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Nova esmagadora de soja começa a ganhar forma no Paraná

As obras do empreendimento devem ser concluídas em meados de outubro, com previsão para ser inaugurada em 07 de novembro, data em que a cooperativa celebra 60 anos de sua fundação. Em operação, a indústria vai gerar 580 empregos diretos e indiretos, sendo que durante sua construção serão gerados mais de 1,5 mil postos de trabalho.

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Foto: Divulgação/C.Vale

Com atuação no processamento de aves e peixes, na fabricação de ração, na produção de grãos, leite e prestação de serviços, a C.Vale se projetou nas últimas seis décadas entre as maiores cooperativas agroindustriais do país. Atenta às demandas dos seus mais de 25 mil associados no Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Paraguai, tirou do papel um sonho antigo: a esmagadora de soja.

Prevista para entrar em operação a partir de novembro, a unidade ocupa uma área de 50 mil metros quadrados do complexo agroindustrial da cooperativa em Palotina, na região Oeste do Paraná, que já abriga os abatedouros de frangos e peixes. O investimento chega em torno de R$ 1 bilhão, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Presidente da C.Vale, Alfredo Lang: “A indústria vai trazer muitos benefícios aos nossos associados” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Com capacidade inicial para processar 60 mil sacas de soja por dia, a indústria terá potencial para produzir até 2,5 mil toneladas/dia de farelo, com possibilidade de ampliação para três mil toneladas/dia; 600 toneladas de óleo vegetal degomado para produção de rações e 36 toneladas de casca peletizada para alimentação animal. “Neste primeiro momento, a esmagadora vai transformar o grão de soja em óleo bruto, que será comercializado para terceiros, e em farelo para produzir ração para frangos, suínos, peixes e bovinos, que será absorvida pelos produtores integrados, o excedente vai ser vendido ao mercado interno e externo, mas acredito que não vai demorar muito tempo para que todo o farelo processado seja destinado integralmente aos produtores integrados. Digo isso porque a expectativa é aumentar a criação de suínos para abastecer o frigorífico da Frimesa, assim como a produção de frangos e peixes também estão em contínuo crescimento”, afirmou o presidente da C.Vale, Alfredo Lang, durante o Dia de Campo de Verão, realizado em janeiro, adiantando que a partir de 2024 será dado início ao refinamento do óleo para a indústria alimentícia.

Início das atividades

As obras do empreendimento devem ser concluídas em meados de outubro, com previsão para ser inaugurada em 07 de novembro, data em que a cooperativa celebra 60 anos de sua fundação. Em operação, a indústria vai gerar 580 empregos diretos e indiretos, sendo que durante sua construção serão gerados mais de 1,5 mil postos de trabalho. “Além da geração de emprego e de tributos ao município e ao Estado, a indústria vai trazer muitos benefícios aos nossos associados, entre eles está em tratativa com o Governo do Paraná para oferecer uma condição diferenciada para pagamento do ICMS aos produtores de grãos associados à C.Vale”, antecipa Lang.

Equipamentos já começam a ser instalados

Com as obras da infraestrutura em ritmo acelerado, os equipamentos de ponta já começaram a ser instalados na estrutura, com a primeira remessa desembarcada em Palotina no dia 15 de janeiro. Os novos equipamentos foram construídos em Jaboticabal, interior de São Paulo, a partir de tecnologias desenvolvidas na Bélgica e na Argentina. “Para competir com as melhores empresas mundiais é preciso ter a melhor tecnologia do mundo e é isso que estamos fazendo para atuar de maneira competitiva neste segmento”, frisou Lang.

A  segunda remessa de equipamentos de grande porte chegou nos dias 21 e 22 de janeiro, trazendo equipamentos que variavam de 26 a 43 toneladas. Outras 27 carretas devem chegar a Palotina no decorrer do ano com equipamentos de grande porte.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor suinícola acesse gratuitamente a edição digital de Suínos. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

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Seapi abre inscrições para Salão de Iniciação Científica com foco em bioinsumos e inovação no agro

Evento será realizado de forma online nos dias 23 e 24 de setembro e receberá trabalhos de estudantes, pesquisadores e servidores nas áreas animal, vegetal e de desenvolvimento rural.

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Foto: Divulgação/APS

Estão abertas as inscrições para o 15º Salão de Iniciação Científica e de Inovação Tecnológica (Sicit), promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA). O evento será realizado nos dias 23 e 24 de setembro, em formato totalmente online, com transmissão pelo canal do DDPA no YouTube.

A programação inclui também o 10º Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa 2026. Durante os dois dias serão apresentados resultados de estudos nas áreas de produção animal, produção vegetal e desenvolvimento rural. A abertura do evento terá como tema “Bioinsumos: Legislação e Aplicações na Agropecuária”.

Foto: Matheus Flalanga

As inscrições são gratuitas. Podem submeter trabalhos bolsistas regularmente matriculados em instituições de ensino superior que desenvolvam atividades de pesquisa e inovação tecnológica. Os participantes deverão encaminhar um resumo e realizar apresentação oral, gravada previamente, conforme as vagas disponíveis.

Os resumos devem ser enviados pela plataforma Even3 até 24 de agosto, seguindo o modelo previsto no edital. A divulgação dos trabalhos aprovados está prevista para 08 de setembro, enquanto o prazo para envio dos vídeos das apresentações encerra em 13 de setembro. Serão aceitos apenas resumos com resultados parciais, preliminares ou finais de pesquisas.

O evento também é aberto ao público interessado. As inscrições para ouvintes permanecem disponíveis até 22 de setembro, véspera do início da programação.

Foto: Divulgação

Segundo a Seapi, o Salão de Iniciação Científica, o Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa têm como objetivo ampliar o espaço para apresentação de pesquisas desenvolvidas por estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação, além de pesquisadores e servidores da secretaria.

A iniciativa também busca estimular o interesse pela pesquisa científica, incentivar o desenvolvimento de produtos e processos inovadores e promover a geração e a transferência de conhecimento e de novas tecnologias para a agropecuária gaúcha.

Para mais informações, incrições e edital clique aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Governo atualiza preços mínimos para as safras 2026/27 e 2027

Novos valores servirão de referência para as operações da PGPM e abrangem leite, milho, soja, sorgo e outras culturas de verão e produtos regionais.

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Foto: Gilson Abreu

O governo federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (13) a Portaria nº 934, que atualiza os preços mínimos dos produtos de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. Definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), os novos valores servirão de referência para as operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), mecanismo que assegura remuneração mínima aos produtores quando os preços de mercado ficam abaixo do piso estabelecido.

Foto: Shutterstock

Entre os principais produtos contemplados estão leite, milho, soja e sorgo, culturas de grande relevância para a agropecuária brasileira. Os preços mínimos também foram fixados para algodão, arroz, feijão, mandioca e seus derivados, cacau, borracha natural cultivada, caroço de algodão, juta/malva e outros produtos regionais.

A vigência dos preços mínimos varia entre julho de 2026 e junho de 2028, conforme o produto.

A portaria também estabelece os preços mínimos para sementes de culturas de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. Estão incluídas sementes de algodão, arroz, feijão, juta/malva, milho, soja e sorgo, com vigência entre novembro de 2026 e junho de 2028.

O que é a PGPM?

A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) é um instrumento de apoio à comercialização agrícola. Por meio dela, o governo estabelece preços de referência para diversos produtos agropecuários, buscando reduzir os impactos das oscilações de mercado sobre a renda dos produtores.

As propostas de preços mínimos são elaboradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com base nos custos de produção e nas condições dos mercados interno e externo, conforme determina o Decreto-Lei nº 79/1966. Os valores são posteriormente aprovados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Fonte: O Presente Rural
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Colheita de milho fica abaixo da média de 5 safras

Cepea aponta baixa liquidez no mercado spot e compradores aguardam maior oferta da segunda safra.

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Fotos: Shutterstock

As cotações do milho continuam firmes em boa parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado spot segue com baixa liquidez, influenciado pelo ritmo das negociações entre vendedores e compradores.

De acordo com o Cepea, muitos produtores priorizam os trabalhos de campo neste período, enquanto os compradores permanecem cautelosos e aguardam o avanço da colheita da segunda safra, que deve ampliar a oferta do cereal. As altas registradas nas cotações internacionais também contribuem para sustentar os preços no mercado interno.

O Centro de Pesquisas informa que, embora fossem esperadas quedas nas cotações durante o período de colheita, as condições climáticas reduziram temporariamente a oferta de milho. A colheita da segunda safra segue em ritmo semelhante ao registrado no ano passado, mas permanece abaixo da média das últimas cinco safras.

Outro fator apontado pelo Cepea é a valorização da soja, que levou parte dos produtores a priorizar a comercialização da oleaginosa, adiando as vendas de milho à espera de melhores oportunidades de mercado.

Para as próximas semanas, o Cepea destaca que a previsão de menor volume de chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste deve favorecer o avanço da colheita. Com isso, os produtores poderão avaliar com maior precisão a produtividade da segunda safra, considerando os impactos das geadas no Paraná, da seca em Goiás e das condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras em Mato Grosso.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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