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No Show Rural, Biopark e Governo do Estado anunciam expansão estratégica do Projeto de Queijos Finos para todo o Paraná
O ecossistema eleito o melhor do país em 2025 escala seu modelo de biotecnologia premiado internacionalmente para fortalecer a competitividade de produtores em todas as regiões do estado.

O Biopark, reconhecido pela Anprotec como o melhor Hub de Inovação do Brasil em 2025, oficializa nesta terça-feira (10), às 9h, uma parceria estratégica com o Governo do Estado para a expansão do Projeto Queijos Finos. Durante o Show Rural Coopavel 2026, será anunciada a ampliação da iniciativa para outras regiões do Paraná, levando a biotecnologia e o valor agregado que já renderam 72 medalhas internacionais aos queijos desenvolvidos pelo projeto. .
Com um investimento que já soma mais de R$ 500 milhões em Toledo (PR), o Biopark apresentará, entre os dias 9 e 13 de fevereiro no Show Rural Digital, soluções de vanguarda que integram pesquisa aplicada, educação e empreendedorismo. Sob o conceito de “economia simbiótica”, o ecossistema demonstra como sua infraestrutura de 5 milhões de m² e 23 laboratórios atua como ponte entre a inovação global e a rentabilidade real no campo.
Expansão do Projeto de Queijos Finos

O lançamento da 3ª edição do Conecta Queijo, também na terça (10), marca um novo patamar para a cadeia leiteira paranaense. A iniciativa utiliza biotecnologia avançada para transformar a produção artesanal em produtos de alto valor agregado. Durante toda a feira, a Queijaria Flor da Terra estará no estande comercializando os produtos premiados que servem de modelo para essa expansão.
Tecnologia Industrial e Sustentabilidade
Na quarta-feira (11), o foco volta-se para a eficiência operacional com o lançamento do Centro de Tecnologia em Máquinas e Equipamentos (CTMAQ) e da Gestão Hídrica. As iniciativas reforçam o compromisso do Biopark com a inovação tecnológica aplicada à indústria e a sustentabilidade no uso de recursos naturais, pilares essenciais para o agronegócio moderno.
Mercado e Alimentos do Futuro
A quinta-feira (12) será dedicada à 3ª edição do programa Alimentos do Futuro, que conecta pesquisa tecnológica à indústria alimentícia de alto valor. Em paralelo, o Biopark promove, junto ao Sebrae/PR, uma Rodada de Negócios focada em aproximar startups e grandes empresas, acelerando investimentos regionais e conexões estratégicas.
Educação e Inteligência Artificial
No encerramento da feira, na sexta-feira (13), o protagonismo será dos talentos técnicos. Uma delegação da Faculdade Donaduzzi — instituição com nota máxima no MEC — participará do Hackathon Show Rural Digital. A presença dos alunos reforça a aplicação da Inteligência Artificial na solução de desafios complexos do setor produtivo.
Visão Estratégica
Para o vice-presidente do Biopark, Paulo Rocha, o Show Rural é o cenário ideal para validar o impacto do ecossistema. “O Show Rural Digital é um espaço estratégico para mostrarmos como educação, pesquisa e empreendedorismo caminham juntos. Com a parceria do Governo do Estado, mostramos que o modelo desenvolvido em Toledo é escalável e pronto para transformar a realidade de produtores em todo o Paraná”, afirma Rocha.

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Fundação Araucária levará ao Show Rural mostra de inovações para o agro do Paraná
Instituição promove exposição de novos de Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) apoiados pelo Governo do Estado.

A Fundação Araucária participa do Show Rural Coopavel com uma programação voltada à difusão da ciência, da inovação e de soluções tecnológicas aplicadas ao agronegócio e à sustentabilidade. Uma mostra dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (Napis), apoiados pela Instituição, estará instalada no estande da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
Integram a exposição os Napis Alimentos Saudáveis; Águas; Biodiversidade Restore; Recursos Genéticos; Serviços Ecossistêmicos; Taxonline; Trinacional; Sudoeste; Erva-Mate; Inova Vitis e Paraná Faz Ciência, evidenciando a diversidade de projetos estratégicos desenvolvidos em parceria com universidades, centros de pesquisa e o setor produtivo.
O estande também reunirá empreendimentos que receberam apoio do Programa Centelha II, uma iniciativa da Fundação Araucária voltada à geração de novas empresas de base tecnológica, inovações que sejam de interesses sociais e empresariais, e formação da cultura do empreendedorismo inovador.
O Show Rural acontece de segunda sexta-feira (9 a 13 de fevereiro) no Parque Tecnológico Agroindustrial de Cascavel. Na quinta-feira (12), um dos destaques no estande onde a Fundação Araucária atuará é a apresentação do projeto Inova Monitoramento Ambiental, que desenvolveu uma estação de baixo custo para monitoramento de odores, baseada em conceitos de Internet das Coisas e Cidades Inteligentes. O sistema permite detectar gases traçadores, transmitir dados em tempo real e estimar a localização de fontes emissoras, podendo ser utilizado de forma fixa ou móvel.
“O Show Rural é sempre uma oportunidade estratégica para o Paraná apresentar toda a sua potência ao Brasil e também à América do Sul”, afirma o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa. “Nesse cenário, o sistema de ciência, tecnologia e inovação do Estado ocupa um papel de destaque”, afirma.
Ele ressalta que são inúmeras soluções, pesquisas e tecnologias que impulsionam a produtividade do agronegócio enfrentam desafios de competitividade e contribuem para a geração de emprego e renda. “O evento é uma grande vitrine de integração entre academia, setor produtivo e governo, permitindo que a sociedade conheça, de forma concreta, os resultados dos investimentos em ciência e inovação”, enfatiza.
CigarrinhaWeb
Outro momento relevante da programação ocorre na segunda-feira, às 15 horas, com o lançamento do site CigarrinhaWeb. Trata-se de um projeto realizado pela Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada – Complexo de Enfezamento do Milho, por meio da Fundação Araucária e o Sistema Federação da Agricultura do Paraná – Faep.
A plataforma permitirá o acompanhamento semanal da presença e da população da cigarrinha-do-milho no Paraná, ampliando o acesso à informação para produtores rurais e técnicos. A ferramenta reforça o manejo integrado de pragas e contribui para a sustentabilidade da cultura do milho, sendo resultado de uma parceria público-privada articulada no âmbito da Rede. O evento acontece no Estande do Sindicato Rural de Cascavel Show Rural Coopavel, na BR-277, km 577.
NAPIs
Os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) da Fundação Araucária representam uma estratégia pioneira de articulação entre universidades, centros de pesquisa, setor produtivo e governo para enfrentar desafios estratégicos do Paraná. Organizados em redes colaborativas e multidisciplinares, os Napis integram competências científicas e tecnológicas para gerar conhecimento aplicado, desenvolver soluções inovadoras e ampliar o impacto social, econômico e ambiental da pesquisa paranaense, fortalecendo o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação em todas as regiões do Estado.
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Exportações de carne de frango e suína iniciam 2026 com crescimento nos embarques
Dados da ABPA indicam aumento no volume exportado e na receita em janeiro, com avanço das vendas para mercados da Ásia, Oriente Médio e União Europeia.

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 459 mil toneladas em janeiro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é recorde para o mês e representa uma alta de 3,6% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, com 443 mil toneladas.
Em receita, também houve crescimento e registro de recorde para janeiro. O resultado chegou a US$ 874,2 milhões, saldo 5,8% superior ao alcançado no primeiro mês de 2025, com US$ 826,4 milhões.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin: “O desempenho recorde com alta em praticamente todos os principais destinos, em um período de típica demanda reduzida, como é o mês de janeiro, sinaliza perspectivas otimistas para 2026″ – Foto: Divulgação/Alimenta
Principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, os Emirados Árabes Unidos importaram 44,3 mil toneladas no mês, volume 14% superior ao registrado no ano passado. Em seguida estão África do Sul, com 36,8 mil toneladas (+34%), Arábia Saudita, com 33,5 mil toneladas (+5%), China, com 33,5 mil toneladas (-25%), Japão, com 29,2 mil toneladas (+4%), União Europeia, com 27,4 mil toneladas (+24%), Filipinas, com 25,1 mil toneladas (+23%), Coreia do Sul, com 16,2 mil toneladas (+10%), Singapura, com 14,1 mil toneladas (resultado equivalente à 2025) e Chile, com 11,8 mil toneladas (+51%).
Principal estado exportador, o Paraná embarcou 187,7 mil toneladas em janeiro (+3,9%), e foi seguido por Santa Catarina, com 103,1 mil toneladas (+9,3%), Rio Grande do Sul, com 58,7 mil toneladas (+0,75%), São Paulo, com 26,7 mil toneladas (+2%) e Goiás, com 25,6 mil toneladas (+9,5%). “O desempenho recorde com alta em praticamente todos os principais destinos, em um período de típica demanda reduzida, como é o mês de janeiro, sinaliza perspectivas otimistas para 2026. Isto indica crescimento sustentado em diversos mercados importadores, especialmente nos Emirados Árabes, na África do Sul, nos países da União Europeia e em determinados mercados da Ásia com expressiva demanda”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Carne suína
As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) também foram recordes para o período. Ao todo, foram 116,3 mil toneladas embarcadas em janeiro, número 9,7% maior que o total embarcado no mesmo mês do ano passado, com 106 mil toneladas.
A receita das exportações chegou a US$ 270,2 milhões, saldo 13,6% em relação ao mesmo período do ano passado (e recorde para o mês de janeiro), com US$ 238 milhões.

Maior importadora de carne suína do Brasil, as Filipinas foram destino de 37,4 mil toneladas (+91%). Foram seguidas por Japão, com 12,9 mil toneladas (+58%), Hong Kong, com 8,8 mil toneladas (-7%), China, com 8,3 mil toneladas (-58%), Chile, com 7,7 mil toneladas (resultado equivalente a 2025), Singapura, com 5,5 mil toneladas (-16%), Uruguai, com 3,7 mil toneladas (+1%), Costa do Marfim, com 3,4 mil toneladas (+3%), México, com 3 mil toneladas (+133%) e Argentina, com 2,8 mil toneladas (-37%).
Maior estado exportador, Santa Catarina embarcou 56,5 mil toneladas (-2,3%), e foi seguido pelo Rio Grande do Sul, com 29 mil toneladas (+34,4%), Paraná, com 17 mil toneladas (+29,1%), Mato Grosso, com 3,6 mil toneladas (+7,5%) e Minas Gerais, com 3 mil toneladas (-11,8%). “O movimento ocorrido ao longo de 2025 segue neste ano, com descentralização dos envios à China para novos destinos, incluindo Filipinas e outros mercados de alto valor agregado, como é o caso do Japão. O saldo recorde de janeiro aponta para um fluxo novamente positivo em 2026”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
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Operação apreende mais de 17 toneladas de insumos agrícolas ilegais em Minas Gerais
Ação do Mapa identificou galpão com manipulação clandestina de agrotóxicos e fertilizantes e prejuízo estimado acima de R$ 3 milhões.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu mais de 17 toneladas de insumos agrícolas ilegais durante a Operação Defense (Ronda Agro CXXVII), realizada na última quarta e quinta-feira (05), em Minas Gerais. A ação foi conduzida pelo Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), com apoio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e da Polícia Civil de Boa Esperança (MG).
De acordo com a fiscalização, os produtos foram encontrados em um galpão utilizado para a manipulação e o fracionamento clandestino de agrotóxicos e fertilizantes. No local, também foram apreendidos materiais sem identificação regular e produtos com rótulos em língua estrangeira incompatíveis com a tradução apresentada, o que pode indicar tentativa de burlar exigências de importação.
Durante a operação, equipes utilizaram um espectrômetro de infravermelho portátil para análise dos materiais. Os resultados apontaram similaridade com princípios ativos de agrotóxicos e outras substâncias químicas. O prejuízo estimado ao responsável pelos produtos apreendidos ultrapassa R$ 3 milhões. Conforme as autoridades, os itens eram manipulados e comercializados sem receituário agronômico e bula, em desacordo com a legislação, incluindo substâncias com uso restrito no Brasil.
A operação contou ainda com apoio da Seção de Inovação Tecnológica da Superintendência de Inteligência Integrada da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, do Centro Integrado de Inteligência, Segurança Pública e Proteção Ambiental (CIISPA), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo.
Após a apreensão, os responsáveis pela atividade irregular foram encaminhados à delegacia da Polícia Civil de Boa Esperança para os procedimentos legais.
O Ministério da Agricultura destaca que operações de fiscalização têm como objetivo proteger os ativos agropecuários do país, além de preservar a saúde da população e o meio ambiente, evitando concorrência desleal no mercado de insumos.



