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Nova chefia da Embrapa Pesca e Aquicultura apresenta propostas de trabalho e soluções para desafios

Gestão liderada por Roberto Flores destaca escuta ativa, fortalecimento de parcerias, foco em pessoas e estratégias para enfrentar restrições orçamentárias e ampliar o impacto das pesquisas.

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Da esquerda pra direita, estão Pedro, Luciano, Patrícia e Roberto - Foto: Elisângela Santos

Janeiro marca o início de uma nova gestão na Embrapa Pesca e Aquicultura. Desde o início do mês, o pesquisador Roberto Flores é o chefe-geral. Com ele, compõem o Colegiado Gestor: a também pesquisadora Patrícia Chicrala, como chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento; o analista Pedro Alcântara, como chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia; e o analista Luciano Rocha, como chefe-adjunto de Administração. Todos são empregados da própria Unidade.

“Os primeiros meses são fundamentais em um início de gestão. Precisamos nos posicionar perante a equipe da Unidade, as outras Unidades da Embrapa, a diretoria e o setor externo, público e privado. É importante deixar muito clara nossa proposta de gestão e o quanto estamos abertos a ter um ambiente leve, com muito respeito, profissionalismo e priorizando as pessoas”, explica Roberto.

O chefe-geral completa: “naturalmente, isso fortalece os relacionamentos e abre as portas para todos os tipos de parcerias. A expectativa em relação ao trabalho da Embrapa e da Unidade é muito alta e esse posicionamento é o primeiro passo para que possamos otimizar a entrega de resultados e o impacto para a sociedade”.

Patrícia cita três frentes principais de trabalho nos primeiros meses. “A primeira é a escuta ativa, já iniciada, e o diagnóstico das competências técnicas da equipe de Pesquisa e Desenvolvimento, buscando conhecer melhor os projetos em andamento e compreender a dinâmica dos setores e seus vínculos com os comitês vinculados à pasta. A segunda frente é o conhecimento dos planos de trabalho individuais e a promoção do alinhamento desses planos com a estratégia da empresa, priorizando atividades com maior potencial de impacto em suas entregas”.

Por fim, de acordo com a chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento, “a terceira é o fortalecimento de parcerias institucionais, especialmente com os governos municipal e estadual, universidades, setor privado e organismos internacionais, para ampliar nossa capacidade de captação de recursos, intercâmbio técnico e pós-graduação”.

Também sobre os meses iniciais de gestão, Pedro indica três pontos. “O primeiro é colocar as pessoas no centro da gestão, pois são elas que desenvolvem os processos e tornam possível o alcance dos resultados. Para isso, é fundamental garantir que as equipes estejam motivadas, engajadas e conectadas à missão da Embrapa Pesca e Aquicultura. Nesse sentido, a adoção de uma escuta ativa é essencial, permitindo compreender expectativas, necessidades e prospectar contribuições, de modo a avançarmos de forma conjunta diante dos desafios que se apresentam”, afirma.

E segue dizendo que “o segundo ponto é dar continuidade às ações já pactuadas para o período, assegurando entregas alinhadas ao planejamento institucional e compatíveis com o papel estratégico que se espera da Embrapa”. Já “o terceiro ponto consiste em iniciar um diagnóstico dos processos internos, identificando oportunidades de melhoria que tornem o trabalho mais fluido, eficiente e integrado, contribuindo para melhores resultados e maior impacto institucional”, explica.

Luciano, em seu planejamento inicial, pretende focar na revitalização de infraestruturas e no fortalecimento da equipe de trabalho. “Priorizaremos os estudos para viabilizar a consecução de recursos visando a modernização dos viveiros do Campo Experimental de Aquicultura (CEAq) e as ações de reforma na Barragem Água Fria, garantindo a segurança e a base hídrica necessárias para as pesquisas”, afirma.

Ainda, de acordo com o chefe-adjunto de Administração, “simultaneamente, daremos passos imediatos na Gestão de Pessoas, estabelecendo uma rotina de escuta ativa e reuniões interdepartamentais periódicas para fomentar um ambiente de confiança plena e responsabilidade compartilhada. Por fim, iniciaremos a implementação do projeto de Eficiência Energética, visando a migração para o Mercado Livre de Energia, ação fundamental para otimizar nossos custos operacionais desde o início do biênio 2026-2027”.

Legados

O novo Colegiado Gestor pretende deixar legados importantes para a manutenção da relevância da Embrapa Pesca e Aquicultura, sobretudo nas cadeias produtivas de valor em que atua. “O legado a ser deixado é o crescimento sustentável nos setores de pesca e aquicultura no Brasil e na produção agrícola do Matopiba. Claro que isso é uma meta muito ampla e ousada, mas nossa função é colocar mais um tijolinho nessas construções, que são feitas por tantos agentes. Cada um seguindo firme na sua função e nossa Unidade trabalhando unida, temos condições de colaborar significativamente”, aposta Roberto.

A chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento espera colaborar para uma Unidade mais integrada, motivada e conectada tanto às pessoas quanto às cadeias produtivas. “A ciência só avança quando as equipes se sentem parte do projeto institucional, com espaço para contribuir, inovar e crescer”, entende Patrícia. E acrescenta: “busco implantar uma gestão orientada a propósito e impacto, em que os projetos tenham clareza de onde queremos chegar, como mais tecnologia no campo, maior produtividade sustentável, mais renda e mais segurança alimentar”.

Pedro quer deixar como legado “um ambiente de trabalho saudável, colaborativo e motivador, no qual as pessoas se sintam parte de um propósito maior. Acredito que é a partir desse ambiente que os melhores resultados acontecem. Nesse contexto, buscaremos avançar em três frentes principais”. Que são o fortalecimento de redes de transferência de tecnologias, o avanço no desenvolvimento dos chamados ativos tecnológicos e maior aproximação da Comunicação junto aos públicos prioritários.

Já o chefe-adjunto de Administração objetiva “consolidar uma gestão que seja reconhecida como um pilar estratégico, eficiente e humano para a Unidade. O legado que buscamos deixar inclui infraestrutura modernizada e segura, cultura de riscos e compliance e ambiente de alta performance e bem-estar (queremos deixar uma cultura organizacional integrada, onde a Qualidade de Vida no Trabalho não seja apenas um programa, mas um pilar cotidiano que sustente o engajamento e a excelência nas entregas”.

Desafios

Historicamente, a Embrapa Pesca e Aquicultura enfrenta desafios para atração, fixação e manutenção de empregados. Com necessidade constante de novos profissionais, o último concurso público da Embrapa reservou vagas também para a Unidade. Sete novos empregados foram contratados nos últimos três meses e estão atuando em diferentes áreas, como Pesquisa, Transferência de Tecnologia e Campo Experimental. Além da limitação no quadro de empregados, a questão financeira desafia a gestão da Unidade.

“Desafios fazem parte de qualquer gestão e na Embrapa não é diferente. Recursos humanos e financeiros são a base da Unidade e sempre precisaremos de mais para aprimorarmos e ampliarmos nosso trabalho. A Unidade tem um quadro pessoal extremamente qualificado e os desafios financeiros sempre foram vencidos”, contextualiza Roberto. Para ele, “o objetivo é continuar melhorando, dando atenção especial aos novos colegas que chegam do concurso, à contratação de acadêmicos e às parcerias. No âmbito financeiro, há muitas alternativas e seguiremos lutando para que a Unidade seja forte e tenha todas as condições para facilitar o trabalho de sua equipe”.

Patrícia acrescenta, com relação aos desafios orçamentários, que “a nossa resposta será trabalhar com foco, cooperação e eficiência, concentrando esforços nas áreas em que a Embrapa Pesca e Aquicultura tem maior vantagem competitiva e maior capacidade de gerar impacto real. Ao mesmo tempo, ampliaremos parcerias com o setor produtivo, governos, universidades e organismos internacionais, o que permite alavancar recursos, compartilhar infraestrutura e acelerar a inovação, já que hoje nenhuma instituição pública de pesquisa avança sozinha”.

O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia também aposta em parcerias. “A construção de redes de trabalho sólidas permite otimizar recursos, potencializar capacidades técnicas e alcançar os resultados esperados de forma mais eficiente. Essa integração não apenas fortalece a instituição, como também nos mantém permanentemente conectados e alinhados às demandas reais das cadeias produtivas de valor que são foco da Unidade, assegurando sua relevância, sustentabilidade e capacidade de geração de impacto”, entende Pedro.

Para Luciano, “o grande desafio desta gestão será manter a qualidade e a relevância das nossas entregas em um cenário de fortes restrições orçamentárias. Para isso, adotaremos duas frentes principais: gestão de custos com rigor científico (utilizaremos as ferramentas da ciência administrativa para nortear cada ação); e valorização das pessoas e das parcerias (acreditamos que a relevância da Unidade reside no seu talento humano)”.

Com tantas ideias e propostas, numa perspectiva de médio e de longo prazos, a nova gestão da Embrapa Pesca e Aquicultura busca consolidar a relevância das pesquisas e das demais entregas à sociedade brasileira. Sobretudo com relação à aquicultura nacional, cadeia produtiva de valor que permanece com um imenso potencial a ser melhor compreendido, estudado e desenvolvido de maneira a cumprir os três pilares da sustentabilidade: ambiental; econômico; e social. A data da posse oficial da nova chefia está sendo definida junto à Sede da Embrapa e deverá ser em março.

Fonte: Assessoria Embrapa Pesca e Aquicultura

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Curso nacional capacita multiplicadores para impulsionar a aquicultura brasileira

Formação gratuita reúne aulas presenciais e on-line com foco em inovação, sustentabilidade e desenvolvimento do setor.

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Foto: Divulgação/MPA

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) divulgou o calendário das aulas presenciais e on-line do curso Multiplicadores Aquícolas. A formação tem o objetivo de capacitar profissionais para atuarem como agentes de desenvolvimento da aquicultura, por meio de uma aprendizagem que contemple as diversas áreas do setor, como piscicultura, carcinicultura, malacocultura e algicultura.

O curso é desenvolvido em parceria com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade de Brasília (UNB) e é gratuito.

Confira o cronograma das aulas.

Presenciais:

Rio de Janeiro – 15 de maio (sexta-feira)

Políticas públicas para o desenvolvimento da algicultura
Potencial da produção de macroalgas
Macroalgas: cultivando a vida, nutrindo o futuro

Amazonas – 22 de maio (quarta-feira)

Políticas públicas para o desenvolvimento da aquicultura
Panorama da piscicultura de espécies nativas no estado do Amazonas

Paraná – 28 ou 29 de maio (quinta ou sexta)

Políticas públicas para o desenvolvimento da aquicultura
Incentivo ao cooperativismo e associativismo na piscicultura

Sao Paulo – 19 de junho (sexta-feira)

Políticas públicas para o desenvolvimento sustentável da aquicultura
Sustentabilidade da aquicultura (espécies potenciais, modelos resilientes e bioeconomia)
Aquicultura sustentável e competitiva: inovação, eficiência produtiva e oportunidades para a indústria brasileira

Ceará – 25 a 27 de junho (segunda-feira)

Políticas públicas para o desenvolvimento sustentável da carcinicultura
Interiorização da carcinicultura: inovação, sustentabilidade e desenvolvimento regional no Ceará

Distrito Federal – 01 de novembro

Políticas públicas para o desenvolvimento sustentável da aquicultura
SNA em resultados: entregas, avanços e perspectivas para o desenvolvimento sustentável da aquicultura
Formando multiplicadores, transformando a aquicultura: resultados e impactos do Curso Multiplicadores Aquícolas

On-line:

04 a 08 de maio

Segurança Alimentar: o papel da aquicultura na segurança alimentar nacional e global

18 a 23 de maio

Carcinicultura no interior: novas fronteiras, oportunidades e caminhos para produzir com sustentabilidade

01 a 05 de junho

Aquicultura sustentável: espécies promissoras, modelos resilientes e oportunidades na bioeconomia

15 a 19 de junho

Acesso ao crédito na aquicultura: caminhos, oportunidades e como viabilizar seu investimento

29 de junho a 03 de julho

O protagonismo feminino na produção aquícola nacional (governança, academia, produção)

13 a 17 de julho

Do zero ao primeiro tanque: como implantar seu primeiro projeto aquícola

A programação poderá sofrer alterações.

Fonte: Assessoria MPA
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Tilápia registra variações pontuais de preço entre regiões

Valores seguem próximos da estabilidade no levantamento do Cepea.

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Foto: Shutterstock

O mercado da tilápia apresentou variações pontuais nos preços pagos ao produtor entre os dias 20 e 24 de abril, segundo levantamento do Cepea. As cotações seguem relativamente estáveis, com movimentos de alta e baixa muito próximos da estabilidade em diferentes regiões produtoras.

Nos Grandes Lagos, o preço médio ficou em R$ 10,05 por quilo, com leve alta de 0,03% na comparação semanal. Em Morada Nova de Minas, o valor registrado foi de R$ 9,80 por quilo, com queda de 0,18%.

No Norte do Paraná, o preço permaneceu praticamente estável em R$ 10,46 por quilo, sem variação percentual significativa no período. Já no Oeste do Paraná, a cotação foi de R$ 8,97 por quilo, com recuo de 0,14%.

No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o valor médio chegou a R$ 10,23 por quilo, com leve alta de 0,07% na semana analisada.

Os dados indicam um cenário de estabilidade no mercado da tilapicultura, com oscilações pontuais entre as regiões, sem movimentos expressivos de alta ou queda no período analisado.

Fonte: O Presente Rural
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Exportações da piscicultura brasileira caem no 1º trimestre de 2026

Apesar do resultado negativo no trimestre, exportações ganham força no fim de março com retomada do mercado norte-americano.

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Foto: Divulgação/OPR

O comércio exterior da piscicultura brasileira registrou queda no primeiro trimestre de 2026. As exportações somaram US$ 11,2 milhões entre janeiro e março, recuo de 39% em relação aos US$ 18,5 milhões registrados no mesmo período de 2025. Em volume, a retração foi de 41%, passando de 3.900 toneladas para 2.300 toneladas.

Foto: Divulgação/C.Vale

Apesar do resultado negativo no acumulado, os embarques começaram a reagir ao longo do trimestre. Em janeiro, foram exportadas 592 toneladas, com receita de US$ 3 milhões. Em fevereiro, o volume subiu para 711 toneladas, com US$ 3,1 milhões. Já em março, as exportações atingiram 1.006 toneladas e US$ 5,1 milhões.

A recuperação coincide com a redução da tarifa de importação aplicada pelos Estados Unidos no fim de fevereiro, que caiu de 50% para 10%. Com isso, exportadores brasileiros voltaram a embarcar pescado, principalmente filés frescos de tilápia.

Segundo o pesquisador Manoel Pedroza, da Embrapa Pesca e Aquicultura, explica que “A derrubada do tarifaço no mês de fevereiro 2026 permitiu que o Brasil voltasse a exportar pescados para os Estados Unidos com uma tarifa de 10%, o que permitiu aos exportadores brasileiros retomarem os embarques – principalmente de filés frescos de tilápia”.

Outro destaque do período foi o aumento das importações de tilápia do Vietnã. Até o fim de 2025, apenas Santa Catarina e São Paulo compravam o produto. Em fevereiro, Minas Gerais e Rio de Janeiro passaram a importar, seguidos por Pernambuco e Maranhão em março.

Pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Manoel Pedroza – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

De acordo com Pedroza, a entrada do produto estrangeiro levanta preocupações sanitárias e econômicas. Há risco de introdução de doenças ainda inexistentes no país e pressão sobre os preços, já que a tilápia vietnamita chega ao Brasil com valores inferiores ao custo de produção nacional. O filé congelado importado tem preço médio de cerca de R$ 21,00 por quilo, sem incluir frete e seguro, favorecido também por subsídios no país de origem e, em alguns estados, isenção de ICMS.

Diante desse cenário, o setor busca diversificar mercados. Países como México e Canadá têm ampliado as compras de tilápia brasileira. A estratégia visa reduzir a dependência dos Estados Unidos, principal destino das exportações, e deve ganhar força nos próximos anos.

Os dados fazem parte do Informativo de Comércio Exterior da Piscicultura, divulgado trimestralmente pela Embrapa em parceria com a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR). A publicação reúne informações sobre o desempenho das exportações e importações do setor no país.

Fonte: Assessoria Embrapa Pesca e Aquicultura
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