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Nova IN aprimora diretrizes para vigilância da febre aftosa

Publicação trouxe alterações importantes para o setor suinícola

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Foto: O Presente Rural

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou na quarta-feira (15) a Instrução Normativa (IN) nº 48, de 14 de julho de 2020, que consolida o texto da antiga IN 44, de 7 de outubro de 2007, a qual estabelecia as diretrizes para a Erradicação e a Prevenção da Febre Aftosa no Brasil.

Entre as principais alterações trazidas pela IN, temos a autorização de emissão da GTA por Médico Veterinário habilitado pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO), em caso de suínos destinados para abate ou oriundos de Granjas de Reprodutores de Suídeos Certificados (GRSC), suscetíveis à febre aftosa, que estejam sendo transportados de uma região de condição sanitária inferior para um destino com condição sanitária superior.

Além disso, a movimentação de suínos em zona livre de febre aftosa com vacinação fica condicionada à comprovação da regularidade da vacinação contra febre aftosa em bovinos e bubalinos, caso estes últimos existam no estabelecimento rural de origem. Já no caso de exigido o isolamento de animais suscetíveis à febre aftosa, este poderá ser realizado no estabelecimento rural de origem ou de destino, mediante condições aprovadas pelo SVO.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, nossa missão é levar informação e as diretrizes legais para o aprimoramento de todo o setor suinícola. “Avanços normativos são importantes e a ABCS busca facilitar para que chegue de melhor forma aos nossos produtores e demais profissionais da cadeia suinícola” destaca Lopes.

Para Diretora Técnica da ABCS, Charli Ludtke, “o Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) está em constante evolução e as diferentes regiões seguem conquistando a mudança de status, assim como o Paraná (outubro de 2019), recentemente o Rio Grande do Sul e o Bloco I (abril de 2020), nas quais se proibiu a manutenção, comercialização e o uso de vacinas contra a febre aftosa.” A evolução do plano e as mudanças de status sanitários influenciam nas medidas que devem ser tomadas.

Para saber mais sobre o programa acesse na íntegra os links com as últimas atualizações:

Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA)

Instrução Normativa nº 36, que proíbe a manutenção, comercialização e o uso de vacinas contra a febre aftosa no Rio Grande do Sul e no Bloco I

Instrução Normativa Nº 47, que proíbe a manutenção, a comercialização e o uso de vacinas contra a febre aftosa no Estado do Paraná

Fonte: ABCS

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Agro brasileiro registra mais de 39 mil ataques cibernéticos em 2025

Levantamento aponta média superior a 3,2 mil tentativas por mês e identifica avanço de sondagens estratégicas antes de ataques como ransomware, ampliando o risco de paralisação de sistemas no campo.

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Foto: Shutterstock

Nesta quarta-feira (25) é celebrado o Dia do Agronegócio, setor que corresponde a cerca de 25% do PIB nacional. No entanto, a pujança do campo atrai um efeito colateral perigoso: o interesse crescente de grupos cibercriminosos. De acordo com o levantamento feito pela ISH Tecnologia, o setor encerrou 2025 com um total de 39.034 mil ataques cibernéticos registrados, mantendo uma média alarmante de mais de 3,2 mil tentativas de invasão por mês.

O relatório revela que os criminosos não estão apenas tentando entrar nos sistemas, mas realizando um trabalho meticuloso de inteligência. Observou-se uma concentração relevante de alertas nas fases iniciais do que a cibersegurança chama de Cyber Kill Chain, o roteiro percorrido pelo hacker desde o primeiro contato até a execução do roubo. Esse cenário evidencia uma intensa atividade de reconhecimento e tentativas de exploração, onde o atacante estuda as defesas do produtor antes de desferir o golpe final.

Cerco nas fronteiras digitais do campo

Diretor de Inteligência de Ameaças da ISH Tecnologia, Hugo Santos: “Investimento em monitoramento de rede 24×7 e a conscientização dos colaboradores sobre esses estágios iniciais de sondagem são hoje elementos tão fundamentais”- Foto: Divulgação

Eventos relacionados a ataques de negação de serviço (DDoS) na borda dos sistemas e a execução de scripts suspeitos indicam esforços consistentes de sondagem. De acordo com o diretor de Inteligência de Ameaças da ISH Tecnologia, Hugo Santos, os criminosos estão testando as fechaduras digitais do agronegócio de forma persistente. “Após essas tentativas iniciais, surgem indícios de evolução para etapas de execução e descoberta, com comportamentos associados ao mapeamento das redes internas e geração de alertas de alta severidade diretamente nos computadores e dispositivos de campo”, pontua.

Santos explica que o agronegócio brasileiro se tornou uma indústria de dados a céu aberto, onde um ataque de ransomware não apenas bloqueia computadores, mas pode paralisar sistemas de irrigação inteligentes ou descalibrar sensores de plantio. “A estratégia dos invasores hoje foca na progressão silenciosa. Ao detectar o ataque ainda nos estágios iniciais de sondagem, o produtor evita que o criminoso chegue à fase de criptografia de dados ou sequestro de maquinário, o que geraria prejuízos medidos em toneladas de grãos perdidos por hora de inatividade”, alerta Santos.

Urgência da detecção precoce

Essa vulnerabilidade é acentuada pelo desafio da última milha. Embora muitos produtores invistam pesado em biotecnologia, a maturidade digital em segurança ainda é desigual. O panorama de 2026 indica a necessidade urgente de fortalecer controles preventivos e mecanismos de detecção precoce.

Santos reforça que garantir a segurança digital no campo deixou de ser um custo de TI e passou a ser uma estratégia de sobrevivência logística.  “Investimento em monitoramento de rede 24×7 e a conscientização dos colaboradores sobre esses estágios iniciais de sondagem são hoje elementos tão fundamentais para a estabilidade do trabalho quanto o próprio seguro da safra”, enaltece.

Fonte: Assessoria ISH Tecnologia
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O custo bilionário da política tarifária de Trump

Decisão da Suprema Corte dos EUA desmonta a estratégia de tributação por decreto, abre passivo estimado em US$ 175 bilhões ao Tesouro e reprecifica risco fiscal, juros e fluxos globais de capital.

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Imagem criada por ChatGPT

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de invalidar grande parte das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump com base no Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) não apenas encerra um ciclo de protecionismo por decreto. Ela reabre uma fatura estimada em US$ 175 bilhões e desloca o debate do comércio para o coração do sistema fiscal e monetário americano.

Economista PhD em Finanças, Roberto Simioni: “A Corte removeu um risco de cauda relevante para a economia global, mas abriu um novo capítulo sobre os limites institucionais do protecionismo nos Estados Unidos” – Foto: Arquivo pessoal

No caso Learning Resources, Inc. vs. Trump, a Corte distinguiu o poder de regular o comércio do poder de tributar importações, reafirmando que tarifas são, em essência, impostos cuja competência é do Congresso. Para o economista PhD em Finanças, Roberto Simioni, trata-se de um divisor de águas institucional. “A decisão desarticula a tributação por decreto e restabelece a fronteira constitucional entre Executivo e Legislativo. Isso reduz o prêmio de risco institucional que vinha sendo precificado nos mercados”, salienta.

A leitura imediata do mercado foi positiva. Bolsas reagiram em alta, especialmente em setores cíclicos como varejo, tecnologia e indústria. Empresas que vinham operando com margens comprimidas pelas tarifas tendem a capturar ganhos extraordinários com a devolução dos valores pagos. “Para companhias do S&P 500, esse reembolso funciona como um fluxo de caixa não operacional massivo. Isso pode impulsionar recompras de ações e dividendos”, diz Simioni.

Do ponto de vista distributivo, porém, o efeito é assimétrico. Muitas empresas já haviam repassado os custos tarifários ao consumidor ao longo de 2025. Com a reversão judicial, parte relevante do benefício deve permanecer nos balanços corporativos. “O efeito deflacionário para o consumidor tende a ser marginal e defasado, sobretudo em mercados oligopolizados, onde há rigidez de preços para baixo”, observa o economista.

Foto: Shutterstock

Reembolso

O impacto mais delicado emerge no front fiscal. A devolução estimada de até US$ 175 bilhões aos importadores cria um passivo contingente imediato para o Tesouro americano. O modo como esses recursos serão financiados é central para o comportamento das taxas de juros.

Segundo Simioni, a drenagem da Treasury General Account (TGA) para honrar os reembolsos pode injetar reservas no sistema bancário. “Se houver redução do saldo da TGA, aumenta-se a liquidez bancária, o que pode pressionar as taxas de overnight e testar o corredor de juros do Federal Reserve em um ambiente de política monetária restritiva”, ressalta.

Alternativamente, se o Tesouro optar por emitir títulos de curto prazo, haverá realocação de liquidez do setor privado para os importadores.

Reação do mercado

No mercado de dívida, a reação foi mais cautelosa. Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos avançaram para a faixa de 4,10% a 4,25%, enquanto os papéis de 30 anos se aproximaram de 4,75%, refletindo a incorporação de risco fiscal adicional e incertezas sobre a recomposição de receitas. “Não é uma transação meramente contábil. É um choque de liquidez com implicações monetárias complexas”, resume Simioni.

No plano real da economia, a decisão elimina uma barreira relevante ao crescimento. Estudos apontavam que as tarifas reduziam o PIB

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americano em até 0,35% ao ano e elevavam preços em 1,3%, com custo estimado de US$ 1,8 mil por família. A retirada das tarifas tende a aliviar pressões inflacionárias e pode abrir espaço para cortes de 0,25 ponto percentual na taxa básica em duas ou três reuniões do Fed este ano, caso a desaceleração do PCE se confirme.

Ainda assim, a reversão não é isenta de efeitos colaterais. Investimentos realizados sob a proteção tarifária, sobretudo em substituição de importações, podem se tornar menos competitivos. “O empresário tolera risco, mas não tolera imprevisibilidade. E a mudança abrupta de regime pode transformar ativos recém-instaurados em capacidade ociosa”, afirma Simioni.

Ofensiva de Trump

A reação inicial da administração Trump foi sinalizar a utilização da Seção 122 do Trade Act de 1974 como alternativa legal. Mas esse instrumento impõe limites mais rígidos: tarifas de até 15% e duração máxima de 150 dias, salvo prorrogação pelo Congresso. “A Seção 122 estabelece um teto ao protecionismo. Ela reduz a distorção alocativa global e impede a consolidação de indústrias dependentes de proteção proibitiva”, avalia.

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Caso Brasil 

Para o Brasil, os canais de transmissão são predominantemente positivos no curto prazo. A retirada de barreiras discricionárias melhora termos de troca e favorece o fluxo de capitais para mercados emergentes. “Com menor incerteza global e possível enfraquecimento do dólar, o Brasil, que oferece juros reais elevados, tende a se beneficiar via câmbio e bolsa”, afirma Simioni.

Setores como siderurgia e manufaturados de maior valor agregado ganham competitividade relativa com a redução das tarifas globais. Além disso, a limitação do uso do IEEPA como instrumento de sanção comercial reduz o risco de medidas arbitrárias que afetem exportadores brasileiros, inclusive no setor de óleo e gás.

Há, contudo, nuances estratégicas. A normalização das relações comerciais entre EUA e China pode reduzir o prêmio obtido por commodities brasileiras em momentos de tensão bilateral. “Quando há guerra tarifária, o Brasil se beneficia de desvios de comércio, especialmente na agroindústria. Uma estabilização institucional pode diminuir esse prêmio”, pondera.

Balanço geral 

No balanço, a decisão da Suprema Corte encerra um ciclo de volatilidade induzida por discricionariedade executiva e recoloca o comércio americano sob um arcabouço mais previsível. Mas o custo da transição – fiscal, monetário e político – ainda está em formação. “A Corte removeu um risco de cauda relevante para a economia global, mas abriu um novo capítulo sobre os limites institucionais do protecionismo nos Estados Unidos”, sintetiza Simioni.

Fonte: O Presente Rural
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Estudo revela setor de R$ 2,72 trilhões que dita tendências de consumo, cultura e estilo de vida no Brasil

Pesquisa inédita mapeia a transformação do agronegócio em fenômeno cultural que influencia moda, entretenimento, mercado imobiliário e comportamento dos brasileiros.

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O agronegócio brasileiro atravessa uma revolução que transcende a produção rural e se consolida como uma das principais forças culturais, econômicas e de consumo do país. É o que revela o estudo Novo Agro, desenvolvido pela Estúdio Eixo, que traça uma fotografia inédita do setor que mais cresce no Brasil.

Com uma metodologia que combina desk research, análise semiótica, netnografia de mais de 100 mil comentários em redes sociais e

Foto: Shutterstock

entrevistas com especialistas dos setores de agro, tech, moda e música, a pesquisa revela como o agronegócio vem moldando novos estilos de vida, valores e práticas culturais pelo Brasil.

Responsável por R$ 2,72 trilhões, em torno de ⅓ do PIB brasileiro, e mais de 28 milhões de empregos, ou seja, 26% dos postos de trabalho do país, o agronegócio transformou cidades do interior em polos de desenvolvimento. Municípios como Sorriso (MT), São Desidério (BA) e Rio Verde (GO) lideram o ranking nacional de produção agrícola, enquanto Goiânia emerge como a Dubai brasileira o epicentro de luxo, com crescimento de 80% em lançamentos imobiliários de alto padrão e porta de entrada prioritária para grifes como Chanel, Tiffany e Christian Louboutin.

Por outro lado, Balneário Camboriú (SC) se consolida como a Riviera do Agro, destino preferencial da nova elite rural, com o metro quadrado mais valorizado do Brasil, em torno de R$ 14,3 mil e crescimento de 11,16% em 12 meses.

Do AgroRaiz ao AgroFuture

A pesquisa mapeia a evolução dos códigos culturais do agro a partir de três camadas complementares. Na base estão os códigos residuais, reunidos sob o conceito de AgroRaiz, que refletem valores fundadores como fé, família, centralidade do trabalho e uma masculinidade associada à rusticidade e à resistência no campo.

PhD em Comunicação, Política, Ciência de Dados, Lucas Reis: “O Novo Agro não pode ser tratado apenas como um segmento econômico, mas como um ecossistema cultural complexo, guiado por dados, símbolos e comportamentos” – Foto: Arquivo pessoal

Na sequência aparecem os códigos dominantes, classificados como AgroStyles, que incorporam vertentes como AgroTech, AgroPop e AgroLuxo, marcadas pela combinação entre tradição produtiva, adoção intensiva de tecnologia e uma estética cada vez mais cosmopolita.

Por fim, a camada emergente, denominada AgroFuture, aponta para novos direcionamentos simbólicos e estratégicos do setor, com destaque para a sustentabilidade orientada por soluções GreenTech e para o avanço do protagonismo feminino no campo, identificado como FeminAgro. “O agro brasileiro não é mais homogêneo. Existem múltiplas identidades do produtor tech que pilota drones ao vaqueiro pop que mescla botas texanas com grifes internacionais. É um remix cultural que combina raízes locais com referências globais”, destaca o estudo.

Para o PhD em Comunicação, Política, Ciência de Dados, Lucas Reis, entender essa transformação é decisivo para marcas que desejam atuar de forma relevante nesse universo. “O Novo Agro não pode ser tratado apenas como um segmento econômico, mas como um ecossistema cultural complexo, guiado por dados, símbolos e comportamentos. Quando analisamos consumo, mídia e performance, fica claro que as marcas que prosperam são aquelas que traduzem esses códigos em estratégias consistentes de comunicação, experiência, relacionamento e não em ações pontuais”, afirma.

Cadeia multibilionária conecta lifestyle e entretenimento

O chamado Novo Agro impulsiona uma cadeia multibilionária que ultrapassa a produção rural e se consolida como força estruturante de

Foto: Divulgação/Agrishow

lifestyle e entretenimento no país. A música sertaneja é um dos principais vetores desse movimento: sete em cada 10 brasileiros consomem o gênero e nove dos 10 álbuns mais ouvidos no Brasil são sertanejos, evidenciando a centralidade cultural do universo agro na indústria fonográfica.

Os rodeios também refletem essa potência econômica e simbólica. São mais de mil eventos por ano, movimentando cerca de R$ 9 bilhões e reunindo aproximadamente nove milhões de pessoas. A Festa do Peão de Barretos, principal vitrine do setor, sozinha gerou R$ 600 milhões em 2025, se consolidando como plataforma de negócios, entretenimento e construção de marca.

No calendário técnico, a Agrishow 2025 registrou R$ 14,6 bilhões em intenções de negócios e recebeu 197 mil visitantes, reforçando o peso do agro como motor de investimentos e inovação.

Foto: Divulgação/Pexels

O reflexo desse posicionamento também aparece no mercado automotivo, com crescimento de 74% nas vendas de picapes premium. A RAM se consolida como símbolo do agro de luxo, associando potência, status e identidade produtiva.

Na moda, o impacto cultural é igualmente expressivo: as buscas por botas western cresceram 379%, enquanto camisas com franja

avançaram 265%, sinalizando que a estética rural se transformou em tendência urbana e elemento de distinção social.

Tendências estruturais

O estudo aponta duas tendências estruturais que reposicionam o perfil do produtor rural brasileiro. A primeira é o avanço do FeminAgro. Hoje, mais de um milhão de produtoras rurais estão à frente de propriedades no país, com crescimento de 109% no emprego formal feminino no campo e cerca de 30 milhões de hectares sob gestão de mulheres.

Esse movimento não é apenas quantitativo, mas simbólico. Perfis como a AgroPaty, herdeiras conectadas, com formação em agronomia e visão orientada por critérios ESG; e a AgroPeoa, mulheres que ocupam a arena produtiva com domínio técnico e presença operacional, traduzem a consolidação de um novo protagonismo feminino no setor.

CEO da Estúdio Eixo, Kika Brandão: “O Novo Agro representa um Brasil que produz, consome e comunica com orgulho sua identidade” – Foto: Arquivo pessoal

A segunda tendência é a sucessão jovem. A idade média do produtor está em 46 anos, e 21% já possuem ensino superior. Essa geração lidera a incorporação de tecnologias como Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA) e práticas associadas à agricultura 5.0, acelerando a digitalização e a gestão orientada por dados no campo.

O resultado é um agro mais tecnificado, conectado e alinhado às dinâmicas globais de inovação. “O Novo Agro representa um Brasil que produz, consome e comunica com orgulho sua identidade. É um universo cultural potente, que influencia tendências, linguagem e comportamento muito além do campo”, aponta Kika Brandão, CEO da Eixo.

Mas não basta patrocinar eventos. “As marcas precisam entender os códigos culturais, construir passion points autênticos e entregar valor que reforce identidade e pertencimento. O Novo Agro exige estratégia, não oportunismo”, exalta Kika.

Fonte: O Presente Rural com Estúdio Eixo
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