Notícias Em Pato Branco
Nova indústria de soja da Cooperativa Tradição reforça verticalização da produção no Paraná
Empreendimento é um dos maiores investimentos do Estado no setor de processamento de grãos.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário das Cidades, Guto Silva, visitaram nesta quarta-feira (16) as obras de ampliação da Cooperativa Agropecuária Tradição (Coopertradição), em Pato Branco, na região Sudoeste. A visita aconteceu depois da inauguração da nova PRC-280, agora em concreto, e do lançamento do Contorno Noroeste da cidade, uma obra de cerca de R$ 140 milhões.
O investimento da Coopertradição foi anunciado em 2023 e as obras estão bem avançadas. A indústria de farelo e óleo de soja recebe R$ 700 milhões de investimentos. Serão gerados 400 empregos diretos e indiretos. O empreendimento conta com o apoio Estado por meio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que participa com R$ 34 milhões de financiamento, com recursos das linhas Prodecoop e PCA.
Hoje, apenas 20% da soja produzida no Sudoeste é industrializada. Com sua nova indústria, a Coopertradição, criada em 2009 e com 3 mil cooperados, possibilitará ampliar em 25% o beneficiamento do grão, o que elevará para mais de 40% o índice de industrialização na região.
A área total da nova indústria será de aproximadamente 600 mil metros quadrados, com capacidade produtiva prevista em 2 mil toneladas por dia, que pode chegar a 3,2 mil toneladas com a expansão do projeto. A capacidade estática de armazenamento é projetada em 190 mil toneladas de soja em dois armazéns, além de 60 mil toneladas de farelo. A indústria também contará com tecnologia 4.0, inteligência artificial, processos 100% automatizados, além de diversas iniciativas de sustentabilidade, como fonte de energia renovável.
“Essa é uma das maiores obras de industrialização de alimentos do Brasil, que vai potencializar ainda mais nossa vocação agropecuária, permitindo exportação com valor agregado e fortalecendo o Paraná como supermercado do mundo”, disse o governador Ratinho Junior.
Para o presidente da cooperativa, Julinho Tonus, a presença do chefe do Executivo reforça o alinhamento entre os setores público e cooperativista. “Receber o governador do Estado na nossa obra é uma valorização ao trabalho sério e comprometido que estamos desenvolvendo. É também uma oportunidade de mostrar o quanto o cooperativismo pode ser instrumento de desenvolvimento, agregando valor à cadeia produtiva, gerando renda com inovação e sustentabilidade”, afirmou.
A unidade industrial, que será uma dos mais tecnológicas do Estado nesta área, integra uma série de investimentos recentes no Estado no setor agroindustrial, a exemplo das esmagadoras de soja da C.Vale, em Palotina, e da Coamo, em Campo Mourão.

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Centro FAO/AIEA destaca uso de técnicas nucleares na agricultura
Painel na LARC39 apresentou iniciativas que vão do controle de pragas ao manejo sustentável do solo e da água.

O trabalho desenvolvido pelo Centro Conjunto FAO/AIEA de Técnicas Nucleares na Alimentação e Agricultura foi apresentado na última sexta-feira (06) durante um painel da Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe (LARC39). O centro, sediado em Viena, na Áustria, é resultado de uma parceria entre a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
O painel foi conduzido pela cientista Dongxin Feng, diretora do centro, que participa da conferência no Brasil. Segundo a pesquisadora, tecnologias nucleares aplicadas à agricultura têm contribuído para enfrentar desafios como a fome, a desnutrição, a sustentabilidade ambiental e a segurança dos alimentos.
O Centro FAO/AIEA reúne mais de 120 cientistas e trabalha no desenvolvimento e na disseminação de tecnologias nucleares e isotópicas voltadas à produção agrícola. As pesquisas buscam melhorar a produtividade das lavouras, controlar doenças e pragas, manejar solos e desenvolver culturas mais resistentes às mudanças climáticas.
Entre as aplicações dessas técnicas estão estudos sobre a absorção de nutrientes pelas plantas, o uso eficiente da água no solo, o rastreamento de fontes de poluição e o aprimoramento do manejo de fertilizantes.
As principais áreas de atuação do centro incluem o combate à fome e à desnutrição, o aumento da segurança alimentar por meio da irradiação de alimentos para ampliar a vida útil, o monitoramento de recursos naturais, melhorias na saúde e na reprodução animal e o controle de pragas agrícolas. Nesse último caso, é utilizada a técnica do inseto estéril, que consiste na criação de insetos em laboratório, esterilizados por radiação e liberados no campo para reduzir populações de pragas.
O centro coordena mais de 25 projetos de pesquisa por ano em todo o mundo, com a participação de mais de 400 instituições de pesquisa e estações experimentais. Além disso, apoia mais de 200 projetos de cooperação técnica nacionais e regionais voltados à transferência dessas tecnologias para países membros.
No Brasil, as ações são desenvolvidas principalmente por meio de cooperação técnica e redes de pesquisa com instituições nacionais. Entre os projetos está o controle da mosca-das-frutas com a técnica do inseto estéril, conduzido em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA/USP). Também há estudos voltados ao manejo da mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae), praga que pode afetar exportações agrícolas.
Outras iniciativas no país envolvem projetos de manejo sustentável de solos e fertilizantes, com o uso de isótopos estáveis para avaliar a eficiência de fertilizantes orgânicos e biofertilizantes, além de medir o uso de nitrogênio pelas plantas.
Pesquisadores brasileiros também participam de estudos voltados ao monitoramento de rios e aquíferos com o uso de isótopos naturais, contribuindo para a gestão de recursos hídricos. O país ainda integra o programa de cooperação técnica da AIEA, que inclui formação de especialistas, fortalecimento da infraestrutura científica e pesquisas sobre aplicações nucleares na agricultura e no meio ambiente, com participação de instituições como a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), universidades e centros de pesquisa.
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União Europeia aprova pré-listing para gelatina e colágeno do Brasil
Mecanismo simplifica a autorização de exportações e amplia acesso desses produtos ao mercado europeu.

Entre os dias 04 e 05 de março, representantes do Brasil e da União Europeia participaram, em Brasília, de uma reunião do Mecanismo Sanitário e Fitossanitário (SPS). Durante o encontro, foi aprovado o mecanismo de pré-listing para estabelecimentos brasileiros produtores de gelatina e colágeno.
Com a decisão, o processo de autorização para exportação desses produtos ao mercado europeu passa a ser simplificado. Utilizados em setores como alimentos, medicamentos e cosméticos, a gelatina e o colágeno passam a ter um caminho mais direto para acesso ao bloco. A aprovação do pré-listing também indica o reconhecimento, por parte da União Europeia, dos controles sanitários adotados pelo Brasil nessa área.
Pelo lado europeu, participaram representantes da Direção-Geral da Saúde e Segurança dos Alimentos (DG Santé) e da Direção-Geral do Comércio (DG Trade), ambas ligadas à Comissão Europeia.
Do lado brasileiro, estiveram presentes representantes da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) e da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), do Ministério da Agricultura e Pecuária, além de integrantes do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
A reunião faz parte do diálogo técnico mantido entre Brasil e União Europeia para tratar das regras sanitárias e fitossanitárias que regem o comércio de produtos agropecuários entre as duas partes.
O avanço ocorre em um momento de maior aproximação entre o Mercosul e a União Europeia, após a assinatura do acordo comercial entre os blocos, concluído depois de 26 anos de negociações.
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Brasil e países do Caribe avançam em diálogo sobre cooperação no agro
Encontro reuniu ministros da região e representantes do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura e tratou de tecnologia, comércio e segurança alimentar.




