Bovinos / Grãos / Máquinas
Você sabe como os auditores fiscais federais agropecuários garantem a qualidade do queijo brasileiro?
Há um processo extenso de vistoria para o cumprimento dos padrões do laticínio produzido no país.

Protagonista em pratos sofisticados ou acompanhado de um bom vinho, o queijo tem o seu próprio dia (20 de janeiro) reconhecido em todo mundo. Ele é uma verdadeira obra-prima da gastronomia, que reflete a cultura e a tradição de diferentes regiões do mundo e do Brasil. Graças aos auditores fiscais federais agropecuários, há um processo extenso de vistoria para garantir o cumprimento dos padrões de qualidade do produto produzido internamente e também dos que são importados e fazem sucesso na culinária brasileira. Por sua característica e importância, os queijos podem, inclusive, obter certificação de indicação geográfica, que aponta o local de produção e as características do laticínio.

Fotos: Gilson Abreu
O Brasil é um dos grandes produtores e consumidores de queijo, com variedades que vão desde o tradicional queijo Minas, muito apreciado no café da manhã, até iguarias como o queijo Canastra e as opções mais sofisticadas, como o Brie e o Camembert. Cada tipo de queijo possui características únicas, que dependem do leite utilizado, do processo de maturação e até mesmo do clima da região onde é produzido.
A produção de queijos, assim como de vinhos e outros produtos de origem animal e vegetal, exige altos padrões de qualidade e segurança. É aqui que entra o trabalho essencial dos auditores fiscais federais agropecuários. A atuação dos profissionais é fundamental para garantir a qualidade do leite e dos derivados utilizados na produção, certificar as boas práticas de fabricação nas queijarias e garantir a segurança dos alimentos, desde a produção até o consumo e fortalecer a confiança no mercado brasileiro, tanto nacional quanto internacionalmente.
A primeira verificação é na origem, com análise do leite cru e de outros ingredientes e insumos. Ele precisa estar livre de antibióticos, no nível correto de acidez e com as características físico-químicas exigidas. Depois, há a análise dos parâmetros térmicos, ou seja, a pasteurização. E, a partir disso, a produção da massa, prensagem, formato, salga e maturação.

Também são avaliadas as condições do estabelecimento, como temperatura da câmara fria e a proteção da embalagem, para evitar qualquer risco de contaminação do alimento. Nos casos de queijos que possuem adição de fungos, como o gorgonzola e o azul, os profissionais verificam as condições de inoculação e proliferação, a temperatura e o tempo para atuar e criar o sabor, cor e odor específicos do produto.
Indicação Geográfica
A Indicação Geográfica é uma prática comum a muitos produtos internacionais: somente os espumantes de certa região francesa podem ser chamados de Champagne, por exemplo. Seguindo na mesma linha, destilados de agave produzidos no México podem ser batizados de tequila. Além de uma indicação de procedência, trata-se de um diferencial competitivo para os produtores da região.

Foto: Albari Rosa
No Brasil, existem cinco queijos com indicação de procedência. E três deles são de Minas Gerais: o do Serro, o da Canastra e o do Cerrado Mineiro. Há ainda o de Marajó (PA) e o de Autazes (AM).
“A indicação de procedência se refere a um produto específico de determinada região do país, que se tornou famosa pela procura, pela qualidade. Muito mais pelo conhecimento que os consumidores tem da região de procedência”, afirmou o auditor fiscal federal agropecuário aposentado, José Luiz Ramos.
Os queijos ainda podem ter uma denominação de origem, que vincula produto a condições climáticas ou do processo produtivo de uma região. É o caso do queijo Serrano, produzido em Campos de Cima da Serra, nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. “É um produto que só pode ser produzido em uma determinada região porque demanda aspectos da natureza, do saber fazer e do processo produtivo que não pode, por condições climáticas, hidrológicas ou por características de alimentação dos animais, ser produzido em outras localidades”, explica o especialista.

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Contribuições ao Fundesa-RS sobem 4,43% com atualização da UPF em 2026
Reajuste eleva valores pagos por produtores e indústrias nas cadeias de carnes, leite e ovos. Nova lei sancionada em dezembro passa a valer a partir de março.

Já estão em vigor os novos valores de contribuição do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, atualizados pela Unidade de Padrão Fiscal (UPF). A UPF é um indexador utilizado para a correção de taxas e tributos cobrados pelo Estado, e seu valor é atualizado anualmente pela Receita Estadual com base no IPCA-E. Para 2026 o reajuste foi de 4,43%, ficando a UPF fixada em R$28,3264, ante R$27,1300 de 2025.
Atualmente, indústria e produtores contribuem em igual parte para o fundo, considerando cabeças abatidas, e produção de ovos e leite. Com a atualização da UPF, a contribuição por bovino abatido, por exemplo, passa de R$1,4324 para R$1,496, sendo R$0,748 cabendo ao produtor e o mesmo valor à indústria, que fica responsável pelo recolhimento e pagamento ao Fundesa. A tabela com todos os valores e respectivas cadeias produtivas está disponível no site.
Esse reajuste considera apenas a atualização da UPF e não é o mesmo que está previsto na Lei 16.428/2025, sancionada pelo governador em 19 de dezembro. Pelo princípio de anterioridade, a lei só poderá ser implementada 90 dias após a sanção. “Neste período, o Fundesa está articulando com a Secretaria da Agricultura o formato para permitir a contribuição dos produtores que não recolhiam, bem como a modificação do sistema de cobrança utilizado pelo fundo”, explica o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.
Para saber mais sobre o projeto aprovado na Assembleia legislativa, clique aqui.
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CooperAliança e Sebrae lançam projeto de ultrassonografia de carcaça
Iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final.

A CooperAliança, em parceria com o Sebrae, lançou um novo projeto voltado à utilização da ultrassonografia de carcaça por cooperados de bovinos. A iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final, desde a propriedade até a indústria.
Segundo o médico-veterinário da CooperAliança, Renan Guilherme Mota, a ultrassonografia de carcaça é uma ferramenta estratégica no processo de melhoramento genético dos rebanhos. “Quando utilizamos a ultrassonografia na matriz, ela permite e viabiliza o melhoramento genético focado em características de carcaça, como área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio. Essas características estão diretamente relacionadas à musculosidade, ao padrão dos cortes, ao rendimento de carcaça e ao desempenho do animal”, explica.
Renan destaca ainda que os dados obtidos vão além da qualidade da carne. Por exemplo, essas informações também estão ligadas à fertilidade, precocidade sexual e ao desempenho reprodutivo. Ou seja, é uma ferramenta que agrega tanto para a indústria, em qualidade, perfil de carcaça, tamanho dos cortes e rendimento de desossa, quanto para o produtor, em desempenho, reprodução e fertilidade.
Para o consultor do Sebrae, Heverson Morigi Miloch, o projeto representa uma oportunidade concreta de evolução na pecuária dos cooperados. “O objetivo é atender esses produtores para que, por meio da seleção genética, eles possam identificar e trabalhar com os animais mais adequados para a produção e para a entrega aqui na CooperAliança.”
Heverson também destaca o apoio financeiro oferecido. O Sebrae vai subsidiar 50% do custo, além de facilitar as formas de pagamento. “Isso garante que mais produtores possam participar, fortalecendo a união, melhorando a produção na ponta e elevando a qualidade da do animal que chega até a CooperAliança.”
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Concurso de Carcaças Angus valoriza boas práticas e eleva padrão da carne bovina
Iniciativa reuniu produtores de diferentes regiões e avaliou mais de 4,1 mil novilhas com critérios técnicos de qualidade.

Realizado entre os meses de outubro e dezembro, o Concurso de Carcaças Angus teve como foco estimular a adoção de boas práticas pecuárias e valorizar a produção de carne bovina de alta qualidade no Brasil. A iniciativa reconhece produtores que se destacam no manejo, na genética e no acabamento de animais da raça Angus, contribuindo para a padronização do produto e para a elevação dos padrões de qualidade exigidos pelo mercado.

Foto: Shutterstock
A ação foi promovida pela Associação Brasileira de Angus, em parceria com a Minerva Foods, e reuniu produtores de diferentes regiões do país. As avaliações técnicas das carcaças ocorreram em unidades localizadas em Barretos, no interior de São Paulo; Bataguassu, no Mato Grosso do Sul; Rolim de Moura, em Rondônia; Palmeiras de Goiás, em Goiás; e Tangará da Serra, no Mato Grosso.
Ao longo do concurso, os produtores encaminharam animais previamente selecionados para análises que levaram em conta critérios técnicos como conformação, acabamento e rendimento de carcaça. A iniciativa reforça o papel da genética Angus como instrumento de agregação de valor à pecuária de corte brasileira e de alinhamento às demandas de consumidores e mercados cada vez mais atentos à qualidade, à padronização e à origem da carne.
Neste processo, foram observados aspectos como padrão racial, faixa etária e nível de acabamento, assegurando uma avaliação criteriosa e

Foto: Shutterstock
alinhada aos mais elevados protocolos de qualidade. A partir desses parâmetros, cada carcaça foi classificada, permitindo o cálculo do desempenho médio dos lotes avaliados e a valorização objetiva dos melhores resultados. “O Concurso de Carcaças é uma ferramenta estratégica para fortalecer a pecuária de qualidade no Brasil. Ao incentivar boas práticas, reconhecer o trabalho dos produtores e valorizar a raça Angus, criamos um ciclo virtuoso que beneficia toda a cadeia produtiva e para o posicionamento da carne brasileira nos mercados mais exigentes do mundo”, frisou o gerente executivo de Relacionamento com Pecuaristas da Minerva Foods, Rostyner Costa.
Nesta edição, mais de 4,1 mil novilhas foram avaliadas, número recorde do concurso promovido pela Companhia, refletindo o crescente engajamento dos produtores e a consolidação da iniciativa como referência no setor. Os vencedores receberam um troféu e um avental personalizado da Associação Brasileira de Angus, como forma de reconhecimento pela excelência alcançada.



