Suínos
Nasce a Associação Brasileira da Piscicultura para apoiar o desenvolvimento do setor
O Brasil possui um enorme potencial para produção de organismos aquáticos e, atualmente, se situa entre os 15 maiores produtores do mundo, de acordo com a FAO (Roma/Itália). Porém, a atividade ainda enfrenta enormes desafios e gargalos em nosso País.
Estes são os principais motivos para a criação da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), entidade de âmbito nacional, que nasce a partir da fusão da Associação Brasileira da Indústria de Processamento de Tilápia e da Associação Brasileira dos Produtores de Tilápia e concentra suas atividades na atividade de peixes cultivados.
A produção de peixes cultivados no Brasil ainda não é compatível com o seu potencial, mas é a atividade zootécnica que mais vem crescendo no Brasil nos últimos 10 anos e atingiu 585 mil toneladas em 2014, informa o presidente do Conselho de Administração e Presidente Executivo da Peixe BR, Eduardo Amorim. Queremos contribuir para o crescimento e profissionalização da piscicultura no Brasil, agregando renda à cadeia produtiva, incluindo produtores, indústria de processamento e indústria de insumos e equipamentos, ressalta Amorin.
A Peixe BR começa suas atividades com as maiores empresas do negócio e entidade de âmbito regional. Temos parceiros em SP, PR, MS, CE, MG e MT. Nestes Estados estão mais de 80% do negócio de peixes cultivados no Brasil. Paralelamente, já iniciamos trabalho de atração de novas empresas para ampliar ainda mais a representatividade da Peixe BR, explica o vice-presidente do Conselho de Administração e vice-presidente Executivo Mario Sergio Cutait.
A diversificação da produção, as questões ambientais e tributárias, o uso de modernas tecnologias, as relações governamentais e a comunicação estão entre as propriedades da Peixe BR. Temos plena consciência dos desafios da piscicultura brasileira, mas também conhecemos o seu potencial de geração de trabalho, renda e divisas, não só para os envolvidos com a atividade, mas também para todo o País.
Hoje, a atividade movimenta cerca de R$ 4 bilhões/ano, gera 1,25 milhão de empregos diretos e indiretos e cresce a taxas superiores a 10% ao ano, ressalta o diretor Executivo da Peixe BR, Felipe Matias. Matias tem uma longa trajetória ligada à piscicultura, tendo sido Secretário de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura do Ministério da Pesca e da Aquicultura (MPA, Brasília/DF) de 2009 e 2012 e é secretário Executivo da Red de Acuicultura de Las Américas (RAA/FAO/ONU).
Perfil da piscicultura no Brasil.
Produção de aquicultura no Brasil (dados de 2014): 685 mil toneladas/ano.
Produção de peixes cultivados (piscicultura) no Brasil (dados de 2014): 585 mil toneladas/ano, sendo:
Tilápia: 275 mil toneladas;
Tambaqui: 135 mil toneladas;
Tambacu e Outros híbridos: 80 mil toneladas;
Carpa: 55 mil toneladas;
Outros: 40 mil toneladas;
(Camarão: 85 mil toneladas/ Ostras e Mexilhões: 15 mil toneladas).
Negócios.
Tamanho do negócio da piscicultura no Brasil (dados de 2014): aproximadamente R$ 4 bilhões:
Produção: R$ 3 bilhões;
Produção de Rações para peixes: R$ 900 milhões/ano
Outros insumos: R$ 100 milhões;
Empregos: Diretos (200 mil), Indiretos (800 mil) = Total: 1 milhão.
Diretoria.
Presidente: Eduardo Marchesi Amorim (Geneseas);
Vice-presidente: Mario Sergio Cutait (MCassab);
Diretor Internacional: Antonio Costa (Mar & Terra);
Diretor Tesoureiro: Mauro Tadashi Nakata (Cristalina);
Diretor Secretário: Valdemir Paulino dos Santos (Copacol);
Diretor de Relações Governamentais: Ricardo Neukirchner (Aquabel);
Diretor Executivo: João Felipe Matias.
Conselho de Administração:
Presidente: Eduardo Marchesi Amorim;
Vice-presidente: Mario Sergio Cutait;
Membros: Valdemir Paulino dos Santos, Mauro Tadashi Nakata, Ricardo Neukirchner, Camilo Diógenes (Aceaq), Antonio Costa e Antonio Ramon Amaral (Amaral).
Conselho Fiscal:
André Camargo (Escama Forte), Juliano Kubitza (Royal Fish) e Antonio Albuquerque (Aceaq).
Fonte: Peixe BR, adaptado pela equipe feed&food.

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.






