Suínos
ABCS lança nova edição da campanha “Bom de Preço, Bom de Prato” com foco em praticidade
Corte suínos aliados à Airfryer mostram que a carne de porco pode ser rápida, saborosa e acessível para o dia a dia do consumidor moderno.

A carne suína já conquistou os brasileiros pelo sabor inconfundível, pela versatilidade e pelo preço que cabe no bolso. Mas os hábitos mudam, e o consumidor atual busca soluções rápidas, modernas e inteligentes para o dia a dia. Pensando nisso, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) lança a nova edição da campanha “Bom de Preço, Bom de Prato”, que chega ao seu quinto ano com uma proposta inovadora: mostrar que a carne de porco também é boa de praticidade.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR
Nesta nova fase, a campanha une dois aliados perfeitos: os cortes suínos e a Airfryer, eletrodoméstico que virou febre e democratizou a praticidade na cozinha. Agora, cortes que antes pediam muito tempo ficam prontos em minutos, mantendo a suculência, o sabor e a qualidade que o consumidor já conhece.
O grande objetivo é impulsionar ainda mais o consumo da carne suína com a venda dos cortes mais populares e acessíveis, ao mesmo tempo em que valoriza sua presença em diferentes ocasiões. A campanha reforça atributos essenciais como:
- Preço acessível: mais sabor por menos.
- Praticidade: rapidez no preparo e versatilidade no cardápio.
- Sabor e tradição: mantendo a essência já reconhecida nas edições anteriores.
Com uma comunicação leve, divertida e informativa, a campanha aposta em cores vibrantes, tipografia robusta e
imagens de alta qualidade dos cortes suínos. O resultado é uma linguagem visual que conecta modernidade, proximidade e apetite visual.
A campanha foi entregue ao Sistema ABCS e aos contribuintes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS) no final do mês de agosto, com materiais digitais e impressos que poderão ser utilizados de acordo com a estratégia de cada parceiro.
A diretora de Marketing e Projetos da ABCS, Lívia Machado, explica que a ABCS já fez todo um trabalho nessa campanha com enfoques de preço e saúde, e este ano o entendimento é que já houve um amadurecimento suficiente na campanha, para trazer inovação trabalhando a praticidade. “Notamos toda essa busca pela airfryer, já levamos a carne suína na airfryer para o grande varejo, e queremos trazer essa realidade também aos açougues, associando aos cortes que mais são vendidos nestes estabelecimentos. A campanha foi pensada para que as associações consigam replicar nos estados, e adequar a suas realidades, colocando em prática e ampliando a nossa estarégia”, expõe.

Foto: Divulgação/HB Audiovisual
Durante a reunião de entrega da campanha para os parceiros do Sistema ABCS e FNDS, a supervisora de Projetos e Relacionamento com o Fornecedor da Assuvap/Coosuiponte, Lizandra Siqueira, compartilhou mais sobre a experiência da associação com a campanha, que executam anualmente junto à açougues e pequenos mercados.
A região de Ponte Nova (MG), costuma alcançar excelentes resultados nessa iniciativa, em 2024, foram 151 toneladas de carne suína vendidas em 39 estabelecimentos. “Na nossa cidade, até começarmos a campanha, nós não tínhamos bisteca nos estabelecimentos menores. E hoje, através da campanha já encontramos, faço muito uso da airfryer no meu dia a dia, achei incrível incluí-la na campanha. Ficou ótimo e já estamos ansiosos para colocar essa campanha para rodar”, salientou.

Suínos
Parceria público-privada assegura manutenção e investimentos na Estação Quarentenária de Cananeia
ABCS e ABEGS renovam parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária, garantem investimentos EQC e reforçam o controle sobre a entrada de material genético importado no país.

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e a Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS) firmaram, junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Primeiro Termo Aditivo ao Acordo de Cooperação Técnica nº 073/2020, assegurando a manutenção, a modernização e a plena operacionalização da Estação Quarentenária de Cananeia (EQC) até dezembro de 2030.
O aditivo prorroga a vigência da parceria e atualiza o Plano de Trabalho, consolidando o modelo de cooperação entre o setor público e a iniciativa privada. A renovação garante previsibilidade institucional e continuidade dos investimentos em infraestrutura, biosseguridade e qualificação técnica.
Localizada no litoral sul do Estado de São Paulo, a EQC é o único quarentenário oficial do país autorizado a receber suínos importados destinados à reprodução. Trata-se de uma estrutura estratégica para o Brasil, pois viabiliza a entrada controlada de material genético de alto valor zootécnico, sob rígidos protocolos sanitários e supervisão permanente do Serviço Veterinário Oficial (SVO).

O novo Plano de Trabalho contempla na estrutura do Ministério da Agricultura e Pecuária- EQC a realização da manutenção preventiva e corretiva das estruturas físicas e operacionais da EQC, a modernização da estação de tratamento de efluentes, com adequação às normas ambientais vigentes, investimentos em equipamentos e melhorias estruturais, além da realização de treinamentos técnicos anuais voltados à biosseguridade e aos protocolos sanitários. Também estão previstas ações de comunicação institucional e a produção de material técnico para reforçar a relevância estratégica da EQC para o setor.
A Estação desempenha papel central na proteção sanitária do rebanho suíno brasileiro. Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, o controle rigoroso realizado na EQC é fundamental para a mitigação de riscos sanitários e para a preservação do status sanitário nacional. “A Estação fortalece o potencial produtivo da suinocultura, impulsiona a eficiência genética e contribui diretamente para ampliar a competitividade do Brasil no mercado internacional”, afirma.
Já para o presidente da ABEGS, Alexandre Rosa, a formalização do Termo Aditivo fortalece a governança do sistema e dá estabilidade ao ambiente de investimentos. “A manutenção e modernização da EQC são fundamentais para garantir segurança sanitária, avanço genético e previsibilidade para as empresas que investem no Brasil. Estamos falando de um instrumento estratégico para sustentar o crescimento da suinocultura brasileira e ampliar nossa presença no mercado global”, destaca.
A ABEGS e a ABCS seguem responsáveis pela elaboração de estudos técnicos, pela execução das melhorias estruturais previstas e pelo apoio às ações de capacitação, sempre em conformidade com a legislação sanitária e ambiental. Com a renovação até 2030, o acordo reafirma o compromisso conjunto entre governo e setor produtivo com a excelência sanitária, a inovação genética e a sustentabilidade da cadeia suinícola nacional.
Suínos
Suíno vivo tem variações mistas nos principais estados
Levantamento do Cepea mostra alta diária apenas em Minas Gerais, enquanto demais praças registram quedas. No mês, todos os estados acumulam recuo.

O Indicador do Suíno Vivo do Cepea/Esalq registrou variações mistas nos principais estados produtores nesta segunda-feira (23).
Em Minas Gerais (posto), o valor ficou em R$ 6,77/kg, com alta diária de 0,15%. No acumulado do mês, porém, há recuo de 4,38%.
No Paraná (a retirar), o preço foi de R$ 6,59/kg, com queda de 0,75% no dia e retração de 2,95% em fevereiro. No Rio Grande do Sul (a retirar), a cotação fechou em R$ 6,61/kg, recuo diário de 1,93% e baixa mensal de 2,22%.
Em Santa Catarina (a retirar), o suíno vivo foi negociado a R$ 6,58/kg, com leve queda de 0,15% no dia e variação negativa de 1,94% no mês.
Já em São Paulo (posto), o indicador marcou R$ 6,86/kg, com recuo diário de 0,15% e desvalorização acumulada de 3,24% no mês.
Os dados são do Cepea.
Suínos
Liderança e ambiente de trabalho são apontados como diferenciais na suinocultura paranaense
Consultor Dirceu Zotti defende que retenção de mão de obra depende de postura, capacitação e organização dos processos.

Ajustes no dia a dia, organização dos processos e postura das lideranças podem transformar o ambiente de trabalho nas propriedades envolvidas com a suinocultura no Paraná. Esse foi o tema da primeira reunião da Comissão Técnica (CT) de Suinocultura do Sistema Faep, realizada na segunda-feira (23).
“A suinocultura é uma potência do Paraná e tem papel fundamental na geração de renda e no desenvolvimento regional. Precisamos avançar em eficiência, mas também em gestão e valorização das pessoas, garantindo que o crescimento da atividade seja sustentável para toda a cadeia”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “A discussão sobre gestão de pessoas e organização das granjas é estratégica para o fortalecimento da atividade no Estado”, complementa.

Durante a reunião, o consultor Dirceu Zotti, da DZ Consultoria, fez uma palestra sobre “Gestão de pessoas na suinocultura”. Com décadas de experiência na área do cooperativismo, Zotti abordou a realidade dos recursos humanos nas granjas brasileiras e os caminhos para fortalecer a retenção e o desenvolvimento de equipes.
“Nunca vamos ter um apagão de mão de obra nas granjas, sempre teremos pessoas disponíveis. A principal oportunidade está em mudar a abordagem e pensar no que podemos fazer dentro da granja para que as pessoas queiram ficar na equipe”, destaca o consultor.
Zotti afirma que as principais mudanças estão “da porteira para dentro”, principalmente quando envolvem projetos modernos, alinhados ao bem-estar animal e com alto nível de automação.
“Um colaborador motivado é reflexo das atitudes, das políticas, dos treinamentos e das oportunidades oferecidas pela granja. Tudo o que acontece as pessoas estão olhando, e os grandes responsáveis somos nós”, destacou. “Salário não segura pessoas. Investimentos em capacitação, reuniões de rotina, boa alimentação, estrutura adequada, remuneração justa, premiação por resultados, ambiente agradável e liderança presente são medidas essenciais”, acrescenta.
Entre os desafios na gestão de pessoas, Zotti cita a necessidade de adequar funções aos perfis, lidar com a falta de iniciativa, manter as equipes motivadas e comprometidas e compreender as características da geração Z. Ao abordar a otimização da mão de obra, o consultor explicou que o conceito envolve reduzir excessos e priorizar tarefas críticas e inegociáveis, com equipes altamente comprometidas e gestão democrática e participativa. Segundo ele, o desenho dos projetos e as condições oferecidas influenciam diretamente na retenção e no desempenho das pessoas. “Pessoas são a solução”, conclui.



