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No Dia Nacional da Conservação do Solo, IAT reforça dicas de preservação

Com oito tipos diferentes no território estadual, o solo é essencial para o equilíbrio ecológico no Paraná, influenciando na disponibilidade de água, no fornecimento de nutrientes e até no combate às mudanças climáticas. A população pode ajudar a reverter esse quadro ao descartar o lixo em locais adequados, plantar mudas ou ajudar a cuidar de áreas verdes próximas.

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Foto: Denis Ferreira Netto

Responsável por colaborar com a disponibilidade de água, fornecimento de nutrientes para a vegetação e ano combate às mudanças climáticas, o solo é essencial para a vida. Nesta terça-feira (15), Dia Nacional da Conservação do Solo, o Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), reforça algumas orientações sobre a preservação dessas superfícies.

Fotos: Roberto Dziura Jr/AEN

Uma delas é sempre descartar os resíduos em locais apropriados, especialmente o lixo tóxico, como pilhas, lâmpadas, equipamentos eletrônicos e medicamentos vencidos. Quando depositados no solo, esses resíduos podem causar contaminação, prejudicando o fornecimento de água por meio da poluição de lençóis freáticos

Outro ponto importante é que a vegetação é um elemento essencial para a proteção do solo, evitando a exposição direta da terra e ajudando a evitar processos erosivos. Por isso, plantar espécies nativas é algo que beneficia muito a conservação da superfície. Para isso, a população pode solicitar mudas cultivadas nos 19 viveiros do IAT, seja pelo aplicativo Paraná Mais Verde, disponível na Play Store (modelos Android) e na App Store (modelos iOS), ou por meio de uma solicitação através do Sistema de Gestão Ambiental (SGA), no endereço www.sga.pr.gov.br.

Cuide das áreas verdes

Cuidar das áreas com vegetação é outra forma de garantir a conservação do solo. Ao visitar locais como parques, unidades de conservação ou Áreas de Proteção Ambiental, lembre-se de sempre descartar resíduos nos locais adequados e de não remover a vegetação nativa.

Além disso, fique atento para participar de ações voluntárias de conservação organizadas nesses espaços, e informe as autoridades ao avistar crimes contra a flora nessas localidades. “Restaurar solos degradados é algo que leva tempo e necessita de muitos investimentos financeiros. Por isso, para reverter esse cenário, é essencial adotar medidas como a conservação e a restauração de nascentes, de Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reservas Legais (RL), bem como o uso de práticas agrícolas sustentáveis e a criação de áreas protegidas para preservar a biodiversidade. Essas ações ajudam a manter o equilíbrio dos ecossistemas e a saúde do solo”, explica o agente profissional e engenheiro agrônomo do IAT, Guilherme Alex da Costa.

Tipos de solo no Paraná

De acordo com o núcleo estadual da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, o Paraná possui oito tipos diferentes de solo, classificados tanto conforme características morfológicas, físicas, químicas e mineralógicas quanto pela avaliação os aspectos ambientais, como clima, vegetação, relevo, material originário, condições hídricas, características externas ao solo e relações solo-paisagem.

Desses, cinco são encontrados com maior frequência: o Latossolo, antigo e profundo, está presente em 31% do território, principalmente em relevos mais planos; o Neossolo, um tipo raso e em estágio inicial de evolução, é encontrado em 22% do território, em todas as regiões do Estado; o Argissolo, bastante vulnerável à erosão, está presente em 15,5% do Estado, desde o Litoral até o Noroeste, e possui uma camada superficial de areia e um acúmulo de argila no horizonte subsuperficial; o Nitossolo, presente em 15% do território, principalmente nas regiões com rochas basálticas no Norte, Oeste e Sudoeste, possui agregados que apresentam um brilho característico; e o Cambissolo, pouco espesso e com fertilidade variável, está presente em 11% do Paraná, predominantemente no Sul e no Leste.

Fecham a lista o Gleissolo (1% de ocorrência no Estado), solo acinzentado encontrado próximo de rios e lagos; o Espodossolo (0,5%), encontrado na planície litorânea e altamente arenoso, e o Organossolo (0,5%), de cor escura e grande acúmulo de matéria orgânica, encontrado nas várzeas dos rios Iapó, Alto Iguaçu e Paraná

Fonte: AEn-PR
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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare

Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

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Fotos: Epagri

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.

A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri

O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.

Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.

Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.

Fonte: Assessoria Epagri
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira

Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

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Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.

A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.

Fonte: O Presente Rural
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