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MT terá quase 5% da soja da nova safra já colhida no início de janeiro, estima Imea

Índice deverá representar aproximadamente 1,5 milhão de toneladas da oleaginosa, de uma safra total projetada pelo Imea em 32,4 milhões de toneladas

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O Mato Grosso deverá ter quase 5% da sua produção total projetada de soja já colhida no primeiro terço de janeiro, contra cerca de 1% no mesmo período da safra anterior, à medida que o Estado executou o plantio mais rápido da história favorecido por boas condições climáticas, avaliou o instituto de análises Imea. O índice deverá representar aproximadamente 1,5 milhão de toneladas da oleaginosa, de uma safra total projetada pelo Imea em 32,4 milhões de toneladas, o que deve aliviar um pouco o mercado, que estará enfrentando uma situação de estoques praticamente zerados após exportações recordes neste ano.

O início da colheita precocemente em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de soja, pode ser boa notícia também para a China, maior importador global, que no momento está em disputa comercial com os Estados Unidos, tradicionalmente o principal concorrente do Brasil no mercado de exportação da oleaginosa. “Potencialmente, pode estar perto de 5% do total colhido… Teria uns 450 mil hectares colhidos”, disse à Reuters o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca, lembrando que o Estado havia colhido 1,3% da área quando o Imea divulgou sua primeira estimativa de colheita da safra passada, com base em 12 de janeiro.

O Imea divulgou na última sexta-feira (23) o seu boletim de plantio, mostrando que os trabalhos estão praticamente finalizados. Segundo ele, os dados apontam que a colheita de Mato Grosso poderá ter início entre os dias 20 e 21 de dezembro, nas regiões Oeste e Sudoeste, que plantam antes para fazer uma segunda safra de algodão. Mas, até o final de dezembro, ele acredita que o volume colhido seja pequeno, ficando em torno de 1%. Questionado se as primeiras colheitas iriam para a indústria local ou exportação, ele disse que é difícil afirmar no momento. Mas arriscou que potencialmente as cargas seriam tomadas por exportadores. O rápido plantio em Mato Grosso está impulsionando a média dos trabalhos no Brasil.

Segundo informou na sexta-feira consultoria AgRural, o plantio da safra de soja 2018/19 no Brasil alcançou nesta semana 89% dos 35,8 milhões de hectares estimados para o país, ante 84% nesta época na temporada passada. Analistas apontaram nesta semana que a safra está se desenvolvendo muito bem, tendo o melhor início da história, nas palavras da Agroconsult, que vê potencial para o Brasil produzir até 129 milhões de toneladas.

Fonte: Reuters

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Notícias Suinocultura

Prazo de vigência da IN 14 de 2016 é prorrogado

Ampliação do prazo favorece os produtores que fabricam ração para o consumo próprio

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Arquivo/OP Rural

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) após realizar reuniões técnicas com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), comunica a prorrogação da Instrução Normativa (IN) nº 14 de 2016, publicada no Diário Oficial da União (DOU), de quinta-feira (18). A IN 14 define as normas para as fábricas de ração animal, estabelecendo os critérios e os procedimentos para fabricação, comercialização e o uso de medicamentos na alimentação animal.

A ABCS levou o pleito técnico ao MAPA para a revisão do prazo da aplicabilidade da norma e dos procedimentos para as fábricas que produzem ração para consumo próprio. O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica que prorrogação foi realizada para que o MAPA revise a proposta, de forma que os produtores de fábricas de ração de uso próprio (não comerciais) consigam atingir uma pontuação viável e gradativa quanto às especificações estabelecidas na IN 14.

“Algumas adequações estabelecidas pela IN 14 são essenciais para otimizar o uso de antimicrobianos na produção nacional, visando assim atender as demandas dos mercados consumidores. E o trabalho da ABCS junto ao MAPA é primordial, pois é somente dessa forma que vamos construir uma norma aplicável a toda suinocultura brasileira”, disse Lopes.

Em 2018, a ABCS criou o Grupo de Trabalho (GT) para debater a aplicabilidade da Instrução Normativa 14 de 2016. A iniciativa contou com a participação de diversas entidades do setor privado e, na ocasião, o GT entregou ao MAPA um único documento, com o objetivo de sugerir à pasta algumas adequações referentes aos requisitos para uso de medicamentos em fábricas, conforme a realidade da suinocultura. Isso porque, segundo dados da ABCS, estima-se que haja atualmente 1.400 granjas que produzem ração para consumo próprio, com as mais variadas condições de estrutura e operação.

Visando a viabilidade da produção de suínos, a ABCS se reuniu diversas vezes com a equipe técnica da pasta para solicitar as ponderações do material entregue pelo GT e também a revisão do prazo da aplicabilidade da norma. “Hoje, com a prorrogação do prazo temos um tempo maior para aperfeiçoar o processo de produção de ração nas granjas. E, é necessário a união da cadeia produtiva e do Ministério para que em 18 julho de 2020 (prazo dado pelo DOU) já tenhamos uma norma exequível”, afirma o presidente da ABCS.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

Carne de frango tem maior competitividade, mas ritmo de negócios está lento

Enquanto os preços das carnes bovina e suína avançaram na parcial de julho, as cotações da de frango recuaram

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Arquivo/OP Rural

Enquanto os preços das carnes bovina e suína avançaram na parcial de julho (até o dia 18), as cotações da de frango recuaram, o que elevou sua competitividade frente às concorrentes. Ainda assim, conforme colaboradores do Cepea, a liquidez da carne de frango está baixa no mercado doméstico, uma vez que as férias escolares e as temperaturas mais amenas diminuem a procura pelo produto – neste período do ano, consumidores dão preferência a carnes de sabor mais forte, como a suína.

Fonte: Cepea
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Notícias Estudo

Levantamento da Embrapa quer conhecer demandas sobre pastagens

Levantamento está em andamento e qualquer usuário que tenha relação com o tema pode responder ao questionário online

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Ana Maio

O Portfólio de Pastagens da Embrapa – estrutura que reúne todos os projetos de pesquisa nessa área – iniciou um levantamento de demandas do setor produtivo para avaliar os principais desafios para a produção de pastagens no Brasil. O levantamento está em andamento e qualquer usuário que tenha relação com o tema pode responder ao questionário online até dia 26 de julho.

De acordo com a presidente do Comitê Gestor do Portfólio, Patrícia Menezes Santos, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP), é interessante que o levantamento seja aplicado em todo o país para captar diferentes realidades que envolvam produtores rurais, técnicos de assistência pública e/ou privada ou outros profissionais ligados à atividade pecuária.

A sondagem vale para as atividades de corte, de leite, criação de búfalos, ovinocultura, caprinocultura, enfim, qualquer sistema produtivo que tenha relação com o cultivo de forrageira. Clique aqui para responder a pesquisa. “Quanto mais pessoas responderem, melhor. Por meio dessa prospecção de problemas, poderemos direcionar melhor a programação de pesquisa em pastagens da Embrapa e promover maior impacto com os resultados obtidos”, afirmou a pesquisadora.

As principais forrageiras utilizadas hoje no Brasil foram geradas pela Embrapa. “Temos ações de melhoramento com várias espécies, para todas as regiões e biomas do país e também estamos levantando informações relacionadas a clima, solo, pragas e doenças relevantes”, disse Patrícia.

Com as respostas de quem está na ponta, no mercado, a Embrapa vai identificar problemas relacionados a diferentes sistemas de produção, vinculando-os com regiões e biomas brasileiros. “As informações que conseguirmos levantar sobre pragas, doenças, solos e clima podem nos ajudar a direcionar as pesquisas para as reais necessidades da sociedade”, afirmou.

Fonte: Assessoria
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