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Na ABPA, autoridades chinesas participam de encontro com avicultura e suinocultura do Brasil
Diretor geral e membros da CIQA debatem questões técnicas com exportadores de carne de frango e de suínos do Brasil.

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, recebeu na quarta-feira (02) o vice-presidente da Agência de Inspeção e Quarentena de Entrada e Saída do Governo da China (CIQA), Wang Zhiyong, e o secretário da Agência, Duan Xiaohong, juntamente com representantes de organizações importadoras de proteína animal do país asiático. O encontro ocorreu na sede da entidade, em São Paulo (SP).
Em sua apresentação, o presidente da ABPA reforçou a ampla capacidade dos produtores de aves e de suínos do Brasil em fornecer produtos de alta qualidade e sustentabilidade. Também reforçou os rígidos controles adotados pelo Brasil, o reforço aos protocolos de biosseguridade e a ampla ação de monitoramento frente aos casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves silvestres. Santin lembrou que o Brasil segue livre de registros da enfermidade em planteis comerciais.

Presidente da ABPA, Ricardo Santin, com o vice-presidente da Agência de Inspeção e Quarentena de Entrada e Saída do Governo da China (CIQA), Wang Zhiyong – Fotos: Divulgação/ABPA
O presidente da ABPA também reforçou o pedido, já apresentado pelo Ministério da Agricultura do Brasil, pelo reconhecimento de toda a área brasileira livre de aftosa sem vacinação – status já obtido junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Atualmente, apenas o estado de Santa Catarina possui este reconhecimento, o que permite a realização de exportações de carne suína com osso e de miúdos de suínos para o mercado chinês.
O encontro contou com a participação do vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, além dos secretários de Agricultura do Estado, Giovani Feltes, e de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, e da diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) da Secretaria de Agricultura gaúcha, Rosane Collares. Durante o encontro, o vice-governador apresentou um convite às representações chinesas para a realização de missões sanitárias no sistema gaúcho. Também foi feito um convite para a Expointer, com início previsto em 26 de agosto, em Esteio (RS).
Representando o governo paranaense no encontro, o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, esteve presente, juntamente com membros da agência de defesa. Na ocasião, os representantes paranaenses apresentaram a robustez da estrutura de defesa agropecuária, além de reforçar a importância da produção de proteína animal para o Estado. “Com total transparência, destacamos nossa posição como parceiros no auxílio à segurança alimentar da população chinesa. Queremos ampliar as relações comerciais com este que é o mais relevante mercado para a proteína animal do Brasil”, avalia Ricardo Santin.
Além de autoridades do Brasil e da China, o encontro reuniu representantes de agroindústrias exportadoras de aves e de suínos para o mercado chinês.

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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.





