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MSD Saúde Animal lança vacina bivalente inédita para Tilapicultura
Com proteção contra bactérias Streptococcus agalactiae sorotipo 1b e Streptococcus iniae, a vacina confere incremento de sobrevivência de cerca de 8 % nas granjas de produção

Apesar do cenário atual ser de aumento significativo nos custos de produção de proteínas no Brasil, esse desafio traz uma oportunidade importante para os produtores de proteínas de pescados se tornarem mais competitivos no mercado. Conhecendo esse cenário e pronta para sempre disponibilizar novas tecnologias para o setor, a MSD Saúde Animal lança mais uma vacina em seu portfólio. Dessa vez, uma solução bivalente inédita composta pelas duas cepas de maior importância das bacias produtoras do centro-sul brasileiro, a vacina Aquavac Strep SaSi.
Os brasileiros ainda têm pouco hábito de consumo de pescado, consumindo cerca de 9,5 kg por ano, o que é pouco se levarmos em consideração a recomendação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que é de 12 kg por ano ou até mesmo a média de consumo mundial, superior a 20 kg anuais. Mas os pescados têm ganhado espaço. “Surfando nessa onda, temos a Tilápia: uma proteína que tem estado cada vez mais presente nos lares das famílias no Brasil”, pontua Rodrigo Zanolo, diretor da unidade de Aquicultura da MSD Saúde Animal.
O crescimento do cultivo e comercialização da Tilápia no País foi de 12,5% no ano de 2020, consolidando essa espécie como a mais importante para a piscicultura brasileira, representando 60,6% de participação na produção nacional de pescados, totalizando 486.155 toneladas produzidas, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). Este crescimento deve-se principalmente a dois importantes fatores: um pacote tecnológico de produção bem definido e alta aceitação do consumidor final.
“O cenário é promissor, mas o crescimento e a intensificação das produções de Tilápias também carrega consigo o aumento de importantes desafios sanitários que devem ser vencidos, como a principal enfermidade que acomete as granjas de produção. Por exemplo, a chamada Estreptococose”, afirma Zanolo.
Atualmente combatida principalmente por meio das vacinações, essa enfermidade causa altos prejuízos nas pisciculturas. Mas há uma boa notícia: ela pode se tornar uma doença de fácil convivência se o seu controle for feito com base em programas sanitários customizados e bem estabelecidos.
Estudos de campo realizadas pela MSD Saúde Animal demonstraram aumento de sobrevivências de 8,8 % com utilização do programa de vacinação bivalente com Aquavac Strep SaSi com proteção frente as cepas de Streptococcus agalactiae Ib e S. iniae comparado aos programas tradicionais monovalentes de vacinação de proteção apenas frente a cepa de Streptococcus agalactiae Ib. Estes resultados colaboram de forma significativa no auxílio do desenvolvimento produtivo e financeiro da indústria e dos clientes.
“Esse lançamento também possui um inédito adjuvante que ajuda a prolongar sua eficácia em campo e, por ser a única vacina comercial bivalente do mercado, torna-se uma ferramenta determinante para conferir cada vez maior sustentabilidade econômica, produtiva e ambiental para Tilapicultura Brasileira”, reforça o executivo. A MSD Saúde Animal tem a inovação como parte muito importante na sua operação, por isso busca entregar ao mercado soluções completas, capazes de expandir a proteção da vida das pessoas e a saúde e o bem-estar dos animais.
Ao preparar soluções como essas, companhia busca fornecer ao mercado alternativas que possam não apenas suprir carências do setor, mas também proporcionar opções seguras, eficazes e que tenham como propósito melhorar a vida das pessoas e a saúde e o bem-estar dos animais. “O Brasil caminha para figurar entre os três maiores produtores de Tilápia do mundo e nós queremos chegar a esse ranking levando saúde e segurança alimentar às pessoas, cuidando do meio-ambiente e promovendo a harmonia desse ecossistema. Trabalhamos para apresentar soluções que promovam a saúde única, pois estamos todos conectados”, finaliza Zanolo.

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Vetanco reúne lideranças de aves e suínos em gramado para debater o futuro do agronegócio no Xponential Meeting 2026
Encontro, exclusivo para 70 convidados, teve como objetivo promover análises qualificadas sobre economia, agronegócio e oportunidades de crescimento em um ano marcado por incertezas e decisões estratégicas para o setor.

A Vetanco realizou, entre os dias 24 e 27 de fevereiro, o Xponential Meeting 2026, reunindo lideranças estratégicas das cadeias de aves e suínos no Wish Serrano Resort, em Gramado (RS). O encontro, exclusivo para 70 convidados, teve como objetivo promover análises qualificadas sobre economia, agronegócio e oportunidades de crescimento em um ano marcado por incertezas e decisões estratégicas para o setor.
A programação foi organizada em três painéis – econômico, agro e oportunidades – que trouxeram uma leitura ampla e estratégica do setor. Os debates abordaram desde os impactos do cenário macroeconômico sobre o agronegócio até temas estruturais da produção, como sucessão em empresas familiares, desenvolvimento da suinocultura e o posicionamento do Brasil no mercado global de carnes, além de discutir caminhos para inovação, acesso a financiamento e tomada de decisão em um ambiente de negócios cada vez mais imprevisível.
Para aprofundar essas discussões, o evento contou com a participação de nomes de referência: Antônio Cabrera, presidente do Grupo Cabrera e ex-ministro da Agricultura; Felipe Serigatti, da FGV Agro; Kellen Severo, jornalista especializada em economia e agronegócios; Marcos Paludo, diretor agroindustrial do Grupo Pluma; José R. Goulart, presidente da Alibem Alimentos S.A.; Dilvo Casagranda, diretor de Exportações da Aurora Coop; Bruno Rodrigues Camargo, gerente regional Sul da Finep; Arthur Müller, sócio da Cordier Investimentos; e Daniel Boer, consultor em estratégia, supply chain e sustentabilidade, ex-diretor global de proteínas da McDonald’s Corporation.
Cada painel foi complementado por mesas-redondas mediadas por executivos da Vetanco, promovendo integração entre conteúdo técnico e troca prática de experiências. A mediação ficou a cargo de Tiago Urbano, diretor técnico-comercial, no painel econômico; Lucas Piroca, gerente comercial da equipe de suínos, no painel agro; e Daiane Müssnich, diretora administrativa, no painel de oportunidades. A programação incluiu ainda, na tarde do dia 26, uma atividade externa no Parque Olivas de Gramado, espaço com mais de 12 mil oliveiras.
“O Xponential foi idealizado para abrir o ano com informações relevantes e qualificadas para os mercados de aves e suínos, reunindo lideranças que influenciam diretamente os rumos do setor. Nossa entrega transcende o suporte técnico; criamos um ecossistema de visão compartilhada e construção conjunta para impulsionar o crescimento real. Nossa meta é consolidar a Vetanco como a principal referência em geração de valor, unindo o protagonismo no agronegócio à nossa essência de valorização das pessoas”, destaca Thiago Tejkowski, Global Marketing Manager da Vetanco S.A.
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Leite brasileiro emite menos da metade do carbono que a média mundial, revela estudo inédito da Cargill, USP e Embrapa
Benchmarking da Pegada de Carbono usa dados de 162 milhões de litros de leite e mostra que alta produtividade reduz emissões em até 43% por litro produzido.

Um estudo inédito da Cargill Nutrição e Saúde Animal, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a Embrapa Gado de Leite, indica que a produção leiteira brasileira apresenta emissão de carbono inferior à registrada no cenário internacional.
Intitulado ‘Benchmarking da Pegada de Carbono’, o estudo aponta que a produção nacional de leite no Brasil emite, em média, 1,19 kg de dióxido de carbono equivalente (CO₂eq) para cada quilo de leite produzido. O cálculo considera o leite corrigido para os teores de gordura e proteína, método adotado internacionalmente para permitir a comparação entre diferentes sistemas de produção. Como referência, a média global é estimada em 2,5 kg de CO₂eq por quilo de leite.
A iniciativa considerou a Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), metodologia que considera os impactos ambientais do sistema produtivo do berço ao portão da fazenda, e analisou três sistemas produtivos distintos, distribuídos em quatro biomas brasileiros.
O estudo está entre os mais abrangentes já realizados no setor lácteo brasileiro. Foram analisados 24.349 animais em 28 fazendas localizadas em sete estados, com produção anual de 162.102.481 litros de leite. A amplitude da base de dados permitiu avaliar diferentes sistemas produtivos e estabelecer parâmetros técnicos comparáveis entre propriedades e regiões.
Os resultados do benchmarking mostram que o desempenho brasileiro se aproxima ao de países com sistemas leiteiros consolidados. A pegada média registrada no País é semelhante à da Alemanha, de 1,2 kg de CO₂eq, e próxima à dos Estados Unidos, estimada em 1,0 kg de CO₂eq.
Produtividade e emissões
A pesquisa reforça a relação direta entre eficiência produtiva e redução das emissões. Na comparação entre os sistemas avaliados, o aumento da produtividade permitiu redução de até 43% nas emissões por litro de leite produzido. Fazendas com produção diária superior a 25 litros por vaca apresentaram pegada média de 0,90 kg de CO₂eq por quilo de leite. Já propriedades com produtividade inferior a esse patamar registraram índice de 1,58 kg de CO₂eq.
“Os dados mostram que decisões técnicas relacionadas ao manejo do rebanho, como ajustes de dieta e tecnologias com foco em eficiência produtiva, impactam diretamente os indicadores ambientais da atividade”, afirma Marcelo Dalmagro, diretor de Marketing Estratégico e Tecnologia da Cargill Nutrição e Saúde Animal. “Além de vital para a sustentabilidade econômica das propriedades leiteiras, a produtividade passa a ser também um parâmetro associado à redução de emissões dentro da porteira”, completa.
O metano entérico foi identificado como a principal fonte de emissão, com participação de 47,0%, seguido pela produção de alimentos fora da propriedade, com 36,8%, e pelo manejo de dejetos, responsável por 8,1%.
O levantamento também analisou a produção por biomas, evidenciando o desempenho da atividade leiteira em diferentes condições climáticas e sistemas de manejo. O Pampa apresentou a menor pegada média, com 0,99 kg de CO₂eq; seguido pelo Cerrado, com 1,12 kg; Mata Atlântica, com 1,19 kg; e Caatinga, com 1,50 kg de CO₂eq por quilo de leite.
Realizado entre 2022 e 2024, o projeto seguiu as normas internacionais ISO 14040, 14044 e 14067, o que garante padronização metodológica e comparabilidade dos dados entre sistemas produtivos e regiões.
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Safeeds investe R$20 milhões no mais completo e moderno Centro de Pesquisa científica para animais zootécnicos
Evento reuniu importantes autoridades e lideranças regionais.

A Safeeds inaugurou no dia 26 de fevereiro, em Cascavel (PR), o Centro de Pesquisa e Excelência (CEPEX), uma das mais modernas estruturas privadas de pesquisa aplicada em nutrição animal do Brasil. O empreendimento representa investimentos de R$ 20 milhões, integralmente financiados com recursos próprios da empresa.
O evento reuniu importantes autoridades e lideranças regionais, entre elas o vice-prefeito de Cascavel, Henrique Mecabô; o prefeito de Toledo, Mário Costenaro — também arquiteto responsável pelos projetos da Safeeds, incluindo o CEPEX —, além de representantes do IAT (Instituto Água e Terra), da ADAPAR (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná), da ABRA (Associação Brasileira de Reciclagem Animal) e do PODE (Programa Oeste em Desenvolvimento), secretários municipais, clientes, fornecedores, cooperativas e convidados especiais.
A cerimônia foi aberta por Caio Tellini, médico-veterinário e coordenador do CEPEX, que destacou a relevância do Brasil no cenário global de proteína animal. “O Brasil é o quarto maior produtor de tilápia do mundo, o terceiro maior exportador de carne suína e o maior exportador de carne de frango do mundo. Entregamos hoje o mais moderno Centro de Pesquisa animal do mundo e tudo isso, para estar à altura dos nossos clientes, que são exatamente esses exportadores de proteína animal. Cada detalhe aqui foi pensado minuciosamente”, afirmou.
Segundo Caio, o CEPEX contribuirá com geração de informações técnicas, desenvolvimento científico, parcerias com universidades, além de gerar empregos e desenvolvimento para toda a região. “Quando o empreendedorismo brasileiro se junta às autoridades governamentais e às mentes brilhantes da nossa indústria, nós ensinamos o mundo a produzir proteína animal.”
Na sequência, o diretor administrativo da Safeeds, Paulo Guerra, ressaltou a trajetória da empresa e o significado estratégico do novo momento. Fundada em 2004, a Safeeds completa 22 anos de atuação, marcados por crescimento consistente e visão de longo prazo. “Não foi fácil chegar até aqui. A Safeeds nasceu em 2004 e, desde o início, sempre olhamos para frente. A visão do empreendedor precisa ser grande. Nossa prioridade sempre foi a segurança alimentar, e contar com nossos colaboradores torna cada conquista ainda mais significativa”, afirmou. Emocionado, Paulo reforçou o orgulho pela consolidação do CEPEX como um projeto concebido e desenvolvido no Brasil. “Eu bato no coração e digo a vocês: é motivo de orgulho olhar para o CEPEX e saber que ele nasceu aqui. Saiu daqui, do Brasil.”
O presidente da Safeeds, Ricardo Castilho, destacou que o CEPEX foi 100% financiado com recursos privados da empresa. “Esses investimentos somam um montante que supera R$ 20 milhões. E, se somarmos os investimentos do novo refeitório, que ainda está em fase final, esse número ultrapassa os R$ 20 milhões. Mas mais importante que o investimento financeiro é o investimento em visão de futuro.”
Ricardo também enfatizou o papel estratégico da tecnologia e da inovação para a competitividade do setor. “O poder tecnológico é um privilégio da sabedoria humana, e pertence àqueles que decidem investir energia criativa, recursos e tempo para gerar avanços reais. E, na Safeeds, nós escolhemos investir.”
Em sua fala, reforçou que o domínio tecnológico é determinante para o protagonismo no mercado. “Historicamente, quem domina o processo tecnológico e as tecnologias domina novos produtos, novas aplicações e os principais mercados. Isso se chama inovação. Mas inovação não nasce por acaso. Inovação nasce de pesquisas. Inovação nasce do método científico. Inovação nasce de um ambiente fértil.”
O presidente do SINDIAVIPAR, Roberto Kaefer, também ressaltou a importância da inovação para a evolução da avicultura brasileira e paranaense.“É uma honra estar aqui. Parabenizo o Paulo e o Ricardo por essa iniciativa. O nosso setor precisa exatamente disso: inovação”, afirmou.
Kaefer relembrou a evolução histórica da produtividade na avicultura. “Há cerca de 40 anos, trabalhávamos com uma conversão alimentar de 2,2 quilos para cada quilo de frango produzido, em um ciclo de 60 dias. Nesta semana, tivemos um lote fechado no Rio Grande do Sul com conversão de 1,220. Reduzimos praticamente um quilo na conversão alimentar ao longo das décadas.”
O prefeito de Toledo, Mário Costenaro, destacou a importância do empreendimento e relembrou o início da concepção da estrutura. “É uma satisfação enorme estar aqui hoje. O que está sendo inaugurado agora começou a ser projetado há pouco mais de três anos. Naquela época, eu ainda administrava o escritório de arquitetura e não imaginava que estaria aqui, como prefeito, participando deste momento.”
Costenaro ressaltou que sempre acreditou no potencial de crescimento da empresa. “Se tinha alguém que acreditava que esse momento da Safeeds chegaria, era eu. Estávamos sempre próximos e acompanhávamos a forma como vocês conduziam a empresa, como construíram sinergia entre as equipes e como atraíram pessoas especializadas. Isso faz toda a diferença.” Ele concluiu reforçando que o novo ciclo representa apenas o início de uma etapa ainda maior. “Fico muito feliz porque sei que tudo isso é só o começo. Desejo muito sucesso à Safeeds.”
Estrutura de padrão internacional
Instalado na sede da Safeeds, o CEPEX foi concebido com o objetivo de ampliar a precisão, a confiabilidade e a reprodutibilidade dos ensaios conduzidos pela empresa. A estrutura permite a realização de estudos controlados, avaliações de desempenho zootécnico, análises de segurança alimentar e testes comparativos em ambiente monitorado, garantindo robustez estatística aos resultados.
O complexo conta com célula de entrada que funciona como barreira sanitária e escritório da unidade, onde colaboradores e visitantes passam por protocolos rigorosos de biossegurança. Possui ainda fábrica de ração exclusiva para pesquisas, unidade experimental de suínos nas fases de creche e terminação com 80 baias suspensas, unidade experimental de peixes com três salas independentes para diferentes fases produtivas, aviário experimental com 64 boxes independentes, sala específica para ensaios de digestibilidade, isoladores sanitários e rotoacelerador próprio para tratamento seguro e sustentável de resíduos.
“Cada detalhe foi planejado para gerar conhecimento científico de alto nível estatístico, possibilitando parcerias com universidades e permitindo publicações nas melhores revistas científicas internacionais”, relatou o coordenador do CEPEX, Caio Tellini.
Além de fortalecer o desenvolvimento tecnológico interno, o centro amplia a capacidade da Safeeds de gerar dados técnicos que apoiem produtores, integradoras e parceiros estratégicos na tomada de decisão, conectando pesquisa científica, inovação prática e aplicação em campo.
Com a inauguração do CEPEX, a Safeeds reforça seu compromisso com a ciência aplicada, a segurança alimentar e a melhoria contínua da produção animal, investindo em pesquisa para elevar padrões de qualidade e contribuir para uma cadeia de proteína mais segura, eficiente e sustentável.



