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Mudanças climáticas e sustentabilidade estão na pauta do 12º Sicit
Salão de Iniciação Científica e Tecnológica (Sicit) vai apresentar as pesquisas na Antártica e as práticas conservacionistas para uma produção mais sustentável.

Cientistas e pesquisadores se reúnem na 12ª edição do Salão de Iniciação Científica e Tecnológica (Sicit), juntamente com o 7º Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa, para abordar uma questão premente que molda o presente e futuro do planeta: as mudanças climáticas e a sustentabilidade. Sob a coordenação científica de Adriana Tarouco, do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul(Seapi), o evento será um fórum de reflexão profunda.
O estado do Rio Grande do Sul, que depende grandemente da agricultura e da pecuária, enfrenta desafios significativos decorrentes das mudanças climáticas. É nesse contexto que pesquisadores não apenas da Seapi, mas também de instituições de ensino e pesquisa em todo o país, compartilharão os resultados de suas investigações e buscarão soluções para promover uma produção mais sustentável e resistente às intempéries climáticas.
À medida que a necessidade de respostas eficazes se torna mais premente, o Sicit emerge como uma plataforma vital para explorar, discutir e moldar o futuro da sustentabilidade em um mundo que enfrenta desafios climáticos sem precedentes. Nesta matéria, exploraremos as principais discussões e descobertas que surgirão neste encontro crucial.
De acordo com Tarouco, ações não muito complexas de mudança nos sistemas de produção podem fazer a diferença e contribuir já, neste momento, para o meio ambiente. Entre elas, a aplicação pelos produtores de técnicas de manejo adequadas, boa utilização do solo, o uso de sistemas integrados que visam um aproveitamento mais sensato das áreas e a recuperação de pastagens degradadas, entre outras. “As palestras de abertura, que vão falar deste tema, abrem uma discussão sobre o que cada instituição está fazendo em relação a esta temática e como estão contribuindo com pesquisas e trabalhos nesta área, disponibilizando ferramentas para atenuar os efeitos das mudanças climáticas”, afirma.
A abertura oficial está prevista para o dia 04 de outubro, às 9h, com a participação dos pesquisadores doutores do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA/Seapi), Adriana Tarouco, Caio Effron, Kelly de Brito e Maria Helena Fermino. Depois, às 9h30min, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e membro do Programa Antártico Brasileiro desde 1993/1994, Francisco Aquino, fala sobre os “Desafios das mudanças climáticas: conexões entre o RS e a Antártica”. Ele vai explanar sobre o desenvolvimento de pesquisas no Continente Antártico, em especial nas áreas de climatologia e glaciologia, propiciando ao Brasil um entendimento das mudanças ambientais observadas nas regiões polares e o impacto destas mudanças no planeta e, em especial, em eventos extremos e teleconexões com o sul do Brasil.
E na sequência, às 10h30min, o coordenador substituto do Planejamento para Conservação do Solo e Água do Ministério da Agricultura, auditor fiscal federal agropecuário Elvison Ramos, vai falar sobre “Políticas Conservacionistas dos Recursos Naturais para uma Produção Agropecuária Mais Sustentável”.
No dia 04 de outubro, no período da tarde, e durante todo o dia 5 de outubro, vão ocorrer as apresentações dos pesquisadores, alunos do ensino médio, graduação e pós-graduação. Vão ser 45 apresentações orais nas áreas vegetal, animal e de desenvolvimento rural. A Mostra de Pesquisa terá apresentação oral de três trabalhos conduzidos por centros de pesquisa do Departamento. A transmissão será pelo canal de Eventos do DDPA no Youtube.
As inscrições para ouvinte estão abertas até dia 3/10, neste link, com emissão de certificado. O evento é online e gratuito e aberto à participação do público. Até o momento (27/09), já são mais de 200 inscritos.
Sobre o Sicit
O 12º Sicit, 7º Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa são organizados pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e têm como objetivos possibilitar aos alunos de graduação, pós-graduação e pesquisadores do DDPA, e de outras instituições, apresentarem os resultados de suas atividades de pesquisa, estimulando curiosidade científica, raciocínio lógico, senso crítico, responsabilidade e entusiasmo pela ciência. Também busca despertar o interesse na pesquisa e no desenvolvimento de produtos e processos inovadores, divulgando a geração de conhecimento e a transferência de novas tecnologias e serviços para a agropecuária gaúcha.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





