Notícias
Nova câmara vai discutir AgroCarbono Sustentável
A iniciativa permitirá a construção de políticas integradas com setor público e privado.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instalou a Câmara Temática AgroCarbono Sustentável, nessa terça-feira (28), em evento que reuniu mais de 100 participantes de forma presencial e on-line em Brasília. A nova câmara tem como objetivo reunir setor público e privado e alavancar o debate para reforçar políticas públicas que promovam a sustentabilidade do agro.
A iniciativa permitirá a construção de políticas integradas e estratégias colaborativas que enderecem questões críticas como segurança alimentar, combate à fome, conservação ambiental, resiliência climática e manutenção da posição de grande exportador global, alinhando o setor agropecuário brasileiro com as demandas da sociedade e as expectativas do mercado internacional.
Na reunião, o presidente da câmara, José Angelo Mazzillo Júnior, ressaltou que a discussão está bastante pulverizada e que é preciso coordenar as várias iniciativas, “todas são meritórias, aproveitarmos a sinergia e evitarmos hiatos. Precisamos ter um plano de país em relação à sustentabilidade do Agro bastante integral e abrangente”.
Os membros serão designados em seguida, porém os temas a serem debatidos já foram escolhidos. Serão quadro grupos temáticos: taxonomia; rastreabilidade e certificações; finanças sustentáveis e a participação nos mercados de carbono, que buscam debater, como foco principal, um futuro em que a agropecuária brasileira seja reconhecida não apenas como mais produtiva, mas também como um exemplo de desenvolvimento econômico e responsabilidade socioambiental.
O assessor especial do ministro Carlos Fávaro, Carlos Augustin, destacou que a nova câmara será um ambiente para unificar os debates sobre diversos temas transversais da sustentabilidade do setor. “O palco de discussão do mercado de carbono vai ser aqui, para discutir o desconto no crédito rural para as boas práticas”, disse.
Dividida em cinco grandes grupos, a câmara contará com 44 entidades na sua composição inicial dentre eles representantes de produtores e proprietários rurais, financiadores, certificadores, auditores, agtechs, reguladores, academia e entidades envolvidas com o tema da sustentabilidade das cadeias produtivas do agronegócio para promover a construção de soluções sustentáveis mais abrangentes e eficazes.
“Além do Mapa, teremos um público bastante diverso. E é isso que a gente quer, queremos integrar todas as visões para direcionar o foco das pessoas em relação ao tema sustentabilidade do agro e da atração das boas iniciativas”, disse o presidente da câmara.
A portaria que cria a câmara foi assinada na segunda-feira pelo ministro Fávaro, antes de embarcar para missão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Oriente Médio e Europa.
Próximos passos
Em janeiro, o Mapa realizará workshop que reunirá o grupo de reguladores com intuito de ouvir das partes como está o tema e o que estão fazendo em relação ao agro sustentável. Dentro desse grupo estão os ministérios da Agricultura e Pecuária; Fazenda; Desenvolvimento, Industria, Comércio e Serviços; Meio Ambiente e Mudanças do Clima; e a Embrapa.

Notícias
Mercado do trigo reage a cenário externo e oferta limitada no Rio Grande do Sul
Enquanto o grão registra valorização, farelo acumula desvalorização e farinhas mantêm estabilidade diante de demanda moderada.

As cotações internacionais do trigo vêm registrando fortes altas, impulsionadas pela seca em áreas de cultivo de inverno nos Estados Unidos.
De acordo com o Cepea, esse movimento externo foi repassado ao mercado do Rio Grande do Sul. No estado, a alta internacional se somou à oferta mais restrita, sobretudo de trigo de melhor qualidade, elevando as cotações.
No mercado de farelo de trigo, dados do Cepea mostram que tanto o produto ensacado quanto o a granel seguem em desvalorização, devido à maior competitividade de outros ingredientes utilizados na ração animal, como o farelo de soja – também em retração –, e ao avanço da colheita do milho de verão.
Para as farinhas, os preços apresentaram estabilidade relativa no mesmo período. Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado não encontra sustentação consistente, diante de uma demanda em recuperação gradual.
Notícias
Balança comercial tem superávit de US$ 2,1 bilhões na 3ª semana de fevereiro
Resultado foi impulsionado por exportações de US$ 5,79 bilhões e aumento médio diário de comércio em relação ao ano passado.

Na 3ª semana de fevereiro de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,1 bilhões e corrente de comércio de US$ 9,5 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 5,79 bilhões e importações de US$ 3,72 bilhões.
No mês, as exportações somam US$ 19,5 bilhões e as importações, US$ 16,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,8 bilhões e corrente de comércio de US$ 36,1 bilhões.
No ano, as exportações totalizam US$ 44,6 bilhões e as importações, US$ 37,5 bilhões, com saldo positivo de US$ 7,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 82,1 bilhões. Esses e outros resultados foram disponibilizados, na segunda-feira (23), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 3º Semana de Fevereiro/2026
No comparativo mensal, as exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de fevereiro/2026 (US$ 1,5 bilhões) com a de fevereiro/2025 (US$ 1,1 bilhões), houve crescimento de 31,7%. Em relação às importações houve crescimento de 10,3% na comparação entre as médias até a 3ª semana de fevereiro/2026 (US$ 1,3 bilhões) com a do mês de fevereiro/2025 (US$ 1,2 bilhões).
Assim, até a 3ª semana de fevereiro/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.779,28 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 217,35 milhões. Comparando-se este período com a média de fevereiro/2025, houve crescimento de 20,9% na corrente de comércio.
Exportações e importações por Setor
No acumulado até a 3ª semana do mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 25,72 milhões (10,6%) em Agropecuária; de US$ 150,43 milhões (70,5%) em Indústria Extrativa e de US$ 180,97 milhões (26,8%) em produtos da Indústria de Transformação.
No acumulado até a 3ª semana do mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 3,56 milhões (7,5%) em Indústria Extrativa e de US$ 121,97 milhões (11,3%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 4,57 milhões (17,3%) em Agropecuária.
Notícias
CBNA 2026 discute como ciência impulsiona produção animal
Evento em São Paulo reúne especialistas para debater nutrição de aves, suínos e bovinos e estratégias que aumentam eficiência e reduzem custos.

A contribuição da ciência brasileira para um aumento da produtividade e da eficiência da produção animal estará entre os debates de um dos principais encontros técnicos do setor em 2026. A 36ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), que vai ser realizada de 12 a 14 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo, abre a programação com um painel dedicado ao Impacto da pesquisa brasileira na produção animal.

O membro da diretoria do CBNA e professor da Esalq/USP, Felipe Dilelis. “Vamos discutir decisões que influenciam diretamente custo, desempenho e sustentabilidade das cadeias produtivas” – Foto: Denise Guimarães/Esalq USP.
Coordenado pelo professor da Esalq/USP Felipe Dilelis, o debate reunirá especialistas de instituições de referência para discutir desde A importância das Tabelas Brasileiras para a indústria até as perspectivas de novas linhas de investigação em nutrição de aves e suínos. “O Brasil é potência na produção animal, mas só continuará avançando se investir em ciência aplicada. O que discutiremos aqui não é teoria, são decisões que influenciam diretamente custo, desempenho e sustentabilidade das cadeias produtivas”, afirma Dilelis.
Entre os participantes estão o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Horacio Rostagno, o professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) José Henrique Stringhini, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sergio Vieira, o chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe, e o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Bruno Silva. O encontro tem como proposta promover diálogo direto entre academia e indústria para analisar desafios, oportunidades e inovações capazes de transformar a nutrição animal nos próximos anos, tema considerado estratégico diante da pressão por maior eficiência produtiva, sustentabilidade e competitividade internacional do agronegócio brasileiro.
Além da 36ª Reunião Anual, voltada a aves, suínos e bovinos, o CBNA realizará simultaneamente outros dois eventos técnicos no mesmo local: o IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, no dia 12 de maio, e o XXV Congresso CBNA Pet, nos dias 13 e 14. A programação ocorrerá paralelamente à Fenagra, feira internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa. A edição deste ano tem o patrocínio confirmado de empresas como AB Vista, Adimax, Alltech, APC, CBO Laboratório, dsm-firmenich, Evonik, Kemin Nutrisurance, Novus, PremieRpet, Royal Canin e Symrise, além do Sindirações. As empresas interessadas em participar ou patrocinar os eventos, podem entrar em contato com o CBNA através do e-mail cbna@cbna.com.br ou pelo What’sApp (19) 3232.7518.



