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No Dia do Suinocultor: saiba como as novas gerações estão impulsionando o setor
A busca pelo aprimoramento e o uso da tecnologia são características da nova geração de suinocultores atendidos pela MSD Saúde Animal; conheça a história de duas granjas que passam por transformações.

A suinocultura brasileira está consolidada e tem seu espaço reconhecido entre as proteínas animais dentro e fora do país, uma conquista dos pioneiros do setor. As gerações mais jovens de suinocultures trazem o respeito a esse legado de seus antecessores, mas, aos poucos, vão aprimorando a gestão dos negócios por meio da tecnologia. A mudança de perfil é observada pelo médico-veterinário Marco Antonio Muller do Couto, coordenador técnico comercial de suinocultura da MSD Saúde Animal, que atua diretamente com os suinocultores, inclusive nos treinamentos oferecidos a eles por meio da Universidade MSD. “Já temos nas granjas vários integrantes bem mais jovens, menos experientes, ávidos por conhecimento e mostrando grande dinamismo” comenta Couto.

Lilian Schoeler
A Schoeler Agro, empresa de produção de suínos, instalada em Piraí do Sul (PR), é administrada pela terceira geração da família Schoeler, que assumiu os negócios em 2010. Desde então, a empresa passa por uma transformação em termos de qualidade e melhoria de seus processos. Lilian, que junto com seu primo Diego dirige a empresa, conta que eles têm outra visão para conduzir o negócio. “Estamos em uma etapa diferente da vida profissional se comparado aos nossos pais, temos pré-disposição para a mudança e maior abertura para as inovações e novos relacionamentos que são superpositivos para os negócios”.
Ela destaca que o bom relacionamento com a MSD Saúde Animal tem sido importante, visto que, “além de produtos, a empresa tem oferecido suporte em serviços e estratégias que podem melhorar o dia a dia e os resultados do negócio”, diz. “Temos recebido capacitação para temas diversos, desde preparar as equipes para lidar com os injetáveis, bem como treinamento em biosseguridade e bem-estar animal que são imprescindíveis para a produção”, afirma.
Há alguns anos, a Schoeler Agro conta com o apoio de assessorias de nutrição e mercado de grãos, como também tem investido em melhoramento genético. O foco, segundo Lilian, que é formada em administração de empresas, é a eficiência operacional. “Não somos morosos em tomar decisões que podem nos fortalecer em estratégias de custo que podem garantir a qualidade de nosso produto e a nossa sobrevivência.”
Por essa razão, ela acredita que a empresa conseguiu resistir a crise recente do setor. “A forma como conduzimos as decisões com as equipes foi o nosso diferencial. Controlamos o custo ao máximo, buscamos prazos com fornecedores e minimizamos estoques. A ideia era preservar as equipes, evitar demissões, e conseguimos fazer esse trabalho emergencial buscando o menor prejuízo possível”, relata a administradora, que completa: “acredito que estamos próximos de viver um momento melhor na suinocultura.”
Aos 25 anos, Pauline assumiu a Granja Peru de Suínos
A veterinária Pauline Beatriz Guidoni Verburg estava no Canadá para fazer uma especialização em suínos quando recebeu a notícia da morte de seu pai, durante a pandemia de Covid-19. Ela voltou ao Brasil para assumir a Granja Peru de Suínos, de propriedade da família, juntamente com sua mãe Jaqueline. “Demorou um mês para eu conseguir chegar ao Brasil, após o falecimento do meu pai, pois as fronteiras estavam fechadas devido à pandemia. Quando cheguei, tive de lidar com o luto, mudança e os clientes que aguardavam retorno, em todo o Brasil. Tive de resolver os problemas, um a um. A situação levou aproximadamente 8 meses para se normalizar, foi desafiador; muitos desistiram, mas eu nunca desisti”, resume Pauline. Hoje, sob sua coordenação estão 25 colaboradores.
Ela empreendeu mudanças na gestão das cargas, entregas, de pessoas e clientes, e passou a dar mais enfoque ao marketing. “Foi uma grande mudança pra todos”, ressalta. Além do suporte que teve da família, ela comenta que a MSD Saúde Animal tem apoiado sua gestão. “Além de fornecer excelentes produtos para a sanidade dos animais, a empresa nos apoia com as iniciativas realizadas, em nossa página do Instagram, dirigidas aos suinocultores do Brasil.”
Os arraçoamentos foram automatizados e passaram a importar sêmen congelado, adotaram o melhoramento genético e melhorias no laboratório de análises espermáticas. Estruturalmente, Pauline conta, ainda, que implantaram um gerador de energia elétrica, um sistema de aquecedor na maternidade para os leitões, aumentaram o barracão de gestação e de engorda, construíram uma nova composteira e alambrados ao redor da Granja. Apesar das modificações que promoveu, a veterinária diz que é preciso manter as lições que o pai deixou, como “o amor, a dedicação e o respeito pela criação, a conservação das linhagens antigas nacionais, e, na gestão, a redução de custos desnecessários”.
A proprietária da Granja Peru estará em live promovida pela MSD Saúde Animal
A proprietária da Granja Peru participará de uma live do dia 24 de julho, às 19h, no Instagram da MSD Saúde Animal e da Granja Peru , com Bruna Khun, médica-veterinária e coordenadora técnica comercial da MSD Saúde Animal, para falar mais sobre sua experiência. “Como estamos vivendo em um mundo digital, temos que usufruir dessa tecnologia para levar a verdade da suinocultura para o mundo e instruir e motivar todos os suinocultores do Brasil”, resume Pauline.

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Hubbard investe R$ 60 milhões para aumentar a produção no Brasil
Resultados do Hubbard Efficiency Plus em matrizes e frangos de corte em 2025 direcionaram expansão em Goiás para atender uma demanda crescente

A Hubbard®, uma das maiores empresas internacionais de seleção genética de frangos de corte, anunciou um aporte estratégico de R$ 60 milhões destinado à expansão de sua unidade de avós em Luziânia (GO), no Brasil. O investimento tem como objetivo aumentar a capacidade de produção de matrizes da companhia no país, preparando a estrutura para um novo ciclo de crescimento impulsionado pela alta demanda do pacote genético Hubbard Efficiency Plus.
Ouvindo os produtores e avançando
O crescimento ocorre após um ano em que o desempenho em campo confirmou o que muitas granjas já observavam na prática. Os clientes relataram resultados consistentes, principalmente no que diz respeito ao equilíbrio entre a produção de ovos/pintos e a melhoria da conversão alimentar. Essa combinação – alta produtividade aliada ao bem-estar animal e à eficiência alimentar – reforçou a confiança em todo o mercado e sinalizou a necessidade de aumento da oferta.
Para o gerente Geral da Hubbard no Brasil, Carlos Antônio Costa, o progresso no melhoramento genético deve permanecer alinhado à realidade das granjas. “O progresso no melhoramento genético deve refletir o que os produtores vivenciam diariamente. No momento, isso significa aprimorar continuamente o bem-estar animal, alcançar maior eficiência alimentar e oferecer um desempenho consistente e previsível em matrizes e frangos de corte”, afirma Costa e complementa: “Essa expansão em Luziânia garante que o setor tenha o suporte necessário para continuar produzindo proteína de frango acessível de forma responsável”.
Eficiência como motor de crescimento
Em todo o Brasil e na América do Sul, a eficiência alimentar tornou-se uma prioridade fundamental – não só para o desempenho econômico, mas como parte de um compromisso mais amplo com a produção responsável de frangos de corte. Produzir aves saudáveis com maior eficiência alimentar contribui para a acessibilidade aos consumidores e para o uso responsável dos recursos naturais.
A melhoria na conversão alimentar reduz a necessidade de terras agrícolas e reduzindo a pegada de carbono associada à produção de ração. Ao mesmo tempo, aves bem balanceadas estão em melhor posição para manter um crescimento uniforme e a saúde geral do lote desde o nascimento.
Ao fortalecer a capacidade de produção em Goiás, a Hubbard reforça seu compromisso de longo prazo com a produção avícola brasileira e com o apoio a um fornecimento estável e sustentável de proteína de frango de alta qualidade para as comunidades em crescimento. “Nosso foco é simples: melhoria contínua que ajude os produtores a criar aves eficientes e saudáveis”, conclui Costa e finaliza: “Quando os produtores têm sucesso, eles ajudam a tornar a proteína nutritiva mais acessível, ao mesmo tempo que cuidam dos recursos dos quais as futuras gerações dependem”.
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Vetanco reúne lideranças de aves e suínos em gramado para debater o futuro do agronegócio no Xponential Meeting 2026
Encontro, exclusivo para 70 convidados, teve como objetivo promover análises qualificadas sobre economia, agronegócio e oportunidades de crescimento em um ano marcado por incertezas e decisões estratégicas para o setor.

A Vetanco realizou, entre os dias 24 e 27 de fevereiro, o Xponential Meeting 2026, reunindo lideranças estratégicas das cadeias de aves e suínos no Wish Serrano Resort, em Gramado (RS). O encontro, exclusivo para 70 convidados, teve como objetivo promover análises qualificadas sobre economia, agronegócio e oportunidades de crescimento em um ano marcado por incertezas e decisões estratégicas para o setor.
A programação foi organizada em três painéis – econômico, agro e oportunidades – que trouxeram uma leitura ampla e estratégica do setor. Os debates abordaram desde os impactos do cenário macroeconômico sobre o agronegócio até temas estruturais da produção, como sucessão em empresas familiares, desenvolvimento da suinocultura e o posicionamento do Brasil no mercado global de carnes, além de discutir caminhos para inovação, acesso a financiamento e tomada de decisão em um ambiente de negócios cada vez mais imprevisível.
Para aprofundar essas discussões, o evento contou com a participação de nomes de referência: Antônio Cabrera, presidente do Grupo Cabrera e ex-ministro da Agricultura; Felipe Serigatti, da FGV Agro; Kellen Severo, jornalista especializada em economia e agronegócios; Marcos Paludo, diretor agroindustrial do Grupo Pluma; José R. Goulart, presidente da Alibem Alimentos S.A.; Dilvo Casagranda, diretor de Exportações da Aurora Coop; Bruno Rodrigues Camargo, gerente regional Sul da Finep; Arthur Müller, sócio da Cordier Investimentos; e Daniel Boer, consultor em estratégia, supply chain e sustentabilidade, ex-diretor global de proteínas da McDonald’s Corporation.
Cada painel foi complementado por mesas-redondas mediadas por executivos da Vetanco, promovendo integração entre conteúdo técnico e troca prática de experiências. A mediação ficou a cargo de Tiago Urbano, diretor técnico-comercial, no painel econômico; Lucas Piroca, gerente comercial da equipe de suínos, no painel agro; e Daiane Müssnich, diretora administrativa, no painel de oportunidades. A programação incluiu ainda, na tarde do dia 26, uma atividade externa no Parque Olivas de Gramado, espaço com mais de 12 mil oliveiras.
“O Xponential foi idealizado para abrir o ano com informações relevantes e qualificadas para os mercados de aves e suínos, reunindo lideranças que influenciam diretamente os rumos do setor. Nossa entrega transcende o suporte técnico; criamos um ecossistema de visão compartilhada e construção conjunta para impulsionar o crescimento real. Nossa meta é consolidar a Vetanco como a principal referência em geração de valor, unindo o protagonismo no agronegócio à nossa essência de valorização das pessoas”, destaca Thiago Tejkowski, Global Marketing Manager da Vetanco S.A.
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Leite brasileiro emite menos da metade do carbono que a média mundial, revela estudo inédito da Cargill, USP e Embrapa
Benchmarking da Pegada de Carbono usa dados de 162 milhões de litros de leite e mostra que alta produtividade reduz emissões em até 43% por litro produzido.

Um estudo inédito da Cargill Nutrição e Saúde Animal, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a Embrapa Gado de Leite, indica que a produção leiteira brasileira apresenta emissão de carbono inferior à registrada no cenário internacional.
Intitulado ‘Benchmarking da Pegada de Carbono’, o estudo aponta que a produção nacional de leite no Brasil emite, em média, 1,19 kg de dióxido de carbono equivalente (CO₂eq) para cada quilo de leite produzido. O cálculo considera o leite corrigido para os teores de gordura e proteína, método adotado internacionalmente para permitir a comparação entre diferentes sistemas de produção. Como referência, a média global é estimada em 2,5 kg de CO₂eq por quilo de leite.
A iniciativa considerou a Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), metodologia que considera os impactos ambientais do sistema produtivo do berço ao portão da fazenda, e analisou três sistemas produtivos distintos, distribuídos em quatro biomas brasileiros.
O estudo está entre os mais abrangentes já realizados no setor lácteo brasileiro. Foram analisados 24.349 animais em 28 fazendas localizadas em sete estados, com produção anual de 162.102.481 litros de leite. A amplitude da base de dados permitiu avaliar diferentes sistemas produtivos e estabelecer parâmetros técnicos comparáveis entre propriedades e regiões.
Os resultados do benchmarking mostram que o desempenho brasileiro se aproxima ao de países com sistemas leiteiros consolidados. A pegada média registrada no País é semelhante à da Alemanha, de 1,2 kg de CO₂eq, e próxima à dos Estados Unidos, estimada em 1,0 kg de CO₂eq.
Produtividade e emissões
A pesquisa reforça a relação direta entre eficiência produtiva e redução das emissões. Na comparação entre os sistemas avaliados, o aumento da produtividade permitiu redução de até 43% nas emissões por litro de leite produzido. Fazendas com produção diária superior a 25 litros por vaca apresentaram pegada média de 0,90 kg de CO₂eq por quilo de leite. Já propriedades com produtividade inferior a esse patamar registraram índice de 1,58 kg de CO₂eq.
“Os dados mostram que decisões técnicas relacionadas ao manejo do rebanho, como ajustes de dieta e tecnologias com foco em eficiência produtiva, impactam diretamente os indicadores ambientais da atividade”, afirma Marcelo Dalmagro, diretor de Marketing Estratégico e Tecnologia da Cargill Nutrição e Saúde Animal. “Além de vital para a sustentabilidade econômica das propriedades leiteiras, a produtividade passa a ser também um parâmetro associado à redução de emissões dentro da porteira”, completa.
O metano entérico foi identificado como a principal fonte de emissão, com participação de 47,0%, seguido pela produção de alimentos fora da propriedade, com 36,8%, e pelo manejo de dejetos, responsável por 8,1%.
O levantamento também analisou a produção por biomas, evidenciando o desempenho da atividade leiteira em diferentes condições climáticas e sistemas de manejo. O Pampa apresentou a menor pegada média, com 0,99 kg de CO₂eq; seguido pelo Cerrado, com 1,12 kg; Mata Atlântica, com 1,19 kg; e Caatinga, com 1,50 kg de CO₂eq por quilo de leite.
Realizado entre 2022 e 2024, o projeto seguiu as normas internacionais ISO 14040, 14044 e 14067, o que garante padronização metodológica e comparabilidade dos dados entre sistemas produtivos e regiões.



