Conectado com

Notícias

Mulheres estão presentes em todos os elos da cadeia agrícola

Agronegócio brasileiro nota o aumento das mulheres em todos os elos da cadeia agrícola, consolidam sua presença e ampliam seu impacto econômico e social. 

Publicado em

em

Fotos: Shutterstock

O Dia Internacional da Mulher, celebrado mundialmente em 08 de março é uma data comemorativa, oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU), no século 20, e visa homenagear todas as mulheres e suas lutas históricas. Ao longo dos anos, toda sociedade é convidada para equiparar condições entre homens e mulheres, sem distinções ou discriminações. Um dos principais setores da economia brasileira vem notando a crescente participação feminina: o agronegócio brasileiro nota o aumento das mulheres em todos os elos da cadeia agrícola, consolidam sua presença e ampliam seu impacto econômico e social.

Segundo pesquisa realizada pelo Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro, uma publicação trimestral elaborada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), quase 11 milhões de mulheres no Brasil trabalham com o agronegócio. Trata-se de um número que cresce ano a ano.

Dentro do Sistema Campo Limpo, o programa brasileiro e referência mundial de logística reversa das embalagens vazias de defensivos agrícolas, as mulheres estão presentes em todos os elos da cadeia: produtoras rurais, canais de distribuição, cooperativas, indústria e poder público possuem a presença feminina.

É o caso da Glaucy Ortiz, engenheira agrônoma e gerente de inspeção e defesa sanitária vegetal da Agência Estadual de Inspeção e Defesa Sanitária Animal e Vegetal no estado do Mato Grosso do Sul (IAGRO/MS), que relata que o apesar da convivência familiar ocorrer no âmbito das cidades, a escolha pela Agronomia foi definida após teste vocacional. “Logo no início do curso, essa vocação já se consolidava em minha vida pois ao ter experiências com as atividades agropecuárias meu horizonte profissional se ampliava ainda mais! A profissão te oferece enorme possibilidades, como o trabalho na produção de alimentos, desenvolvimento de biotecnologias, ciências do solo, conservação ambiental, produção de fibras e energia, ensino, pesquisa e desenvolvimento de políticas públicas, quer seja no âmbito da assistência técnica ou na defesa agropecuária”, explica.

Impacto positivo e orgulho em pertencer

Ainda de acordo com Glaucy, atuar no agronegócio é um desafio prazeroso e vê com entusiasmo o aumento do número de colegas. “Quando me formei há 25 anos, eram cinco mulheres engenheiras agrônomas formando, de um total de 45 formandos, um pouco mais de 10%. Hoje, na academia e no ambiente rural as mulheres têm se destacado em número e em qualificação. No setor público, no qual atuo, vejo mais mulheres em cargos de lideranças, assumindo papéis estratégicos no agronegócio tanto na construção de políticas públicas quanto no ambiente de produção privada e tudo isso é maravilhoso pois me sinto cada vez mais inspirada e com oportunidade de aprender ainda mais, com outras mulheres que tem feito diferença onde atuam”, compartilha.

Deise Nicolau, bióloga e coordenadora de Meio Ambiente da Cotrijal, também destaca o orgulho em atuar no agro há mais de 15 anos. “O agronegócio desempenha um papel essencial no fornecimento de alimento e demais produtos tanto para a nossa população quanto para o mundo. Estar inserida no agro é motivo de orgulho. A importância do protagonismo das mulheres na agricultura decorre de suas contribuições em diferentes aspectos desse setor. Elas estão envolvidas tanto em tarefas operacionais quanto em papéis de liderança, aumentando sua presença e influência nos processos de tomada de decisão”, ressalta.

Fonte: Assessoria inpEV  

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Publicado em

em

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
Continue Lendo

Notícias

Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
Continue Lendo

Notícias

Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

Publicado em

em

Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.