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No Dia Mundial Contra a Raiva, Adapar alerta sobre a importância da vacinação

Doença é transmitida por morcego hematófago para herbívoros domésticos, como bovinos, equinos, caprinos e ovinos. A não notificação de casos suspeitos coloca em risco a saúde dos rebanhos da região, podendo expor o próprio ser humano à enfermidade.

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José Gomercindo/AEN

A data de 28 de setembro foi escolhida pela Aliança Global para o Controle da Raiva (ARC) com o objetivo de lembrar a importância de controle e prevenção do vírus que provoca a doença. A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) alerta sobre a necessidade da vacinação – a única forma de prevenção – e de notificar os casos suspeitos. A falta de notificação coloca em risco a saúde dos rebanhos da região, podendo expor o próprio ser humano à enfermidade.

“Assim que o proprietário identificar qualquer sinal em herbívoros deve notificar a Adapar. A comunicação também deve ocorrer se observar a presença de animais com mordeduras por morcegos hematófagos ou se houver abrigos desses morcegos”, alertou a coordenadora do Programa de Controle da Raiva dos Herbívoros da Adapar, Elzira Jorge Pierre.

Outra obrigação do proprietário é fazer uso da pasta vampiricida ao redor das feridas provocadas pelas mordeduras dos morcegos hematófagos nos herbívoros domésticos. Como os morcegos são animais silvestres protegidos pela legislação ambiental, esta é uma maneira permitida para o controle indireto da população dessa espécie.

Nunca se deve tocar diretamente um morcego. Aqueles que forem encontrados mortos ou caídos devem ser encaminhados à Adapar para o diagnóstico laboratorial.

SINAIS

A raiva é causada por um vírus cuja variante 3 está associada ao morcego hematófago da espécie Desmodus rotundus, que é o principal reservatório e transmissor para os herbívoros domésticos, como bovinos, equinos, caprinos e ovinos. O animal suspeito de raiva apresenta alteração do comportamento, salivação abundante e dificuldade de locomoção. Os sintomas progridem e podem provocar a paralisia e morte.

O diagnóstico laboratorial somente é possível após a morte do animal suspeito, por meio da coleta de uma amostra de material do sistema nervoso central, que é enviada para exame gratuito. Em caso de resultado positivo, o proprietário e o serviço de saúde são informados para as providências necessárias.

A vacinação dos animais é a única prevenção. A vacina pode ser aplicada a partir dos 3 meses de idade, sendo necessário um reforço após 30 dias e revacinação anual.

SITUAÇÃO NO ESTADO

A raiva é uma doença endêmica no Paraná. Nos últimos cinco anos, ocorreram, em média, 60 focos anuais. Só no primeiro semestre de 2021, a Adapar já identificou e atuou em 45 focos de raiva dos herbívoros.

A Adapar faz o monitoramento em mais de 800 abrigos de morcegos hematófagos cadastrados. Eles se alimentam exclusivamente de sangue e, se estiverem contaminados com o vírus da raiva, poderão transmiti-la aos animais e aos seres humanos.

DIA MUNDIAL

O Dia Mundial Contra a Raiva tem apoio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é simbólica em razão da morte de Louis Pasteur, cientista francês reconhecido pelas notáveis descobertas sobre as causas e prevenções de doenças. Em 1895, ele desenvolveu a vacina antirrábica.

O Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros, do Ministério da Agricultura, atua com o objetivo de baixar a prevalência da doença na população de herbívoros domésticos. A estratégia do programa é baseada na adoção da vacinação desses herbívoros, no controle de transmissores e de outros procedimentos de defesa sanitária animal que visam à proteção da saúde pública e ao desenvolvimento de ações futuras para o controle dessa enfermidade.

Fonte: AEN-PR

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Sindiveg anuncia nova diretoria para o período 2026-2029

Nova gestão assume com foco em fortalecer a representatividade do setor e promover o uso responsável de defensivos.

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Antonio Mauricio Haddad Marques é o novo presidente do Conselho de Administração do Sindiveg

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) anuncia a composição de sua nova diretoria para o período de 2026 a 2029. A nova gestão assume com o compromisso de fortalecer a representatividade institucional do setor, com base em dados estatísticos e respaldo científico, além de incentivar a adoção de boas práticas para o uso seguro e responsável de defensivos agrícolas.

O Conselho de Administração agora é presidido por Antonio Mauricio Haddad Marques, da Bequisa, tendo como vice-presidente Júlio Borges Garcia, da Ihara. Integram ainda Cristiano Campos de Figueiredo, da UPL, como 1º conselheiro; Alexandre Gobbi, da Sipcam Nichino Brasil, como 2º conselheiro; Humberto Amaral, da Nortox, como 3º conselheiro; e Thaís Balbão Clemente Bueno de Oliveira, da Ourofino Química como 4ª conselheira. Como suplentes, participam Andrey Gyorgy Filgueira de Araújo, da Adama, e Luis Henrique Rahmeier, da Sumitomo.

Além do Conselho, eles compõem a Diretoria Executiva da entidade junto com Sebastian Luth, da Helm do Brasil; Bertrand Jean Marie Desbrosses, da Gowan Produtos Agricolas; e Renato Francischelli, da Ascenza Agro.

O Conselho Fiscal é formado por Luis Carlos Cerresi, da UPL; Massaki Hassuike, da ISK Biosciences do Brasil; e Leandro Alves Martins, da Sipcam Nichino Brasil, com suplência de Sergio Watanabe, da Ihara e Carlos Henrique Zago, da Adama.

Como delegados representantes junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o Sindiveg conta com João Sereno Lammel, da Ihara, como titular, e Imero Padula, da Oxiquimica, como suplente.

Fonte: Assessoria Sindiveg
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Promoção da Lar encerra com entrega de carro híbrido no Oeste do Paraná

Grande prêmio saiu para cliente da região de origem da cooperativa, reforçando engajamento local.

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Fotos: Divulgação/Lar Cooperativa

A Lar Cooperativa realizou na manhã de quinta-feira (02), a entrega oficial do grande prêmio da campanha “Pra Ganhar Compre Lar”: um Toyota Corolla Cross Híbrido 25/26, 0km. O sortudo foi Marcelo Willian Gessinger, cliente do Lar Supermercados de São Miguel do Iguaçu (PR).

“Sempre compro no Lar Supermercados e participo das campanhas, mas quando eu recebi a notícia, na hora eu não acreditei e sinceramente demorei para acreditar mesmo depois da confirmação. O importante é não desistir dos sonhos e continuar participando das promoções porque uma hora acontece e felizmente agora foi a minha vez”, contou o cliente contemplado, Marcelo Willian Gessinger.

O sorteio foi realizado no dia 21 de março de 2026 através da Loteria Federal. A entrega do prêmio marcou o encerramento da campanha nacional de vendas “Pra Ganhar Compre Lar”, uma das maiores e mais relevantes ações promocionais da história da cooperativa.

“Estamos muito felizes com este momento, que encerra com chave de ouro uma campanha vitoriosa em nível nacional. Alcançamos a marca de aproximadamente 100 mil participantes cadastrados e cerca de 1 milhão de números da sorte gerados a partir da compra dos produtos Lar. Esse resultado expressivo demonstra o alcance e a força da nossa cooperativa em todo o país. É uma conquista que só é possível graças à qualidade, variedade e praticidade do nosso mix, aliadas à confiança dos clientes que prestigiam a nossa marca”, destacou o superintendente de Suprimentos e Alimentos da Lar, Jair Meyer.

Vigente entre outubro de 2025 e março de 2026, a campanha contemplou 51 famílias em 11 estados brasileiros. Além do automóvel entregue nesta quinta-feira (02), foram distribuídos 50 prêmios de R$ 10 mil cada. O Paraná consolidou-se como o estado com maior engajamento, somando 17 ganhadores. Na sequência, Paraíba e Santa Catarina aparecem com destaque, registrando sete contemplados cada.

“Esta foi uma campanha em nível nacional, mas com o grande prêmio saindo aqui para a região de origem da Lar, o que é muito simbólico. Ações como essa têm o objetivo de impulsionar a marca por todo o Brasil e os números comprovam o sucesso. Queremos fidelizar cada vez mais o nosso cliente, contribuindo diretamente com a estratégia comercial da cooperativa” afirmou o diretor 1° vice-presidente da Lar, Diogo Sezar de Mattia.

Embora a campanha nacional tenha chegado ao fim com a entrega do grande prêmio, a Rede Lar Supermercados e Postos segue movimentando suas lojas com novas oportunidades para os clientes.

Já está em vigor a promoção “Clube Lar + Sorte no seu Placar”, exclusiva para membros do Clube Lar+. A ação vai sortear 33 kits compostos por uma Smart TV LG 75” 4K, Home Sound Bar JBL e um vale-compras de R$ 2 mil.

Para participar, basta o cliente estar cadastrado no Clube Lar+ e adquirir R$ 10,00 em produtos das marcas parceiras para gerar um número da sorte, com o diferencial do “Gol Triplo”, que triplica as chances para pagamentos via PIX. Os sorteios ocorrem entre maio e julho, garantindo que o cliente Lar continue sendo prestigiado o ano todo.

Fonte: Assessoria Lar Cooperativa
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Conflito no Oriente Médio já encarece produção e ameaça exportações do agro brasileiro

Alta de mais de 30% na ureia pressiona custos em plena formação da safra 2026/27, enquanto tensão no Estreito de Ormuz eleva frete, risco logístico e ameaça embarques de proteína animal. Dependência de fertilizantes expõe produtores, sobretudo em Mato Grosso.

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Quem acha que a guerra no Oriente Médio é um problema distante está olhando errado. O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel já começou a bater na porta do agronegócio brasileiro e o impacto tende a ser forte, principalmente em Mato Grosso. Não é uma possibilidade. É uma realidade em curso.

Foto: Shutterstock

O primeiro sinal veio pelos fertilizantes. A alta de mais de 30% no preço da ureia no mercado internacional não é um detalhe técnico, é um alerta direto para o produtor. Isso acontece exatamente no momento em que o Brasil começa a formar a safra 2026/27.

Mato Grosso, que lidera a produção nacional, entra nesse ciclo com baixa contratação de insumos. Ou seja: o produtor está exposto, comprando mais caro e assumindo risco maior. No milho, por exemplo, esse aumento já pode consumir parte relevante da margem.

Na soja, o problema é outro e ainda mais grave: dependência externa. O Brasil importa grande parte dos fertilizantes fosfatados de regiões que estão diretamente impactadas pelo conflito. Isso significa risco real de falta, atraso e encarecimento. Traduzindo: o custo sobe antes mesmo de plantar.

Mas o efeito não para no campo. Ele avança para a indústria e chega ao consumidor.
Com o diesel mais caro, o frete já disparou. Embalagens, que dependem do petróleo, também estão subindo. E isso pressiona toda a cadeia de alimentos.

Como empresário do setor de proteína animal posso afirmar com clareza: o problema não é só o custo, mas também logística e mercado.

O Estreito de Ormuz virou um gargalo mundial. Navios parados, frete mais caro, seguro elevado e até cobrança de “taxa de guerra”. Isso encarece o produto brasileiro e coloca em risco contratos importantes. Estamos falando de mercados estratégicos. O Brasil é líder na exportação de carne halal. Trata-se de um tipo de abate específico para o mercado muçulmano, atendendo preceitos da lei islâmica.

Foto: Divulgação

Na agroindústria avícola, setor onde atuo, observamos um cenário de atenção e desafios logísticos devido ao acirramento de conflitos no Oriente Médio.  Nosso país embarca por mês cerca de 100 mil toneladas de frango halal para esta região – principalmente para os Emirados Árabes Unidos, Oman e Iêmen.

Parte dessas exportações está ameaçada por instabilidade que foge completamente do nosso controle. O risco é claro: perder competitividade, reduzir volume e, em alguns casos, até segurar produção por falta de segurança logística.

No fim da cadeia, quem paga a conta é o consumidor. Frango, ovos, carne suína, todos esses produtos tendem a subir de preço, não por aumento de demanda, mas por pressão de custo. É inflação importada, causada por uma guerra que não é nossa, mas que já impacta diretamente o nosso dia a dia.

O que essa crise escancara é algo que o setor produtivo já sabe há muito tempo: o Brasil ainda depende demais de insumos externos e de rotas logísticas vulneráveis. Temos produção, temos tecnologia, temos escala. Mas seguimos expostos.

Para continuarmos sendo protagonistas no agro global, precisamos avançar em autonomia, principalmente de fertilizantes e fortalecer nossa logística, diminuindo nossas vulnerabilidades. E neste cenário Mato Grosso está no centro do debate. O que acontece aqui impacta o Brasil inteiro.

A guerra pode estar longe no mapa. Mas, na prática, ela já chegou ao campo, à indústria e ao prato do brasileiro e ignorar isso agora é um erro que vai custar caro lá na frente.

Fonte: Artigo escrito pelo Cidinho Santos, ex-senador por Mato Grosso e empresário do agronegócio. 
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