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Na Ocepar, governador destaca a importância das cooperativas para o Paraná

Ratinho Junior participou da solenidade de posse da nova diretoria da entidade. No evento, foi ressaltado que 64% do que se produz no Estado vêm deste setor, que no ano passado atingiu faturamento de R$ 187,84 bilhões.

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Fotos: Roberto Dziura Jr/AEN

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou na segunda-feira (03) da solenidade de posse da nova diretoria do Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e destacou a importância do setor o para o desenvolvimento do Estado. “O Paraná tem o maior número de cooperativas do Brasil, e as maiores. O setor gera emprego, renda e investimentos, ajudando fortemente a impulsionar a economia”, disse ele.

O engenheiro agrônomo José Roberto Ricken, atual presidente, foi reeleito para conduzir a entidade de 2023 a 2027. No encontro, foi ressaltado que os resultados do cooperativismo em 2022 mostram a força do setor no Paraná: 64% do que se produz no Estado vêm das cooperativas. Somente no ano passado o setor atingiu faturamento de R$ 187,84 bilhões e US$ 7,4 bilhões em exportações.

Ratinho Junior mencionou a atuação da Ocepar. O sistema atualmente representa 225 cooperativas dos ramos agropecuário, de crédito, saúde, infraestrutura, consumo, trabalho, produção de bens e serviços e transporte. “No Paraná, a Ocepar é uma entidade que participa das decisões em áreas estratégicas como logística, na questão ambiental, no planejamento hídrico do Estado, além do agronegócio, que é uma grande referência”, acrescentou.

O novo presidente afirmou que o Estado tem um bom diálogo com as cooperativas paranaenses e desenvolve constantemente uma série de ações para apoiar o setor, sobretudo na área de infraestrutura e logística. “Temos liberdade para discutir e propor projetos e participar de forma ativa. Precisamos de uma infraestrutura adequada e o Governo do Paraná está investindo nisso. Nunca se investiu tanto em infraestrutura”, destacou José Roberto Ricken.

Investimentos

Em 2022, o governador anunciou mais de R$ 2,5 bilhões em investimentos em infraestrutura, entre ordens de serviço, licitações para novas obras e dois grandes aportes no Porto de Paranaguá – um do setor público, de R$ 1,3 bilhão no Novo Corredor de Exportação, e um do privado, de R$ 800 milhões para novas esteiras transportadoras.

“Um Estado como o Paraná, que é um importante produtor de alimentos e tem grandes polos industriais, precisa de expressivos projetos de infraestrutura. Desde o início do nosso governo tiramos do papel as principais obras pendentes, como a Ponte da Integração, a Boiadeira, a Rodovia dos Minérios e a revitalização da PR-323, e nos organizamos para deixar um banco de projetos muito robusto para os próximos dez anos”, disse o governador.

Também foram citadas a modernização e ampliação do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá, que recebe investimento de R$ 1,3 bilhão na obra, e a implantação de novas esteiras transportadoras para receber fertilizantes que chegam de outros países, agilizando o desembarque de produtos importados. Além disso, estão em andamento obras como o novo Moegão, para absorver a produção transportada pelo modal ferroviário, com um investimento de R$ 524 milhões.

Outro projeto para beneficiar a produção no Estado é a Nova Ferroeste. Serão 1.304 quilômetros de ferrovias, ligando Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá. Já a conexão entre Cascavel e Foz do Iguaçu vai permitir a integração com o Paraguai e a Argentina, tornando o Paraná uma central logística da América do Sul.

Incentivos

O Governo do Estado tem adotado uma série de medidas em outras áreas para apoiar o setor cooperativista. A partir deste ano, após uma decisão da Secretaria de Estado da Fazenda, sete cooperativas paranaenses poderão investir em torno de R$ 237 milhões na construção de usinas de geração de energia renovável. O investimento foi possível com a autorização para transferência de créditos acumulados do Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em contrapartida à construção de usinas de biomassa e fotovoltaicas.

O Estado também tem programas voltados ao Apoio ao Cooperativismo da Agricultura Familiar do Paraná (Coopera Paraná), com o objetivo de fortalecer essas organizações como instrumentos para melhorar a competitividade e a renda dos agricultores familiares. O Estado conta ainda com o Susaf/PR – Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte, pelo qual os municípios podem autorizar que agroindústrias qualificadas com inspeção municipal comercializem seus produtos em todo o Estado. Além disso, existe o Banco do Agricultor Paranaense, com linhas que contemplam investimentos para implantação, expansão, modernização e adequações para atendimento às exigências sanitárias de agroindústrias, entre outras iniciativas.

Presenças 

Participaram da posse da nova diretoria o vice-governador Darci Piana; os secretários estaduais da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, e de Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros; o chefe de Gabinete Darlan Scalco; o coordenador do G7 e presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), Fernando Moraes; o presidente do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Márcio Lopes de Freitas; a presidente do Sicoob e diretora da Ocepar, Solange Pinzon, e demais autoridades.

Fonte: Assessoria AEN

Notícias Aliado da produtividade agrícola

Os 36 bilhões de toneladas que podem definir o futuro da agricultura brasileira

Estoque de carbono nos solos do país reforça o potencial das práticas regenerativas para elevar a produtividade e aumentar a resiliência das lavouras.

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Pesquisador e membro do comitê de governança do projeto Regenera Cerrado, José Siqueira - Fotos: Divulgação

Por muito tempo, o carbono no solo foi tratado principalmente como um tema ligado às mudanças climáticas e ao mercado de créditos de carbono. Hoje, a discussão avança para outro campo: o da produtividade agrícola. Pesquisas mostram que o aumento do carbono orgânico no solo está diretamente relacionado à maior retenção de água, ao melhor aproveitamento de nutrientes e à redução das perdas causadas por eventos climáticos extremos.

Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Solos), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), indicam que os solos brasileiros armazenam cerca de 36 bilhões de toneladas de carbono orgânico, o equivalente a aproximadamente 5% do estoque mundial.

Esse potencial tem impulsionado estudos sobre saúde do solo, agricultura de baixo carbono e sistemas de manejo regenerativo. A premissa é que solos com maior teor de matéria orgânica apresentam melhor estrutura física, maior atividade biológica e maior capacidade de armazenar água, fatores que contribuem para a estabilidade da produção em períodos de seca ou de chuvas intensas.

De acordo com o professor emérito da Universidade Federal de Lavras (UFLA), pesquisador em Ciências do Solo e integrante do comitê de governança do projeto Regenera Cerrado, José Siqueira, o manejo adotado nas propriedades é determinante para que o solo atue como emissor ou sequestrador de carbono. “O solo pode funcionar como fonte de gases de efeito estufa ou como dreno de carbono da atmosfera, ou seja, depende do manejo que se aplica. Quando aumentamos o teor de matéria orgânica, o sistema passa a reter mais carbono e isso influencia diretamente a qualidade, a produtividade e a sustentabilidade das lavouras”, afirma.

A matéria orgânica é considerada um dos principais indicadores da qualidade do solo por influenciar suas propriedades físicas, químicas e biológicas. Além de favorecer a ciclagem de nutrientes, ela melhora a infiltração e o armazenamento de água, reduz processos erosivos e contribui para o desenvolvimento das raízes.

Nesse contexto, iniciativas como o projeto Regenera Cerrado reforçam que práticas regenerativas não se limitam aos benefícios ambientais. A adoção de sistemas capazes de elevar os estoques de carbono no solo também pode gerar ganhos agronômicos e econômicos, ao aumentar a eficiência produtiva e reduzir a vulnerabilidade das lavouras às oscilações climáticas.

Matéria orgânica fortalece lavouras contra seca e calor

O aumento do teor de matéria orgânica no solo tem efeitos que vão além da fertilidade. Um dos principais benefícios é a maior capacidade de retenção de água, característica que contribui para reduzir os impactos de períodos de estiagem e de temperaturas elevadas sobre as lavouras.

Segundo Siqueira, a matéria orgânica funciona como uma reserva hídrica para as plantas, favorecendo o desenvolvimento das culturas em condições climáticas adversas. “Para cada 1% de aumento no teor de matéria orgânica, o solo pode armazenar até 150 mil litros de água por hectare. Isso tem impacto direto sobre a resiliência das lavouras, porque regula o estado hídrico das plantas e reduz os efeitos da falta de chuva e do calor excessivo”, explica.

O pesquisador destaca que o acúmulo de carbono no solo depende diretamente do manejo adotado nas propriedades. Entre as práticas que favorecem esse processo estão o plantio direto, a manutenção da palhada sobre a superfície, a rotação de culturas, o uso de plantas de cobertura e a redução do revolvimento do solo. Essas estratégias ajudam a preservar a matéria orgânica, reduzir sua degradação e aumentar os estoques de carbono nas áreas agrícolas.

Além dos ganhos ambientais, Siqueira ressalta que a adoção dessas práticas pode trazer benefícios econômicos ao produtor. Com um solo mais equilibrado e biologicamente ativo, há maior eficiência no aproveitamento de água e nutrientes, o que pode reduzir a dependência de fertilizantes e defensivos químicos e tornar o sistema produtivo mais estável ao longo do tempo. “Produtividade e práticas regenerativas andam juntas. Em muitos casos, o produtor reduz a necessidade de fertilizantes e defensivos químicos, diminui custos e constrói um sistema mais estável ao longo do tempo”, afirma.

Projeto Regenera Cerrado

Idealizado pelo Instituto Fórum do Futuro em 2022, o Regenera Cerrado tem como propósito disseminar práticas de agricultura regenerativa validadas cientificamente, oferecendo um modelo escalável de produção de soja e milho para o Brasil e o mundo.

Na segunda fase de trabalho, o projeto segue com o patrocínio da Cargill, conta com a coordenação técnico-científica da Embrapa e execução operacional do Instituto BioSistêmico (IBS), além da parceria de sete instituições nacionais e 8 fazendas localizadas na região de Rio Verde, no sudoeste goiano.

As instituições parceiras são: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Grupo Associado de Agricultura Sustentável (GAAS), Grupo Associado de Pesquisa do Sudoeste Goiano (GAPES), Instituto Federal Goiano, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade de Brasília (UnB).

Fonte: Assessoria Embrapa
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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026

CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

O crédito rural destinado à agricultura empresarial totalizou R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026, encerrada em junho deste ano. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e consideram as operações realizadas entre julho de 2025 e junho de 2026, excluindo os financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

A Cédula de Produto Rural (CPR) foi a principal modalidade de financiamento utilizada pelos produtores, respondendo por R$ 205,2 bilhões, o equivalente a 43% do total contratado. Na sequência aparecem as operações de custeio, com R$ 150,3 bilhões (31,5%), investimento, com R$ 50,5 bilhões (10,6%), comercialização, com R$ 37,9 bilhões (7,9%), e industrialização, que movimentou R$ 33,3 bilhões (7%). Somadas, as operações de CPR e custeio alcançaram R$ 355,5 bilhões, representando 74,5% de todo o crédito concedido na safra.

Na divisão por segmentos, os médios e grandes produtores enquadrados na categoria “Demais Empresarial” concentraram R$ 210,9 bilhões em financiamentos, correspondentes a 44,1% do total. Já o Pronamp respondeu por R$ 61,5 bilhões, ou 12,9% das concessões.

Ao longo da safra foram registrados 534.828 contratos de crédito rural para a agricultura empresarial. Desse total, 161.968 correspondem a operações por meio de CPR. As operações de custeio responderam por 263.896 contratos, enquanto os financiamentos para investimento somaram 97.105 contratos.

Nos programas de investimento, as aplicações chegaram a R$ 50,5 bilhões. O RenovAgro e o Pronamp lideraram os desembolsos, ambos com cerca de R$ 5,2 bilhões, seguidos pelo Moderfrota, com R$ 4,2 bilhões, e pelo Inovagro/Moderagro, com R$ 3,9 bilhões.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Entre as fontes de recursos, os Recursos Obrigatórios responderam por R$ 53,9 bilhões dentro das fontes controladas. Já entre as fontes não controladas, destacaram-se a LCA Livre, com R$ 67,1 bilhões, e a Poupança Rural Livre, com R$ 63,2 bilhões.

Regionalmente, a Região Sul concentrou o maior volume de crédito, com R$ 81,2 bilhões distribuídos em 146.956 contratos. O Sudeste aparece na sequência, com R$ 75,9 bilhões, praticamente empatado com o Centro-Oeste, que registrou R$ 75,8 bilhões. Apesar disso, o Centro-Oeste apresentou o maior valor médio por operação, de R$ 1,19 milhão. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 552,2 mil.

O boletim também mostra que os recursos equalizáveis somaram R$ 53,6 bilhões na safra, o equivalente a 58,6% da programação prevista para o período, de R$ 91,4 bilhões. Desse total, R$ 28,4 bilhões foram destinados ao custeio, R$ 24,5 bilhões aos investimentos e R$ 663 milhões à comercialização.

Conforme o Mapa, os dados divulgados são provisórios e não apresentam comparações com safras anteriores em razão das restrições previstas para o período de defeso eleitoral.

Acesse os dados clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural com Mapa
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura

Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

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Foto: Antonio Neto/Embrapa

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.

Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.

A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.

A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.

Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa
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