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No Paraná, agronegócio representa 60% das contratações do BRDE

Foram injetados R$ 151 milhões às cooperativas de produção ano passado; região Oeste recebeu 29% dos financiamentos nesse período.

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José Gabriel Jesus

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) financiou nos últimos três anos aproximadamente R$ 1 bilhão em investimentos na produção agropecuária paranaense. O agronegócio, que inclui agroindústrias e outras empresas do setor, representa cerca de 60% da carteira do banco.

O BRDE superou todas as expectativas de contratações em 2021, com uma carteira de crédito que o colocou entre as 500 empresas maiores do Sul do Brasil e terceira instituição financeira da região, conforme divulgado no evento “500 Maiores do Sul”, do Grupo Amanhã, realizado em novembro passado.

Em 2021, os contratos no Paraná totalizaram R$ 1,4 bilhão, com 29,5% desse valor destinado à produção agropecuária, e R$ 151 milhões a investimentos das cooperativas de produção. Ainda deste total, 29% dos financiamentos foram contratados para projetos na região Oeste do Estado.

Além disso, o banco equalizou os desafios da pandemia e bateu a meta histórica no ano passado, com R$ 4,14 bilhões de contratos nos estados de atuação (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul), ano em que completou 60 anos de sua fundação. Em 2013 tinha sido registrada a melhor marca até então, quando as aplicações chegaram a R$ 3,76 bilhões.

O porte de investimentos destinados aos produtores rurais foi de R$ 638 milhões. “Firmamos parcerias com cooperativas de crédito, em operações de segundo piso, que nos dá uma pulverização desses recursos, uma redução do tíquete médio, traçando um perfil menos sisudo e mais acessível às necessidades da sociedade”, disse o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski.

Ainda em 2021, o BRDE e Sicredi realizaram 2.236 contratações, totalizando R$ 68 milhões. O ticket médio foi de R$ 30 mil, sendo a maioria financiamentos pelo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).

A inserção no programa nos anos 2020/21 permitiu ao BRDE a equalização de juros a pequenos e médios agricultores, usando recursos próprios.

Há quase um ano em parceria com a Fomento Paraná, instituição financeira de desenvolvimento do Governo do Estado, o BRDE lançou o Banco do Agricultor Paranaense, para incrementar as estratégias do Paraná com o agronegócio mundial, e teve repasses que somaram mais de R$ 60 milhões desde a sua criação. Foram 373 projetos apoiados no estado.

Irrigação em Paranavaí

O projeto de irrigação de 97 hectares de plantação de laranja em Paranavaí, no Noroeste, na propriedade de Vilmar Pasquali recebe assistência técnica de profissionais da Unicampo, que é uma cooperativa que presta esse serviço.

Os recursos foram financiados pelo BRDE via Banco do Agricultor Paranaense, com convênio do Sicredi. Houve a aquisição de dois sistemas de irrigação por gotejamento, que introduz a tecnologia para o produtor rural, elevando seu status para empresário inovador.

O técnico em agropecuária que dá suporte ao projeto, José Gabriel Jesus, contou que em 2021 Vilmar o procurou no escritório Unicampo com a proposta em mãos. “A partir disso fomos atrás de recursos e chegamos até o BRDE para fazer esse financiamento, através do Banco do Agricultor, com subvenção de taxas de juros para irrigação e outras ações”, disse.

“Já está em funcionamento e é de extrema importância essa irrigação, porque na cultura do citrus seu desenvolvimento depende de água para enchimento do fruto, floração e, no atual cenário, com muitas intempéries climáticas, ele desvia de problemas como a seca, além de maior produtividade”, analisou o técnico.

“Essas linhas de financiamento são importantes ao desenvolvimento da Agricultura, tanto para seu Vilmar como para outros produtores rurais, pois com o acesso a essas operações, ele consegue se desenvolver e aumentar sua demanda”, afirmou.

Copacol e BRDE

Uma das principais cooperativas agropecuárias do Brasil, a Copacol tem o apoio do BRDE na ampliação do abatedouro de aves em Cafelândia, no Oeste do Estado. De acordo com o projeto, a capacidade de abate foi incrementada com a média de 380 mil aves diárias, em execução desde 2018 e com aportes de recursos do banco em diversas etapas.

Outro investimento recente trata da aquisição de equipamentos para cortes, automação e embalagem de congelados. O contrato com o BRDE ainda contempla construção de depósitos de calcário com 1,5 mil metros quadrados e substituição de máquinas de limpeza na unidade Central Santa Cruz. Todo esse incremento impacta na melhora da logística de recebimento e entrega de calcário e no beneficiamento de grãos.

O diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol, falou sobe o financiamento com o BRDE. “Para crescer e oferecer oportunidades é preciso planejar e investir continuamente. Em nosso planejamento estratégico contamos com a importante parceria do BRDE, participando da expansão da Cooperativa e garantindo melhores resultados a cada um dos nossos 6,7 mil cooperados”, disse.

“Em 2021 atingimos R$ 7,9 bilhões em faturamento e temos a meta de chegar a R$ 10 bilhões até 2025, diversificando as atividades em grãos, aves, suínos, leite e peixes, sempre com o compromisso de produzir alimentos com excelência. Além disso, o apoio do BRDE aos nossos produtores, financiando projetos de obras e melhorias, é fundamental para o desenvolvimento e a evolução das propriedades”, acrescentou.

Segundo ele, o mais recente investimento feito em parceria com o BRDE na Unidade Industrial de Aves possibilita melhorar as condições de operação e aumentar a geração de emprego. “Com esse apoio temos a segurança de continuar investindo, gerando desenvolvimento a todos, seja no campo ou na cidade. É uma relação de confiança de décadas, com grandes metas pela frente, que serão alcançadas graças à parceria com o BRDE”, afirmou Pitol.

Fonte: AEN Paraná
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Notícias Suinocultura

ASEMG celebra aniversário de 50 anos e posse da nova diretoria

Foram cinco décadas de muito esforço e empenho na representação dos suinocultores de Minas Gerais

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Fotos: Divulgação - Assessoria

Na quinta-feira (12) a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG) reuniu- se com seus associados e instituições parceiras para celebrar o aniversário de 50 anos da entidade e posse dos recém eleita diretoria regente para o triênio 2022/2024.

No evento foi apresentado um vídeo institucional sobre a ASEMG falando sobre , as cinco décadas de trabalho árduo em prol do setor suinícola do Estado, seguido por um momento de homenagem a todos os ex-presidentes que passaram pela entidade e parceiros de longa data, que há anos apoiam para o desenvolvimento sustentável da atividade da suinocultura em Minas.

O presidente João Carlos Brettas Leite, iniciou a noite expressando sua alegria de fazer parte da história da ASEMG “Eu quero agradecer a toda diretoria por acreditar em mim para que eu possa ficar a frente e fazer parte da história da ASEMG. É um trabalho que realizamos todos juntos em prol de todo criador mineiro de suínos”, afirmou o presidente.

Em seguida, o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, realizou a posse da nova diretoria da ASEMG, que é formada por suinocultores dos mais diversos polos suinícolas do estado, sendo composta da seguinte forma:

 

Conselho Diretor :

 

 

Conselho Fiscal

 

 

Conselho Consultivo

 

Diretor Presidente: João Carlos Bretas Leite

Vice Diretor Presidente: Roberto Silveira Coelho

Diretor Financeiro: Fernando da Silva Araújo

Diretor Administrativo: Donizetti Ferreira Couto

Diretor Técnico e de meio ambiente: Luís Alberto Grigoletto

Diretor de Mercado: Armando Barreto Carneiro

 

Fernando César Soares

Jair Cepera

Ricardo dos Santos Bartholo

Conselho Fiscal Suplente

Mário Lúcio Assis

Marcelo Amaral

Manoel Teixeira Lopes

 

ASSUVAP – Patrícia Morari Mendes

ASTAP – Herlys Pereria Gomes

COGRAN – Francisco José de Aguiar Paixão

COOPEROESTE – Marcelo Gomes de Araújo

COOSUIPONTE – José Manoel Marcondes

SUINCO – Décio Bruxel

 

Foram cinco décadas de muito esforço e empenho na representação dos suinocultores de Minas Gerais. Uma história construída por pessoas que deram o melhor de si para o melhoramento de uma cadeia produtiva.

“Gostaria de parabenizar, em nome de toda Associação Brasileira de Suínos, você João, a ASEMG e todos os produtores mineiros, que merecem o respeito da produção brasileira nessa trajetória dos 50 anos, marcada por desafios e conquistas. A cadeia suinícola mineira e a brasileira colhem os frutos do empenho de vocês em busca do desenvolvimento da atividade. Parabéns pelas cinco décadas!”, felicitou o presidente da ABCS.

O diretor superintendente da Agroceres PIC, Alexandre Furtado de Rosa, realizou uma homenagem aos suinocultores de Minas, representado pelo presidente da ASEMG. “É uma emoção estar comemorando o aniversário da nossa querida ASEMG. É sempre bom enaltecer as iniciativas de vocês em construir essa entidade tão forte. Para nós é uma alegria participar como parceiros, pois a história da AGROCERES se confunde com a da suinocultura mineira. Parabéns ASEMG!”, disse Alexandre ao entregar a homenagem. 

Fonte: Assessoria
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Notícias COMÉRCIO EXTERIOR

Exportações do agronegócio em abril alcançam recorde para o mês, com US$ 14,86 bilhões

Valor pode ser explicado pela elevação dos preços dos alimentos no mercado internacional. Destaque foi para complexo soja, carnes e café

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As exportações do agronegócio brasileiro em abril totalizaram US$ 14,86 bilhões, valor recorde para o mês. O número representa alta de 14,9% em relação a abril de 2021.

De acordo com levantamento elaborado pela Secretaria de Comércio de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, a elevação dos preços dos alimentos no mercado internacional explica o incremento no valor das exportações, mesmo após queda no volume embarcado (-13,2%).

O agronegócio brasileiro registrou 51,5% de market share sobre o total exportado pelo Brasil. Os produtos exportados que mais se destacaram no mês de abril foram os do complexo soja (óleo, grão e farelo), carnes bovina e de frango e café.

As importações do setor foram de US$ 1,32 bilhão em abril (+14,8%), explicadas também pela expansão dos preços médios, que subiram 14,8%.

 

Complexo soja

O complexo soja (grãos, farelo e óleo) é o principal setor exportador do agronegócio brasileiro, com vendas de US$ 8,09 bilhões em abril deste ano. As exportações do setor foram influenciadas principalmente pela expansão dos preços médios de exportação, que subiram 41,4% em relação a 2021.

A soja em grão é o principal produto do setor e da pauta de exportação do agronegócio brasileiro. As exportações brasileiras de soja em grão foram de US$ 6,73 bilhões em abril de 2022 (+1%), com redução do volume exportado, de 16,1 milhões de toneladas em abril de 2021 para 11,5 milhões de toneladas em 2022 (-28,8%).

A China é a maior compradora de soja em grão do Brasil, com 7,5 milhões de toneladas (-35,2%), e representou 65,6% do total exportado.

As exportações de farelo de soja aumentaram de US$ 630,41 milhões em abril de 2021 para US$ 939,97 milhões em 2022 (+49,1%). A quantidade exportada subiu para 1,72 milhão de toneladas (+23,7%), enquanto o preço médio de exportação subiu 20,5%.

A União Europeia foi o principal destino de farelo de soja do Brasil, com US$ 434,60 milhões (+43,3%). Outros grandes importadores foram: Vietnã (US$ 133,74 milhões; +335,3%); Indonésia (US$ 121,87 milhões; +154,8%); e Tailândia (US$ 112,28 milhões; +15,5%).

Ainda no setor, as exportações de óleo de soja subiram para US$ 415,71 milhões no mês em análise (+81,3%). O volume vendido ao exterior subiu 24,6%, alcançando 260,2 mil toneladas.

 

Carnes bovina e de frango

As vendas externas de carnes alcançaram US$ 2,15 bilhões em exportações em abril de 2022. O valor foi 36,9% superior aos US$ 1,57 bilhão exportados no mesmo mês de 2021.

As exportações de carne bovina registraram o valor recorde de US$ 1,10 bilhão em abril (+56,2%), com expansão do volume exportado (+22,1%) e do preço médio de exportação (+27,9%).

A China também se destacou nas aquisições de carne bovina brasileira, com US$ 675,06 milhões (+118,3%) dos US$ 1,10 bilhão exportados. O montante representou 61,3% do valor total exportado. O segundo principal importador foram os Estados Unidos, com US$ 79,9 milhões (+22,7%).

Nas exportações de carne de frango, o valor alcançado é recorde para toda a série histórica, com US$ 802,80 milhões (+34,3%). A quantidade exportada de carne de frango subiu 5,6%, enquanto o preço médio de exportação subiu 27,2% comparado a abril de 2021.

Os principais países importadores foram: China (US$ 100,30 milhões; -1,1%); Emirados Árabes Unidos (US$ 90,16 milhões; +129,3%); Japão (US$ 84,49 milhões; +50,0%); e Arábia Saudita (US$ 76,43 milhões; +12,5%).

 

Café

O setor cafeeiro exportou US$ 734,16 milhões, valor 43,5% acima dos US$ 511,67 milhões de vendas externas em abril de 2021. De acordo com a análise da SCRI, o fator preço é preponderante para a elevação desse valor.

As vendas externas de café verde atingiram a cifra recorde de US$ 679,38 no mês estudado, aumento de 46,1% na comparação com os US$ 464,92 milhões exportados no mesmo mês em 2021.

As exportações recordes ocorreram em função do incremento de 82,7% no preço médio, pois a quantidade exportada caiu 20%.

A maior parte do café exportado pelo Brasil é remetido à União Europeia, que adquiriu US$ 406,99 milhões (+67,7%), ou seja, 59,9% do valor exportado.

O segundo maior importador foram os Estados Unidos, com registros de US$ 94,78 milhões (+8,1%) ou uma participação de 13,9% sobre o total.

Outro produto é o café solúvel, que teve elevação de 10,3% nas vendas externas, atingindo US$ 45,86 milhões. O preço médio de exportação subiu 26,0%, e queda do volume exportado de 12,4%.

 

Fonte: MAPA
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Pecuária deve seguir dez megatendências até 2040 conforme pesquisador da Embrapa

Prosa de Pecuária tratou de sustentabilidade e desafios para a cadeia da carne bovina

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A complexidade vai marcar o futuro da pecuária brasileira. Este foi um dos conceitos que o pesquisador Guilherme Malafaia, coordenador do Centro de Inteligência da Carne Bovina da Embrapa Gado de Corte,  apresentou na 13ª Prosa de Pecuária, live realizada pelo Instituto Desenvolve Pecuária, em seu canal do Youtube, com o tema “Sustentabilidade e os desafios futuros para a cadeia produtiva da carne bovina”. Ele mostrou o que deverá ser a terceira onda da pecuária brasileira, nos próximos 20 anos, com um cenário de aumento da produção com redução da área ocupada, manutenção no mercado internacional como líder na produção e comercialização e também na exportação de genética.

Malafaia garante que o futuro da pecuária é promissor, apesar de um cenário negativo em algumas áreas. Ele apresentou à audiência um estudo realizado pela Embrapa Gado de Corte, em conjunto com o Ministério da Agricultura, que traz as dez megatendências para o setor para 2040, como o avanço de fármacos biológicos com menor resíduos no produto final, melhoramento genético e sanidade animal impactados pela biotecnologia e o diálogo cada vez maior com outras cadeias produtivas como grão e florestas.

Entre as tendências listadas, o pesquisador destacou duas que podem se transformar em um desafio para o produtor: a dos avanços tecnológicos, com o digital transformando toda a cadeia, e um apagão na mão de obra. Sobre o primeiro, ressaltou a necessidade de investimentos na área e atualização tecnológica. Sobre o segundo, apresentou o dado de que 87% da população brasileira é, atualmente, urbana. “Este é um desafio não só quantitativo, como também qualitativo, pois precisamos qualificar a pouca mão de obra que temos, incluindo o próprio dono do negócio”, afirmou.

“Acredito no boi verde e amarelo, que vai conquistar o mundo”, afirmou Malafaia. Contudo, o pesquisador garante que o produtor deve se preparar para uma terceira onda com um ciclo mais curto, cada vez mais integrada com outras cadeias de produção, com mais precisão, equilíbrio de emissões com menor pegada ambiental e hídrica. “E também gerando um produto padronizado, de alta qualidade para atender mercados altamente exigentes”, complementou.

Paulo Costa Ebbesen, vice-presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, destacou que a palestra de Guilherme Malafaia foi uma aula sobre o futuro da atividade pecuária. “Tivemos uma ampla visão do que nos aguarda nas próximas décadas”, disse ele.

Fonte: Assessoria
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