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Negócios perdem ritmo no Brasil, mas preço do suíno oscila pouco
Mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de movimentação lenta entre o atacado e a reposição

O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de movimentação lenta entre o atacado e a reposição, mas os preços não chegaram a apresentar grandes oscilações. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, a expectativa é de que este cenário de movimentação seja mantido no restante da quinzena.
Maia sinaliza que há uma certa apreensão em torno do comportamento da demanda nas próximas semanas, com o aprofundamento da crise do coronavírus, o que tem levado ao fechamento de parte do comércio, do setor público, de escolas e outros setores no país. “De maneira geral, a disponibilidade continua ajustada, o que deve garantir a sustentação das cotações no curto prazo”, pontua.
Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil passou de R$ 5,13 para R$ 5,15, alta de 0,41%. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado se manteve em R$ 9,09. A carcaça registrou um valor médio de R$ 8,47, aumento de 0,15% ante os R$ 8,46 praticados na semana anterior.
No mercado internacional, Maia informa que há relatos de problemas de logística e de escoamento da carne suína da Espanha para a China, devido à falta de contêineres nos portos. Entretanto, a China começa a retomar suas atividades após mitigar os efeitos do coronavírus e deve intensificar suas importações devido ao desabastecimento em algumas províncias. “Com a Espanha e outros países da Europa travados, as compras chinesas tendem a ser direcionadas para o Brasil e Estados Unidos. A forte desvalorização do real frente ao dólar é outro ponto que tende a favorecer os negócios com o país asiático”, sinaliza.
As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 73,7 milhões em março (10 dias úteis), com média diária de US$ 7,4 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 29,7 mil toneladas, com média diária de 3,0 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.482,50. Em relação a fevereiro, houve perda de 7,4% na receita média diária, queda de 8,0% no volume diário e avanço de 0,7% no preço. Na comparação com março de 2019, houve aumento de 44,8% no valor médio diário exportado, ganho de 19,0% na quantidade média diária e elevação de 21,6% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
A análise de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 110 para R$ 111,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo seguiu em R$ 4,25. No interior do estado a cotação subiu de R$ 5,45 para R$ 5,50. Em Santa Catarina o preço do quilo na integração seguiu em R$ 4,30. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 5,55 para R$ 5,60. No Paraná o quilo vivo seguiu em R$ 5,30 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo continuou em R$ 4,60.
No Mato Grosso do Sul a cotação na integração seguiu em R$ 4,30, enquanto em Campo Grande o preço continuou em R$ 4,75. Em Goiânia, o preço avançou de R$ 5,70 para R$ 5,75. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno permaneceu em R$ 5,90. No mercado independente mineiro, o preço também continuou em R$ 5,90. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis cedeu de R$ 4,60 para R$ 4,55. Já na integração do estado a cotação continuou em R$ 4,15.

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Missão técnica aos EUA busca tecnologias para impulsionar inovação no agro paranaense
Grupo percorrerá centros de pesquisa, empresas e propriedades rurais com foco em inteligência artificial, agricultura de precisão e automação.

A segunda delegação do Sistema Faep, formada presidentes e diretores de sindicatos rurais, representantes de órgãos do setor e técnicos da entidade, está nos Estados Unidos, desde o dia 21 de julho, para conhecer o uso de Inteligência Artificial (IA) e outras tecnologias aplicadas a agropecuária. Formado por 40 integrantes, o grupo desembarcou em São Francisco, no Estado da Califórnia, e passará, até 31 de julho, pelo Nebraska, Iowa, Illinois e Missouri. Essa viagem técnica é a segunda de cinco que acontecem ao longo do ano, todas aos EUA, com o mesmo propósito. O primeiro grupo esteve no país norte-americano em maio, enquanto os próximos três realizarão as viagens em agosto, setembro e outubro.
“Depois de conhecer essas tecnologias que ajudam a aumentar a produtividade no campo e reduzir custos operacionais, os nossos líderes rurais retornam ao Paraná com o papel de disseminar o conhecimento em suas regiões. É um ponto de partida para fomentar a inovação tecnológica no agro paranaense”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “Depois de conhecer essas tecnologias que ajudam a aumentar a produtividade no campo e reduzir custos operacionais, os nossos líderes rurais retornam ao Paraná com o papel de disseminar o conhecimento em suas regiões” – Foto: Divulgação/Sistema Faep
O itinerário contempla visitas a universidades, agtechs (startups e empresas focadas em inovação para o agronegócio) e fazendas, onde será possível observar a tecnologia sendo colocada em prática.
Na Califórnia, haverá apresentação do ecossistema do Vale do Silício, incluindo uma visão geral das principais empresas e tendências tecnológicas que impactam os negócios e a sociedade. Depois, acontecem visitas a empresas que empregam recursos como IA, visão computacional e análise de dados para mapear o solo, identificar problemas de sanidade em plantas e realizar operações de forma automatizada.
Já no Nebraska, o grupo visitará a Valley Irrigation, líder global em sistemas de irrigação mecanizada com pivôs de alta eficiência e monitoramento remoto. Também está prevista agenda no Lincoln Agricultural Research & Development Center (Centro de Desenvolvimento e Pesquisa em Agricultura de Lincoln, em tradução livre), onde será possível conhecer o uso de IA e visão computacional para o monitoramento comportamental de gado em confinamento.
O roteiro inclui também ida à Universidade de Iowa, referência em pesquisa agropecuária, e à John Deere, para demonstração de tecnologias embarcadas (sistemas computacionais integrados a máquina ou veículo), automação, telemetria (coleta automatizada de dados de sensores ou equipamentos remotos) e IA em máquinas agrícolas.
Em Illinois, a parada será no Ashlyn Farm Bureau, entidade que representa produtores rurais, defendendo políticas públicas alinhadas aos interesses do setor.
A visita técnica se encerra em Missouri, onde acontece visita à Bayer, multinacional dos setores de saúde e agroquímica. Lá, a delegação do Sistema Faep vai entender o uso de IA no avanço de pesquisas voltadas ao controle de pragas e doenças em lavouras.
Histórico
As viagens técnicas internacionais já fazem parte do trabalho do Sistema Faep de fomentar o conhecimento no meio rural e promover a qualificação das lideranças, agricultores e pecuaristas paranaenses. No histórico, a entidade já promoveu viagem aos Estados Unidos, Canadá, Argentina, Alemanha, Itália, Áustria e Israel.
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Mapa abre credenciamento de laboratórios para reforçar análises na defesa agropecuária
Editais contemplam áreas de alimentos, produtos de origem animal e vegetal, qualidade do leite, vinhos, bebidas e resíduos em alimentos.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou os Editais SDA/Mapa nº 16/2026 e nº 17/2026, que abrem o processo de credenciamento de laboratórios para atuação em diferentes áreas analíticas da defesa agropecuária. A iniciativa busca ampliar a rede de laboratórios habilitados a realizar análises que dão suporte às ações de inspeção, fiscalização e controle sanitário.
O Edital SDA/Mapa nº 16/2026 contempla o credenciamento de laboratórios para as áreas de Físico-Química de Produtos de Origem Animal, Físico-Química de Produtos de Origem Vegetal, Microbiologia de Alimentos e Água, Resíduos e Contaminantes em Alimentos, Físico-Química de Alimentos para Animais e Físico-Química de Vinhos, Bebidas e Fermentados Acéticos.

Foto: Pixabay
Já o Edital SDA/Mapa nº 17/2026 é voltado exclusivamente ao credenciamento de laboratórios especializados em análises de Qualidade do Leite.
O processo de credenciamento seguirá as normas previstas na Lei nº 14.515/2022, na Lei nº 8.171/1991, no Decreto nº 5.741/2006, na Portaria Mapa nº 747/2024 e na legislação complementar aplicável.
Os editais estabelecem os critérios de participação, a documentação exigida, o cronograma, os prazos para inscrição e envio dos documentos, além das orientações para apresentação das propostas e dos canais disponíveis para esclarecimento de dúvidas.
O Mapa orienta que as instituições interessadas consultem integralmente o edital correspondente antes de iniciar o processo de inscrição, a fim de verificar todos os requisitos para o credenciamento.
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Plantas de cobertura fortalecem resiliência das lavouras às mudanças climáticas
Pesquisas mostram que prática melhora a fertilidade do solo, sequestra carbono, reduz emissões e amplia a retenção de água.







Os pesquisadores destacam que os benefícios ambientais e produtivos dependem da adoção completa do Sistema Plantio Direto, baseado em três princípios: ausência de revolvimento do solo, cobertura permanente e rotação de culturas.
Além da apresentação de Arminda Carvalho, outros pesquisadores da Embrapa Cerrados participaram da programação técnica do evento. Ieda Mendes abordou estudos sobre enzimas do solo e regeneração biológica, enquanto Lourival Vilela apresentou pesquisas relacionadas à integração entre solo, plantas e animais no Sistema Plantio Direto nos trópicos.