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Não invasiva, termografia é usada para monitorar bem-estar animal

Método é considerado não invasivo, permite análises à distância, gera imagens bidimensionais, é portátil e permite o registro em vídeos

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O uso da termografia infravermelha tem mostrado grande potencial e poderá ser ampliado nas pesquisas que avaliam o conforto térmico animal em sistemas integrados de produção. A técnica permite mapear um corpo ou uma região para distinguir áreas de diferentes temperaturas por meio da visualização artificial da luz dentro do espectro infravermelho. O método é considerado não invasivo, permite análises à distância, gera imagens bidimensionais, é portátil e permite o registro em vídeos.

O tema foi debatido na última sexta-feira (10) no Workshop “Compartilhando experiências” (Brasil/Itália), organizado pelo pesquisador Alexandre Rossetto Garcia, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP).

O evento faz parte do projeto “Do céu às células – uma abordagem multidimensional do conforto térmico animal em sistemas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF)”, liderado por Rossetto, e teve a participação dos pesquisadores Leonardo Nanni Costa, da Universidade de Bolonha, e Fabio Luzi, da Universidade de Milão. José Ricardo Pezzopane e Alberto Bernardi, da Embrapa, além de outras pesquisadoras italianas, acompanharam o workshop em ambiente virtual.

O projeto

Rossetto apresentou a evolução do projeto Do Céu às Células, que começou em 2019 e termina no ano que vem, com financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Foram mostrados os principais benefícios das sombras das árvores na fisiologia de bovinos de corte, que permitem indicar a ILPF como estratégia produtiva para melhorar o bem-estar animal e a produtividade.

O pesquisador mostrou com imagens aéreas, de termografias e fotografias convencionais, resultados parciais já obtidos. Apresentou o sistema de captação de dados por sensores instalados em colares em animais das raças Canchim e Nelore; os gráficos que identificam deslocamento, ócio e ruminação, obtidos a partir de mais de 41 mil horas de monitoramento; os trabalhos que estão avaliando as características do pelo e a estrutura morfológica da pele de bovinos; além de outros dados envolvendo os efeitos do sombreamento no conforto térmico dos animais.
De acordo com Rossetto, “embora as causas do desconforto térmico sejam diurnas, as consequências negativas também se manifestam no período noturno”.

Itália

Os pesquisadores europeus também apresentaram trabalhos que desenvolvem na Itália, além daqueles conectados ao projeto Do Céu às Células. O agrônomo Fabio Luzi e a física Veronica Redaelli relataram o uso de termografia em pequenos animais, cavalos, répteis, primatas não humanos, suínos, aves e bovinos.

Além dos animais, a termografia pode ser usada para monitorar o ambiente e a alimentação fornecida a eles, como a silagem. A técnica também é útil para monitorar situações críticas como o transporte de animais.

Leonardo Nanni falou sobre a avaliação do bem-estar animal ante e pós-morte, apresentou o conceito de dor e os comportamentos associados a ela, seja na vocalização, temperatura, postura e locomoção. O pesquisador e sua equipe mostraram também estudos que codificam e quantificam as expressões faciais de dor em ovinos, trabalho que tem como base as expressões humanas, mas é desenvolvido com apoio de instrumentos eletrônicos.

Segundo Nanni, o uso da termografia vem ganhando relevância nos estudos sobre bem-estar animal justamente por não ser invasiva.

Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste
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Notícias Mercado

Mercado suíno aposta em demanda aquecida até metade de agosto

Primeira semana de agosto foi muito positiva para o mercado brasileiro de suínos em termos de demanda e de avanço nos preços

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Arquivo/OP Rural

A primeira semana de agosto foi muito positiva para o mercado brasileiro de suínos em termos de demanda e de avanço nos preços. A aposta é de que esse cenário se estenda ao longo da primeira metade de agosto. O analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, sinaliza que há relatos de boa fluidez de negócios ao longo da cadeia e a oferta ajustada de animais garante suporte aos preços. “A entrada da massa salarial, o dia dos Pais, o processo de flexibilização da quarentena e os altos preços da carne bovina são fatores favoráveis no curto prazo ao consumo de carne suína”, sinaliza.

Maia salienta que os animais permanecem sendo abatidos com pesos leves em grande das praças acompanhadas, o que ajuda no ajuste da disponibilidade da carne. “Além disso, os granjeiros estão em busca de reajustes para o suíno vivo em todo o país por conta do alto custo de produção, que está em tendência de alta acompanhando o preço do milho e do farelo de soja”, afirma.

Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil avançou 4,75% ao longo da semana, de R$ 5,62 para R$ 5,89. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado passou de R$ 9,63 para R$ 10,01, aumento de 4,01%. A carcaça registrou um valor médio de R$ 9,65, ante os R$ 9,06 praticados na semana passada, com valorização de 6,48%.

Outro ponto que ajuda a manter o mercado brasileiro com uma oferta enxuta é o forte ritmo de exportações, puxadas pelas compras da China. As exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 191,569 milhões em julho (23 dias úteis), com média diária de US$ 8,329 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 90,222 mil toneladas, com média diária de 3,922 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.123,30.

Na comparação com julho de 2019, houve avanço de 36,12% no valor médio diário exportado, ganho de 46,74% na quantidade média diária e retração de 7,23% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 123,00 para R$ 136,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 4,30 para R$ 4,40. No interior do estado a cotação aumentou de R$ 5,95 para R$ 6,20.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração teve alta de R$ 4,40 para R$ 4,50. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 6,05 para R$ 6,50. No Paraná o quilo vivo aumentou de R$ 6,00 para R$ 6,10 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo avançou de R$ 4,40 para R$ 4,45.

No Mato Grosso do Sul a cotação na integração subiu de R$ 4,40 para R$ 4,50, enquanto em Campo Grande o preço avançou de R$ 5,10 para R$ 5,50. Em Goiânia, o preço aumentou de R$ 6,80 para R$ 7,00. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno passou de R$ 7,00 para R$ 7,40. No mercado independente mineiro, o preço subiu de R$ 7,10 para R$ 7,50. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo na integração do estado aumentou de R$ 4,20 para R$ 4,40. Já em Rondonópolis a cotação passou de R$ 5,20 para R$ 5,60.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Preços do milho seguem trajetória altista com oferta controlada

Mercado brasileiro de milho não alterou o cenário de preços firmes nesta última semana

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de milho não alterou o cenário de preços firmes nesta última semana. Em todas as regiões houve avanços bem significativos nas cotações, refletindo um quadro de oferta controlada pelos vendedores, mesmo em meio à evolução da colheita da safrinha.

Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, os produtores estão restringindo a oferta, vendendo apenas o suficiente para o curto prazo. “O volume de lotes acaba sendo pequeno ao longo do dia e a procura acaba fazendo o preço”, afirma.

As recentes altas do dólar também elevam as cotações nos portos e influenciam o mercado físico. Mesmo com a colheita da safrinha, o produtor mostra-se capitalizado e assim dosa as negociações.

No balanço da semana, o preço do milho na base de compra no Porto de Paranaguá subiu de R$ 50,00 para R$ 54,00 a saca, alta de 8,0%.

Já no mercado disponível, o preço do milho em Campinas/CIF subiu na base de venda na semana de R$ 53,00 para R$ 55,00 a saca de 60 quilos, alta de 3,8%. Na região Mogiana paulista, o cereal passou de R$ 51,00 para R$ 53,00 a saca no comparativo, valorizando na semana 3,9%.

Em Cascavel, no Paraná, no comparativo semanal, o preço avançou de R$ 47,00 para R$ 49,00 aa saca na base de venda, alta de 4,3%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação subiu de R$ 41,00 para R$ 45,00 a saca, elevação de 9,8%. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, houve alta de R$ 52,50 para R$ 55,00 (+4,8%).

Em Uberlândia, Minas Gerais, a cotações do milho subiram na semana de R$ 45,00 para R$ 50,00 a saca, valorização de 11,1%. Em Rio Verde, Goiás, o mercado passou de R$ 43,00 para R$ 46,00 a saca (+7,0%).

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Mercado de frango registra demanda aquecida no Brasil

Mercado brasileiro de frango vivo registrou mais uma semana de preços firmes

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Divulgação/Alltech

O mercado brasileiro de frango vivo registrou mais uma semana de preços firmes, com leves mudanças nos valores praticados para o quilo vivo. “A tendência de curto prazo ainda remete para um cenário de alta nas cotações, em linha com a reposição ao longo da cadeia produtiva na primeira quinzena do mês”, avalia o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias.

No que tange aos custos de nutrição animal, a situação do farelo de soja ainda é preocupante, com preços bastante acentuados neste momento, o que leva a um aumento na busca por produtos substitutos, como a farinha de vísceras, farinha de sangue e do DDG´s. “A situação do milho também é atípica, diante da estratégia de retenção adotada pelos produtores, o que resulta em um descolamento dos preços e na busca por produtos substitutos, como a polpa cítrica”, avalia.

Iglesias afirma que o mercado atacadista se depara com preços firmes também e a expectativa ainda aponta para reajustes no curto prazo, em linha com a boa reposição entre atacado e varejo na primeira metade de agosto. “Além disso, a celebração do Dia dos Pais produz um interessante repique de consumo, o que pode motivar novos reajustes nos preços no curto prazo”, destaca.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços não tiveram algumas alterações para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado seguiu em R$ 5,00, o quilo da coxa em R$ 5,10 e o quilo da asa em R$ 10,00. Na distribuição, o quilo do peito permaneceu em R$ 5,20, o quilo da coxa em R$ 5,20 e o quilo da asa em R$ 10,20.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de estabilidade nos preços durante a semana. No atacado, o preço do quilo do peito permaneceu em R$ 5,10, o quilo da coxa em R$ 5,20 e o quilo da asa em R$ 10,10. Na distribuição, o preço do quilo do peito continuou em R$ 5,30, o quilo da coxa em R$ 5,30 e o quilo da asa em R$ 10,30.

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 446,877 milhões em julho (23 dias úteis), com média diária de US$ 19,429 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 337,480 mil toneladas, com média diária de 14,673 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.324,20.

Na comparação com julho de 2019, houve queda de 28,90% no valor médio diário, baixa de 9,23% na quantidade média diária e retração de 21,67% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo permaneceu em R$ 3,70. Em São Paulo o quilo vivo continuou em R$ 3,65.

Na integração catarinense a cotação do frango seguiu em R$ 3,00. No oeste do Paraná o preço na integração avançou de R$ 3,50 para R$ 3,60. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo se manteve em R$ 3,40.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango se manteve em R$ 3,65. Em Goiás o quilo vivo continuou em R$ 3,65. No Distrito Federal o quilo vivo seguiu em R$ 3,65.

Em Pernambuco, o quilo vivo continuou em R$ 4,45. No Ceará a cotação do quilo vivo permaneceu em R$ 4,40 e, no Pará, o quilo vivo prosseguiu em R$ 4,50.

Fonte: Agência SAFRAS
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