Bovinos / Grãos / Máquinas
Nelore leva à 90ª Expozebu pecuaristas de 16 estados
Participaram da feira 692 animais Nelore, 326 animais Nelore Pelagens e 130 animais Nelore Mocho.

A raça Nelore encerrou a participação na 90ª Expozebu, em Uberaba (MG), com excelente presença de expositores e animais, além dos resultados nas pistas e nos leilões. No total, participaram dos julgamentos 1.148 animais das variedades Nelore, Nelore Mocho e Nelore Pelagens, levados por 155 expositores de 16 estados.
Foram 692 animais Nelore, de 91 expositores; 326 animais Nelore Pelagens, de 47 expositores; e 130 animais Nelore Mocho, de 17 expositores. Também foram realizados 20 leilões e cinco shoppings de vendas da raça Nelore com faturamento total superior a R$ 150 milhões. “Foi uma exposição fantástica e de alta qualidade genética. Ficamos extremamente satisfeitos com a presença de selecionadores da raça Nelore vindos de todas as regiões do país e de diversos países, inclusive da Índia. Os números alcançados nos leilões também superaram as expectativas. Foi mais uma demonstração da força do Nelore, a raça-mãe da pecuária brasileira”, disse Victor Miranda, presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil.
Nas pistas, os animais de destaque e os melhores criadores e expositores foram:
Nelore
Grande Campeã (Carina FIV do Kado, de Paulo de Castro Marques – Silvianópolis, MG)
Reservada Grande Campeã (Isis Valverde FIV da RS, de Roberto Bavaresco – Sidrolândia, MS)
Terceira Melhor Fêmea (Courchevel FIV CBA, de Paulo de Castro Marques – Silvianópolis, MG)
Grande Campeão (Bentley TE BAR, de Henrique & Juliano – Porto Nacional, TO)
Reservado Grande Campeão (Dubai FIV NVP, de Henrique & Juliano – Porto Nacional, TO)
Terceiro Melhor Macho (Lugano FIV Kado, de Henrique & Juliano – Porto Nacional, TO)
Melhores Criadores: José Ricardo Benato (1º), Paulo de Castro Marques (2º) e Rima Agropecuária (3º)
Melhores Expositores: Paulo de Castro Marques (1º), Henrique & Juliano (2º) e Rima Agropecuária (3º)
Nelore Mocho
Grande Campeã (967 FIV Moxos, de Dalton Dias Heringer – Vila Velha, ES)
Reservada Grande Campeã (Dakota FIV SB da Mata, de Sandoval Bailão Fonseca Filho – Rio Verde, GO)
Terceira Melhor Fêmea (Ipanema FIV SB da Mata, de Sandoval Bailão Fonseca Filho – Rio Verde, GO)
Grande Campeão (Heringer A8984, de Dalton Dias Heringer – Vila Velha, ES)
Reservado Grande Campeão (9192 RG, de Dalton Dias Heringer – Vila Velha, ES)
Terceiro Melhor Macho (Desalento da Monica, de Monica Marchett – Rondonópolis, MT)
Melhores Criadores: Sandoval Bailão Fonseca Filho (1º), Dalton Dias Heringer (2º) e Marco Antonio Andrade Barbosa (3º)
Melhores Expositores: Dalton Dias Heringer (1º), Sandoval Bailão Fonseca Filho (2º) e Monica Marchett (3º)
Nelore Pelagens
Grande Campeã (Neja 2797 V3, de Washington Dias Janota Júnior – Brasilândia, MS)
Reservada Grande Campeã: (Griffi FIV Serilon, de Cassio Martinho Tottene – Nossa Senhora das Graças, PR)
Terceira Melhor Fêmea (Preciosa Zeus, de Angelo Mario de Souza P. Tibery – Três Lagoas, MS)
Grande Campeão (Neja 3148 FIV V3, de Washigton Dias Janota Antunes, de Brasilândia, MS)
Reservado Grande Campeão (Megatron FIV Boiera, de Otaniel José Pereira – Nova Ponte, MG)
Terceiro Melhor Macho (Nacional FIV GC da SL, de Geraldo de Souza Carvalho Junior – Amambaí, MS)
Melhores Criadores: Geraldo de Souza Carvalho Junior (1º), João Antonio Soares Bessa Costa (2º) e Otaniel José Pereira (3º)
Melhores Expositores: Geraldo de Souza Carvalho Junior (1º), Otaniel José Pereira (2º) e Washington Dias Janota Antunes (3º)

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Contribuições ao Fundesa-RS sobem 4,43% com atualização da UPF em 2026
Reajuste eleva valores pagos por produtores e indústrias nas cadeias de carnes, leite e ovos. Nova lei sancionada em dezembro passa a valer a partir de março.

Já estão em vigor os novos valores de contribuição do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, atualizados pela Unidade de Padrão Fiscal (UPF). A UPF é um indexador utilizado para a correção de taxas e tributos cobrados pelo Estado, e seu valor é atualizado anualmente pela Receita Estadual com base no IPCA-E. Para 2026 o reajuste foi de 4,43%, ficando a UPF fixada em R$28,3264, ante R$27,1300 de 2025.
Atualmente, indústria e produtores contribuem em igual parte para o fundo, considerando cabeças abatidas, e produção de ovos e leite. Com a atualização da UPF, a contribuição por bovino abatido, por exemplo, passa de R$1,4324 para R$1,496, sendo R$0,748 cabendo ao produtor e o mesmo valor à indústria, que fica responsável pelo recolhimento e pagamento ao Fundesa. A tabela com todos os valores e respectivas cadeias produtivas está disponível no site.
Esse reajuste considera apenas a atualização da UPF e não é o mesmo que está previsto na Lei 16.428/2025, sancionada pelo governador em 19 de dezembro. Pelo princípio de anterioridade, a lei só poderá ser implementada 90 dias após a sanção. “Neste período, o Fundesa está articulando com a Secretaria da Agricultura o formato para permitir a contribuição dos produtores que não recolhiam, bem como a modificação do sistema de cobrança utilizado pelo fundo”, explica o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.
Para saber mais sobre o projeto aprovado na Assembleia legislativa, clique aqui.
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CooperAliança e Sebrae lançam projeto de ultrassonografia de carcaça
Iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final.

A CooperAliança, em parceria com o Sebrae, lançou um novo projeto voltado à utilização da ultrassonografia de carcaça por cooperados de bovinos. A iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final, desde a propriedade até a indústria.
Segundo o médico-veterinário da CooperAliança, Renan Guilherme Mota, a ultrassonografia de carcaça é uma ferramenta estratégica no processo de melhoramento genético dos rebanhos. “Quando utilizamos a ultrassonografia na matriz, ela permite e viabiliza o melhoramento genético focado em características de carcaça, como área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio. Essas características estão diretamente relacionadas à musculosidade, ao padrão dos cortes, ao rendimento de carcaça e ao desempenho do animal”, explica.
Renan destaca ainda que os dados obtidos vão além da qualidade da carne. Por exemplo, essas informações também estão ligadas à fertilidade, precocidade sexual e ao desempenho reprodutivo. Ou seja, é uma ferramenta que agrega tanto para a indústria, em qualidade, perfil de carcaça, tamanho dos cortes e rendimento de desossa, quanto para o produtor, em desempenho, reprodução e fertilidade.
Para o consultor do Sebrae, Heverson Morigi Miloch, o projeto representa uma oportunidade concreta de evolução na pecuária dos cooperados. “O objetivo é atender esses produtores para que, por meio da seleção genética, eles possam identificar e trabalhar com os animais mais adequados para a produção e para a entrega aqui na CooperAliança.”
Heverson também destaca o apoio financeiro oferecido. O Sebrae vai subsidiar 50% do custo, além de facilitar as formas de pagamento. “Isso garante que mais produtores possam participar, fortalecendo a união, melhorando a produção na ponta e elevando a qualidade da do animal que chega até a CooperAliança.”
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Concurso de Carcaças Angus valoriza boas práticas e eleva padrão da carne bovina
Iniciativa reuniu produtores de diferentes regiões e avaliou mais de 4,1 mil novilhas com critérios técnicos de qualidade.

Realizado entre os meses de outubro e dezembro, o Concurso de Carcaças Angus teve como foco estimular a adoção de boas práticas pecuárias e valorizar a produção de carne bovina de alta qualidade no Brasil. A iniciativa reconhece produtores que se destacam no manejo, na genética e no acabamento de animais da raça Angus, contribuindo para a padronização do produto e para a elevação dos padrões de qualidade exigidos pelo mercado.

Foto: Shutterstock
A ação foi promovida pela Associação Brasileira de Angus, em parceria com a Minerva Foods, e reuniu produtores de diferentes regiões do país. As avaliações técnicas das carcaças ocorreram em unidades localizadas em Barretos, no interior de São Paulo; Bataguassu, no Mato Grosso do Sul; Rolim de Moura, em Rondônia; Palmeiras de Goiás, em Goiás; e Tangará da Serra, no Mato Grosso.
Ao longo do concurso, os produtores encaminharam animais previamente selecionados para análises que levaram em conta critérios técnicos como conformação, acabamento e rendimento de carcaça. A iniciativa reforça o papel da genética Angus como instrumento de agregação de valor à pecuária de corte brasileira e de alinhamento às demandas de consumidores e mercados cada vez mais atentos à qualidade, à padronização e à origem da carne.
Neste processo, foram observados aspectos como padrão racial, faixa etária e nível de acabamento, assegurando uma avaliação criteriosa e

Foto: Shutterstock
alinhada aos mais elevados protocolos de qualidade. A partir desses parâmetros, cada carcaça foi classificada, permitindo o cálculo do desempenho médio dos lotes avaliados e a valorização objetiva dos melhores resultados. “O Concurso de Carcaças é uma ferramenta estratégica para fortalecer a pecuária de qualidade no Brasil. Ao incentivar boas práticas, reconhecer o trabalho dos produtores e valorizar a raça Angus, criamos um ciclo virtuoso que beneficia toda a cadeia produtiva e para o posicionamento da carne brasileira nos mercados mais exigentes do mundo”, frisou o gerente executivo de Relacionamento com Pecuaristas da Minerva Foods, Rostyner Costa.
Nesta edição, mais de 4,1 mil novilhas foram avaliadas, número recorde do concurso promovido pela Companhia, refletindo o crescente engajamento dos produtores e a consolidação da iniciativa como referência no setor. Os vencedores receberam um troféu e um avental personalizado da Associação Brasileira de Angus, como forma de reconhecimento pela excelência alcançada.



