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Nova rede aposta em capacitação técnica para impulsionar aquicultura sustentável no Brasil

Iniciativa coordenada pela Embrapa Pesca e Aquicultura prevê treinamentos, webinários e implantação de Unidades Demonstrativas.

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Foto: Jefferson Christofoletti

A criação da Rede de Extensão e Inovação Aquícola (Reaqua) tem como principal proposta organizar e ampliar a transferência de tecnologias em aquicultura desenvolvidas pela Embrapa e por instituições parceiras. A iniciativa prioriza o atendimento a técnicos da extensão rural, que inicialmente participarão de capacitações e, em uma etapa posterior, devem atuar na implantação de Unidades Demonstrativas. A rede também busca incentivar o aumento da produção aquícola no Brasil, com ênfase em práticas sustentáveis, principalmente no aspecto ambiental.

O trabalho é coordenado pela zootecnista Marcela Mataveli, que atua na área de transferência de tecnologia da Embrapa Pesca e Aquicultura. Segundo ela, a rede está em fase de estruturação, com avanços na articulação entre instituições e na definição das diretrizes de funcionamento. Entre as ações previstas estão atividades contínuas de atualização tecnológica voltadas às cadeias produtivas do tambaqui, da tilápia e do camarão, com realização de webinários, seminários técnicos e formações híbridas destinadas principalmente aos agentes de extensão rural em todo o país.

Atualmente, a rede reúne instituições de 13 estados, incluindo o Itaipu Parquetec, e há expectativa de ampliação, principalmente com a inclusão de parceiros da região Nordeste, considerada estratégica para a aquicultura nacional. Conforme Marcela, a participação das instituições parceiras tem sido positiva, mas o fortalecimento do engajamento contínuo segue como prioridade para ampliar o compartilhamento de conteúdos técnicos, resultados de pesquisa e integração entre projetos.

Entre os benefícios previstos, a Reaqua deve oferecer aos técnicos acesso permanente a tecnologias validadas e informações atualizadas sobre as principais cadeias aquícolas. A rede também pretende estimular a troca de experiências entre extensionistas, pesquisadores, universidades e outras instituições, facilitando o contato com pesquisas e tecnologias emergentes antes mesmo de chegarem aos produtores.

Outro ponto destacado é a implantação das Unidades Demonstrativas, que deverão permitir a aplicação prática das tecnologias em condições reais de produção. A proposta é contribuir para o aumento da produtividade e redução dos impactos ambientais, fortalecendo o trabalho de orientação técnica no campo.

Os aquicultores também devem ser beneficiados, já que a rede pretende acelerar a chegada de tecnologias adaptadas às diferentes realidades regionais. Entre os temas que deverão ser trabalhados com os produtores estão manejo produtivo, nutrição, sanidade, qualidade da água e adoção de sistemas sustentáveis. A expectativa é que isso resulte em maior produtividade, uso mais eficiente de insumos, redução de custos e menor impacto ambiental.

A primeira atividade da Reaqua será um webinário, previsto para março, com foco no cultivo multitrófico. O tema foi definido de forma participativa entre os integrantes da rede.

Fonte: Assessoria Embrapa Pesca e Aquicultura

Peixes

Operação contra pesca predatória recolhe petrechos irregulares no Paraná

Agentes do IAT abordaram 150 embarcações em cinco municípios do Noroeste após o término da Piracema.

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Fotos: IAT

O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), divulgou nesta terça-feira (10) o balanço da primeira operação de fiscalização contra a pesca predatória realizada após o período de Piracema. Agentes do órgão ambiental abordaram 150 barcos pesqueiros, entre os dias 28 de fevereiro e 3 de março, ao longo dos rios Paraná e Ivaí, nos municípios de Altônia, São Jorge do Patrocínio, Querência do Norte, Alto Paraíso (Porto Figueira) e Icaraíma (Porto Camargo), no Noroeste do Paraná.

Durante as ações de orientação, os técnicos recolheram diversos equipamentos de pesca irregulares, como 323 metros de redes, 1.200 metros de cordas com anzóis, 60 galões usados para ceva (técnica de jogar alimentos na água para atrair os peixes) e oito covos para captura de iscas. Não houve multa porque os responsáveis não foram identificados.

Desenvolvida por oito agentes do escritório regional de Umuarama do IAT, a força-tarefa abordou 80 barcos na água e 70 em rampas e estradas, buscando coibir a prática em locais proibidos e o uso de equipamentos irregulares, com base na Portaria IAT nº 223/2025.

“Foi uma operação bastante significativa por causa do volume de embarcações abordadas, um trabalho exaustivo dos nossos técnicos. Conseguimos pegar alguns petrechos irregulares, mas sem a emissão de multas, já que os equipamentos foram encontrados na água, sem identificação dos proprietários”, explica o chefe do escritório regional do IAT em Umuarama, Luis Carlos Borges Cardoso.

Piracema

Período de restrição à pesca de espécies nativas para preservar a reprodução dos peixes, a Piracema ocorreu entre 1º de novembro do ano passado e 28 de fevereiro. Foram seis forças-tarefas organizadas pelo IAT neste intervalo, com apreensão de 222 quilos de peixe, emissão de 20 Autos de Infração Ambiental (AIA) e aplicação de R$ 169.262,00 em multas.

Como ajudar

A denúncia é a melhor forma de contribuir para minimizar cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna. O principal canal do Batalhão Ambiental é o Disque-Denúncia 181, o qual possibilita que seja feita uma análise e verificação in loco de todas as informações recebidas do cidadão.

No IAT, a denúncia deve ser registrada junto ao serviço de Ouvidoria, disponível no Fale Conosco, ou nos escritórios regionais. É importante informar a localização e os acontecimentos de forma objetiva e precisa. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem realizar o atendimento.

Fonte: AEN-PR
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Peixes

Espécies nativas impulsionam crescimento da piscicultura maranhense

Produção de 42,7 mil toneladas mostra força do setor, que também inclui tilápia e outras espécies.

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Foto: Siglia Souza

O Maranhão se consolidou como um dos principais protagonistas da piscicultura no Nordeste, destacando-se pela extensa área dedicada à produção em viveiros escavados, modelo tradicional e eficiente na região. De acordo com dados do Anuário de Piscicultura Brasileiro PeixeBR 2026, o estado produziu cerca de 59.600 toneladas de peixes em 2025, das quais 90% foram cultivadas em tanques escavados, reforçando a relevância dessa técnica para a produção local.

O município de Matinha lidera o ranking estadual, com 982 hectares de viveiros, seguido por Bom Jardim (872 hectares), Vitorino Freire (638 hectares), Arari (533 hectares) e Bom Lugar (480 hectares), mostrando a distribuição do cultivo em diferentes regiões do estado.

A produção maranhense concentra-se principalmente em espécies nativas, que totalizam 42.700 toneladas, mas também inclui tilápia (5.800 toneladas) e outras espécies cultivadas (11.100 toneladas), refletindo a diversidade e a adaptação dos produtores às demandas de mercado. O crescimento do setor vem acompanhado de investimentos em infraestrutura de viveiros, manejo técnico e programas de regularização ambiental, medidas que proporcionam maior segurança jurídica e produtiva aos piscicultores e contribuem para a sustentabilidade do segmento.

Além disso, especialistas destacam que o fortalecimento da piscicultura no Maranhão representa uma oportunidade para geração de emprego e renda em áreas rurais, consolidando o estado como referência regional no setor.

Fonte: O Presente Rural
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Peixes

Piscicultura de Minas Gerais cresce 6,46% em 2025

Volume produzido chega a 77,5 mil toneladas em 2025, com crescimento sustentado pela tilápia, que responde por quase 95% da produção.

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Foto: Jaelson Lucas

A piscicultura de Minas Gerais segue em expansão, impulsionada pela entrada de grandes empresas que também atuam em outros segmentos da proteína animal. Em 2025, a produção estadual alcançou 77,5 mil toneladas de peixes de cultivo, volume 6,46% superior ao registrado em 2024, de acordo com dados do Anuário de Piscicultura Brasileiro PeixeBR 2026.

A tilápia continua sendo a principal espécie produzida no estado e responde por quase 95% do total. No último ano, a produção da espécie chegou a 73,5 mil toneladas, avanço de 6,98% em relação ao ano anterior.

Foto: Shutterstock

O levantamento também indica que produtores que investiram em sanidade e saúde animal obtiveram melhores resultados produtivos e financeiros, o que tem permitido a retomada de investimentos em modernização das estruturas de produção.

Entre os desafios para o fortalecimento da atividade em Minas Gerais estão a padronização do produto e a necessidade de regularização das unidades de beneficiamento, medidas consideradas importantes para garantir maior organização do setor e evitar fraudes.

No estado, Morada Nova de Minas lidera a área de produção em viveiros escavados, com 179 hectares, seguida por Esmeraldas (177 ha), Ouro Fino (149 ha), Juiz de Fora (143 ha) e Muriaé (137 ha). Já na produção em tanques-rede, Morada Nova de Minas também ocupa a primeira posição, com 6.518 unidades, à frente de Alfenas (1.612), Felixlândia (1.458), Carmo do Rio Claro (1.451) e Pimenta (1.158).

Além da tilápia, a piscicultura mineira registra produção de espécies nativas (2,1 mil toneladas) e de outras espécies, como carpa, truta e pangasius (1,9 mil toneladas).

Fonte: O Presente Rural com informações Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026
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