Conectado com
VOZ DO COOP

Suínos / Peixes 11º TECNO TILÁPIA

Nova era da nutrição e qualidade refinada da água ampliam índices produtivos

Evento promovido pela Copacol no Paraná reuniu centenas de produtores de tilápias para tratar sobre a melhora na eficiência produtiva.

Publicado em

em

Fotos: Giuliano De Luca/OP Rural

Tilápias com média de 1,381 quilo, criadas durante 240 dias, com ganho de peso diário de 5,7 gramas e um rendimento de filé que ultrapassou a barreira dos 40%. Quem trabalha com piscicultura sabe que esses números são excelentes e que é muito difícil chegar perto disso. Ou melhor, era. Nos próximos anos, a produção de peixes vai dar mais um salto de produtividade. Não apenas pelo maior número de produtores, mas pela eficiência produtiva. Mais carne em menos tempo, usando menos recursos.

Há 15 anos, quando a Copacol, líder de produção de tilápias na América do Sul, começou com a piscicultura, os índices produtivos eram bem mais baixos. Naquele momento, atingir 30% de rendimento de filé era considerado bom. Hoje em dia 35% de rendimento pode até ser considerado um resultado ruim. Mas como a piscicultura evoluiu tanto? Há ainda espaço para melhorar os índices zootécnicos?

Especialistas em debate durante Tecno Tilápia no mês de maio, no Paraná

Algumas das respostas para essas e outras perguntas foram apresentadas durante o 11º Tecno Tilápia, evento que reuniu centenas de piscicultores durante o Copacol Agro, que aconteceu entre os dias 09 e 11 de maio, em Cafelândia, no Oeste do Paraná. Os números que começam esse texto também foram apresentados no evento. Quem conseguiu a façanha foi o produtor Samuel Schultz, do município de Toledo, que bateu o recorde de rendimento de filé da história da cooperativa, com 40,27%.

O Tecno Tilápia teve como tema um mergulho para o aumento da eficiência produtiva e como protagonistas o doutor em Engenharia de Pesca e Recursos Pesqueiros e diretor geral do Núcleo de Pesquisa Aplicada a Pesca e Aquicultura do Instituto Federal do Paraná (IFPR), Anderson Coldebella, e o assessor de Nutrição Animal da Copacol, zootecnista e Mestre em Nutrição de Monogástricos, Evandro Campestrini. Anderson falou mais sobre a qualidade da água e a interferência na eficiência dos peixes, enquanto Campestrini focou sua apresentação na nutrição dos peixes como ferramenta para alcançar resultados substanciais em produtividade.

“Temos muito a evoluir na nutrição. Temos uma produção cada vez mais avançada e isso traz alguns desafios que a gente vence através do uso de tecnologia, usando aditivos tecnológicos específicos para cada problema que a gente encontra. Em cada grãozinho de ração tem uma gama de tecnologias, envolvidas na nutrição de peixes e na produção nas fábricas de rações. A gente emprega a tecnologia em todas as áreas, principalmente na escolha de alguns ingredientes ou nas próprias produções”, destacou Campestrini.

Assessor de Nutrição Animal da Copacol, zootecnista e mestre em Nutrição de Monogástricos, Evandro Campestrini

O uso de enzimas, que ajudam o peixe a digerir os nutrientes da ração para serem transformados em mais carne e reduzir a excreta e nitrogênio na água, foi um desafio, mas que foi superado há cerca de um ano e meio na Copacol. “A moagem é crucial para fazer uma boa qualidade de ração de peixe. Depois da moagem a gente tem o emprego de vapor e muita pressão e temperatura e isso faz com que alguns ingredientes não suportem, como as enzimas. Há um ano e meio estamos trabalhando com enzimas, mas a enzima é um produto muito, muito sensível ao calor. Isso fazia com que a gente não tivesse ganho incorporando ela na ração. Então nós desenvolvemos todo um sistema, um aparato de aplicação depois da ração pronta para a gente conseguir incorporar uma enzima em uma ração de peixe. Outra tecnologia que incorporamos foi fazer o uso do óleo pós extrusão. Hoje os produtores recebem a ração com um banho de óleo. Isso facilitou muito na moagem. A gente melhorou muito essa condição de moagem e a gente melhorou também a condição de qualidade dessa ação, tanto física quanto no aspecto visual mesmo. A gente não vê tantos finos (pó) na ração. Isso é um problema porque contamina as águas. A gente conseguiu reduzir bastante fazendo essa aplicação do óleo pós extrusão”, revelou. A enzima atua na degradação de nutrientes, como carboidratos, proteínas e aminoácidos, deixando mais disponível esses nutrientes para que o peixe consiga absorver e transformar em carne. Absorvendo mais e ele vai estressar menos, vai poluir menos a água, vai ter uma capacidade maior de expressar o potencial zootécnico”, apontou.

Anderson completou, reforçando a importância de uma boa moagem para produzir uma ração mais adequada aos peixes. “A questão da moagem da ração da tilápia, especificamente, é muito importante. Ela tem um estômago muito pequeno, precisa absorver esses nutrientes desse alimento”, destacou, lembrando também que o manejo alimentar mudou com o passar dos anos. “A gente alimenta o peixe no amanhecer do dia, mas antes a gente tinha recomendação de quanto mais vezes alimentar o peixe, melhor. A gente foi aprendendo, evoluímos. Essas coisas a gente acaba aprendendo com o tempo. Outro exemplo, a gente saiu de um padrão de alcalinidade de dez para hoje no mínimo 30 ou mais de 50, 70, 80, foi uma melhora extraordinária”.

Para Anderson, a busca constante por evolução deve ser uma obsessão da piscicultura. “A gente vai trabalhando nos pontos que ainda podem ser melhorados. O que tem sido observado de manejo? Sempre que o peixe consome o alimento com alto nível de oxigênio, a transformação dele acaba sendo maior. É algo que a gente pode evoluir ainda mais”, apontou o doutor em Engenharia de Pesca.

Anderson também frisou a relação entre as enzimas usadas na ração e a qualidade da água. “O que essas enzimas fazem? A enzima protease que se coloca na ração vai ajudar a desmanchar a proteína que está na ração. Aminoácidos são muito nitrogênio, então se eliminar essa proteína que foi na ração, ela cai no ambiente como nitrogênio. A água vai ficar verde, vai dar todo aquele monte de problema. Então o que o peixe consegue peixe absorver não vai para o ambiente, é uma consequência muito boa”, mencionou. “Tudo que a gente melhora lá no alimento, tudo que a gente deixa de depositar no ambiente nos traz melhoras”, apontou o estudioso, lembrando que isso ajuda não só na produção, mas na preservação dos recursos naturais. “A cobrança pelos uso do recurso está cada vez maior. Vocês estão sendo cobrados a fazer análise pelo menos anuais da qualidade de água. Isso ajuda a manter os padrões de qualidade, então não terão problema com meio ambiente lançando água ruim (de volta aos rios). A água está melhorando na propriedade, e isso é efeito do alimento. O uso das enzimas como aditivo na ração deu um salto gigantesco”, mencionou Evandro.

O pesquisador do IFPR destacou também que a redução nos níveis de amônia ocorrida na piscicultura nos últimos anos contribuiu para um melhor desempenho dos peixes, mas é preciso monitorar constantemente esse parâmetro. Com a redução, explicou, houve ganhos em “produção, crescimento e taxa de conversão”. “Só essa pequena mudança já trouxe um efeito muito positivo na produção”, destacou.

Outra questão levantada por Evandro tem relação com a transparência da água e a produção de oxigênio. De acordo com ele, águas muito transparentes são prejudiciais para esse fim. “O grande X da questão hoje é o oxigênio. Água transparente não produz oxigênio, mas é um ponto que hoje é fácil corrigir”, apontou. Com baixos níveis de oxigênio, os peixes têm seu desempenho prejudicado.

Rações que previnem doenças

Doutor em Engenharia de Pesca e Recursos Pesqueiros e diretor geral do Núcleo de Pesquisa Aplicada a Pesca e Aquicultura do Instituto Federal do Paraná (IFPR), Anderson Coldebella

Ganhar eficiência produtiva passa também pela manutenção da saúde dos peixes em todo o tempo de criação. Para isso, diversas estratégias nutricionais estão sendo adotadas, a fim de garantir que os peixes tenham o maior potencial produtivo, mesmo em momentos de estresse, que podem acarretar, por exemplo, em diminuição da procura por ração.
Entre as novidades para a nutrição, Campestrini citou a ração P6, que é ofertada aos peixes em momentos de estresse, como na troca de tanques de alevinos para a engorda. Ela é oferecida 15 dias antes e 15 dias depois da despesca dos alevinos e ajuda o peixe a manter o ambiente digestivo mais saudável, reduzindo a probabilidade de doenças e, assim, melhorando a performance do animal. “Existem estratégias nutricionais que podem ser adotadas na prevenção de doenças. Uma delas é a ração P6, uma novidade da Copacol. Essa ração foi desenvolvida para essa condição de estresse fisiológico. Para protege-la, ela tem alguns artifícios bem interessantes, faz com que o peixe tenha maior resistência para esses períodos de desafio, principalmente na transferência (entre tanques). A gente mexe muito com o peixe e isso causa um estresse fisiológico, que leva ele a uma mortalidade.

Com essa ração nós chegamos a reduzir em 60% a mortalidade no alojamento até o sétimo dia”, menciona. “E o que tem de diferente nessa ração? Tem um imunomodulador para modular a flora do peixe, que fica com uma imunidade melhor, deixa o organismo mais eficiente. Além da redução de mortalidade, o produtor vai ver lá no campo um peixe mais ‘vivo’ mais ‘esperto’, digamos assim. Você vai ter um peixe com maior capacidade de expressar o potencial”, aponta.
Ele reforça que a P6 é uma ração pré-manejo, usada em momentos específicos nas propriedades rurais. “É uma ração de pré-manejo, usada antes de mexer no peixe para tirar do produtor juvenil e mandar para o produtor de engorda. O produtor do juvenil vai fornecer essa ração nos últimos 15 dias que o peixe fica lá na propriedade, faz o manejo de inserção, envia para o produtor de engorda, que também vai oferecer essa ração nos primeiros 15 dias para garantir que a imunidade desses animais esteja bem boa, alta”, menciona o especialista em Nutrição.

Ajudando o processo digestivo 

A tilápia não tem dentes para triturar os alimentos, como é o caso dos suínos, não tem moela para ajudar na trituração e digestão das rações, como o frango. Para dificultar ainda mais o processo digestivo, conta com um trato digestivo que não chega a 25 centímetros. A título de comparação, o trato digestivo dos suínos passa de 20 metros. Por isso, oferecer uma ração com uma moagem precisa é fundamental para que os peixes consigam digerir os nutrientes para serem transformados em carne. “A moagem conseguiu evoluir. Para exemplificar vamos trazer um comparativo. O trato digestivo de um suíno tem entre 23 a 25 metros. O trato digestivo de uma tilápia tem de 16 a 23 centímetros. Ela não tem dentes para mastigar e não tem moela pra macerar o alimento. Essa tilápia tem maior performance a partir de uma moagem correta para ela aproveitar mais ingredientes”, destaca Campestrini. Ele destacou ainda que aditivos usados nas rações também têm características que ajudam a melhorar ainda mais a qualidade intestinal dos peixes.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor aquícola acesse gratuitamente a edição digital de Aquicultura. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Suínos / Peixes Em Itajaí (SC)

Segunda edição da ExpoMar demonstra potencial do setor de pescados com sabor, tecnologias e negócios

Evento solidificou ainda mais a cidade catarinense de Itajaí como a capital nacional da pesca, reuniu gastronomia com a Cozinha Show e o Corredor do Sabor, encantando o público com as possibilidades dos pescados.

Publicado em

em

Mais de quatro mil inscritos, 24 horas de painéis e palestras e uma marca que ultrapassou R$ 60 milhões em negócios gerados por mais de 60 expositores. Esses são os números gerais da segunda edição da ExpoMar, realizada de 09 a 11 de julho, em Itajaí (SC). O evento, que solidificou ainda mais o município como a capital nacional da pesca, reuniu gastronomia com a Cozinha Show e o Corredor do Sabor, encantando o público com as possibilidades dos pescados.

A economia azul esteve em evidência na feira e no congresso. A ExpoMar reuniu 62 conferencistas renomados do Brasil, Canadá, Chile e Oriente Médio no Congresso Internacional da Pesca e Maricultura e no Simpósio Catarinense da Piscicultura. Em mais de 20 painéis, palestras e workshops, que totalizaram 24 horas de conteúdo, foram debatidas mudanças climáticas, consumo, linhas de crédito e desafios do setor. Todas as apresentações tiveram transmissão ao vivo e estão disponíveis no site www.expomar.com.br para serem revistas.

pescaO tema central de todo o conteúdo da ExpoMar, “Transformação Azul na Pesca e Aquicultura”, está alinhado ao conceito da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), propondo uma visão sustentável para a aquicultura, gestão eficaz na pesca e melhoria na cadeia de valor.

A ExpoMar foi palco ainda do Encontro Mulheres das Águas Empreender – já realizado em Foz do Iguaçu e Belém do Pará. Em Itajaí, o encontro contou com o patrocínio exclusivo da Caixa Econômica Federal e Governo Federal. “Reunimos armadoras de pesca, mulheres do mercado, pescadoras artesanais e piscicultoras em um momento amigável e rico em torno do protagonismo feminino no setor do pescado”, destacou a diretora da ExpoMar, Eliana Panty.

Fotos: Divulgação/ExpoMar

Com mais de 60 expositores, a feira da ExpoMar reuniu empresas nacionais e multinacionais com tecnologias revolucionárias e muita inovação para os setores da pesca, maricultura e aquicultura. Motores de última geração que prometem aumentar o rendimento com menor impacto ambiental, sonares com capacidade de localizar cardumes uniformes, tornando a pesca mais assertiva. Instituições de crédito apresentaram as novas linhas do Plano Safra 2024/25, além de robótica, tecnologias em transporte e logística. O resultado foi mais de R$ 60 milhões gerados e outros milhares prospectados.

Novidade na ExpoMar, a Cozinha Show convidou cinco chefs renomados para preparar pratos à base de peixes, frutos do mar e algas, em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Além das aulas de gastronomia, que movimentaram os três dias de evento, a Cozinha Show foi palco do ritual de corte de um atum de mais de 100 quilos e apresentação do camarão carabineiro, preparado pelo ex-masterchef Victor Hugo Garcia. A programação da Cozinha Show foi gratuita e direcionada ao público presente na ExpoMar.

Na feira de negócios da ExpoMar, o Corredor do Sabor reuniu sete empresas convidadas que produzem/processam pescados, entre outros negócios que valorizam insumos locais e a biodiversidade. O espaço encantou o público com as iguarias e produtos artesanais apresentados: ostras frescas, bottarga, peixes defumados, rollmops, macroalga, queijos artesanais e cachaças produzidas em Santa Catarina.

A ExpoMar encerrou no dia 11 de julho com a preparação da Maior Paella do Brasil, que marcou ainda o lançamento da XXI Semana Nacional do Pescado, que ocorrerá em setembro. Em um tacho com 4 metros de diâmetro, 1500 quilos de frutos do mar, 400 quilos de arroz e chefs dedicados a cozinhar por mais de quatro horas, foram os ingredientes da preparação. A paella gigante foi feita com a participação de empresas locais e foi servida gratuitamente ao público presente no Centreventos Luiz Henrique da Silveira no encerramento do evento.

ExpoMar surpreendeu

Nesta segunda edição da ExpoMar foi possível participar e assistir à Transformação Azul em ação, destaca a diretora do evento, Eliana Panty. “Milhares de profissionais do setor trocando conhecimentos e expertises em um congresso dinâmico e workshops focados nas demandas do setor pesqueiro, como as revoluções de eficiência no setor naval”. Ainda, acrescentou, “mais de 60 especialistas compartilharam os últimos avanços do setor e apresentaram soluções sustentáveis para a cadeia de suprimentos”, frisou.

CEO da ExpoMar, Eliana Panty: “ilhares de profissionais do setor trocando conhecimentos e expertises em um congresso dinâmico e workshops focados nas demandas do setor pesqueiro, como as revoluções de eficiência no setor naval” 

A ExpoMar, afirma Panty, foi uma oportunidade de “contemplarmos o resultado dessa riqueza que os mares e rios oferecem para a gastronomia”. Na mesa, a riqueza das águas foi um espetáculo à parte, destacou ela, “com a apresentação de um belo exemplar de um atum-de-olhos-grandes, da espécie Thunnus obesus com mais de 100 quilos. A ExpoMar, afirma, foi uma verdadeira vitrine da diversidade da costa brasileira que pôde ser observada e provada ao vivo”.

Para Panty, “a ExpoMar se consolida como o maior evento do setor de pescados, gerando negócios e relacionamento para nossos parceiros expositores que realizaram negócios que superam os R$ 60 milhões”, informou. “Foram comercializados quatro grandes motores que valem mais de meio milhão de reais cada, foram apresentadas as sondas mais modernas do mundo, gerando negócios que superam R$ 5 milhões”, enfatizou. “O propósito de tornar a pesca brasileira relevante e reconhecida como geradora de emprego e renda, geradora de divisas internacionais dentro dos mais rígidos padrões de segurança e sustentabilidade nos enche de orgulho”, finalizou Eliana Panty.

Presidente da ExpoMar, Altemir Gregolin: “oi um evento lindo, vibrante, repleto de inovações, conteúdo e um recorde de público”

O presidente da ExpoMar, Altemir Gregolin, afirmou que a segunda edição do evento surpreendeu em todos os aspectos. “Foi um evento lindo, vibrante, repleto de inovações, conteúdo e um recorde de público. Destaque para os mais de quatro mil inscritos, R$ 60 milhões em negócios, um congresso com 62 conferencistas de 6 países e a área da gastronomia com Corredor do Sabor, Cozinha Show e a maior paella do Brasil, que serviu de atração para o público e para a imprensa”, destacou. “A ExpoMar está consolidada como o maior evento da pesca e maricultura do país”, frisou.

“Ficamos muito felizes de trazer para Itajaí, a capital nacional da pesca, os debates sobre o futuro da cadeia produtiva do pescado e de vários segmentos que congregam a economia azul”, destacou Agnaldo Hilton dos Santos, presidente do Sindipi (Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região), entidade co-organizadora da ExpoMar. “Para além do sucesso da Feira de Negócios e dos importantes temas trazidos nos congressos, a gastronomia foi o grande destaque. Agradecemos imensamente nossos associados e parceiros por nos ajudarem a proporcionar essa festa gastronômica, que serviu gratuitamente milhares de pessoas com o que há de melhor dos sabores que vêm do mar. Em 2026 tem mais e já estamos nos preparando para isso”, finalizou o presidente do Sindipi.

Realização, patrocínio e apoio

A ExpoMAR é promovida pelo IFC Brasil – International Fish Congress & Fish Expo Brasil com a correalização do SINDIPI – Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região, Univali – Universidade do Vale do Itajaí, Fundep – Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação e prefeitura de Itajaí-SC.

Tem o patrocínio da Secretaria de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Caixa Econômica Federal, Ministério da Pesca e Aquicultura, Governo Federal, Banco do Brasil, BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) e Faesc/Senar Santa Catarina.

A ExpoMar tem o apoio da Abipesca – Associação Brasileira das Indústrias de Pescados, ACAQ – Associação Catarinense de Aquicultura, Epagri – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, Conepe – Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura, IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina), Peixe BR – Associação Brasileira da Piscicultura e UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Fonte: Assessoria ExpoMar
Continue Lendo

Suínos / Peixes

Tendências e desafios para o futuro norteiam Simpósio da ABCS no Siavs 2024

Publicado em

em

Diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke: "Será uma oportunidade enriquecedora, e todos estão convidados para acompanhar" - Foto: Divulgação

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) vai estar presente no Siavs, este que é considerado o maior evento das cadeias produtivas no Brasil, reunindo o setor da suinocultura, avicultura, bovinocultura, e de peixes, em um único grande momento, promovendo um encontro de especialistas, inovadores e líderes do setor agroindustrial. O Siavs  acontece nos dias 06 a 08 de agosto no Parque Anhembi, São Paulo.

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica que o Siavs é um evento organizado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), uma importante entidade para o setor, e parceira da ABCS no trabalho de promover a abertura de novos mercados e de valorização da carne suína. “É um prazer para nós fazer parte dessa iniciativa”, enaltece.

O Simpósio da ABCS está programado para o primeiro dia do evento,dia 06 de agosto, e abordará três temas essenciais em momentos distintos, como: “Inserção do Agronegócio Brasileiro na Produção e no Consumo Global”, “Aprendizados e desafios no enfrentamento de doenças imunossupressoras concomitantes” e “Perspectivas e desafios para o agronegócio envolvendo os principais elos da cadeia – do campo ao consumidor”.

A diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke, destaca que o simpósio foi planejado para discutir questões relevantes para a suinocultura, desde a inserção do agronegócio brasileiro no cenário global, sustentabilidade: visão nacional e internacional, bem como os desafios e as perspectivas futuras. “O evento contará com a participação de profissionais renomados, que debaterão temas relevantes relacionados às exportações, ao mercado asiático, à relação com os consumidores e à importância da sustentabilidade na cadeia suinícola e na segurança alimentar. Será uma oportunidade enriquecedora, e todos estão convidados para acompanhar!”, conclui.

Programação

Painel 1: Inserção do agronegócio brasileiro na produção e no consumo global

  • Perspectivas para o mercado de carnes: como compreender a dinâmica das exportações e o mercado asiático.
    Palestrante: Fernando Iglesias, consultor Safras & Mercado
  • Tendências do mercado consumidor e como estamos nos comunicando no cenário global?
    Palestrante: José Tejon, sócio-diretor na Biomarketing
  • Sustentabilidade no agronegócio – O Brasil é protagonista e competitivo?
    Palestrante: Silvia Massruhá, presidente da Embrapa
  • Comprovação da sustentabilidade na suinocultura: Visão internacional
    Palestrante: Robert Hoste, pesquisador de Suinocultura da Escola de Economia da Universidade de Wageningen, Holanda.

Palestra: Aprendizados e desafios em doenças imunossupressoras concomitantes (PRRS, Circovirose, PED e PSA)
Palestrante: Maurício Dutra, diretor GFD Consultoria

Painel 2: Perspectivas e desafios para o agronegócio envolvendo os principais elos da cadeia – do campo ao consumidor
Debatedores: Marcelo Lopes, presidente da ABCS; Alexandre Rosa, presidente da ABEGS e Luís Rua, diretor de Mercado da ABPA.

O Simpósio da ABCS será gratuito e disponível a todos os participantes. Para verificar toda a programação clique aqui. Não perca esta oportunidade de se atualizar e conectar com os principais líderes do setor!

Fonte: Assessoria ABCS
Continue Lendo

Suínos / Peixes

Fêmea jovem: o que fazer para maximizar a produtividade e longevidade?

É o desempenho da fêmea quando jovem que determina o potencial reprodutivo futuro, ou seja, quanto melhor for o manejo da leitoa e o resultado ao primeiro parto/desmame, melhor será o desempenho subsequente dessa matriz.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/DNA South America

Quando tratamos do sucesso reprodutivo de um plantel, o manejo da fêmea de reposição é assunto corriqueiro. É o desempenho da fêmea quando jovem que determina o potencial reprodutivo futuro, ou seja, quanto melhor for o manejo da leitoa e o resultado ao primeiro parto/desmame, melhor será o desempenho subsequente dessa matriz.

Convenientemente, na prática, usamos critérios à primeira cobertura como direcionadores para garantir o máximo desempenho ao primeiro parto. A cobertura na idade e faixa de peso ideal, a não cobertura de leitoas no primeiro cio, o período de no mínimo 15 dias de flushing e o uso adequado das vacinas reprodutivas são alguns dos pontos que tratamos como inegociáveis. No entanto, ainda assim, o resultado reprodutivo alcançado pelas granjas é bastante variável.

Isso nos leva a seguinte pergunta: o que leva uma granja a produzir na média 18 nascidos totais ao primeiro parto, ou então, por que granjas de mesmo potencial genético têm resultados ao primeiro parto tão divergentes?

Quando analisamos a distribuição de leitões nascidos no primeiro parto de um número expressivo de fêmeas (gráfico e tabelas), identificamos uma menor variabilidade (CV) na distribuição de nascidos em granjas com excelente desempenho reprodutivo. Ou seja, aquela leitoa que tem menos de 12 leitões nascidos ao primeiro parto é figura menos presente do que tradicionalmente acontece em granjas de desempenho inferior.

Quando correlacionamos esse resultado com o check-list de preparação da leitoa, o qual avalia 15 itens de manejo durante a fase de preparação da leitoa até a primeira cobertura, vemos que há uma relação direta, ou seja, a excelência no desempenho ao primeiro parto é alcançada e determinada pela qualidade no manejo de preparação. Nesse contexto, sabemos que há pontos que impactam mais o resultado reprodutivo e outros menos, entretanto, o que realmente impacta o desempenho geral é a capacidade que a granja possui de cumprir os critérios para 100% das leitoas que vão para a linha de cobertura. Na prática vemos que isso é falho e geralmente aquela fêmea que teve um número de nascidos que impacta negativamente a média, é uma fêmea que pulou alguma das etapas e por isso teve o seu desempenho impactado.

 

Além de respeitar os parâmetros para a primeira cobertura determinados pela genética, existem outros manejos adicionais que têm melhorado o desempenho no campo. Um desses manejos é o protocolo de indução a puberdade realizado 100% em alojamento individualizado, em substituição ao manejo realizado na baia ou com uso do centro erótico. Oposto ao que é preconizado na literatura, de que a taxa de sucesso é superior quando alojamos os animais em grupos de até 15 animais, o manejo com a leitoa alojada individualmente nos traz a garantia de que a interação focinho/focinho rufião-leitoa ocorra com maior eficiência. Além disso, temos uma maior garantia de que estamos realizando o manejo adequado em 100% das leitoas. Outros pontos que observamos na prática que corroboram com esse manejo individualizado são:

  • Maior precisão no manejo alimentar
  • Melhor padronização do escore de condição visual (ECV) e peso à cobertura;
  • Garantia do “efeito flushing” através do aporte superior de energia 15-21 dias pré-cobertura para 100% das leitoas
  • Melhoria na avaliação clínica diária das leitoas
  • Identificação rápida de leitoas doentes
  • Diminuição de problemas locomotores ocasionados pela monta do rufião em leitoas em cio
  • Aumento da taxa de retenção de leitoas
  • Diminuição dos problemas de corrimento e locomotores
  • Diminuição das taxas de Retorno ao Cio (RC), devido a melhor condição ambiental no momento do estímulo a puberdade e melhor adaptação ao ambiente individual no momento da cobertura

A seguir vemos evolução do resultado reprodutivo após adoção dessa estratégia em uma mesma granja comercial brasileira.

Outro ponto que devemos levar em consideração na preparação de leitoas é o flushing. Embora pesquisas recentes apontem para uma perda de efeito do flushing sobre a reprodução, resultados de campo têm demonstrado impacto positivo sobre o desempenho ao primeiro parto de acordo com o manejo alimentar utilizado no flushing e na fase que antecede ao flushing, denominado de pré-flushing.

Quando realizamos o flushing em fêmeas que são alimentadas de forma à vontade ao longo de toda recria e preparação, de fato podemos ter um efeito reduzido, uma vez que não conseguimos o “choque energético” que o flushing deve proporcionar. No entanto, quando alimentamos as leitoas de acordo com o esquema abaixo, vemos um incremento no número de nascidos. Isso ocorre porque na fase de pré-flushing as fêmeas são submetidas a um volume de ração abaixo do que vinha sendo fornecido na fase de preparação e mais baixo ainda em relação ao que será fornecido no flushing. É importante salientar que mais importante que o volume de ração fornecido, é a realização dessa transição de volume de ração em cada uma das fases que antecedem a inseminação.

Por fim, contrariando a ampla maioria das recomendações para a matriz a ser utilizada como mãe de leite, tem-se visto impacto positivo sobre o número de leitões nascidos e sobre a longevidade quando utilizamos a primípara como mãe de leite.

Quando analisamos a lactação de uma primípara, vemos um cenário de catabolismo, ou seja, a demanda energética para mantença e produção de leite é superior à capacidade de ingestão. O resultado disso é a perda de peso com consequente impacto negativo no ciclo seguinte. Usando a primípara como mãe de leite, temos num primeiro momento, a impressão de que esse catabolismo irá se exacerbar, uma vez que o período lactacional será estendido, piorando ainda mais o cenário para o ciclo seguinte. No entanto, na prática a fêmea tem seu pico de perda de peso na segunda semana de lactação e a partir dali, consegue equilibrar a demanda de energia com o seu potencial de consumo. Com isso, há a manutenção com consequente recuperação de peso e escore corporal nas semanas em que a fêmea fica lactando como mãe de leite, contribuindo para um desempenho subsequente favorável.

Além disso, o maior intervalo entre o parto e a nova concepção da gestação confere à leitoa um ambiente uterino mais propício à fixação embrionária e, consequentemente, maior número de leitões nascidos no parto subsequente:

Falar do manejo da fêmea jovem é sempre pertinente, uma vez que o desempenho até o final da primeira lactação segue sendo o principal direcionador de potencial produtivo do plantel. Vamos agregando pesquisas, ajustando manejos e compartilhando experiências porque quanto mais excelência tivermos nessa fase, mais produtividade no sistema teremos, sempre lembrando que o sucesso nessa fase é determinado pela constância na realização dos manejos para 100% das fêmeas.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na suinocultura acesse a versão digital de Suínos clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Equipe de Serviços Técnicos da DNA South America
Continue Lendo
SIAVS 2024 E

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.