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Suínos / Peixes Baias Coletivas

Na vanguarda, JBS já adota sistema cobre e solta

O Presente Rural conversou com o diretor da Seara Alimentos – JBS Foods, José Antônio Ribas Junior, para saber como empresa está se adaptando aos novos sistemas

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Divulgação/MAPA

O diretor da Seara Alimentos – JBS Foods, José Antônio Ribas Junior, fala em entrevista ao jornal O Presente Rural como a empresa está se adaptando aos novos sistemas. Destaca que “acima de tudo, é um modelo mental de produção”, com ganhos reprodutivos na gestação coletiva em relação aos modelos anteriores. A JBS está na vanguarda. Todos os projetos dos últimos quatro anos já contemplam o sistema cobre e solta, quando as matrizes são imediatamente colocadas em baias coletivas, sem antes passar os 35 dias em baias individuais.

O Presente Rural – Quantas matrizes em produção a JBS tem atualmente e quantas estão em baias coletivas?

José Ribas – A JBS opera com mais de 220 mil fêmeas com um percentual de aproximadamente 62% em gestação coletiva.

O Presente Rural – Em que municípios ficam localizadas essas granjas?

José Ribas – Carambeí (PR), Dourados (MS), Seara (SC), Itapiranga (SC), São Miguel do Oeste (SC), Três Passos (RS), Seberi (RS) e Ana Rech (RS).

O Presente Rural – Desde quando e porque a JBS optou por baias de gestação coletivas?

José Ribas – Como a JBS/Seara é uma empresa formada a partir da aquisição/fusão de outras empresas, nossas granjas em suas diversas origens possuem uma variedade grande de layout e de padrão tecnológico em suas instalações. Isso nos trouxe desafios adicionais.

Sob a ótica de bem-estar animal, no entanto, nossas premissas e orientações antecederam qualquer outro movimento no Brasil. Importante reforçar que, mesmo antes dos movimentos contra o alojamento das fêmeas em espaços individuais, a Seara já desenvolvia projetos com manejos “cobre e fica”. Nesse processo as fêmeas permanecem em baias individuais por um período máximo de 35 dias.

Atualmente, todos os nossos novos projetos compreendem o sistema “cobre e solta”. Adotamos essa linha por entender que o pleno equilíbrio e harmonia entre ambiente, animal e homem permitem uma máxima expressão do potencial genético dos animais.

Isso se reflete em melhor desempenho reprodutivo, oferecendo maior competitividade à cadeia. Comprovamos isso quando avaliamos nossos indicadores zootécnicos, e as fêmeas em maior período em alojamento coletivo apresentam os melhores desempenhos.

O Presente Rural – Quando atingiram esse índice atual de 58% de matrizes em baias de gestação coletivas?

José Ribas – Temos compromissos públicos firmados e metas estabelecidas mês a mês para todos os anos. Isso coloca nosso time e todos os nossos produtores em linha com esse desafio. Atingimos esse indicador durante o último trimestre de 2020. Estamos atendendo nossos compromissos.

Méritos de nosso time de assistência técnica, mas muito mérito de nossos produtores, que estão entendendo a relevância do tema e estão comprometidos em fazer essa transformação.

O Presente Rural – Fale mais sobre os sistemas “cobre e fica” e “cobre e solta”.

José Ribas – Temos situações diferentes em nossa integração. Para os projetos novos, edificados nos últimos quatro anos, o sistema de manejo adotado compreende o “cobre e solta”, em que, após o desmame e inseminação artificial, as fêmeas passam a permanecer novamente em alojamento coletivo.

Para os projetos mais antigos, temos duas situações: para propriedades sem limitação de área de construção (por situação ambiental, matrícula ou física), adequamos as granjas por meio de uma expansão dos alojamentos coletivos para permitir a prática do manejo “cobre e solta” (transferência das fêmeas para o alojamento coletivo logo após a inseminação).

Já para as propriedades com limitações de expansão, adequamos as granjas para que as fêmeas permaneçam em alojamento individual até os 35 dias de gestação e, na sequência, as fêmeas já são encaminhadas também ao alojamento coletivo.

Estamos fazendo uma transformação não só cultural, mas também física nas granjas. Isso demanda investimentos e pode gerar impactos nas capacidades de produção. Dessa forma, há que se ter muita responsabilidade nesse processo para que possamos cuidar bem do bem-estar animal e, da mesma forma, das pessoas que vivem e fazem a nossa suinocultura.

O Presente Rural – Quais são os desafios de implantar o sistema?

José Ribas – Podemos alinhar os seguintes pontos principais: 1 – Há que se compreender que no Brasil temos uma diversidade de modelos de instalações e tecnologias implementadas que demandam estudos caso a caso para qualquer adaptação; 2) As propriedades, em sua maioria, vêm de projetos antigos que trazem, em sua essência, uma suinocultura intensiva em que o confinamento e gestação em espaço individual representam ganho em escala e otimização de metros de instalação; 3) A adequação para algumas granjas representa perda de inventário de fêmeas, pois se necessita de mais metro quadrado/fêmea (na cela é 0,72 m²/fêmea, na coletiva 2,20 m²/fêmea) e nem todas as granjas têm capacidade de expansão para as baias coletivas; 4) Necessidade de maior capacitação da mão de obra – processo de classificação das fêmeas (ordem de parto, tamanho das fêmeas, peso, etc.), diagnóstico de gestação (ultrassom), manejo de identificação de retorno (visualização de abortos na baia), manejo de arraçoamento (assegurar a quantidade de consumo adequado por fêmea); 5) Valores envolvidos nas adequações das granjas – aproximadamente R$ 600/fêmea.

Outro aspecto relevante é o “aculturamento” de todos. Desde o produtor, sua mão de obra, responsáveis pelos transportes e equipes. Enfim, o bem-estar animal não pode ser somente uma ação física ou tecnológica. Acima de tudo, é um modelo mental de produção. Esse aspecto é o mais relevante, pois, a partir desse entendimento, as demais ações podem ser tomadas em conjunto.

O Presente Rural – Quais foram os investimentos?

José Ribas – Os valores passam pelas modificações nas premissas dos projetos novos e pelas melhorias e mudanças dos projetos existentes. É difícil dimensionar todo o valor envolvido, mas estimamos que, nos últimos sete anos, os investimentos superem R$ 90 milhões.

Desenvolvemos uma linha própria de incentivo com o objetivo de reconhecer e acelerar a adequação das granjas que investem na melhoria das instalações por um período de 10 anos. Dessa forma, incentivamos aproximadamente 80% do recurso investido pelo produtor.

O Presente Rural – Vocês conseguiram notar diferenças na produtividade, sanidade etc. entre os dois modelos?

José Ribas – Realizamos vários experimentos para avaliar estatisticamente a diferença entre os sistemas (“cobre e fica” até 35 dias de gestação e “cobre e solta” após a inseminação). Não observamos diferenças estatísticas nos indicadores de produtividade e também nos de bem-estar animal. Mas vale ressaltar que os resultados estão diretamente ligados a boas práticas de produção realizadas junto às matrizes na granja.

Com relação aos modelos antigos, está claro que podemos ter ganhos. Sistemas adaptados trazem o benefício do bem-estar animal e oportunidades importantes de melhorias zootécnicas – e, em consequência, econômicas.

O Presente Rural – Quais pontos positivos da gestação coletiva?

José Ribas – Permite que as fêmeas manifestem os comportamentos específicos da espécie. Exemplo, definição de área limpa (para se alimentar, beber água) e área suja (para excretas). Permite ainda que a fêmea tenha um convívio social total e possibilita uma redução de problemas do aparelho geniturinário (fêmeas em gestação coletiva bebem mais água, urinam mais e evitam infecções urinárias). Observa-se menor manifestação das chamadas estereotipias (morder a cela, engolir ar, salivação e vocalização excessiva).

Os funcionários têm uma percepção mais positiva das granjas com alojamentos coletivos. São instalações com menor carga de grades, o ambiente parece mais limpo, e o nível de vocalização das fêmeas é menor. São aprendizados que estão sendo construídos e consolidados, mas que nos fazem ter a certeza do caminho que estamos percorrendo e dos objetivos a serem alcançados.

O Presente Rural – Quais pontos negativos da gestação coletiva?

José Ribas – Não considero que são pontos negativos. São, sim, aprendizados necessários e que farão toda a diferença. Quem tem feito a diferença nesse tema, mitigando eventuais dificuldades e sustentando investimentos, são nossos produtores rurais. A eles temos que buscar toda a ajuda possível e necessária.

São exemplos desses pontos de atenção: necessidade de maior acuracidade na classificação das fêmeas para formação do grupo (peso, tamanho, ordem de parto). No ambiente coletivo as brigas e disputas são maiores e, para não termos maiores danos, é preciso assegurar a correta classificação, permite disputas mais equilibradas.

Também há maior disputa pelo alimento no momento do arraçoamento. Existe necessidade de maior área para instalação dos alojamentos coletivos. Algumas granjas não têm área para realizar a expansão, precisando reduzir inventário das fêmeas, prejudicando a sustentabilidade econômica da atividade.

Maior cuidado e acompanhamento na observação das baias para identificação de fêmeas que não estão comendo e a identificação proativa de abortos no grupo.

Quando identificada uma fêmea com queda do escore corporal ou com a saúde comprometida, é necessário ter uma área “hospital” para a separação da matriz de modo a facilitar a recuperação dela.

Há também mais chance de problemas de disputas longas com fêmeas introduzidas em grupos já hierarquizados. Necessidade de fazer a introdução de mais de uma fêmea ao mesmo tempo ou acompanhar as primeiras horas logo após isso para assegurar o término das disputas. Se elas ocorrerem por tempo prolongado, há risco de mortalidade de fêmeas.

O Presente Rural – O compromisso da JBS é ter 100% em baias coletivas até 2025, mas, analisando que hoje praticamente 6 em cada 10 já estão nesse sistema, é possível que esse prazo seja reduzido? A JBS tem planos de se antecipar a 2025?

José Ribas – Todos os esforços estão sendo feitos. Estamos focados em fazer bem feito. A soma de esforços de nossos produtores e o nosso é que tem nos permitido atender até aqui esse compromisso. É difícil afirmar a respeito da possibilidade de o prazo de adequação ser reduzido.

Temos desafios conhecidos e outros novos. Veja que em 2020 tivemos a pandemia, que afetou os processos de produção, com maior ou menor impacto. Obras atrasaram, e investimentos ficaram mais caros, apenas para citar alguns obstáculos. Com relação à Covid-19, temos dificuldade de mão de obra, falta de insumos e até de equipamentos.

Os últimos acontecimentos nos desafiam ainda mais quando olhamos para nosso compromisso de adequar as gestações até 2025. Continuamos firmes em nosso propósito, incentivando e conscientizando os produtores de que esse é mais um grande passo, como tantos já realizados, rumo à melhoria, cada vez mais em linha com as boas práticas de produção animal, pois são essas que nos proporcionam maior competitividade e sustentabilidade para a cadeia produtiva.

Todos entendemos – toda a cadeia de produção, de produtores, transportadores, agroindústria – que esse caminho é necessário. A sociedade é cada vez mais exigente e menos tolerante a qualquer procedimento que cause desconforto aos animais.

Atender esse propósito de alimentar o mundo, cuidar de gente e do bem-estar animal são atributos inegociáveis da produção de proteína. Todos estamos comprometidos. Sempre que houver oportunidade incorporaremos melhorias e faremos isso na melhor velocidade possível, considerando sempre todos os aspectos envolvidos. Está claro que temos que falar o que fazemos e fazer o que falamos. Dessa forma continuaremos a alimentar o mundo.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de fevereiro/março de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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1 Comentário

1 Comentário

  1. Luiz Brito

    11 de março de 2021 em 12:02

    Gostaria muito de ter informações sobre o necessário para começar uma pequena criação, AGRADEÇO DESDE JÁ,
    Luiz Brito
    (83)988961020
    luizbrito2008@hotmail.com

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Notícias Suinocultura

Leitão com baixo peso não pode ser sinônimo de perda para o suinocultor

Se bem manejado, animal pode trazer ganhos para a granja.

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Um dos grandes desafios que suinocultores ainda enfrentam na maternidade são os leitões com baixo peso ao nascimento. É preciso adotar estratégias inteligentes para fazer com que estes leitões não sejam uma perca para o produtor, mas se tornem uma oportunidade para gerar lucros.

São considerados leitões de baixo peso ao nascimento aqueles com o peso inferior a um quilo. “Eles também podem ser considerados leitões de risco, junto com aqueles com nascimento tardio”, explica o médico veterinário, Iuri Pinheiro Machado, no entanto, estes animais podem ser chamados de leitões de oportunidade. “Justamente porque esse percentual de leitões nascidos pequenos muitas vezes são bastante expressivos em granjas de alta produtividade. Por isso, também pode ser uma oportunidade para ganhos se a gente conseguir salvar esse leitão e levar ele até o abate”, comenta.

O médico veterinário diz que diversos trabalhos demonstram que quanto mais baixa a faixa de peso, menor é o índice de sobrevivência ao longo dos dias e no desmame. “Demostrando assim que realmente abaixo de um quilo é o momento crítico e quanto mais baixo o peso menor é o índice de sobrevivência destes animais”, afirma.

De acordo com Machado, é importante entender que é fundamental a gestão dos índices de controle na propriedade, especialmente quanto a confiabilidade do registro. “É preciso que a gente treine as equipes, que tenhamos auditorias internas. Tudo que possibilita que tenhamos confiabilidade nos dados”, comenta. Entre os dados citados pelo profissional estão, por exemplo, o apontamento do horário do nascimento de cada leitão e a causa mortis primária correta. “A correta é aquela que realmente foi a causa da morte do leitão. Muitas vezes o leitão é esmagado, mas ele estava com o estomago vazio. Ele já estava moribundo, acabou morrendo de inanição e aí foi esmagado pela fêmea. É importante a gente identificar essas questões, saber a causa real primária, o dia e o horário que essas mortes aconteceram para a gente poder gerir esses números e atuar nas causas reais e que possam trazer benefícios”, diz.

Outro ponto destacado pelo profissional foi que é importante que não se confunda refugos com leitão pequeno. “O leitão pode nascer pequeno, mas o refugo não nasce refugo. Este é a gente quem fabrica, seja por manejo inadequado ou por falta de manejo. É importante a gente diferenciar esse animal também”, pontua.

Machado ainda ressalta que a pesagem individual dos animais é fundamental. “Na ficha de apontamento de parte vai ter o horário do nascimento, o apontamento do peso individual daquele leitão para que a gente possa definir dentro da nossa granja quais são as faixas críticas e como isso vai evoluindo ao longo do tempo com as medidas que a gente toma para reduzir o percentual de leitões nascidos de baixo peso. É importante que a gente defina as faixas dentro da granja e que atualize essas definições ao longo do tempo”, afirma.

Estratégias para reduzir a mortalidade do leitão
De acordo com Machado, é preciso que o produtor entende que, muitas vezes, o “cobertor é curto”. “Existem fatores que são antagônicos, como é o fato de às vezes a gente fazer uma indução de parto e essa indução trazer prematuridade em função de que eu apliquei o produtor em um momento inadequado, muito cedo”, diz. Do mesmo modo, em leitegadas numerosas é sabido que haverá um percentual maior de leitões de baixo peso. “A duração do parto vai ser maior, o número de tetos muitas vezes vai ser insuficiente para absorver o número de leitões e daí entra a questão das mães deleite, transferência e a questão da produção de colostro, que é fundamental”, comenta.

Além disso, Machado ainda diz que existem intervenções que podem ser feitas para acelerar o parto e ter assim um atendimento melhor. “Mas que muitas vezes, quando feito de forma exagerada elas podem comprometer a saúde da matriz para aquela lactação e, até mesmo, para a vida reprodutiva subsequente dessa fêmea”, afirma.

O médico veterinário ressalta ser importante o suinocultor entender que muitas vezes é preciso fazer escolhas em relação a estas questões levantadas por ele. “Induzir ou não o parto? Preciso induzir porque não tenho um funcionário noturno e muitos partos acontecem a noite e isso prejudica o meu acompanhamento do parto. Mas eu induzindo eu tenho um risco maior de prematuridade. Então, tudo isso deve ser avaliado”, destaca.

Machado diz que o manejo indicado para uma granja nem sempre é o mais adequado para outra. “Cada caso é um caso. Então isso vai do consultor, do assistente de analisar qual prática adotar. Dai entra a questão da mensuração dos índices para fechar toda uma estratégia de como trabalhar melhor a redução da mortalidade desses leitões de baixo peso”, diz.

Além destes pontos, o produtor também deve trabalhar no sentindo de diminuir o percentual de leitões nascidos em baixo peso. “Nesse sentido a gente pode adotar estratégias nutricionais na gestão, que vem desde o bump feeding, que é a quantidade de ração no final da gestação com ajustes individuais, conforme o histórico de produtividade por porca. Ou seja, aquelas mais produtivas podem receber uma quantidade maior de ração, enquanto aquelas menos produtivas em menor quantidade. São ajustes que podem ser feitos também controlando o peso dos nascidos vivos e obtendo resultados quase que imediatos”, explica.

Algumas estratégias podem ainda ser adotadas antes mesmo do parto. “É importante que a gente entenda que a duração do parto é um fator importante na questão da viabilidade e vigor dos leitões. Nesse sentido é importante que a gente entenda que existe uma correlação entre os níveis de glicose sanguínea da fêmea no momento do parto e a duração dele. Assim, quanto maior o período de jejum, maior vai ser a duração do parto. Alguns trabalhos desenvolvidos na Dinamarca demonstram isso. E, claro, quanto menor a duração do parto, maior vai ser a vitalidade do leitão e mais rapidamente eu consigo dar encaminhamento dos manejos que preciso fazer com todos eles”, comenta Machado.

Em termos práticos, explica o médico veterinário, o que se recomenda hoje é que a fêmea não tenha um jejum muito prolongado. “A quantidade que ela precisa no pré-parto é importante que ela seja dividida em várias refeições, pelo menos três, e que a última refeição ocorra preferencialmente três horas antes do início do parto, para que ela possa ter uma glicemia adequada para que tenha energia suficiente para ter um parto menos prolongado e, consequentemente, menos perdas em termos de nascidos mortos e leitões com menos vigor que, eventualmente, podem contribuir com a mortalidade e perdas tanto de leitões normais quanto de baixo peso”, esclarece.

Toda a importância para a parto
Já com relação ao atendimento ao parto, Machado diz que entra então a questão da indução, data adequada e o acompanhamento. “É importante que a gente tenha uma estratégia para aqueles partos que ocorrem fora do horário de expediente da granja. As manobras obstétricas, quais vamos fazer? Existem manobras menos invasivas, como é o caso da mudança de decúbito e massagem. Existem manobras mais invasivas, como é o caso do toque. Então tudo isso tem que ser analisado para que a gente tenha um maior salvamento de leitões e um encaminhamento logo para os manejos pós-parto”, expõe.

O profissional alerta que falta de atendimento ao parto tem consequências que muitas vezes são irreversíveis, relacionadas ao leitão que não foi secado e aquecido rapidamente, que não teve acesso ao colostro, entre outros. “É muito importante que os partos sejam atendidos. É um ponto fundamental. Então, a duração do parto é importante, mas mais importante ainda é a questão do acompanhamento do atendimento imediato dos leitões no parto”, reitera Machado.

O médico veterinário frisa que um dos primeiros pontos de atendimento ao parto é o conforto térmico dos leitões, especialmente os menores. “Todos os leitões ao nascer tem uma reserva menor de glicose e de gordura corporal. Isso faz com que eles percam calor muito rápido. Mas leitões menores tem uma relação entre a superfície e a massa desfavorável: quanto menor o leitão maior proporcionalmente a superfície em relação e esse volume. Nesse sentido o leitão menor perde calor mais rápido do que aqueles maiores. Por isso a importância da secagem e o uso de aquecimento durante os primeiros minutos, para que o leitão perca o mínimo de calor e já comece a mamar o mais rápido possível”, comenta.

Outro fator importante neste sentido é o colostro, que é uma fonte de energia, imunidade e fatores de crescimento para o leitão. “O colostro é uma luta contra o tempo, porque a medida que o tempo vai passando esse colostro vai perdendo em termos de concentração de anticorpos e da capacidade de absorção do leitão. É muito importante que o colostro seja ingerido o mais rápido possível”, diz.

Além disso, a quantidade ingerida deve ser uniformizada e, segundo Machado, isso depende do manejo, porque o leitão com baixo peso vai consumir menos colostros. “Temos essa situação: os leitões de baixo peso consomem menos colostro, em condições naturais, e os últimos leitões ao nascer, independente do tamanho, também consomem menos colostro. Isso nos leva muitas vezes a manejar os leitões de baixo peso da mesma forma que esses últimos leitões ao nascer, especialmente a suplementação de colostro”, observa.

O médico veterinário explica que a produção de colostro gira em uma média de 3.8 quilos por matrizes. “Um volume suficiente quando pensamos que o consumo ideal do leitão é de 200 a 250 gramas nas primeiras 24 horas de vida”, diz. Nesse sentido, continua, já existem hoje algumas granjas com 17 nascidos vivos de média, tendo assim colostro suficiente para todos os leitões. “A questão é como se distribui esse colostro. Esse é o nosso desafio. A produção é suficiente, mas o desafio é distribuir e aí entra o manejo”, afirma.

De acordo com Machado, as estratégias começam justamente no início da vida do leitão. “Após a secagem a gente tem que conduzir o leitão para mamar. Se a gente deixar ele procurar por si mesmo ele vai demandar muito tempo e muita energia até encontrar o teto e fazer a mamada correta. Então é possível a gente conduzir a mamada, mantendo os animais aquecidos e acompanhando as mamadas. Esse é um ponto fundamental”, destaca.

Outro ponto importante mencionado pelo profissional foi quanto a uniformização do consumo desse colostro. “A gente faz a escala de mamada, ou o que a gente chama de revezamento. Então, a gente vai marcando os leitões a medida que eles forem nascendo e daí prendendo e soltando do escamoteador para que todos tenham o consumo mais ou menos uniforme”, diz.

É importante ainda, principalmente para os leitões pequenos, a suplementação manual através do uso de sonda. “Principalmente com os pequenos e os últimos que nasceram, porque eles tem uma desvantagem aos que nasceram primeiro”, comenta Machado. Segundo ele, o uso da sonda é mais eficiente que o uso da mamadeira. “Não recomendamos a mamadeira para o leitão não ficar viciado, mas é uma forma também de utilização quando não dispõe de sonda. Outra vantagem da sonda é justamente que o leitão não fica viciado ao ver o funcionário ou procurando a mamadeira e não indo até o teto da fêmea”, comenta. O profissional explica que o ideal da aplicação é que seja feita de 15 a 20 ml por leitão com um intervalo de uma hora. “Além disso, é importante que os leitões mamem na mãe biológica, porque parte da imunidade celular é transmitida somente da mãe biológica para o seu filho”, menciona.

Machado reitera que leitões de baixo peso mais do que um problema são uma oportunidade. “A abordagem não se restringe ao manejo na maternidade, também envolve nutrição na gestação e critérios de seleção e descarte de matrizes. Dois fatores são imprescindíveis e insubstituíveis neste processo: colostro e mão de obra de qualidade”, conclui.

Fonte: OP Rural
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Notícias Suinocultura

Especialista discute os desafios e prevenção da Peste Suína Clássica nas zonas não livres da doença no Brasil

Plano Estratégico Brasil Livre de PSC muda a forma de combate à doença por meio de responsabilidades compartilhadas entre os segmentos público e privado. Chefe da Divisão de Sanidade dos Suínos do MAPA, Guilherme Zaha Takeda, destaca essa e outras iniciativas implantadas no país no combate à PSC.

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Em maio, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) deu início ao projeto piloto de implantação do Plano Estratégico Brasil Livre de Peste Suína Clássica (PSC) em Alagoas, no Nordeste do Brasil. Foi o primeiro passo de uma ação conjunta entre os setores público e privado para a execução da vacinação contra a PSC de forma regionalizada na zona não livre da doença.

Hoje, o Brasil possui um sistema que abrange a vigilância passiva em todos os rebanhos suínos e, na zona livre de PSC, mantém uma vigilância sorológica ativa e sistemática em Granjas de Reprodutores Suínos Certificadas (GRSC), em reprodutores suínos de descarte em abatedouros, em rebanhos suínos de subsistência, bem como a vigilância sorológica em populações de suínos asselvajados que fornecem dados para a comprovação da ausência de transmissão viral. Os dados desse sistema de vigilância são enviados anualmente à Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) para a manutenção da condição sanitária das zonas livres de PSC do Brasil.

As atuais zonas livres de PSC também são mantidas pelas estruturas de proteção e fiscalização implantadas nas fronteiras internacionais e divisas com países ou zonas não livres de PSC. “Além disso, o Brasil possui normas rigorosas para a importação de suínos e material genético de suínos, bem como de seus produtos e subprodutos. Esses requisitos exigidos para exportação ao Brasil são fundamentados nas recomendações internacionais, com particular atenção ao Código Sanitário para Animais Terrestres da OIE e ao Codex Alimentarius”, explica Guilherme Zaha Takeda, chefe da Divisão de Sanidade dos Suínos do MAPA – DISS/CAT/CGSA/DSA/SDA.

PLANO ESTRATÉGICO BRASIL LIVRE DE PSC – Com a implantação do Plano Estratégico Brasil Livre de Peste Suína Clássica, muda a forma de combate à doença, por meio de responsabilidades compartilhadas entre os segmentos público e privado com clara definição de compromissos, atribuições e responsabilidades no acompanhamento e avaliação da execução do Plano.

“O sucesso no controle e erradicação da PSC na zona não livre perpassa pelo fortalecimento das capacidades do serviço veterinário oficial, a sustentabilidade financeira e a necessidade de sensibilização e engajamento de todos os atores envolvidos. A vacinação contra a PSC é uma das ferramentas, em conjunto com as medidas de eliminação dos focos e melhorias nas condições de biossegurança das granjas comerciais de suínos”, pontua Takeda.

Atualmente, a zona não livre do Brasil é formada pelos Estados de Alagoas, Amapá, Amazonas (exceto a região pertencente à zona livre), Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima.

O Brasil possui dimensões continentais e realidades muito distintas. O responsável do MAPA explica que, nas regiões onde a suinocultura tem uma importância socioeconômica relevante, foram feitos importantes avanços em relação à PSC. Hoje o Brasil é o quarto maior produtor e exportador mundial de carne suína e vem batendo recordes no volume de exportação, com expectativa de novo recorde na comercialização anual.

Essa trajetória de sucesso econômico ocorreu graças a mudanças organizacionais, incremento tecnológico e interação entre os segmentos público e privado.

O Plano Estratégico Brasil Livre de PSC agrega uma intervenção estruturada e organizada na zona não livre de PSC. “Isso é de fundamental importância para a redução do risco de reintrodução do vírus da PSC na atual zona livre da doença, buscando prevenir prejuízos relacionados às perdas diretas e às restrições de acesso a mercados, decorrente da perda do reconhecimento internacional da situação sanitária do Brasil em relação à doença”, pontua.

MERCADO INTERNACIONAL – A credibilidade e a competitividade do Brasil no mercado internacional de produtos de origem suína estão diretamente relacionadas à qualidade e confiança conferidas pelos controles sanitários e medidas de vigilância adotadas. Os países importadores exigem comprovações cada vez mais objetivas e seguras da situação sanitária do país exportador em relação aos agentes patogênicos de interesse.

É importante reforçar que, atualmente, a OIE reconhece três zonas livres de PSC no Brasil: uma constituída por Rio Grande do Sul e Santa Catarina; outra pelos Estados do Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins, além do Distrito Federal, e ainda os municípios de Guajará, Boca do Acre, região Sul de Canutama e região Sudoeste de Lábrea, pertencentes ao Estado do Amazonas e a terceira constituída pelo Estado do Paraná. Anualmente o Brasil fornece dados robustos para a comprovação da ausência de transmissão viral nestas zonas.

PANORAMA MUNDIAL – A PSC é encontrada nas Américas Central e do Sul, Europa e Ásia e partes da África. A América do Norte, Austrália e Nova Zelândia estão atualmente livres da doença. Na década de 1990, grandes surtos de PSC ocorreram na Holanda (1997), Alemanha (1993-2000), Bélgica (1990, 1993, 1994), Itália (1995, 1996, 1997) e Japão (a partir de 2019), conforme dados da OIE.

BIOSSEGURIDADE EM PAUTA NO IPVS 2022 – O congresso da IPVS – International Pig Veterinary Society, maior evento técnico científico da suinocultura mundial, terá como sede a cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 2022, marcando a volta do evento para o Brasil depois de três décadas. O evento será realizado entre os dias 21 e 24 de junho, no Riocentro, e terá como tema as “Novas perspectivas para a suinocultura: biosseguridade, produtividade e inovação”.

Demais informações sobre o evento estão disponíveis no site www.ipvs2022.com ou pelo telefone (31) 3360-3663.

Fonte: Assessoria
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Suínos / Peixes Suinocultura

Otimização no manejo de fêmeas merece mais atenção do suinocultor

Há inúmeras maneiras de mensurar o manejo reprodutivo do plantel

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Os custos na suinocultura foram aumentando ao longo dos anos. Porém, graças a tecnologia foi possível também otimizar alguns processos desenvolvidos na granja, permitindo que o suinocultor tivesse economia. Durante o 13° Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsui), que aconteceu pela primeira vez de forma totalmente online, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Fernando Bortolozzo, falou para onde vai a otimização na suinocultura, focando no manejo reprodutivo dos suínos.

De acordo com ele, é sabido que há inúmeras maneiras de mensurar o manejo reprodutivo do plantel. “Se pegarmos a linha do tempo desde o nascimento da futura leitoa reprodutiva até a estabilidade dela no plantel, há uma série de etapas que envolvem toda a parte do desenvolvimento pré-puberdade, gestação, lactação, cuidados nos primeiros dias, longevidade e retenção delas no plantel”, comenta. As formas de manejo de todas estas etapas melhoraram bastante nos últimos anos. “Detalhes como as instalações, genética, nutrição, manejos e equipe”, diz.

Mas, mesmo frente a todos estes índices alcançados, é possível melhorar? Para Bortolozzo, sim. “A primeira resposta, o grande desafio é manter resultados racionalizando processos. Nem sempre a redução do desempenho zootécnico deve ser desprezada, principalmente quando vem associada ao maior ganho econômico”, menciona. Dessa forma, ele cita alguns pontos que devem ser ponderados e considerados pelo suinocultor.

O primeiro delas é o nascimento dessa futura reprodutora. “Sabemos que inúmeros fatores são importantes, como peso ao nascer quando inferior a um quilo compromete o desempenho subsequente. Temos dados de estudos canadenses que mostram que fenótipos de baixo peso ao nascer, independente do tamanho da leitegada o peso médio ao nascer é baixo. Eles encontraram 20% de fêmeas nesse grupo”, comenta.

O desenvolvimento do desmame até a seleção é outro ponto crucial. “Temos alvos de saída da creche, peso para evitar animais muito pesados na recria. Falhas podem ocorrer no desenvolvimento das leitoas se tivermos animais muito pesados que dificilmente conseguimos concertar depois”, alerta.

A puberdade é outro detalhe. “Claro que temos a definição rápida em 30 dias, que chega é bem importante. O foco é definir isso em 30 dias, para a gente não ficar com retenção de leitoas. Há fêmeas que não dão fluxo na produção e, às vezes, acabamos retendo-as além do necessário”, comenta.

Para Bortolozzo, outro ponto bem importante é o produtor fazer Flushing e checklist de avaliação. “Porque o que não é medido não é gerenciado”, afirma. Ele explica que é preciso ter um checklist para auxiliar nos procedimentos, “Independente de genética, vamos acabar tendo metas para inseminar leitoas. Todos os procedimentos que conhecemos, sabemos o que deve ser feito e muitas vezes o que nos falta é objetividade em ter um plano operacional para implementar corretamente estas ações”, diz.

O professor comenta que o desenvolvimento corporal até o desmame também merece atenção. “Somente alvo de peso na inseminação da leitoa não é suficiente. Temos que falar de desempenho e desenvolvimento corporal da matriz, principalmente até o primeiro desmame dela”, informa. Ele explica que falhas no ganho de peso gestacional também pode ser um problema. “Às vezes a matriz com problemas sanitários individuais e em outras vezes temos que pensar que nem sempre elas estão recebendo a quantidade de alimentos que deveriam receber”, menciona.

O excesso de catabolismo na primeira lactação também pode ser uma dor de cabeça, afirma o professor. “Quando falamos em desenvolvimento corporal dessa leitoa, não falamos somente de um alvo de peso na primeira inseminação. Vai desde o desmame, peso de parto e ao primeiro desmame. Ou seja, temos que ter um bom desenvolvimento dessas matrizes”, afirma.

Botolozzo informa que o intervalo desmame-estro é outro ponto de atenção. “É um período curto, mas extremamente importante. Na nossa meta de cobertura devemos observar que em IDE muito curtos, inferiores a dois dias, realmente comprometem o desempenho reprodutivo dessa fêmea”, adverte.

A inseminação artificial também merece uma atenção especial, destaca o professor. “Temos algumas oportunidades que vem desde o controle de qualidade de produção saindo da UDG até o processo que nós otimizamos na granja, desde o transporte, armazenamento de doses, conservadores ideias, cuidados com homogeneizar ou não. São tecnologias estabelecidas, mas que temos que implementar”, comenta.

Além disso, as tecnologias estão ajudando muito o suinocultor nos últimos anos. “A redução de espermatozoides por fêmea/ano. O número de inseminações por fêmea vão ser mais específicos, por IATF. Estamos mais para o lado não ter próximos anos a implementação pesada dessa tecnologia”, especula.

 

ASPECTOS GENÉTICOS

Professor da UFRGS, Fernando Bortolozzo

Já quando o assunto é gestação, Bortolozzo dá destaque para os ajustes nutricionais. “É preciso levar em conta aspectos genéticos e as recomendações da genética que é utilizada na granja. Quando reduzimos a quantidade de alimento, temos que pensar nas questões dos micronutrientes, se com as quantidades reduzidas vamos atender as exigências dessas fêmeas”, comenta.

Ele diz que a recuperação de escore corporal nos primeiros 30 dias após a inseminação também merece atenção. “Este é um assunto que ainda tem algumas coisas para discutir na área, ainda temos espaço para essa falar sobre a recuperação da fêmea após a inseminação, principalmente das fêmeas jovens”, afirma.

O professor ainda destaca que um ponto bem importante e que é preciso dar atenção é quando se fala nos cuidados que essa fêmea merece no dia 1, logo após o parto. “São ações importantes. A grande maioria está consolidada, mas temos que colocar em prática nas granjas e não temos como economizar na mão de obra. Ações como secar o leitão, aquecer, ingerir colostro, são ações extremamente importantes nesse dia 1”, diz.

Na lactação, Bortolozzo comenta que o grande foco é evitar o catabolismo. “Precisamos evitar manejos dentro da maternidade que vão afetar o IDE. E um ingrediente, de certa forma esquecido, é a água em quantidade e qualidade. Muitas vezes isso é deixado em um segundo plano e acaba comprometendo o desempenho da matriz em termos de produção de leite”, comenta.

Já para manter a longevidade dessa fêmea, o professor destaca dois pontos. “O desenvolvimento corporal desde o nascimento até o primeiro desmame e a mortalidade. Precisamos enfrentar esse problema e não aceitar dois dígitos de mortalidade dentro das granjas”, afirma.

Para Bortolozzo, é preciso ter coragem para mudar e quebrar paradigmas que ainda existem de pontos importantes. “Precisamos ter controle de qualidade nos procedimentos para trabalhar no limite definido. É importante empregar dados e experimentos confiáveis na tomada de decisões, e não simplesmente ter desafios sem fundamento”, diz.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de julho/agosto de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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