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Nova edição da Radiografia da Agropecuária Gaúcha é lançada durante Expointer 2022
Os principais produtos agropecuários do Rio Grande do Sul são a soja, que responde por 44,4% do Valor Bruto de Produção (VBP) do agro no Estado, seguido do arroz e do frango.

A edição 2022 da Radiografia da Agropecuária Gaúcha foi lançada na quinta (1º), durante a Expointer. Elaborada pelo Departamento de Políticas Agrícolas da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a publicação traz um panorama das principais cadeias produtivas agropecuárias do Rio Grande do Sul.
A publicação reúne os principais segmentos agrícolas, detalhando dados como área colhida, produção, receita agropecuária, número de produtores, valores de exportação e principais destinos, participação na produção nacional e nas exportações do agro gaúcho, além de número de municípios produtores, destacando sua escala. Nesta edição são abordadas 35 culturas e oito espécies de produção animal, além de informações sobre irrigação, armazenagem de grãos no Estado e comercialização de frutas e hortaliças na Ceasa/RS. A novidade deste ano foi a inclusão de dados sobre o setor de piscicultura.
“Vejam a importância desse trabalho, que consolida a nossa diversidade produtiva sustentável, uma das maiores do mundo. Ninguém tem todas essas cadeias de forma tão forte e de ganho economicamente viável, nem o número de portfólio de produtos que temos”, avaliou o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Domingos Velho Lopes.
Os principais produtos agropecuários do Rio Grande do Sul são a soja, que responde por 44,4% do Valor Bruto de Produção (VBP) do agro no Estado, o arroz (10,6%) e o frango (10,4%). Em seguida vem a produção de bovinos (5,9%), leite (5,5%), milho (5,1%), suínos (4,5%), trigo (4,4%), fruticultura (2,8%), tabaco (2,2%), silvicultura (1,3%) e outros (2,9%).
As informações contidas na “Radiografia” são referentes ao ano de 2021, safra 2021/22, com dados coletados junto a diversos órgãos oficiais e privados, tais como Seapdr, IBGE, Reagro-RS, Emater/RS-Ascar, Ceasa/RS, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ministério da Economia, Companha Nacional de Abastecimento (Conab), Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do Estado (SPGG), Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do RS (Sips), Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Secretaria da Fazenda (Sefaz), Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor/RDK Logs), Associação Brasileira de Piscicultura, Rede Gaúcha de Aquicultura e Conselho Gaúcho da Pesca (Congapes).

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Entidades do agro defendem aumento da mistura de biodiesel no diesel
Manifesto propõe elevar percentual de 15% para 17% como estratégia para reforçar a segurança energética e reduzir dependência de importações.

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras entidades do setor agropecuário nacional, o manifesto “Pela Elevação da Mistura de Biodiesel como Estratégia de Segurança Energética e Desenvolvimento Nacional”. O documento, elaborado pelo Instituto Pensar Agropecuária (IPA), propõe ao governo federal o imediato aumento do percentual de mistura obrigatória de biodiesel no diesel de 15% para 17% (B17). A medida é estratégica para fortalecer a segurança energética do país e reduzir riscos de desabastecimento.
A iniciativa ocorre em meio ao cenário de preocupação com o mercado internacional de combustíveis, agravado pelas tensões no Oriente Médio, que podem afetar o fornecimento global de petróleo e derivados. No interior do Paraná, sindicatos rurais já relatam falta de combustíveis, insumo essencial para a produção mecanizada no campo.
“Ampliar a mistura significa reduzir a dependência do diesel importado, além de fortalecer a produção nacional e gerar mais renda e desenvolvimento no campo”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, que também integra o Conselho Executivo do IPA. “A medida contribui para dar mais previsibilidade ao setor produtivo e para os nossos produtores rurais, que precisam de segurança energética para continuar produzindo alimentos”, complementa.
O manifesto reforça que a elevação da mistura de biodiesel para 17% é uma medida estratégica, podendo ampliar a oferta interna de combustível, reduzir a dependência de importações e fortalecer a indústria nacional. Segundo as entidades, a iniciativa também garante maior previsibilidade para produtores, protege a economia de choques externos e acelera a transição energética por meio de biocombustíveis renováveis, em um período crítico para o escoamento da safra e para a competitividade do agronegócio brasileiro.
Colunistas
Jornada 6×1: mais debate técnico, menos politicagem
Mudança na jornada de trabalho terá reflexos negativos significativos, com aumento do custo de produção e redução dos investimentos, colocando em risco o crescimento do país e comprometendo empregos.

O ano de 2026 promete intensas discussões em Brasília, com impactos diretos na população, ainda mais com as eleições programadas para outubro. Um tema que, certamente, vai atrair os holofotes é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de jornada de trabalho 6×1. Antes de qualquer decisão, é preciso um debate considerando pontos importantes.
O primeiro é simples e direto. A discussão precisa ser equilibrada, sem qualquer viés ideológico e/ou político. Nossos parlamentares precisam conhecer o real cenário, e não apenas buscar votos para eleição e/ou reeleição. Outro ponto é envolver o setor produtivo no debate, tanto as entidades representativas quanto os próprios empresários.
Do lado do setor agropecuário, já adianto: hoje não é possível reduzir a jornada de trabalho no Brasil! Num primeiro momento, o que pode parecer uma conquista para a sociedade será um grande desastre para o país.

Artigo escrito por Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep.
O Brasil não está preparado para essa mudança em face de seu atraso tecnológico, resultado da política protecionista de nossos governos nas últimas décadas. Isso fica provado quando o país aparece na 67ª posição no ranking de produtividade e no 68° lugar em capacitação de mão de obra, segundo levantamento do Global Talent Competitiveness Index (GTCI), elaborado pelo Instituto Europeu de Administração de Empresas (Insead), em parceria com o Portulans Institute.
Esses rankings significam que não temos condições de competir com outras economias globais, porque os sucessivos governos não atentaram para a necessidade de desenvolver tecnologia, aumentar a eficiência da mão de obra e implantar uma infraestrutura que pudesse ser facilitadora. É preciso reconhecer que estamos atrasados em relação aos demais players mundiais.
A mudança na jornada de trabalho terá reflexos negativos significativos, com aumento do custo de produção e redução dos investimentos, colocando em risco o crescimento do país e comprometendo empregos. Ou seja, não vai beneficiar o trabalhador!
Esse cenário desastroso será verificado em todos os setores – indústria, serviços e comércio. A agropecuária será severamente impactada. No meio rural, onde a jornada de trabalho é diferenciada, a mudança vai exigir dos produtores um aumento expressivo no número de novos trabalhadores – cada vez mais raros – para compensar a redução das horas trabalhadas. Basta ver as tarefas contínuas dos produtores de leite, aves, suínos, peixes e outras atividades que exigem atenção permanente, ao longo das 24 horas do dia, durante o ano inteiro. A obrigação de novas contratações certamente vai impactar os preços dos alimentos para a população.
A proposta do fim da escala de jornada de trabalho 6×1 não pode ser usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição. O bom senso recomenda que não mexamos nesse tema agora, para não ampliar a carga de problemas que pesam sobre o setor produtivo. Cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Principalmente se a medida for elevar o preço do frango.
Notícias
Expodireto Cotrijal marca lançamento do Censo da Agroindústria Familiar no Rio Grande do Sul
Diagnóstico socioeconômico vai reunir informações de mais de 4 mil empreendimentos participantes do Programa Estadual de Agroindústria Familiar.

A 26ª Expodireto Cotrijal foi palco para o lançamento do Diagnóstico Socioeconômico do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), o evento que aconteceu na Casa da Emater/RS-Ascar, na quarta-feira, 11 de março, reuniu representantes de entidades e imprensa, além dos extensionistas que estarão à frente desse trabalho de investigação e sistematização.
Batizado como Censo da Agroindústria Familiar, o diagnóstico será elaborado a partir de um questionário aplicado a todas as agroindústrias participantes do PEAF. O estudo reunirá informações sobre aspectos como gestão das agroindústrias, sucessão familiar, qualidade de vida das famílias envolvidas, nível de inovação e perspectivas futuras dos empreendimentos.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), a Emater/RS-Ascar e o Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão.
De acordo com Secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, a meta é obter informações precisas das mais de 4 mil agroindústrias cadastradas no Peaf “A iniciativa do censo busca produzir um retrato detalhado e atualizado da realidade do setor no Rio Grande do Sul. Queremos saber quais os gargalos, o que vem dando certo e como o Estado pode contribuir através de políticas públicas efetivas e quais os incentivos necessários para o desenvolvimento do setor”
O Presidente da Emater/RS-Ascar, Claudinei Baldissera, destacou o compromisso da entidade em realizar o censo “Nossos extensionistas sabem da importância em abraçar esse desafio de levar o censo às agroindústrias, uma vez que os dados irão subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do segmento e contribuir para a modernização do programa.”
O diagnóstico representa mais um passo no fortalecimento da agroindústria familiar gaúcha, ampliando o conhecimento sobre o setor e contribuindo para o desenvolvimento de ações estratégicas voltadas aos produtores familiares.
Programa Estadual de Agroindústria Familiar (PEAF)
As agroindústrias que pertencem ao Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) podem participar das feiras da Agricultura Familiar promovidas pela SDR. Em 2025 o Peaf alcançou um Marco com a certificação de inclusão da agroindústria de número 2.000, o que reforça o compromisso do governo com a valorização das famílias rurais, impulsionando o avanço econômico e social em todas as regiões do Estado.



