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Nova plataforma utiliza mais de 200 variáveis climáticas para apoiar decisões na pecuária

Ferramenta desenvolvida para produtores monitora riscos sanitários, reprodutivos e nutricionais com base nas características de cada propriedade.

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Fotos: Shutterstock

Uma nova plataforma de inteligência climática voltada à pecuária promete ampliar a capacidade de produtores rurais de antecipar riscos e tomar decisões de manejo com base em dados ambientais. A ferramenta utiliza mais de 200 variáveis climáticas e geoespaciais para gerar alertas específicos sobre condições que podem afetar a produção animal.

CEO da VortixGeo, Renato Aboud

Desenvolvida pela VortixGeo, empresa especializada em inteligência climática e geoespacial, a plataforma reúne informações ambientais e dados de cada propriedade para produzir recomendações direcionadas aos sistemas produtivos. Segundo o CEO da empresa, Renato Aboud, o conjunto de variáveis analisadas permite identificar cenários que influenciam diretamente o desempenho dos rebanhos.

O sistema foi estruturado em cinco eixos: bem-estar animal, sanidade, nutrição, reprodução, manejo e gestão de risco. Em cada um deles, são monitorados indicadores capazes de orientar a tomada de decisão do produtor.

Na área de sanidade, por exemplo, a plataforma acompanha condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento de carrapatos, considerando fatores como a temperatura adequada para a eclosão dos ovos do parasita. Na reprodução, os alertas indicam períodos mais favoráveis para a cobertura dos animais, levando em conta as condições específicas de cada propriedade.

As análises são personalizadas a partir das informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR), permitindo que os alertas sejam gerados conforme as características locais de cada fazenda, em vez de utilizar apenas dados regionais.
De acordo com o coordenador do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPro), professor Júlio Barcellos, a plataforma estará disponível para testes no site da instituição.

A proposta é incorporar informações climáticas ao planejamento da atividade pecuária, oferecendo suporte para decisões relacionadas à prevenção de riscos sanitários, manejo do rebanho, eficiência produtiva e gestão da propriedade.

Essa versão elimina completamente o contexto do evento e transforma a plataforma em protagonista da reportagem, com abordagem mais próxima do padrão editorial de veículos especializados em agronegócio.

Fonte: O Presente Rural

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Exportações de carne bovina somam US$ 9,85 bilhões no primeiro semestre

Volume embarcado cresceu 15,5% na comparação anual e estabeleceu novo recorde para o período.

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Foto: Shutterstock

As exportações brasileiras de carne bovina atingiram recorde no primeiro semestre de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o país embarcou 1,705 milhão de toneladas entre janeiro e junho, volume 15,5% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Foto: Arquivo Embrapa

A receita também alcançou o maior patamar da série para o período, somando US$ 9,85 bilhões, alta de 36,2% em comparação aos US$ 7,24 bilhões obtidos no primeiro semestre do ano passado. A média mensal de embarques foi de aproximadamente 284 mil toneladas.

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira no semestre, com a compra de 794,7 mil toneladas, que renderam US$ 4,87 bilhões. Na comparação anual, houve crescimento de 24% em volume e de 49,4% em receita.

Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com 205 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 1,35 bilhão, enquanto o Chile importou 70,7 mil toneladas, movimentando US$ 420,2 milhões. A Rússia adquiriu 62,2 mil toneladas, com faturamento de US$ 284,1 milhões. Já a União Europeia importou 51,2 mil toneladas, gerando receita de US$ 452,3 milhões e figurando como o terceiro principal destino em valor no semestre.

Em junho, o Brasil exportou 317,3 mil toneladas de carne bovina, volume 16,6% superior ao do mesmo mês de 2025. A receita alcançou US$ 1,975 bilhão, avanço de 38,1% na comparação anual.

A carne bovina in natura respondeu por 279,7 mil toneladas, o equivalente a 88,1% do volume embarcado, e gerou US$ 1,83 bilhão, representando 92,6% da receita do mês. As carnes industrializadas somaram 8,5 mil toneladas e US$ 74 milhões, enquanto os miúdos alcançaram 20,1 mil toneladas e US$ 46,3 milhões. Também foram exportadas gorduras, tripas e carnes salgadas.

A China manteve a liderança entre os compradores em junho, com importações de 161,9 mil toneladas e receita de US$ 1,08 bilhão. Os Estados Unidos ficaram na segunda posição, com 26,4 mil toneladas e US$ 192,9 milhões, seguidos pelo Chile, que importou 12,9 mil toneladas e movimentou US$ 81,7 milhões. O México apareceu em quarto lugar, com 11,8 mil toneladas e receita de US$ 74 milhões.

Também figuraram entre os principais destinos do mês Indonésia, Hong Kong, Arábia Saudita, União Europeia, Rússia e Filipinas. Em receita, a União Europeia ocupou a quarta colocação, atrás apenas de China, Estados Unidos e Chile.

Segundo a Abiec, o desempenho de junho estabeleceu um novo recorde mensal para as exportações brasileiras de carne bovina, superando os resultados registrados em maio tanto em volume quanto em receita.

Fonte: Assessoria ABIEC
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Assistência técnica transforma produção de leite e amplia eficiência de propriedade em Santa Catarina

Com planejamento, manejo e gestão profissional, família Hartmann elevou produção mensal de seis mil para até 20 mil litros sem aumentar o número de animais.

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Casal Jonas e Eloide Hartmann, da cidade catarinense de Seara, comemoram o aumento da produtividade e a melhora de vida - Foto: Sara Bellaver/MB Comunicação

A pecuária leiteira catarinense mantém uma trajetória de fortalecimento baseada em tecnologia, profissionalização e busca constante por eficiência. Presente principalmente em pequenas e médias propriedades rurais, a atividade tem papel estratégico na economia do Estado, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

O desempenho do setor, porém, ocorre em meio a desafios relacionados ao mercado, aos custos de produção e à necessidade de aprimorar continuamente os sistemas produtivos. Mesmo diante desse cenário, produtores catarinenses têm investido em gestão, genética, nutrição animal e assistência técnica para aumentar a produtividade e garantir a sustentabilidade da atividade.

A relevância da cadeia leiteira ganhou destaque em junho, período marcado por duas datas voltadas à valorização do produto: o Dia Mundial do Leite, celebrado em 1º de junho, e o Dia Internacional do Leite, em 24 de junho. As iniciativas reforçaram a importância dos produtores e abriram espaço para discussões sobre os avanços e desafios de uma das principais cadeias do agronegócio.

Santa Catarina mantém posição de destaque nacional

Jean, Jonas e Eloide ampliaram a produção de leite com ajuda da ATeG – Foto: Sara Bellaver/MB Comunicação

Segundo dados do Boletim Agropecuário da Epagri/Cepa, a produção brasileira de leite alcançou 27,51 bilhões de litros em 2025, crescimento de 8,4% em comparação com o ano anterior. O resultado representa uma recuperação mais consistente da oferta nacional após um período de expansão mais moderada.

Santa Catarina acompanhou esse movimento e manteve posição de destaque no cenário nacional. O Estado ocupa a quarta colocação no ranking brasileiro, com produção de 3,5 bilhões de litros em 2025, alta de 6,4% em relação a 2024 e participação próxima de 13% do volume nacional. Minas Gerais lidera a produção, seguido por Paraná e Rio Grande do Sul.

Além da relevância produtiva, a atividade leiteira tem forte impacto social. A cadeia envolve milhares de famílias no campo e movimenta uma ampla rede de serviços, incluindo indústria, transporte, comércio, assistência técnica e fornecedores de insumos.

Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, o avanço da atividade está relacionado à combinação entre dedicação dos produtores e adoção de ferramentas que qualificam a produção. “Esse processo envolve investimentos em tecnologia, melhoramento genético, alimentação adequada, sanidade animal e gestão profissional das propriedades. A Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Sistema Faesc/Senar, em parceria com os Sindicatos Rurais, tem contribuído para transformar a realidade das propriedades, elevar o nível de gestão, ampliar o uso de tecnologia e melhorar a produtividade”, destaca.

Gestão muda realidade de propriedade no Oeste catarinense

No município de Seara, no Oeste de Santa Catarina, a família Hartmann é um exemplo de como o acompanhamento técnico pode modificar os resultados de uma propriedade leiteira.

Família Hartmann com técnicos do Sistema Faesc/Senar/SC – Foto: Sara Bellaver/MB Comunicação

Na Linha Ariranhazinha, Jonas Gustavo Hartmann conduz a atividade ao lado da esposa, Eloide, do irmão Jean e dos pais, Egon e Secy. A propriedade possui 36 animais no plantel leiteiro e também trabalha com ovinocultura como alternativa de renda.

A entrada da família no programa ATeG Leite ocorreu após uma experiência positiva na ATeG Ovinocultura de Corte. Os resultados obtidos nessa atividade motivaram os produtores a buscar o mesmo acompanhamento para a produção de leite. “Em uma visita técnica, o supervisor perguntou o que gostaríamos de melhorar. Falamos que queríamos essa mudança também na atividade leiteira, como já havia acontecido com os ovinos. Ele orientou a procurar o Sindicato Rural de Seara e fazer a inscrição em uma turma”, relata Jonas.

Antes do acompanhamento, a família enfrentava dificuldades principalmente relacionadas ao planejamento da atividade, nutrição dos animais, sanidade e organização do manejo. Com a orientação técnica, as mudanças começaram pela estruturação da rotina produtiva, divisão das pastagens, acompanhamento da produção e ajustes na alimentação do rebanho.

Produção triplica com mesmo número de animais

A evolução dos indicadores foi um dos principais resultados alcançados pela propriedade. Antes da implantação das melhorias, a produção mensal era de aproximadamente seis mil litros de leite. Com a aplicação das orientações técnicas, o volume aumentou gradativamente para 14 mil, 16 mil e chegou a 18 mil litros em meses consecutivos. Em determinado período, a propriedade alcançou 20 mil litros mensais.

O crescimento ocorreu sem ampliação do número de animais. “Não aumentamos o plantel. Apenas colocamos em prática, mês a mês, aquilo que o técnico nos orientava. Com o mesmo número de animais, conseguimos melhorar muito a produção”, afirma Eloide.

Entre as medidas adotadas estiveram a adequação da dieta do rebanho, instalação de bebedouros próximos à sala de ordenha, divisão das áreas de pastagem em piquetes e melhoria no manejo de entrada dos animais.

Além dos avanços produtivos, a família também passou a controlar melhor a parte financeira da atividade. O acompanhamento dos custos permitiu maior clareza sobre receitas e despesas, facilitando o planejamento dos investimentos. “Hoje conseguimos acompanhar melhor os custos, saber o que entra e o que sai. Antes não tínhamos essa visão. Agora conseguimos entender melhor a propriedade e planejar o mês seguinte”, explica Jonas.

Com a organização financeira, a família conseguiu equilibrar as contas, formar reserva e investir com mais segurança. Entre os próximos objetivos estão melhorias genéticas no rebanho e a conclusão de estruturas voltadas ao conforto animal, como sombreamento e ampliação dos pontos de água.

Conhecimento técnico impulsiona resultados

O técnico de campo responsável pelo acompanhamento da propriedade, Cleverson Percio, destaca que os resultados foram consequência da aplicação das recomendações e do comprometimento da família. “Todas as orientações foram elaboradas e executadas com critérios técnicos. Tudo teve base técnica e, com as ações realizadas pela família, tivemos sucesso. Chegamos ao objetivo e fomos além do que esperávamos”, avalia.

Para o supervisor técnico da ATeG, Fernando da Silveira, o caso demonstra a importância da união entre assistência técnica, capacitação e gestão para fortalecer a atividade leiteira. “A produção de leite ganha força quando conhecimento técnico e gestão caminham juntos. Ao profissionalizar a propriedade, o produtor amplia sua eficiência, melhora os resultados e constrói uma atividade mais rentável e sustentável”, afirma.

O presidente do Sindicato Rural de Seara, Valdemar Zanluchi, ressalta que o desempenho da família Hartmann representa o impacto da organização e do acesso ao conhecimento no campo. “Esse é um dos grandes casos de sucesso da nossa região. Temos orgulho dos resultados alcançados pela família e do impacto positivo que a ATeG tem proporcionado às propriedades rurais”, destaca.

Fonte: O Presente Rural
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Arrecadação da pecuária cresce 4,7% e chega a R$ 744,9 milhões em Mato Grosso

Resultado reflete o desempenho da cadeia da bovinocultura, que reúne produção, indústria frigorífica, logística e exportações e respondeu por 2,89% de toda a arrecadação estadual de ICMS em 2025.

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Foto: Divulgação/Imac

A cadeia da pecuária bovina de Mato Grosso arrecadou R$ 744,9 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 2025, alta de 4,7% em relação aos R$ 711,5 milhões registrados no ano anterior. Os dados são do Observatório de Mato Grosso, do Sistema Fiemt.

O resultado reflete a participação da bovinocultura na economia estadual, reunindo atividades que vão da criação de bovinos ao processamento da carne, além de segmentos como transporte, comércio, prestação de serviços e fornecimento de insumos.

Foto: Shutterstock

Em 2025, a cadeia pecuária respondeu por 2,89% de toda a arrecadação estadual de ICMS. Os frigoríficos bovinos lideraram o recolhimento de tributos, com R$ 363,36 milhões, enquanto a criação de bovinos de corte contribuiu com R$ 108,61 milhões.

Na comparação com 2024, a arrecadação total da cadeia aumentou R$ 33,46 milhões. Apenas a atividade de criação de bovinos de corte ampliou o recolhimento de ICMS de R$ 100,06 milhões para R$ 108,61 milhões, crescimento de 8,5%.

Maior rebanho bovino do país, Mato Grosso também ocupa posição de destaque nas exportações brasileiras de carne bovina, abastecendo o mercado interno e mais de 90 países. A atividade tem impacto direto sobre a geração de empregos, a movimentação da indústria frigorífica, a logística e a arrecadação tributária do estado.

Segundo o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, os números demonstram a importância da bovinocultura para além da produção nas fazendas. “Quando a pecuária cresce, toda a economia cresce junto. Estamos falando de uma cadeia que movimenta centenas de municípios, gera milhares de empregos, impulsiona a indústria, fortalece a logística, amplia as exportações e contribui diretamente para a arrecadação de impostos. Esses quase R$ 745 milhões em ICMS mostram que a bovinocultura não é importante apenas para o agronegócio, mas para toda a sociedade mato-grossense”, afirma.

Fonte: Assessoria Imac
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