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Nova legislação traz desafios para a inspeção de produtos de origem animal

Simvet/RS debateu com médicos veterinários e representantes do Ministério da Agricultura e Secretaria Estadual da Agricultura na Expoleite/Fenasul

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O Sindicato dos Médicos Veterinários no Estado do Rio Grande do Sul (Simvet/RS) promoveu na manhã desta sexta-feira, 18 de maio, debate referente à Lei nº 15.027/2017 que trata sobre a fiscalização e a inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal no Estado. O encontro “Modernização da Inspeção dos Produtos de Origem Animal” foi mediado pela presidente do Simvet/RS, Angélica Zollin, que destacou que o tema tem sido alvo de muitos questionamentos. O evento integrou a programação da Expoleite/Fenasul, que segue até 20 de maio no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

Desde 1º de janeiro de 2018 novas regras e diretrizes sobre segurança alimentar entraram em vigor no Estado. A atualização da legislação passou a determinar, por exemplo, que o trabalho de fiscalização deve ser realizado por técnicos agropecuários do serviço público e as inspeções por médicos veterinários habilitados. “As mudanças realizadas na Lei seguem os moldes de outros Estados e países”, afirmou Antônio Aguiar, diretor da Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul (Seapi), um dos palestrantes.

De acordo com Aguiar, a inserção dos médicos veterinários no sistema de inspeção se dará de duas formas.  A primeira se refere aos profissionais que já desenvolvem este tipo de trabalho de forma terceirizada e que poderão continuar atuando se comprovarem o mínimo de 600 horas por meio de certificados (SIF, Dipoa ou SIM). Entretanto terão que fazer um estágio de 40 horas em um frigorífico, assistidos por um fiscal estadual, e se aprovados, terão prazo de um ano para realizar um curso teórico sobre inspeção.

A outra forma de ingresso no sistema de inspeção é a capacitação técnica, que será pré-requisito antes do estágio. Atualmente, o Simvet/RS participa de edital público para ministrar o curso teórico exigido pelo governo do Estado para os profissionais.

Outro palestrante do evento, o médico veterinário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Leonardo Werlang, detalhou o Serviço de Inspeção Federal (SIF). Ele destacou que reformas e modernização de estrutura e atualização de marco regulatório estão sendo promovidas no setor assim como a orientação da inspeção de produtos de origem animal voltada para risco. “Hoje o serviço, através de um novo decreto, está verticalizado e passa por um momento de transição”, afirmou, destacando que um dos desafios é a aplicação da análise de risco que abre a possibilidade de modificar os procedimentos de inspeção conforme a necessidade e baseado em ciência.

Fonte: Assessoria

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Notícias Sanidade

Sementes não solicitadas continuam sendo enviadas à população

Todas as sementes recebidas são encaminhadas ao Ministério da Agricultura, que ainda está analisando a procedência e se há perigo quanto as sementes recebidas

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Divulgação/Adapar

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) de Marechal Cândido Rondon, PR, recebeu mais três embalagens contendo sementes não solicitadas da China. De acordo com o fiscal agropecuário da Adapar, Anderson Lemiska, no Brasil há normas nacionais e estaduais para a produção, embalagem, transporte e comércio de sementes e mudas as quais seguem rigoroso controle de qualidade para evitar a disseminação de doenças e pragas que podem afetar as principais culturas agrícolas do país.

O profissional explica que em caso de qualquer problema que ocorra, as sementes produzidas e comercializadas dentro da legalidade também permite os órgãos competentes rastrear a origem e conter rapidamente o problema.

“No entanto, essas sementes supostamente da China chegam até a população sem nenhuma identificação e junto com elas podem estar carregando diversas doenças e pragas que muitas vezes são invisíveis aos nossos olhos. Além disso, o recebimento e cultivo dessas sementes podem introduzir novas pragas ou doenças e causar risco tanto para a agricultura brasileira, quanto para a saúde pública, pois não há como certificar o que estas sementes trazem consigo”, diz. O fiscal adverte à população a não comprar ou receber esse tipo de semente.

Lemiska conta que a Adapar está recolhendo essas sementes e encaminhando para o Ministério da Agricultura analisar e dar a destinação final adequada e segura. “Nós parabenizamos as pessoas que estão entregando essas sementes desconhecidas. Em caso de dúvidas, a população pode entrar em contato com a Adapar mais próxima e entregar as sementes sendo mantido total sigilo das informações. A entrega das sementes desconhecidas é um ato de responsabilidade e apoio à agricultura brasileira”, afirma.

Todas as sementes recebidas são encaminhadas ao Ministério da Agricultura, que ainda está analisando a procedência e se há perigo quanto as sementes recebidas. O Ministério ressalta que ao entregar as sementes adquiridas ou recebidas de remetentes desconhecidos, o cidadão não estará sujeito a penalidades. O mesmo vale para cidadãos que porventura tenha efetuado o plantio. Também não é necessário a identificação no momento da entrega do material, porém é importante o relato se realizou a compra, se recebeu de remetente desconhecido ou se a remessa veio junto com outra compra realizada em site do exterior.

Fonte: O Presente Rural com informações da Adapar
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Notícias Mercado

Unidade de Concórdia da BRF é habilitada para exportar suínos ao Vietnã

Autorização foi publicada pelo Department of Animal Health, órgão das autoridades sanitárias do país do sudeste asiático

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Divulgação/Assessoria

A planta de Concórdia (SC) da BRF foi habilitada pelo Departamento de Saúde Animal do Vietnã (Department of Animal Health – DAH – em inglês) para exportar cortes de suínos para o país do sudeste asiático. A autorização foi publicada no site do DAH, órgão das autoridades sanitárias local. O adido agrícola da embaixada do Brasil em Hanoi, Tiago Charão de Oliveira, enviou o comunicado para o Ministério da Agricultura, que nos próximos dias deve publicar a habilitação da unidade catarinense nos sites oficiais do MAPA.

O vice-presidente de Relações Institucionais, Jurídico e Compliance da BRF, Bruno Ferla, afirma que essa habilitação tem importância estratégica por conta do mercado vietnamita, onde o consumo de proteína animal vem crescendo em maior ritmo entre os países da região. “O Vietnã é um país que tem atraído muitos investimentos de empresas, gerando aumento na renda per capita da população e, por consequência, maior consumo de produtos suínos”, destaca Ferla. “A BRF trabalha com prioridade nesse mercado, ampliando a presença da Companhia na Ásia e na preparação das plantas para futuras habilitações, a fim de atender às demandas crescentes.”

Com mais de seis mil colaboradores, a planta de Concórdia já exporta cortes de suínos para Hong Kong e Filipinas, no sudeste da Ásia, e para a África do Sul.

Fonte: Assessoria
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Notícias Pecuária

Preços médios de toda a cadeia renovam máximas reais em setembro

Demanda aquecida e baixa oferta de animais para abate seguem sustentando elevados patamares de toda cadeia pecuária

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Arquivo/OP Rural

Os valores médios de setembro do bezerro, do boi magro, do boi gordo e da carne renovaram os recordes reais das respectivas séries do Cepea. Segundo pesquisadores, a demanda aquecida, especialmente por parte do mercado externo, e a baixa oferta de animais para abate seguem sustentando os elevados patamares de toda a cadeia pecuária.

No geral, apesar de o preço médio do boi para abate ser recorde, o contexto atual não favorece quem faz a reposição, tendo em vista que o bezerro e o boi magro seguem igualmente negociados nos maiores patamares reais. No caso do pecuarista criador, a situação é semelhante, já que, mesmo com o animal desmamado em valor recorde, estes produtores estão tendo elevados desembolsos com a compra de insumos.

Além dos produtos importados encarecidos pelo dólar alto, os insumos de alimentação – como milho e farelo de soja – estão operando em preços patamares recordes nominais. Ressalta-se, neste caso, que o clima seco reforça a necessidade do uso de complementação, devido à piora nas condições das pastagens. Quanto à carne, o preço recorde da carcaça casada bovina alivia um pouco frigoríficos que trabalham apenas com o mercado interno.

Fonte: Cepea
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