Distrito Federal e Oeste da Bahia, obteve rendimento diário médio de 43 kg/ha/dia, de acordo com dados de empresas de consultoria.

Também selecionada em condição de estresse hídrico, a BRS 8383IPRO é uma variedade de ciclo médio (108 a 135 dias) com alto teto produtivo (potencial acima de 5 mil kg/ha nas regiões de adaptação) e estabilidade de produção mesmo em condições de seca e elevadas temperaturas, demonstrando grande rusticidade.

A resistência ao M. incognita é uma característica estratégica no Oeste da Bahia e no Mato Grosso, regiões onde o sistema produtivo normalmente envolve a cultura do algodão, que também é afetada pelo nematoide das galhas M. incognita. Nos ensaios de competição, obteve 69% de vitórias, tendo sido 3,9% mais produtiva que a média dos padrões. De acordo com empresas de consultoria do Oeste da Bahia, obteve rendimento diário médio de 42 kg/ha/dia nas médias dos ensaios conduzidos pela Embrapa e parceiros na safra 2020/21.

Sebastião Pedro lembrou que um grande desafio na região é o estresse hídrico, fator que mais retira produtividade das lavouras. “No nosso programa de melhoramento genético, testamos na Embrapa Cerrados todos os materiais com metodologias que nos permitem diagnosticar a resistência ao estresse hídrico”, informou o chefe geral, acrescentando que as quatro novas cultivares foram aprovadas nesses testes com grau satisfatório, garantindo a produtividade nessa condição adversa.

Ele informou que as novas cultivares são as primeiras selecionadas em ambientes tratados com novos insumos agrícolas, como remineralizadores de solos e bioinsumos, tecnologias que têm sido desenvolvidas pela Embrapa, respectivamente, para melhorar a eficiência das plantas no uso dos fertilizantes e no controle de pragas e doenças, além de diminuírem a dependência tecnológica do Brasil em relação a insumos sintéticos importados.

“Gerenciar os custos é um grande desafio para o agricultor hoje. Esses quatro novos materiais foram submetidos à produção utilizando bioinsumos e remineralizadores de solo, garantindo um custo em torno de 20% a 30% menor. Então, eles já saem adaptados a essas tecnologias, que são cada vez mais adotadas pelos agricultores”, explicou.

Aproveitar a oferta ambiental do Bioma Cerrado, que tem períodos de seca e de chuva bem definidos, é outro importante desafios dos produtores. As quatro cultivares foram avaliadas quanto à eficiência (medida pela produção diária) por kg/ha/dia, visando ao melhor aproveitamento das condições ambientais. A ideia é que, além de soja, uma mesma área possa produzir uma segunda safra de algodão ou de milho e uma terceira safra com forrageiras para alimentar o gado e formar biomassa suficiente para a realização do plantio direto na palha.

Desenvolvimento inicial dos materiais genéticos

O pesquisador Carlos Arrabal Arias, da Embrapa Soja, fez uma apresentação sobre os recursos genéticos e as bases tecnológicas do programa nacional de melhoramento genético de soja da Embrapa, do qual é líder. Ele explicou o funcionamento do programa, abordando a estrutura, os projetos componentes, a equipe e a infraestrutura.

A produtividade e a estabilidade, não só para a cultura da soja, mas para todo o sistema de produção, são os principais objetivos gerais do programa, que também busca ciclo adequado, tipo de planta adequado, resistência às doenças e aos nematoides e resistência a insetos-pragas. Entre os diversos objetivos específicos, está a obtenção de materiais com alto teor de proteína e qualidade e quantidade do óleo.

“O melhorista busca variedades BRS com plantas compactas, com entrenós curtos e grande capacidade produtiva. E uma estrutura de planta mais arejada, com folhas mais estreitas, o que vai ajudar a reduzir os problemas fitossanitários e facilitar o controle químico quando ele for necessário”, completou Arias.

Como base para o melhoramento genético, a Embrapa conta com o maior Banco Ativo de Germoplasma (BAG) em variabilidade genética de soja do mundo, com mais de 55 mil acessos convencionais e transgênicos. Em vídeo apresentado no evento, o pesquisador Marcelo de Oliveira, curador do BAG, localizado na Embrapa Soja, mostra o trabalho de conservação da diversidade genética da soja.

Arias falou sobre as plataformas de melhoramento genético da soja em andamento na Embrapa – soja convencional (desde 1973), Roundup Ready® (desde 1997), Intacta RR2 PRO® (desde 2010), Roundup Ready 2 Xtend (desde 2018) e Intacta 2 Xtend (desde 2018) –, bem como as demandas atuais e futuras, como resistência a doenças e tolerância a pragas, a nematoides, à seca e a altas temperaturas; teor de proteína acima de 39%; alto teor oleico e baixo teor linolênico.

Ferramentas de biotecnologia têm sido associadas a técnicas de melhoramento genético clássico nas plataformas de melhoramento genético da Embrapa. A pesquisadora Francismar Marcelino-Guimarães, da Embrapa Soja, explica em vídeo o trabalho do laboratório de genética molecular e seleção assistida e a contribuição das estratégias moleculares para acelerar o desenvolvimento das cultivares e para a qualidade genética dos materiais.

Entre 2015 e 2020, a Embrapa e parceiros lançaram 50 cultivares de soja, sendo 16 convencionais, 22 RR e 12 IPRO. Todas apresentam resistências obrigatórias a doenças (cancro da haste, mancha olho-de-rã, pústula bacteriana e podridão radicular fitóftora). Arias destacou variedades que agregam outras características desejáveis, como resistência à ferrugem asiática (tecnologia Shield), tolerância aos percevejos (tecnologia Block), alta produtividade e estabilidade, além de resistência a nematoides.

Como perspectiva futura para o programa de melhoramento genético de soja da Embrapa, o pesquisador citou a parceria com a empresa Alvaz Agritech para fenotipagem em larga escala.

Seleção e avanço de geração no campo

Após o desenvolvimento inicial na Embrapa Soja, as variedades indicadas para o Centro-Norte do Brasil são testadas em diversos pontos antes de serem disponibilizadas ao setor produtivo. Líder do projeto de melhoramento genético de soja da Embrapa para a região, o pesquisador André Ferreira, da Embrapa Cerrados, fez uma apresentação sobre o trabalho, focado na busca de cultivares adaptadas e com altas produtividades, conforme as demandas do setor produtivo.

“Há uma certa estagnação da produtividade média da soja. Temos o desafio de aumentar produtividade e área em função da demanda mundial dessa proteína. Os novos desafios vão surgindo e o nosso papel é trazer variedades que tragam resistências múltiplas a doenças, aos nematoides e aos insetos-praga”, afirmou Ferreira, acrescentando o desafio de trabalhar com novas biotecnologias como a Roundup Ready 2 Xtend e a Intacta 2 Xtend.

Ele apontou que ainda há um número limitado de cultivares com resistências múltiplas a pragas e doenças e adaptadas às condições edafoclimáticas do Centro-Norte brasileiro. Além disso, os crescentes problemas fitossanitários com pragas (sobretudo nematoides, percevejos e lagartas), doenças (principalmente a ferrugem asiática) e plantas daninhas colocam em risco a sustentabilidade da cadeia produtiva nacional de soja.

Para a obtenção de variedades superiores, são observados a variabilidade genética, o número de progênies avaliados, a qualidade da pesquisa, a capacidade e a abrangência dos testes e a equipe de pesquisa. “Além do conhecimento, o trabalho envolve uma certa arte na observação das cultivares linhagens que têm características importantes e serão futuras cultivares”, explicou o pesquisador.

Ao mostrar o esquema em funil do melhoramento genético, ele acrescentou que todos os testes são feitos para garantir que um determinado material é distinguível, homogêneo, estável, tem características importantes nas macrorregiões sojícolas onde se pretende lançá-lo.

Diversos centros de pesquisa – Embrapa Roraima, Embrapa Agrossilvipastoril, Embrapa Meio-Norte, Embrapa Amapá, Embrapa Amazônia Oriental, Embrapa Rondônia e Embrapa Cocais – no Centro-Norte do Brasil atuam em conjunto com a Embrapa Cerrados e a Embrapa Soja nos 45 pontos de testes na região, além das fundações e dos produtores, que encaminham as demandas à pesquisa.

“É importante que tenhamos essa conversa direta com o produtor para que o planejamento dos cruzamentos seja sólido e em função das necessidades que ele apresenta agora, para que possamos assim lançar cultivares com segurança e alta qualidade”, comentou Ferreira.

O pesquisador anunciou que algumas variedades com a tecnologia Shield serão lançadas em 2022. “O produtor deixará de fazer talvez uma a duas entradas (com fungicida) na área. Isso significa redução de custo na produção de soja. É uma tecnologia prioritária na Embrapa e temos nos dedicado a isso”, afirmou. Também apontou que algumas linhagens com a tecnologia Block, que confere tolerância aos percevejos, estão sendo testadas, e que possivelmente alguma variedade poderá ser lançada para o Centro-Norte no próximo ano.

Ferreira também abordou a instalação dos ensaios, os testes de progênies e os ensaios de valor de cultivo e uso (ou finais) realizados tanto na Embrapa como em fazendas de produtores parceiros, seguindo o manejo adotado nas propriedades nas regiões produtoras.

As ações locais de pesquisa, seleção e recombinação gênica baseadas nas condições dos diferentes ambientes de produção de soja do Centro-Norte foram apresentadas em depoimentos gravados pelos pesquisadores da Embrapa Soja Odilon de Mello e Roberto Zito (Goiás); pelo técnico da Nilton Almeida (Planalto Central) e pelo pesquisador Geraldo Carneiro (MATOPIBA), ambos da Embrapa Cerrados; e pelo pesquisador da Embrapa Roraima (Boa Vista, RR), Vicente Gianluppi (Cerrado de Roraima).

No encerramento do evento, o chefe geral da Embrapa Cerrados destacou a importância da conexão da Embrapa com o agricultor brasileiro tanto na percepção das demandas como na busca de soluções tecnológicas. “Falamos como pesquisadores, com base em números e dados da pesquisa científica. Mas o mais importante é o agricultor plantar os materiais e observar por ele mesmo o resultado, as soluções que eles trazem da porteira para dentro e, depois, da porteira para fora, na economia brasileira”, finalizou Sebastião Pedro.

As sementes podem ser adquiridas junto a empresas sementeiras integrantes da Fundação Cerrados (61-99649-6967 / 3387-9219 / 3387-4175) e da Fundação Bahia (77-99822-8593), que já contam com as sementes básicas para multiplicação.

Fonte: Embrapa Cerrados
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

cinco × 2 =

Notícias Eficiência

Resultados das provas de avaliação de desempenho da raça Charolês são divulgados

Participaram das provas 23 touros jovens da raça provenientes de oito selecionadores dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Publicado em

em

Divulgação

A Embrapa Pecuária Sul e a Associação Brasileira de Criadores de Charolês (ABCC) divulgaram na noite desta quinta-feira (26) os vencedores da 5ª edição da Prova de Avaliação a Campo (PAC) e da Prova de Eficiência Alimentar (PEA) da raça. As provas de desempenho animal foram realizadas nos campos experimentais da Embrapa, em Bagé (RS), e buscam identificar animais geneticamente superiores em diferentes características dentro de um mesmo ambiente e manejo. A divulgação dos resultados foi feita por meio de um dia de campo virtual, transmitido pelos canais da Embrapa e da ABCC.

Participaram das provas 23 touros jovens da raça provenientes de oito selecionadores dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Na PAC, o vencedor, “VLD 500 Delegado No Doubt FIV” (EC No Doubt 2022 P x Lutece Labor M) e o segundo colocado, seu irmão completo “VLD 501 Detetive No Doubt FIV”, são oriundos da propriedade de Valdir Magro, a Cabanha VLD, de Concórdia (SC), ambos classificados como “elite” na prova. Na terceira colocação ficou o animal “Namuncurá 511 Patron #” (LT Bluegrass 4017P x Neve Labor 2M), classificado como “superior”, proveniente da seleção de Rosalina e Joaquin Villegas da Estância Namuncurá de Itacurubi (RS).

Já na PEA, o vencedor foi o reprodutor “SáBrito Absoluto 4620 IM” (Impecable x SáBrito Bolonhesa Hindú 3699 BR), oriundo da Estância Sá Brito de Alegrete (RS), classificado como “elite”. Da seleção de Cesar Adams Cezar, proprietário da Cabanha Cézar de Vacaria (RS), vieram “Cezar Vista 2029 Quarterback” (LT Vista 5319 PLD x Cezar Paladin Haia), classificado como “elite” e “Cezar Lunch 2003 Quantum” (Harms Lunch Money 5530 x Cezar 980 Firestill Jordana), classificado como “superior”, segundo e terceiro colocados, respectivamente.

Para o coordenador das provas, o analista da Embrapa Pecuária Sul, Roberto Collares, um dos destaques dessa edição foi a padronização dos touros participantes. “Anualmente estamos presenciando uma evolução nos animais que participam nas provas, especialmente nas questões relacionadas a conformação e padronização”. Além disso, Collares ressaltou que o Charolês é uma raça que se destaca pelo ganho de peso, o que se confirmou nas provas, além da facilidade do manejo dos animais.

De acordo com o presidente da ABCC, Cesar Adams Cezar, a realização das provas de desempenho são extremamente importantes para o melhoramento da raça como um todo, uma vez que são identificadas características genéticas de uma forma objetiva e imparcial. “A parceria com a Embrapa possibilita testarmos os animais sem a interferência de avaliações subjetivas e de ambiente. Por isso é possível identificar de forma mais concreta os animais que realmente são mais eficientes em diferentes características, dados que os produtores procuram para melhorar seus rebanhos”, disse.

Já o produtor Leandro Magro, da propriedade que levou as duas primeiras colocações na PAC, participar das provas possibilita reconhecimento e ganho de novos mercados para o criatório. “Com o destaque nas provas, os animais também são valorizados e elevados para outros patamares, principalmente para quem trabalha com comercialização de genética”.

A metodologia da PAC testa touros manejados em um mesmo ambiente com o objetivo de avaliar características como ganho diário de peso, área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea, entre outros. Na avaliação 80% são de dados objetivos e 20% características subjetivas como conformação, padrão racial e pelame, essas últimas aferidas por técnicos da associação.

Já o objetivo na PEA é identificar animais mais eficientes na conversão alimentar, ou seja, aqueles que precisam de menos alimentação para obter um maior ganho de peso. Uma novidade nesse ano foi a avaliação da emissão de metanos pelos touros que participaram das provas. Durante uma semana foram coletados dados sobre a emissão do gás, um dos responsáveis pelo aquecimento global, informações que estão sendo avaliadas e que serão divulgadas posteriormente.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Notícias

Cadeia de suínos lança parceria com varejo brasileiro para impulsionar as vendas da proteína de 1º a 17 de junho

A Semana Nacional da Carne Suína chega a sua 10ª edição ao lado de 27 bandeiras de varejo, que irão impulsionar as vendas da proteína, impactando 145 milhões de consumidores em todo o país.

Publicado em

em

Representando produtores, associações, frigoríficos e empresas do setor em todo o Brasil, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), lança no dia primeiro de junho, a décima edição da Semana Nacional da Carne Suína (SNCS), uma iniciativa consagrada no agronegócio brasileiro por estabelecer uma parceria de educação e engajamento, que leva as maiores e melhores redes de varejo do país a promoverem a carne suína, impactando consumidores e impulsionando as vendas e o consumo per capita, que já cresceu em 32% desde que a cadeia suinícola decidiu criar a estratégia para se comunicar com os consumidores brasileiros. Apenas no ano passado, a SNCS foi responsável por gerar 13 milhões de reais em vendas de carne suína no varejo nacional.

Este ano, ao lado dos 9 maiores grupos de varejo do país, a SNCS estará nas gôndolas de 27 bandeiras, que irão alcançar 145 milhões de consumidores em todas as regiões brasileiras com o tema “Festival de Oferta? Suíno na Certa”. O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica que a ABCS utilizou o gancho da economia e preço baixo para se comunicar com os consumidores que passam por um momento onde é necessário priorizar a compra de proteínas com maior custo-benefício, e também para auxiliar a cadeia produtiva que precisa escoar o excedente de produção para equilibrar o mercado interno. “A nossa estratégia é democrática, assim como a nossa proteína. Consumidores, varejistas e a cadeia de suínos irão se beneficiar da SNCS, que está sendo antecipada para o período de junho justamente para atender a essa necessidade. Ampliamos o nosso alcance, levamos a SNCS para novas redes de varejo, treinamos os times de colaboradores e com o auxílio de todos os agentes envolvidos, estamos preparados para alavancar as vendas da proteína suína de norte a sul do Brasil”, conclui.

O lançamento acontecerá no dia 1 de junho, às 16:30 na Casa Bisutti em São Paulo, e contará com a presença do Ministro da Agricultura, Marcos Montes, de lideranças da suinocultura nacional e também dos diretores comerciais do Pão de Açúcar, Mercado Extra, Compre Bem, Oba Hortifruti, Carrefour, Hortifruti, Natural da Terra, Big, Big Bompreço, Super Bompreço, Nacional, Dia Supermercados, Prezunic, Super Nosso, Apoio Mineiro e da Companhia Sulamericana de Distribuição. O evento também será transmitido ao vivo pelo YouTube e poderá ser acessado neste link: sncs2022.link/lancamento

Fonte: ABCS
Continue Lendo

Colunistas Opinião

ICMS dos combustíveis de 29% para 17%: uma luz

É preciso criar políticas públicas que sejam assertivas para reduzir a inflação no país e diminuir os gastos dos brasileiros com itens essenciais.

Publicado em

em

Giuliano De Luca/OP Rural

O preço dos combustíveis tem sido um dos maiores vilões do brasileiro há um bom tempo. Os aumentos sucessivos registrados nos postos tornou a ação de encher o tanque praticamente uma ostentação. Pior que isso, a inflação dos combustíveis tem um efeito cascata, que desemboca nos alimentos, roupas, equipamentos, em tudo o que a sociedade consome, degradando a renda do brasileiro como fungo no pão velho.

Não resta dúvidas que os combustíveis são essenciais para viver em sociedade, assim como a energia elétrica, o gás natural, comunicações e transporte coletivo. São coisas básicas que fazem parte da natureza da vida em sociedade. Sem esses bens, praticamente nada do que se faz hoje existiria.

Mas, para a legislação brasileira, até agora, esses bens são considerados supérfluos. Ou seja: dispensáveis, desnecessários, entre outros sinônimos. No entanto, uma luz.

A Câmara dos Deputados aprovou, e agora segue para o Senado, o projeto que torna esses itens essenciais e necessários, impedindo que Estados cobrem taxa superior à alíquota geral do ICMS, que varia entre 17% e 18%. Ou seja, teórica e tecnicamente, caso aprovado e sancionado, o brasileiro vai começar a pagar menos impostos nesses itens essenciais.

No Paraná, para se ter uma ideia, o ICMS sobre os combustíveis é de 29%. Cairia pelo menos em 11%, o que reduziria substancialmente o preço pago na bomba do posto. Além disso, o projeto pode reduzir os gastos na hora de cozinhar, tomar um banho quente ou até mesmo fazer uma viagem de avião.

O projeto é uma iniciativa do governo federal e seus aliados para tentar reduzir a inflação no Brasil, além, é claro, de colaborar com as famílias brasileiras, reduzindo o peso dessas contas básicas no salário do mês.

Muitos vão dizer que o projeto é uma manobra para garantir a reeleição do presidente Jair Bolsonaro, outros vão dizer que o problema do preço dos combustíveis é a política de preços da Petrobras, que segue o mercado internacional, ao invés de cobrar pelo que gasta para extrair mais algum lucro. E essas pessoas até podem ter razão.

Mas o fato é que reduzir o preço dos combustíveis e da energia elétrica são uma necessidade extrema e urgente para o Brasil. Esses dois itens têm elevado a inflação vertiginosamente nos últimos meses. É preciso criar políticas públicas que sejam assertivas para reduzir a inflação no país e diminuir os gastos dos brasileiros com itens essenciais, como alimentos, combustíveis e energia elétrica.

O cenário está longe do ideal, mas é importante comemorar cada avanço que o Brasil dá para tentar sair desse atoleiro. É muito complexo sair de uma situação de inflação, de preços nas alturas, mas parado não dá pra ficar.

A sociedade brasileira tem que comemorar cada avanço (ainda não foi sancionado), mas especialmente cobrar ainda mais atitudes em prol da sociedade. É preciso agir, com pulso firme e coerência, para equilibrar precisamente a arrecadação dos governos e a renda da população brasileira.

Fonte: Por Giuliano De Luca, editor do Jornal O Presente Rural
Continue Lendo
SIAVS 2022

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.