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Nordeste aumenta produção avícola com tecnologia

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O Brasil é o maior exportador e terceiro maior produtor de carne de frango no mundo. Responde por 40% da venda do produto no mercado externo e está presente em 154 países, devendo movimentar quase US$ 8 bilhões em 2013. E existe uma região cada vez mais interessada em abocanhar uma fatia deste mercado. Até 2018, o Nordeste brasileiro deverá ratificar uma presença ainda maior no ranking de produção e exportações do segmento. A região já oferece vantagens competitivas para a produção, com clima favorável, mão de obra mais barata e o aumento da tecnologia aplicada. E os 160 grupos avícolas presentes investem cada vez mais na capacitação das equipes de trabalho em 2013. “Enxergamos a região Nordeste como um mercado com um ótimo potencial e por isso a Farmabase vem seguidamente investindo nesse mercado através de treinamentos técnicos dos clientes, atendimento rápido e equipe focada”, explicou André Grossi, Gerente Comercial da empresa para a região. A Farmabase propicia programas de atualização técnica (PAT) no uso de fármacos para sanidade e desinfecção de granjas. E somente em um mês, no final de 2013, foram dois treinamentos e uma ação dirigida especificamente para indústrias parceiras do Nordeste. 
Na Haisa, que atua na produção em Avicultura, trabalhando com incubação de ovos férteis, criação de frango de corte e produção de ovos, trinta e sete profissionais foram treinados e receberam orientações sobre biosseguridade, limpeza e desinfecção de instalações e equipamentos. Eram técnicos de campo, o médico veterinário e o pessoal que atua diretamente nas granjas. “Repassamos informações sobre as boas práticas de fabricação, a limpeza das áreas interna e externa dos galpões e discutimos sobre os desinfetantes. Procuramos sempre orientar bem e explicar a importância dos cuidados para se ter lotes com bom desempenho e sem problemas sanitários”, falou a coordenadora técnica de avicultura Érica Crosara de Lucca, que comandou o treinamento.
 
Ainda em Fortaleza, outra empresa parceira da Farmabase tratou do aperfeiçoamento técnico do médico veterinário e das lideranças técnicas do Incubatório. Na Cialne, o trabalho foi específico, dirigido para incubatórios de frangos de corte, um segmento que exige um processo de limpeza e desinfecção mais específico. O PAT levou conceitos que vão desde a matriz até a obtenção de ovos de qualidade, com práticas que precisam ser bem executadas, pois, por exemplo, nos Incubatórios, existem áreas que necessitam de lavagem e desinfecção todos os dias. “O cuidado tem que ser máximo. Salas de nascimento, expedição dos pintos, exigem um processo de limpeza e desinfecção bem crítico, devendo assim, minimizar as falhas. As condições de temperatura e umidade necessárias para os ovos dentro destas instalações também propiciam ótimo ambiente para a proliferação de bactérias e fungos. Quanto mais controlados os pontos críticos, melhor será o pintinho produzido”, enfatizou a coordenadora da Farmabase.
 
Na Região Nordeste do Brasil, os pequenos e médios produtores de avicultura são maioria e respondem por 8% da produção de frangos de corte e 15% da produção de ovos no país. E o Ceará corre atrás de resultados ainda mais lucrativos. A Farmabase disponibilizou, no mesmo mês, outro curso na empresa de produção de frangos de corte Pacatuba, dirigido ao corpo técnico, com orientações sobre utilização de antibióticos e conceitos de farmacologia aplicados à avicultura. Somente em um mês, foram sete programas de atualização técnica com indústrias que trabalham com frangos de corte, postura e matrizes, abordando Farmacologia, limpeza e desinfecção. Uma das armas mais vitoriosas da avicultura brasileira para ser líder mundial de produção e exportação. A união da indústria fornecedora com seus clientes. “Com o nosso amplo portfólio, podemos oferecer soluções para os diferentes desafios enfrentados na região. Pensando sem parar nas necessidades do cliente”, finalizou André Grossi.

Farmabase

A Farmabase é uma empresa brasileira com padrão de qualidade global que atua nos mercados de suinocultura e avicultura industrial. São quase 20 anos de participação, contribuindo para a produção de animais saudáveis e alimentos seguros.

Fonte: Ass. Imprensa da Farmabase

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Conab trouxe R$ 18,4 bilhões em retorno social para o País nos últimos três anos

Distribuição de cestas, fortalecimento da agricultura familiar e programas como o PAA beneficiam milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade.

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Foto: AEN

O retorno social da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nos últimos 3 anos foi de R$ 18,4 bilhões para o País. Em entrevista na quarta-feira (25), o presidente da empresa pública, Edegar Pretto, destacou o retorno que os programas e ações da Conab ofereceram à população. “Para cada R$ 1 investido, a Conab devolve R$ 8,78 para a sociedade brasileira”, apontou. “Tiramos o Brasil do mapa da fome e esse também é um custo social que a Conab participou diretamente, mas ele também quer garantir para o povo brasileiro que os produtos básicos estejam com um preço justo, um preço acessível. Feijão, arroz, e é isso que nós conseguimos garantir”, destacou Edegar Pretto.

Um balanço apresentado nesta quarta-feira (25), trouxe as ações realizadas pela estatal entre 2023 e 2025, período marcado pela retomada e ampliação de políticas públicas voltadas ao abastecimento alimentar, à regulação de mercados agrícolas e ao fortalecimento da agricultura familiar.

Ao falar sobre lucro social e o retorno das ações, Edegar Pretto lembrou da entrega de um milhão de cestas de alimentos pela Conab a populações vulneráveis de todo o País. Desde 2023, foram investidos R$ 245 milhões na aquisição das cestas, com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), operacionalizados pela Conab. “A gente consegue oferecer qual o retorno para a sociedade brasileira? Por exemplo, um milhão de cestas de alimentos que a Conab distribuiu em conjunto com o MDS e com o MDA. O que significa um cidadão, uma cidadã, fazer três refeições por dia com todos os nutrientes necessários. Quanto é que o SUS brasileiro economiza com menos remédio, com menos exames, com menos consulta?”, destacou.

Nestes quase três anos, as cestas vêm sendo destinadas a diversos grupos em situação de vulnerabilidade, como indígenas, pescadores, extrativistas, quilombolas, povos de terreiro, comunidades ciganas, catadores de recicláveis, assentados, acampados e atingidos por barragens, estiagens e enchentes. As entregas também abastecem cozinhas emergenciais, defesas civis e prefeituras. Cada cesta atende uma família de quatro pessoas, o que totaliza aproximadamente 4 milhões de atendimentos no período ou 9,4 milhões de refeições.

O presidente da Conab falou também sobre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). “Nós já chegamos, ao longo de 2023 até aqui, com valor já pago ou estão empenhados de  R$ 1,8 bilhão, para os nossos ouvintes terem uma ideia”, pontuou. “Nós conseguimos organizar uma rede de cooperativas e associações que hoje chegou a 5.730 entidades como essas. Essas cooperativas e associações da agricultura familiar, indígenas, quilombolas, pescadores, satiristas, ribeirinhos, eles mobilizam 133 mil famílias do campo, que estão organizados, produzindo e vendendo a um preço melhor para essas compras públicas”, completou.

O PAA Realiza a compra direta de alimentos de agricultores familiares, sem necessidade de licitação e os destina a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, bem como à rede socioassistencial, equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional e à rede pública e filantrópica de ensino. O PAA tem tem como objetivo fortalecer a agricultura familiar, gerando emprego, renda e desenvolvendo a economia local, e de promover o acesso aos alimentos, contribuindo para reduzir a insegurança alimentar e nutricional.

Fonte: Agência Gov
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Paraná e México discutem expansão do comércio e investimentos

Encontro no Palácio Iguaçu destacou oportunidades nos setores agroindustrial, industrial, de comércio e turismo, com intercâmbio bilateral de US$ 1,3 bilhão em 2025.

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Fotos: Igor Jacinto/Vice Governadoria

O vice-governador Darci Piana recebeu nesta quarta-feira (25), no Palácio Iguaçu, o embaixador do México no Brasil, Carlos García de Alba. O encontro abordou oportunidades de aproximação entre o Paraná e o país nas áreas de comércio, inovação, desenvolvimento sustentável e intercâmbio acadêmico.

Durante a conversa, o vice-governador apresentou o cenário econômico do estado e reafirmou o interesse do Paraná em ampliar suas relações com mercados internacionais estratégicos, como o México. “Vamos sentar para conversar, discutir novas parcerias para fazer intercâmbio de importação e exportação. Eu costumo dizer que a indústria quer exportar e o comércio faz exportar”, comentou o vice-governador, que pretende colocar na mesa os setores industrial, de comércio e de turismo para uma roda de negócios. “Há muito potencial que podemos explorar para os dois lados”, complementou.

Em 2025, o intercâmbio comercial entre Paraná e México alcançou aproximadamente US$ 1,3 bilhão. Desse total, US$ 889,6 milhões correspondem a exportações paranaenses e US$ 442,8 milhões a importações oriundas do país mexicano. “Aproximadamente 10% do que o México intercambia com o Brasil é com o Paraná. São cifras respeitáveis. Queremos, sem dúvida, estreitar mais esses vínculos”, destacou o embaixador Carlos García de Alba.

Esses números refletem a relevância do Paraná como fornecedor de produtos estratégicos ao mercado mexicano – uma posição viabilizada pelo Porto de Paranaguá, responsável por 13,7% de toda a transação alfandegária entre os países, movimentando pouco mais de US$ 1 bilhão. Desse modo, surge como segunda maior porta de saída dos produtos paranaenses para o mercado mexicano.

As carnes e miudezas comestíveis lideram as exportações paranaenses (US$ 294 milhões), seguidas por veículos e autopeças (US$ 147,7 milhões), papel e cartão (US$ 136,7 milhões) e madeira e derivados (US$ 97,5 milhões). Do lado das importações, Paraná recebe principalmente veículos e autopeças mexicanas (US$ 257,9 milhões), além de máquinas e aparelhos elétricos (US$ 71,4 milhões).

A relação entre Paraná e México é construída de forma progressiva e estratégica desde 2021, evoluindo de missões institucionais para ações comerciais concretas e, mais recentemente, para instrumentos formais de cooperação.

A Invest Paraná – agência de promoção e atração de investimentos do Governo do Paraná – tem sido o ator principal nesse processo. Um dos marcos dessa relação ocorreu em 2022, quando uma missão paranaense visitou a ANTAD (Associação Nacional de Tiendas de Autoservicio y Departamentales), entidade que reúne grandes redes varejistas responsáveis por parcela significativa do PIB mexicano. Além de apresentar o potencial produtivo do Paraná, especialmente no setor de alimentos, a reunião permitiu identificar oportunidades concretas de inserção de produtos paranaenses no mercado mexicano.

A agência também contribuiu participando de feiras comerciais como a Expo ANTAD (maior evento de varejo e alimentos da América Latina) e estabelecendo parcerias com entidades como a BRAMEXCAM (Câmara Empresarial Brasil-México), organização privada sem fins lucrativos que atua no desenvolvimento de negócios entre Brasil e México.

Relação nacional

No contexto bilateral Brasil-México, o volume é ainda mais expressivo: o comércio entre os dois países atingiu US$ 17 bilhões em 2025, com US$ 4,6 bilhões em exportações mexicanas para o Brasil e US$ 11,3 bilhões em importações brasileiras. O Brasil consolidou-se como o sétimo principal parceiro comercial do México no mundo e o primeiro na América Latina e no Caribe.

Potencial paranaense

Ao apresentar o Paraná aos visitantes, Piana destacou indicadores econômicos robustos, investimentos em infraestrutura, avanços na área de energia renovável e ações voltadas à ampliação da competitividade estadual. Enfatizou, por exemplo, o Fiagro, que garante recursos a juros baixos aos produtores rurais.

Também destacou o Fundo Estratégico do Paraná, que é um fundo soberano que vai atuar como uma espécie de substituto das isenções fiscais, vedadas pela Reforma Tributária a partir de 2028. Ele será usado para incentivar investimentos privados no Estado.

O vice-governador também enfatizou o ambiente favorável à atração de investimentos privados e a capacidade logística paranaense, com destaque para as melhorias recentes no Porto de Paranaguá. Lembrou ainda que o Paraná é o Estado mais sustentável do Brasil, segundo o Ranking de Competitividade, pelo quinto ano seguido.

Fonte: AEN-PR
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Brasil aprova Plano Clima Adaptação e Mitigação com metas para 2035

Estratégia nacional envolve 16 planos setoriais e prevê redução de até 67% das emissões de gases de efeito estufa em relação a 2005.

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Foto: José Fernando Ogura

O Governo do Brasil aprovou o Plano Clima Adaptação e Mitigação e a autorização da submissão do Plano à Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima como Plano Nacional de Adaptação do Brasil (PNA). A Resolução CIM/CC/PR Nº 9, que oficializa as decisões, foi assinada pelo ministro da Casa Civil e presidente do Comitê Interministerial Sobre Mudança do Clima (CIM), Rui Costa, e publicada na terça-feira (24), no Diário Oficial da União.

Por abrigar biomas fundamentais para a regulação do clima, o Brasil ocupa uma posição estratégica em relação aos temas ligados à emergência climática, um desafio urgente que exige ações integradas, baseadas em evidências e coordenadas entre diferentes setores. Para responder a esse cenário, o Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima coordenou a elaboração do Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima 2024-2035), principal instrumento para orientar a resposta do Brasil à crise climática até 2035.

Foto: Fernando Dias/Seapi

Fundamentado na Constituição Federal de 1988 e na Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), o Plano Clima estabelece metas e diretrizes de curto, médio e longo prazo que visam à transição para uma economia com emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050 e à adaptação de sistemas humanos e naturais à mudança do clima.

Sua elaboração contou com amplo processo participativo que envolveu diferentes níveis de governo, sociedade civil, academia e o setor privado. O processo reuniu mais de 24 mil pessoas e milhares de contribuições e propostas oriundas de plenárias territoriais, da 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente e de consultas públicas por meio da plataforma Brasil Participativo, garantindo o envolvimento ativo da sociedade na definição das estratégias climáticas do país.

O Plano Clima subsidiou a elaboração da nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês), que define as metas de mitigação e adaptação do Brasil para 2035 sob o Acordo de Paris. O compromisso prevê a redução de 59% a 67% das emissões líquidas de gases de efeito estufa em relação a 2005, o que corresponde a um corte de emissões entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e). A nova NDC reflete, no plano internacional, os objetivos da política climática nacional.

Plano clima adaptação

A resolução publicada nesta terça-feira determina a aprovação do Plano Clima Adaptação, que compreende sua Estratégia Nacional de Adaptação e seus 16 Planos Setoriais e Temáticos:

I – Plano Setorial de Agricultura e Pecuária;

II – Plano Setorial de Agricultura Familiar;

III – Plano Temático de Biodiversidade;

IV – Plano Setorial de Cidades;

V – Plano Setorial de Energia;

VI – Plano Setorial de Indústria e Mineração;

VII – Plano Temático de Igualdade Racial e Combate ao Racismo;

VIII – Plano Temático de Oceano e Zona Costeira;

IX – Plano Temático de Povos e Comunidades Tradicionais;

X – Plano Temático de Povos Indígenas;

XI – Plano Setorial de Redução e Gestão de Riscos e de Desastres;

XII – Plano Temático de Recursos Hídricos;

XIII – Plano Setorial de Saúde;

XIV – Plano Setorial de Segurança Alimentar e Nutricional;

XV – Plano Setorial de Transportes; e

XVI – Plano Setorial de Turismo.

Fonte: Agência Gov
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