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Mulheres representam força de trabalho e determinação 

O último Censo Agropecuário de 2017, realizado também pelo IBGE, revela que em 12 anos houve um crescimento de 38% no número de propriedades rurais administradas por mulheres

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Maria Cecília deixou a advocacia para se dedicar ao agro e conta que o apoio da família foi essencial para o sucesso da propriedade. - Fotos: Divulgação/Castrolanda

O Dia Internacional da Mulher foi oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, para lembrar das conquistas políticas e sociais. Atualmente mais de 100 países celebram a data das mais diferentes formas. Este é um dia historicamente marcado por movimentos que garantiram o que hoje parece básico, exemplos como a possibilidade de mulheres terem o acesso a faculdades, direito ao voto e até mesmo portarem um cartão de crédito eram impensáveis no passado.

A luta por equidade e respeito ocorre há séculos, em grande parte por estas razões que hoje a participação das mulheres no mercado está cada vez maior. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2019, a força de trabalho feminina está em alta pelo quinto ano consecutivo, representando 54,5%.

O agronegócio segue a mesma tendência, o último Censo Agropecuário de 2017, realizado também pelo IBGE, revela que em 12 anos houve um crescimento de 38% no número de propriedades rurais administradas por mulheres. Muito desse movimento é consequência de ações de incentivo e capacitação ocorridas em diversas frentes, como a Comissão da Mulher Cooperativista na Castrolanda, que traz formações relacionadas a gestão de propriedades e crescimento pessoal, por exemplo. Nos últimos anos a participação feminina na Cooperativa tem aumentado dentro e fora do ambiente corporativo, na ocupação de cargos de gerencias e coordenação, além das cadeiras em comitês de negócios.

A Gerente de Negócios Agrícola, Tatiane Bugallo, fala que as mudanças graduais ocorridas no agronegócio podem ser vistas desde as salas nas universidades, no campo e nas indústrias. “Quando entrei na faculdade existiam pouquíssimas mulheres nos cursos de engenharia, agora estamos assumindo as mais diferentes funções, seja na gestão ou no comando dos maquinários. O agro tem acompanhado essa evolução”.

Anos atrás os cargos importantes eram menos associados a nomes femininos do que são em 2021. Nas empresas as mulheres preenchiam apenas funções como de auxiliar e secretárias, assim como no meio rural eram destinadas aos trabalhos domésticos e cuidados dos filhos.

“Assumi a leiteria da família com 25 anos, foi difícil conquistar a confiança de todos para mostrar que eu era capaz de fazer um bom trabalho. Alguns funcionários da fazenda não aceitavam receber ordens vindas de uma pessoa mais nova, quanto mais sendo mulher”, relata Maria Cecília Prestes, produtora da Castrolanda. Formada em Direito, a pecuarista deixou a advocacia para se dedicar à propriedade da família e hoje coordena a produção, além de ser sócia do seu pai na propriedade.

A Gerente de Desenvolvimento Humano da Castrolanda, Adriana Dalla Nora afirma que esta resistência é possível de ser quebrada através da capacitação e do conhecimento. “Quando você se posiciona como uma profissional competente num mercado em que realmente temos a dominância masculina, temos que provar isso. O mercado está cada vez mais aberto para todos e isso são conquistas que não aconteceram da noite para o dia, foi mostrando nossas competências”.

 

JORNADA DUPLA

No Brasil, apenas 37,4% dos cargos gerenciais existentes em 2019 eram ocupados por mulheres. Em contrapartida, quando se fala das profissionais com nível superior completo, elas representam 19,4%, enquanto entre os homens o índice é de 15,1%. Outro indicador que pode contribuir para entender as dificuldades enfrentadas na inserção no mercado de trabalho, na faixa etária entre 25 e 49 anos, a presença de crianças com até 3 anos de idade vivendo no domicílio se mostra como fator relevante. O nível de ocupação entre as mulheres que têm filhos dessa idade é de 54,6%, abaixo dos 67,2% daquelas que não têm. Além disso, no Brasil, as mulheres dedicaram aos cuidados de pessoas ou afazeres domésticos quase o dobro de tempo que os homens (21,4 horas semanais contra 11,0 horas).

“A mulher tem uma sobrecarga muito grande e não temos que esconder isso. São filhos, casa e todos os outros afazeres fora do trabalho, é uma jornada dupla. Toda mulher precisa de uma rede de apoio para dividir essa carga. É uma dinâmica que tem que ter muita organização”, explica Tatiane. Ela ainda complementa que a mulher não deve ter vergonha de dizer que é mulher e mãe. “Muitas vezes precisei interromper reuniões para atender o telefone quando uma das crianças estava doente, ou de sair correndo da reunião pois precisava buscar na escola. Nós mulheres devemos perder o medo de demonstrar essa sobrecarga e temos que dar conta de tudo isso”, afirma.

 

DESAFIOS DIÁRIOS

A Cooperada Luciana Rebonato conta que um dos poucos momentos em que se distanciou da propriedade foi no nascimento da sua segunda filha, além disso a presença das crianças na fazenda sempre foi constante. “Eu assumi a fazenda em 2012, um pouco depois de ter voltado ao mercado de trabalho, mas precisávamos de alguém que se dedicasse a propriedade. A partir do momento que participei de alguns cursos de gestão dentro da Cooperativa que a mudança aconteceu de verdade e eu assumi a administração definitivamente”.

Luciana assumiu a administração da leiteria da família e hoje trabalha exclusivamente para a gerência do negócio.

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) aponta que o perfil da mulher que atua no agronegócio brasileiro é de escolaridade alta e independência financeira. Mais de 70% destas mulheres disseram que já sofreram preconceito, porém 61,1% delas declararam não terem se intimidado com isso.

“Ouvir coisas como ‘agora é a mulherzinha que está mandando’ não é confortável, mas a gente tem que mostrar que está ali porque sabe o que está fazendo. Até chegar no que estamos, foi preciso muito diálogo e paciência para conquistar a confiança dos funcionários, principalmente por ser um ambiente extremamente masculino”, explica Luciana.

 

BARREIRAS SUPERADAS

A Gerente de DH fala que é preciso enxergar além do gênero e analisar as competências de cada profissional. “É questão de tempo para estas diferenças serem abandonadas, a equidade ainda pode prevalecer. As organizações não são apenas resultados, são movidas por pessoas. As mulheres mostram a cada dia que são capazes e o universo feminino vem crescendo no ambiente profissional, temos exemplos muito bacanas de mulheres assumindo variados postos de trabalho, não só no agronegócio”, afirma Adriana.

Maria Cecilia conta que quando assumiu o seu trabalho na leiteria se sentia insegura em expressar opiniões, mas o apoio do seu pai foi essencial para o sucesso do negócio. “Sei que muitas mulheres, assim como eu, passam por essa insegurança. Posso dizer que a experiência trouxe uma carga de confiança e isso funciona também para nosso crescimento, tanto na fazenda como na Cooperativa. O sucesso está muito vinculado com isso, as coisas começam a fluir. Conquistar o nosso espaço depende de tempo”.

“Nosso trabalho não para e temos que driblar as dificuldades. Para assumir um negócio não podemos ter medo e devemos seguir sempre em frente. O medo de não conseguir vai existir, mas isso é resolvido quando você entende do trabalho e começa a conhecer sobre a atividade”, declara Luciana.

Fonte: Ass. Castrolanda

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MBRF integra Índice Carbono Eficiente da B3

Empresa passa a integrar o ICO2 após fusão entre Marfrig e BRF, com reconhecimento à gestão das emissões de gases de efeito estufa.

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Foto: MBRF

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, integra a carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3), que reconhece empresas com desempenho consistente na gestão e na transparência das emissões de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo para o avanço da transição para uma economia de baixo carbono. No processo de avaliação, 94 companhias foram analisadas, das quais 65 foram selecionadas para compor a nova carteira.

Esta é a primeira avaliação da companhia como MBRF, após a fusão entre Marfrig e BRF, concluída em 2025. No ciclo anterior, a Marfrig integrou o ICO2 B3 pelo quinto ano consecutivo, enquanto a BRF participou da carteira pela 14ª vez.

“A inclusão da MBRF na carteira do ICO2 B3 evidencia a robustez das práticas para mitigação e adaptação climáticas da companhia e reflete a consolidação de uma trajetória construída por Marfrig e BRF, já reconhecidas individualmente pela eficiência na gestão das emissões. Agora, ampliamos esse legado, com uma atuação integrada, em maior escala e com compromisso permanente com a agenda climática”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da MBRF.

Criado pela B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ICO2 avalia indicadores como metas de mudanças climáticas  atreladas a remuneração variável dos executivos, reporte público de emissões de gases de efeito estufa, estudo de identificação de riscos e/ou oportunidades relacionados ao clima, plano de transição alinhado à ambição de limitar o aquecimento global a 1,5°C (conforme preconizado pelo Acordo de Paris), metas de descarbonização da cadeia de valor, entre outros.

Mudança do clima

Para mitigar os efeitos da mudança do clima e contribuir para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono, a MBRF estabeleceu compromissos e metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Os desafios climáticos foram validados pela Science Based Targets initiative (SBTi) e estão alinhados com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5º C, conforme estabelecido no Acordo de Paris. O plano de ação está baseado em quatro frentes de ação: cadeia livre de desmatamento, agropecuária de baixo carbono, transição energética e eficiência operacional.

Entre as ações, destacam-se a geração de créditos de carbono certificados, com rentabilidade compartilhada ao longo da cadeia; o desenvolvimento de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF), certificados em parceria com a Embrapa; o uso de fontes renováveis, que já respondem por cerca de 50% da eletricidade consumida nas operações industriais, além da adoção de energia solar em aproximadamente 60% da criação de aves e suínos. A empresa também atua na intensificação e no manejo adequado de pastagens, evitando a supressão de vegetação nativa, investe no Programa de Produção Sustentável de Bezerros da IDH – The Sustainable Trade Initiative, e promove o melhoramento genético integrado que reduz o tempo de preparo dos animais para o abate, contribuindo para a diminuição das emissões.

Fonte: Assessoria MBRF
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Florescimento da soja define potencial produtivo da lavoura

Fatores climáticos, nutrição equilibrada e manejo adequado são decisivos para o pegamento de flores e a formação de vagens.

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Foto: Divulgação

O florescimento da soja marca uma das fases mais estratégicas do ciclo da cultura, pois é nesse período que se define grande parte dos componentes de produtividade. Aspectos fisiológicos, ambientais e de manejo atuam de forma integrada e podem favorecer ou limitar o pegamento de flores e a formação de vagens, refletindo no rendimento final da lavoura.

Entre os principais fatores que influenciam o florescimento estão o fotoperíodo, a temperatura, a disponibilidade hídrica e a nutrição da planta. Fotoperíodo e temperatura atuam conjuntamente sobre o desenvolvimento da soja, sendo que cada cultivar apresenta exigências específicas de soma térmica para completar seu ciclo.

Foto: Shutterstock

Já o déficit hídrico reduz a divisão e o alongamento celular, diminui a área foliar e o porte das plantas, resultando em menor formação de nós. Como consequência, ocorre redução no número de flores, vagens e grãos, afetando diretamente os componentes de produção.

A nutrição equilibrada também é determinante nessa fase. Todos os macro e micronutrientes são importantes, mas alguns se destacam durante o florescimento da soja, como fósforo, potássio, cálcio, boro, magnésio, cobalto e molibdênio. Esses nutrientes estão diretamente ligados à formação das flores, à polinização, ao transporte de carboidratos, à nodulação e ao enchimento de grãos. Deficiências nutricionais, especialmente de cálcio e boro, podem provocar baixa formação de flores e vagens.

Segundo o PhD em Agronomia em Ciência do Solo, Roni Fernandes Guareschi, além dos fatores abióticos, questões de manejo também interferem no florescimento e, por isso, requerem planejamento e correta execução das práticas agrícolas neste momento. “As análises de solo e foliar permitem identificar e corrigir desequilíbrios nutricionais que comprometem o desenvolvimento da planta e aumentam o risco de abortamento. A escolha de sementes de alta qualidade, de variedades adaptadas à região, o respeito à janela de plantio e um manejo eficiente de pragas e doenças são fundamentais para garantir um florescimento uniforme e dentro do potencial de cada cultivar”, afirma.

Florescimento e o início do verão

A qualidade da semente utilizada na implantação da lavoura exerce forte influência no florescimento. Sementes com alto vigor, boa germinação e sanidade favorecem um estabelecimento mais rápido e uniforme, com sistema radicular mais desenvolvido e maior eficiência na absorção de água e nutrientes, resultando em maior número de flores, vagens e grãos.

Foto: Gilson Abreu

Nesse contexto, o suporte técnico especializado contribui para decisões mais assertivas ao longo do ciclo. “Além de auxiliar na escolha da variedade mais adequada para cada região e condição climática, o time de campo orienta o produtor durante toda a safra com análises de solo e foliar e na seleção correta dos insumos para promover estandes mais uniformes e maior segurança na floração e formação de vagens”, destaca Guareschi.

Com a lavoura em fase reprodutiva e sob condições típicas do início do verão, o produtor deve ter ainda mais atenção ao manejo. “Monitorar a nodulação da soja, acompanhar pragas e doenças de forma contínua e adotar estratégias para estimular o máximo potencial fisiológico da planta são cuidados essenciais para minimizar os efeitos dos estresses abióticos e preservar o desempenho da cultura”, reforça.

Fonte: Assessoria Grupo Conceito
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Dia de Campo da Copacol apresenta pesquisas e tecnologias para elevar a produtividade

Evento reúne cooperados no CPA, em Cafelândia (PR), e destaca manejo, cultivares e cenário do mercado de commodities.

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Cooperados de diversos municípios prestigiaram o primeiro dia do evento - Fotos: Divulgação/Copacol

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo Centro de Pesquisa Agrícola (CPA). “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.

Cooperado Lucas visitou o CPA com o filho Gustavo: “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras”

Entre os temas abordados estiveram os resultados de pesquisa referente a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção; plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades; manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo e um painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA. A abertura do evento também contou com uma palestra especial sobre tendências do mercado de commodities com o palestrante Étore Baroni, da Stone-X Brasil.

Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor que participou do evento no primeiro dia.

Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.

Nesta sexta-feira (09) um novo grupo de produtores participa do Dia de Campo de Verão da Copacol. As atividades começam a partir das 08 horas no CPA, em Cafelândia (PR).

Fonte: Assessoria Copacol
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